Natalini entra com ações na Justiça em defesa de parques da cidade de São Paulo

O vereador Gilberto Natalini (PV-SP) entrou nesta 4ª feira (5/06), Dia do Meio Ambiente, com duas ações populares na Vara da Fazenda contra a Prefeitura de São Paulo por conta das invasões nos Parques Guabirobeira (São Mateus, Zona Leste) e Juliana de Carvalho Torres (Cohab Raposo- Butantã, Zona Oeste).

O Parque Municipal Guabirobeira é um dos dez maiores da cidade, com área de 302 mil m². Depois de seis anos de sua inauguração, ainda não foi cercado. Em parte de seu perímetro existe um velho muro de alvenaria (destruído em várias partes para o ingresso de pessoas e animais) e em outra um vulnerável alambrado.

O problema é grave porque, já há seis meses, um lixão de entulho tomou conta de uma das bordas da área verde, que é vizinha ao bairro da Vila Nova Vitória.

A “organização” que toma conta do lixão ameaça os vizinhos, que não podem fazer nada a não ser assistir ao constante movimento de caminhões, dia e noite, para o despejo de entulho e restos de material de construção civil dentro da área do Guabirobeira, localizado em região de baixa prevalência de áreas verdes, o que é um motivo a mais para envidar os esforços necessários à sua preservação.

Já o Parque Municipal Juliana de Carvalho Torres, com 54 mil m², está desde o final de setembro de 2018, com cerca de 3 mil m² de seu território ocupado por uma invasão de 150 a 200 barracos de madeira. Quase oito meses depois, verificamos que algumas dessas moradias ganharam estrutura de alvenaria. Dezenas de árvores da área verde foram derrubadas e os “ocupantes”, bem organizados, levantaram praticamente todas as “moradias” no fim de semana seguinte à invasão.

É importante salientar que apenas parte dos barracos está ocupada. Já em 2005 uma parte da área do parque havia sido ocupada e os organizadores da invasão obtiveram indenizações da Prefeitura para deixar o local. Após a invasão de 2018 buscou-se uma reintegração de posse, mas os “moradores”, bem organizados, inviabilizaram-na formando um “cordão humano” com mulheres, crianças e homens com foices e facões.

Além de os “moradores”, em tom ameaçador, levarem uma situação de tensão aos funcionários do parque e habitantes do bairro, a ocupação vem crescendo e precisa ser removida para que os seus efeitos não provoquem danos irreversíveis no território verde que tem de ser preservado para as futuras gerações. O parque não é gradeado, o que dificulta sobremaneira a proteção da área verde.

 

AP – Guabirobeira 

AP – Parque Municipal Juliana de Carvalho Torres