Vamos salvar as áreas verdes de São Paulo enquanto é tempo

Ao lado de minha equipe na Câmara Municipal de São Paulo, estamos levantando as frequentes derrubadas de Mata Atlântica nas áreas verdes remanescentes da cidade.

Uma escalada atual e, possivelmente, sem precedentes, de devastação.
As regiões de Parelheiros, M’Boi Mirim, Capela de Socorro e Pedreira, na Zona Sul, são as mais atingidas. Ficam no entorno das Represas Billings e Guarapiranga, mananciais de água que abastecem mais de 5 milhões de pessoas.
A depredação também está ocorrendo em bairros da Zona Leste, como por exemplo Itaquera, São Mateus e Guaianazes. Na Zona Norte, o extermínio de árvores acontece nas franjas da Serra da Cantareira, no entorno das obras do rodoanel.
Se continuarmos nesse ritmo, em pouco tempo estará quase tudo derrubado.
Identificamos 22 áreas de devastação recente, mas a cada dia aparecem novas derrubadas.
Quem promove isso?
Nossas averiguações apontam que as matas vão ao chão, principalmente, em terrenos que são clandestinamente loteados, postos à venda e comercializados pelo crime organizado. Em diversos pontos da cidade.
Já denunciei, solicitei providencias. Esbravejei. E afirmo que a Prefeitura e o Estado assistem a tudo inertes, complacentes e, digamos, coniventes. Os crimes ambientais contra as áreas verdes de São Paulo são gravíssimos e têm sérias implicações sociais.
Tudo indica que nossas autoridades máximas, governador e prefeito, vão passar para a História como coveiros das áreas verdes de São Paulo.
Quero que todos saibam: estamos perdendo a luta por nossas matas, em consequência da passividade das autoridades, ineficiência das instituições públicas e falta de apoio da maioria da população.
Apelo a todos para que entendam a gravidade do problema e cerrem fileiras conosco, enquanto ainda temos algum tempo.
 
Gilberto Natalini
Médico e Vereador PV/SP

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