Profissionais da saúde discutem financiamento do SUS na Câmara

Na manhã desta 2ª feira (16), aconteceu na Câmara Municipal de São Paulo, por iniciativa do vereador Gilberto Natalini (PV/SP) e da Associação Paulista de Medicina (APM), a reunião de emergência da Frente Democrática em Defesa do SUS. Foi realizado um balanço da situação crítica do Sistema Único de Saúde, e do agravamento de problemas como a falta de acesso a consultas e procedimentos, filas intermináveis, prontos socorros abarrotados e hospitais funcionando precariamente. 


O presidente da Associação Paulista de Medicina, Florisval Meinão, chamou a atenção para a importância do SUS e a necessidade de os governos Municipal, Estadual e Federal debaterem o tema. “É preciso ter uma fonte estável de receita para o SUS e os governantes precisam ter o sistema como prioridade para criar uma boa gestão e saber aplicar esses recursos”, argumentou.
O secretário municipal de Saúde de Campinas (SP) e presidente do COSEMS, Carmino Antonio de Souza, participou do debate e detalhou a situação nas cidades. “Os municípios estão investindo muito para manter a gestão plena, sendo que alguns serviços são de responsabilidade dos Governos Estadual e Federal. Outro problema é a judicialização da saúde que vem comprometendo uma fatia significativa do orçamento dos municípios. O Brasil é democrático e deveria blindar o SUS com algum tipo de norma legal”, afirmou.
O vereador Natalini (PV) considerou importante o debate. “Estamos em um momento de resistência contra o desmonte do SUS no Brasil. Vamos fazer um documento com todos os problemas e encaminhá-lo para deputados, senadores e representantes dos governos Municipal, Estadual e Federal. Do jeito que está vindo, daqui a pouco não teremos mais SUS. Não vamos deixar isso acontecer”, disse.

Ao término da plenária, aconteceu um ato público em frente a Câmara Municipal. Manifestantes ocuparam a rua, para a realização de performance-denúncia das condições sub-humanas a que cidadãos são expostos em diversas unidades de saúde Brasil afora. Tendo figurantes no papel de pacientes, macas e cadeiras de rodas, simbolizando o descaso do poder público com a assistência. Médicos e profissionais de diversos conselhos  empunharam faixas de protesto e houve, como fechamento, a revoada de 1.000 balões pretos, com a inscrição SOS SUS, em sinal de luto à ausência de políticas consistentes, ao subfinanciamento e às iniciativas que buscam desmantelar o Sistema Único de Saúde. 
Participaram do evento: CÂMARA MUNICIPAL DE SP- GABINETE VEREADOR NATALINI, APM, ABCD, APCD, ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO, ASSOCIAÇÃO DAS MULHERES MÉDICAS DA APM, AOPSP – ASSOCIAÇÃO ODONTOLÓGICA DA PREFEITURA DE SÃO PAULO, CEJAM, COSEMS, CREMESP,  CREFITO, COREN, CROSP,  FACULDADE ANHANGUERA, FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA SANTA CASA, FECOMERCIÁRIOS, FELIOSP, FACULDADE DE MEDICINA DA USP, FORÇA SINDICAL, FÓRUM DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DE SAÚDE DE SÃO PAULO,  HOSPITAL SÃO PAULO, IABAS,  IBREI, INSTITUTO DO CÂNCER DR. ARNALDO VIEIRA DE CARVALHO, NOVA CENTRAL SINDICAL DOS TRABALHADORES, SANTA CASA DE SÃO PAULO, SINDICATO DAS SANTAS CASAS, SINDICATO DOS METALURGICOS DE SÃO PAULO, SINDHOSFIL, SINDICATO DOS MÉDICOS DE SÃO PAULO, SECONCI,   SPDM, UNIFESP, UGT, USUÁRIOS DO SUS.

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