Gilberto Natalini SP

Lançamos há pouco o livro “As Magias da Sustentabilidade”, com 23 coautores, onde escrevi o capítulo 2.

É uma publicação singela, que relata as nossas diversas vivencias sobre o assunto.

Hoje, a palavra sustentabilidade está na moda, porém, mais que uma palavra, ela deve se generalizar como prática e estilo de vida.

O fato grave e real é que a relação dos humanos com a natureza está cada vez pior.

A nossa capacidade de explorar e destruir os recursos naturais aumentou exponencialmente com as descobertas científicas e tecnológicas, chegando a um limite perigoso. A Mãe Terra não consegue mais recompor o que a humanidade retira do solo, da água e do ar, não só de minerais como também de biodiversidade.

A exaustão do planeta é tamanha que no mês de agosto já extraímos tudo o que a Terra poderia nos dar no ano. Daí até o final de 12 meses é só devastação.

A situação é muito grave e preocupante, e para piorar, grande parte dos resíduos do enorme consumo humano, são devolvidos para o meio ambiente de forma irregular, contaminando o solo, as águas e o ar.

É isso que se chama de insustentabilidade.

É claro, que muitas iniciativas vêm sendo tomadas ao redor do mundo no sentido de evitar a contaminação ambiental, de racionalizar o uso da água e de limpar o ar.

No caso específico da emissão dos gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento do planeta e as mudanças climáticas, também há muitas iniciativas para buscar energias limpas e evitar o petróleo.

Porém, todas essas medidas de preservação, de mitigação e adaptação às mudanças climáticas ainda são muito aquém das necessidades.

Por isso, precisamos sim da magia, na transformação dos modos de produção, de consumo, de manejo dos resíduos, para transformar a consciência e a ação humana em suas relações com “a nossa casa comum”.

Aí está a magia da sustentabilidade.

Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista