A 18ª Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas reuniu mais de 1200 participantes

Há 18 anos acontece em São Paulo a Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas, que tem como objetivos intermediar o diálogo entre cidadãos, instituições, iniciativa privada e governo, para aprofundar a discussão sobre os três pilares da sustentabilidade: ambiental, econômico e social e propor políticas públicas e legislações de caráter mais objetivo e resolutivo. Esse evento é fruto da lei de autoria do vereador Gilberto Natalini (PV), que é o proponente e presidente da Conferência. Esse ano o evento fez parte da programação da Virada Sustentável.

A programação da Conferência que aconteceu nesta 6ª feira (23), na Câmara Municipal de São Paulo, teve como tema: Economia Verde. Foi aberta por uma mesa diretora, onde autoridades de diversas áreas do governo estadual e municipal e entidades da sociedade civil expuseram ações focadas nas questões de sustentabilidade. A palestra magna foi ministrada pelo economista e professor Ricardo Abramovay. A programação contou também com uma mesa de debate e ainda com palestras de profissionais da área acadêmica, governamental e sociedade civil. Na ocasião também foi entregue o Prêmio Responsabilidade Sócio Ambiental outorgado pela Câmara Municipal de São Paulo.

“O Brasil é campeão mundial no monitoramento do uso do solo, com instituições muito respeitadas internacionamente. A ciência brasileira é de ótima qualidade. Mas nós precisamos de governantes que a respeitem. Mais de 90% do desmatamento na Amazônia é ilegal”, disse Ricardo Abramovay.

Na última década, o conceito de economia verde surgiu como uma prioridade estratégica para muitos governos. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) define a economia verde como “aquela que resulta na melhoria do bem-estar humano e da igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz significativamente os riscos ambientais e as carências ecológicas”.

A Conferência P + L desse ano  promoveu um amplo debate com representantes do poder público, mercado corporativo, sociedade civil e academia sobre os caminhos necessários para transição empresarial e industrial para uma economia verde e o papel do poder público e das organizações nessa mudança.

Cenário de Iniciativas Sustentáveis

Na área de exposição, o público teve a oportunidade de conhecer diversos exemplos de projetos, produtos e serviços alinhados às questões de sustentabilidade, com o conceito de produzir mais e melhor com menos, com boas iniciativas e tecnologias promissoras em favor da preservação das áreas verdes.

Coleta de Lixo Eletrônico

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e a Gestora de Resíduos Eletroeletrônicos Nacional (Green Eletron) estiveram presentes promovendo na ocasião, uma campanha para coleta de pilhas, baterias portáteis e eletroeletrônicos.

A ação foi para conscientizar consumidores e empresas, já que esses resíduos não podem ser descartados no lixo comum das residências e estabelecimentos. Há leis e normas federais, estaduais e municipais que disciplinam a forma pela qual estes produtos pós-consumo precisam retornar aos fabricantes e importadores para a destinação ambientalmente correta, preferencialmente a reciclagem, por meio dos sistemas de Logística Reversa. A Federação esclarece que, nesses sistemas, a responsabilidade é dividida entre consumidores, comerciantes, distribuidores, fabricantes e importadores.

Os participantes do evento descartaram pilhas, baterias portáteis, aparelhos de telefone, celulares, videogames, câmeras de foto e vídeo, impressoras, desktops, laptops, tablets, notepads, e-readers, eletroportáteis (secadores de cabelo, chapinhas, etc.) e similares.

Mostra Ecofalante- 14h às 16h

Na parte da tarde foi apresentado o filme Sustentável de Matt Wescher. É um filme sobre a terra, aqueles que nela trabalham e o que precisa ser feito para preservar o mundo para as gerações futuras.

“O evento foi um sucesso, reuniu mais de 1200 pessoas interessadas nas questões ambientais e com vontade de tornar São Paulo uma cidade mais sustentável. A humanidade tem que entender que o meio ambiente é um só, que esse planeta é a nossa casa. Por isso, temos que defender o planeta. Apresentei um dossiê com 90 áreas de remanescentes de Mata Atlântica devastadas de forma criminosa. É inaceitável. Precisamos nos unir e cobrar providências da Prefeitura e do Governo do Estado. Desenvolvimento sim, mas sem devastação”, disse Natalini.

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