As Energias limpas: a fotovoltaica

O Brasil tem cerca de 80 % de sua matriz elétrica de fontes renováveis. Por conta do potencial energético dos rios brasileiros, cerca de 60% da energia elétrica produzida no Brasil é gerada por usinas hidrelétricas.

Entretanto, existem inúmeras controvérsias em relação aos impactos socioambientais da instalação das usinas hidrelétricas, como a perda de biodiversidade, interferência no microclima local e expulsão compulsória das comunidades ribeirinhas.

A energia eólica tem ganhado força no Brasil e, atualmente, é responsável por certa de 9% da energia produzida no país, com crescimento de 17% em 2018 na comparação com o ano anterior.

A despeito do potencial de geração de energia solar no país, um dos maiores do mundo, a produção ainda engatinha no Brasil.

A legislação federal já evoluiu para permitir a produção e venda de energia solar fotovoltaica das residências para a rede de distribuição.

E também o BNDES instituiu uma linha de financiamento para isso.

São Paulo é uma cidade colossal. Possui um dos maiores consumos energéticos do país. Por que não avançamos na produção de energia solar fotovoltaica?

É claro que interesses empresariais atrapalham o crescimento da autogeração de energia renovável na cidade. Mas a falta de interesse da Prefeitura no assunto é assustadora.

Temos propostas,  há muito tempo, inclusive por meio de projetos de lei e de outras iniciativas, para que a cidade possa evoluir na produção “caseira” de energia solar. Isso é factível e necessário.

Os prédios públicos já deveriam ter adotado medidas. Os prédios privados novos devem ser entregues com placas fotovoltaicas.

As residências e comércios existentes deveriam ter todo incentivo e apoio técnico e financeiro para implantar a produção de energia fotovoltaica em seus imóveis.
Mas isso não acontece, apesar de nossa insistência.

Isso é mais um marco do atraso de São Paulo, para construir a sua sustentabilidade.

De minha parte, vou insistir, resistir e investir nessa causa, até a exaustão.

Alcançar o desenvolvimento sustentável é, para mim, uma missão de vida.

Gilberto Natalini- Ambientalista, Médico e Vereador (PV/SP)