Dia do Cuidador de Idosos foi comemorado na Câmara Municipal de São Paulo

Trinta milhões de brasileiros já passaram dos 60 anos e a grande maioria está envelhecendo bem, mas quem precisa de ajuda acaba sendo socorrido pelos parentes. Por isso, a profissão dos cuidadores de idosos está em alta. Já existem vários cursos para preparar esses profissionais. O que já sabemos é que em 2030 teremos mais idosos do que jovens no Brasil. A previsão é do IBGE.

No Brasil ainda são os parentes que mais cuidam dos idosos e essa solução caseira não é o ideal, alerta a pesquisadora da Universidade de São Paulo, Yeda Duarte. “Tenho pessoas que não são capacitadas para esse fim cuidando de pessoas que são dependentes e precisam de cuidados mais específicos”, avisa.

A profissão de cuidador de idosos continua em alta, mas pouquíssima gente sabe sobre os projetos de lei que estão tramitando por aí sobre a regulação desse trabalho e o que cada um implica tanto para a família e instituição que contrata esse profissional, quanto para o profissional que é contratado.

Para isso precisamos escancarar as portas sobre o que vem a ser cada projeto, afinal, o cuidador ou cuidadora de idosos já é uma pessoa ou profissional bem conhecida das nossas famílias e da sociedade moderna. Trata-se de uma função – o mercado de trabalho está ofertando vagas para esses profissionais – que está sendo cada vez mais requisitada pelas pessoas idosas e pelas famílias brasileiras. Uma função que afeta intimamente nossas vidas, obrigando cada um de nós a um engajamento, em algum nível, na discussão dos valores envolvidos em cada um deles.

No município de São Paulo, foi instituído o dia 26 de agosto, como o Dia do Cuidador de Idoso. Em celebração a essa data, o vereador Gilberto Natalini e a ACIRMESP- Associação dos Cuidadores de Idosos do Estado de São Paulo realizaram um evento com uma vasta programação. Natalini não pôde estar presente, mas foi representado por sua assessora Luciana Feldman.

A função

Antes o cuidado era feito exclusivamente pelas famílias, mas a família mudou muito nas últimas décadas. Um fator importante e decisivo para a mudança da estrutura familiar foi o fato da mulher, tradicional cuidadora, sair de casa para trabalhar. Outro fato é a redução do número de filhos das famílias brasileiras. Hoje, a média de filhos por família é apenas dois. Esses e outros fatores estão exigindo da sociedade vários rearranjos na responsabilidade de quem cuida da pessoa idosa, hoje nossos pais, sogros, tios…, e amanhã todos nós.

A ocupação de cuidador é regulamentada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, sob a classificação Nº 5162-10 – Cuidador de idosos: Acompanhante de idosos, cuidador de pessoas idosas e dependentes, cuidador de idosos domiciliar, cuidador institucional, Gero-sitter.

Projetos

Desde 2006 estava tramitando no Congresso Nacional e Senado um Projeto de Lei para a Regulamentação da Profissão do Cuidador de Idosos. De acordo com o projeto (PLC 11/2016), os profissionais deveriam ter ensino fundamental completo e curso de qualificação na área, além de idade mínima de 18 anos, bons antecedentes criminais e atestados de aptidão física e mental. Há poucos dias o Presidente Jair Bolsonaro vetou o projeto de lei.

Na cidade de São Paulo, o vereador Natalini é autor da Lei 16.061/ 2014- PL 65/12, que cria o Programa do Cuidador de Idosos. Já é Lei, foi sancionada pelo prefeito, mas ainda não foi regulamentada. O parlamentar também realiza em parceria com a APOIO, o curso de capacitação para cuidadores de idosos, por onde já passaram mais de 5000 pessoas.

ACIRMESP

A ACIRMESP – Associação dos Cuidadores de Idosos da Região metropolitana de São Paulo atua nos eixos Cuidador-Família-Empresas, promovendo ações que visam a qualificação constante dos serviços prestados por cuidadores de pessoas idosas.

A ideia de criar a Associação surgiu em dezembro de 2011, durante seminário com profissionais da área realizado pela ONG Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (OLHE).

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