Campanha Dezembro Vermelho: Alerta contra a AIDS

Enfim chegamos ao último mês do ano. Vem aí o Dezembro Vermelho, campanha que alerta para a prevenção da AIDS, uma doença infecciosa e segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, do Ministério da Saúde e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), a cada 15 minutos uma pessoa se infecta com o vírus no Brasil e sete pessoas acabam morrendo por dia em São Paulo.

É uma doença causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV – que é a sigla em inglês). Esse vírus ataca o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. O vírus é capaz de alterar o DNA dessa célula e fazer cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.

O HIV é um retrovírus, estando na subfamília dos Lentiviridae, sendo uma infecção sexualmente transmissível. Esses vírus internos compartilham algumas propriedades comuns, como o período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença; a infecção das células do sangue e do sistema nervoso; e a supressão do sistema imune.

As infecções sexualmente transmissíveis são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. São transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada.

Mas, não é só por este meio. A transmissão de uma “Infecção Sexualmente Transmissível (IST)”  pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação. O tratamento feito de forma adequada melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento e o tratamento são gratuitos nos serviços de saúde do SUS.

A denominação IST passa a ser adotada em substituição a “Doenças Sexualmente Transmissíveis” (DST), porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas.

Por isso a importância em passar informação de qualidade para a população e conscientizar sobre esta doença. A campanha #dezembrovermelho foi criada há 30 anos, em 1988, pela Assembleia Geral da ONU e a Organização Mundial da Saúde (OMS), instituindo o dia 1º de dezembro, como o Dia Mundial de Luta contra a AIDS, cinco anos após a descoberta do seu vírus causador, quando 65,7 mil pessoas já tinham sido diagnosticadas com o vírus e 38 mil já tinham falecido.

Os anos passaram e a medicina vem avançando de forma gradativa. É possível, hoje em dia, viver com a doença. De acordo com um estudo feito pelo Ministério da Saúde, se constatou que 70% dos pacientes adultos e 87% das crianças tiveram sobrevida superior a 12 anos. Antes das estratégias de combate ao HIV/AIDS no Brasil, esse tempo era de cerca de 5 anos.

A cidade de São Paulo foi premiada recentemente por ter zerado o número de contaminação vertical, isto é, de mãe para filho.

Eu, como médico e vereador fico muito satisfeito por estas estatísticas mudarem e o quadro da doença ter melhorado. Sou coautor do Projeto de Lei 602/2015 (lei municipal 16.385/2016), que dispõe sobre a realização anual de atividades direcionadas ao enfrentamento do HIV/ AIDS durante o mês de dezembro, na cidade de São Paulo.

Temos muito que avançar, mas é inegável que o Brasil é um exemplo para o mundo no tratamento da AIDS.

Gilberto Natalini- Médico e Vereador (PV-SP)