Em seu nacionalismo míope e tacanho, Donald Trump, com uma conduta que parece uma biruta de aeroporto em dia de vento forte, produz a confusão geopolítica e econômica no mundo.
Sua ideologia, presa na década de 50, prega um chauvinismo burro num tempo de globalismo, e vai isolando os EUA da comunidade internacional, entre seus adversários e aliados.
Suas tarifas atingem países que sempre comercializaram com os americanos, muitas vezes em condições desfavoráveis, como é o caso do Brasil.
Trump colhe como resultado, não o incremento de sua economia, mas a escassez e a carestia de produtos indispensáveis ao povo de lá, como é o caso do hamburger.
O resultado de sua “guerra santa” contra o Irã resultou no aumento do preço dos combustíveis dentro e fora de seu pais, e ainda deu sobrevida à ditadura dos aiatolás, que estava cambaleando antes da guerra. Além disso, consumiu o estoque bélico dos EUA e caminhou na rota de derrotado. Um fiasco.
Trump, um bilionário com vários B.O.s no campo ético e moral, se julga o xerife do mundo,
Invadiu a Venezuela, prendendo o ditador local, ameaçou anexar a Groelândia e submeter o Canadá. Ofende a Comunidade Europeia e flerta com autocratas, como Putin e tantos outros.
Até o Papa, o primeiro americano no cargo, sofreu ataques medíocres de Trump.
Nas questões ambientais e climáticas ele é o desastre do atraso e do negacionismo. Tirou os EUA do acordo de Paris, se lambuza de petróleo (já vimos isso por aqui também), e prega abertamente a negação, enquanto seu país mergulha nas tragédias dos fenômenos climáticos extremos.
Ele tem a rejeição da maioria dos americanos e governa com factoides, ameaças, golpes de mídia, e uma forma caricata de ser, até fisicamente.
É um bufão calculista e irresponsável na cadeira de comando da maior potência mundial. Até que a China, com sua calma silenciosa e operativa, os supere.
Nesse cenário, cresce no planeta os blocos unilaterais, como Turquia, Paquistão e Arábia Saudita, e tantos outros, fragmentando ainda mais a geopolítica global, com a ameaça constante e a presença de disputas, conflitos e guerras.
O mundo tem problemas imensos, como desigualdade social, fome, miséria, e a ameaça fatal da degradação ambiental e das mudanças climáticas.
E tudo que não precisamos é o caminho seguido hoje. Um caminho que jamais deveríamos trilhar.
Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista