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Gilberto Natalini SP

O cérebro humano tem cerca de 86 bilhões de neurônios interconectados numa rede perfeita que emite entre si e para todo o corpo impulsos elétricos e também recebem de todo o corpo estímulos elétricos e hormonais por meio de longos fios condutores ou do sangue.

É uma poderosa máquina biológica que produz movimentos, consciência, emoções e instintos.

Poderíamos dizer que é o datacenter do organismo humano, e levou milhares de centenas de anos para chegar até aqui.

A ciência, criada por esse mesmo cérebro, tem tido uma enorme velocidade de conhecimentos e realizações, difícil de acompanhar na atualidade.

Todos os dias surgem um número imenso de novas descobertas científicas, que a tecnologia transforma em máquinas e equipamentos para o uso da humanidade.

Umas das áreas que mais tem avançado é a tecnologia da informação.

Desde os telefones celulares, passando por computadores, os avanços são enormes.

Agora estamos na era dos Datacenters e da Inteligência Artificial.

São incontáveis as novidades que aparecem todos os dias.

Isso tem gerado uma conexão infinita das pessoas entre si, e com todo o planeta.

O volume de conhecimento, de informações, de notícias, de debates, de pesquisas, de fakenews, é avassalador.

E tudo isso chega a cada um de nós a cada segundo durante todos os dias, sem cessar, pela internet e redes sociais.

É claro que tal avalanche de informações, boas ou ruins, verídicas ou mentirosas, estão causando uma revolução no comportamento das pessoas.

Já há pesquisas que apontam que o cérebro não tem capacidade para absorver e processar tudo isso. Isso parece provável.

Não sabemos ainda qual a modificação que isso já vem causando no comportamento e no estado físico das pessoas.

Mas já podemos ver a “solidão conectada”, a “depressão do conhecimento” e a “agressividade da angústia”.

Além é claro dos impactos físicos da fadiga e das mialgias do sedentarismo.

O desconhecido mundo do conhecimento.

Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista