Não é possível mais viver por aqui com o mínimo de tranquilidade.
O número de ladrões, armados e desarmados, de falsários, de quadrilheiros, de corruptos, de abusadores, de assassinos, de delinquentes, de golpistas, está transbordando as estatísticas.
Ninguém mais tem segurança de viver nesse lugar e nesse país.
Rouba-se de tudo, de dia e de noite, nas ruas e nas casas, nos bairros ricos e pobres, na presença física e virtual.
Rouba-se desde celulares até contas bancárias, passando por carros, joias e equipamentos. Roubam-se os sonhos, a esperança e o sossego. Roubam-se vidas.
O Brasil, em cada canto, transformou-se num grande caldeirão de safadeza, corrupção, violência e criminalidade.
Roubam a paz, minimamente necessária para se viver.
Há muitas narrativas para essa explosão de criminalidade.
A abissal desigualdade social do país, certamente é uma das causas principais.
Mas a lassidão das leis, a morosidade do judiciário, a impunidade, a corrupção dos poderes públicos e privados, os exemplos deploráveis dos governantes são “multicausas” dessa situação.
Também existe o histórico de formação do Brasil como Nação, desde seu descobrimento, colonização, império e república, com seus episódios repetidos de falcatruas e exploração.
Somos um país grande, populoso, diverso, criativo, operoso, produtivo.
Somos um povo afetivo e solidário em muitas ocasiões. Mas a violência e a morte têm explodido em cada esquina.
Viver no Brasil de hoje se tornou perigoso, pelo volume de ameaças à segurança e à vida, principalmente nos grandes centros urbanos.
A frouxidão dos governos ao tratar do assunto e a cumplicidade de muitos agentes públicos com as quadrilhas do crime organizado, refletem-se diretamente na ausência de políticas eficientes para garantir tranquilidade ao povo brasileiro.
Infelizmente essa incompetência e inoperância está contida em todas as correntes ideológicas e políticas do país.
Vai ser difícil sairmos dessa situação.
Será preciso um choque de coragem, de moralidade, de participação popular para consertar o Brasil, dentro dos limites da Democracia.
Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista