Velhice não é doença!

O aumento da expectativa de vida é uma imensa conquista da humanidade nos tempos atuais. Uma vitória dos avanços das ciências médicas e sociais. Viver cada vez mais é uma realidade! E a grande tarefa é poder envelhecer com qualidade de vida, com atividade física e psíquica, com autonomia, com produtividade e afetividade até o final da vida. É para isso que lutamos, que trabalhamos, que sonhamos.

Fomos tomados de surpresa e perplexidade com a decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS) de incluir no Código Internacional de Doenças (CID 11), um código definindo velhice como doença. Isso é inaceitável!

Isso vai contra toda a nossa luta de décadas pelo envelhecimento ativo, conceito criado pela própria OMS, por iniciativa do Dr.Alexandre Kalache. É um retrocesso enorme, seja no aspecto da atenção médica, por mascarar o adoecimento e as causas de mortes, seja nos aspectos psicossociais por estigmatizar as pessoas que passaram dos 60 anos.

Por isso, convidamos todos, principalmente os jovens, que um dia serão velhos, para levantar a voz dizendo #velhicenaoedoenca, e exigindo da OMS, que reveja essa decisão e retire do capítulo de doenças o código MG2A.

Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista

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Movimento “Velhice Não É Doença” mobiliza a Sociedade

O envelhecimento da população é um fenômeno global e, no Brasil, especialmente acentuado nos últimos 20 anos, tendendo a acelerar ainda mais nas próximas décadas. Atualmente, as mais de 34 milhões de pessoas acima dos 60 anos são responsáveis por 23% do consumo de bens e serviços no país, contribuindo assim, com seus recursos, para o crescimento da sociedade em geral. Estima-se que em 2040, 57% da força de trabalho brasileira terá mais de 45 anos, conforme aponta pesquisa da consultoria da PWC com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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