Gilberto Natalini SP

A democracia brasileira segue seu rumo. Por caminhos tortos e pouco republicanos, mas vai caminhando.

Em outubro teremos as eleições gerais no país. Eleições são um dos indicativos dos regimes democráticos. Mas tem suas limitações.

Nossa democracia, após 1985 vem se movendo por veredas tortuosas, no que diz respeito à equidade social, à ética e a moralidade pública.

O número de escândalos escabrosos que acontecem por aqui agride o coração da república. São supra ideológicos, suprapartidários e interinstitucionais. São um tapa na cara da nação.

Para agravar a situação criaram uma tal polarização, que domina o cenário do Brasil há vários anos no campo político e social. Tem feito muito mal ao povo brasileiro.

Uma “esquerda” apodrecida de um lado e uma “direita” da barbárie do outro.

Agora, nas próximas eleições, essas “forças políticas” se erguem com suas bandeiras rotas e esfarrapadas em riste, sobrepondo-se aos interesses legítimos da população.

De um lado um candidato presidente que ficou 500 dias preso por práticas de corrupção gravíssimas.

Em contraposição o filho de outro presidente que está preso por tentar usurpar o poder no cargo. Esse próprio candidato hoje é acusado de participar do escândalo da vez.

Entre eles estão alguns candidatos que participam do jogo de cena como figurantes da polarização.

Isso vai transformando nossa democracia num circo de horrores.

Temos insistido muito, já há algum tempo, que é preciso organizar o caminho do Centro, livre dessa polarização tóxica e nefasta, em consonância com a vontade da maioria do povo brasileiro.

Porém, isso tem sido difícil, por causa da atitude dos polos que se apoiando um no outro, precisando um do outro, se alimentando um do outro, combatem ferozmente as iniciativas de despolarização do país.

Reafirmamos que não vemos outro caminho a não ser avançar em nossa democracia com uma proposta de Centro, pacificadora, agregadora, ética e progressista.

Havemos de caminhar assim!

Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista