O CASO DO CÃO ORELHA

O Brasil se mobilizou, sensibilizado e indignado, para protestar contra a morte cruel e covarde do cão Orelha, brutalmente espancado por adolescentes em Santa Catarina. Uma revolta compreensiva e oportuna. Mas se pensarmos bem, o ato covarde daqueles garotos é apenas a ponta visível de um enorme abcesso pútrido que lateja de dor na sociedade brasileira. Quantos animais domésticos são maltratados no Brasil, quantos animais silvestres são dizimados por aqui?? Um número incalculável, sem que as pessoas sequer tomem conhecimento. Nosso país tem mostrado sua cara violenta, cada vez mais. Uma violência que vem sendo aclimatada no cotidiano de nossas vidas. Manifesta-se com as mais de 100 mil pessoas morando nas ruas, em situação sub-humana degradante. Mostra a cara na guerra urbana do dia a dia com dezenas de milhares de pessoas assassinadas por armas de fogo nas ações do crime organizado ou vítimas das mortes por “motivos fúteis”. Vivemos uma epidemia de violência contra a mulher, resultando nos números indecentes de feminicídios, lesões físicas e psicológicas. Ou a violência sexual contra crianças, com números alarmantes. Nossa polícia despreparada, mal paga e muitas vezes corrompida mata e morre nas refregas diárias, pelas ruas da cidade. Sim! Somos um país violento. Muito violento. E cada vez mais. A tortura mortal do cão Orelha, nos mostra uma face horrenda de nossa juventude, que vez por outra tem o hobby de atear fogo em moradores de rua. Esses jovens são produto de seus lares, de suas escolas, de sua vida social. Os adultos não deixam por menos. A fama de brasileiro cordato e pacífico, está substituído pela imagem de uma parcela cada vez maior da população que pratica atos de ódio contra animais, e principalmente, contra seus semelhantes. É disso que se trata! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
A BANDA PODRE DA REPÚBLICA

O Brasil caminha com as pernas bambas no campo da Ética e da Moralidade. Este país, grande, diverso, rico, criativo, tem tudo para ser feliz. Mas não é! A obscena desigualdade social que só cresce, é a causa primeira de todas as nossas mazelas. É vergonhosa a concentração de renda no Brasil. Cada dia mais cruel, e o governo, seja de “direita” seja de “esquerda”, é parceiro do rentismo, que espolia a nação com juros escorchantes e manobras financeiras suspeitas. Dessa terrível iniquidade social derivam a pobreza, a marginalização, a criminalidade, a violência e a corrupção. Essa última tornou-se uma mania nacional! Sempre tivemos corrupção no Brasil desde quando o primeiro português pisou aqui, com o intuito de delapidar os recursos naturais desta terra. Mas, nos últimos tempos as ações de corrupção adentraram em todas as esquinas do país, desde os palácios governamentais e repartições públicas, aos sindicatos, templos, empresas, e é claro, os partidos políticos. A corrupção naturalizou-se em nossa terra. Ela abraça governantes, magistrados, congressistas, empresários, religiosos, líderes sociais, e chega até ao cidadão comum. É como uma pandemia que corrói as entranhas das instituições. É uma praga incivilizatória! Poderíamos citar exemplos mil, porém este artigo não suportaria. Mas num resumo, tivemos o Mensalão, depois o Petrolão, em seguida o Emendão e o Descontão e agora o Masterzão. Qual será o próximo? Em todos esses fenômenos corruptivos houve a participação tripartite dos poderes executivo, legislativo e judiciário, e é claro de setores empresariais. Uma festa de arromba! O povo assiste a tudo isso estonteado, e vez por outra se divide em torcidas, dizendo “o meu corrupto é melhor que o seu” ou “ele rouba sim, mas o seu rouba mais”. Enfim, a tolerância popular com a corrupção no Brasil é catastrófica. Vez por outro ouvimos da boca de gente do povo: “todo mundo rouba, e se eu pudesse roubava também”. Dessa forma a banda podre do Brasil cresce e mostra sua cara horrorosa. A promiscuidade entre os corruptos parece uma grande “famiglia”. O que fazer? Isso fica para um próximo artigo. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
A ÁGUA NOSSA DE CADA MINUTO!

Os seres vivos, incluindo os humanos, têm grande quantidade de água nos seus organismos. Nós somos cerca de 80% de água quando crianças e 65% quando adultos. Ou seja: água e vida são sinônimos. O Planeta Terra é composto de 70% de superfície de água e 30% se terra. Água doce é 2,5% da água do mundo. A população do mundo beira a 8 bilhões de pessoas e o consumo de água per capita por dia é muito variável. Nos EUA é de 214 litros, no Brasil é 140 litros por pessoa. Daí, veja a imensidão de litros de água doce consumida só pelos humanos. Além disso, temos o uso na agricultura, na indústria, nos serviços e agora o enorme consumo com a Inteligência Artificial. Ainda temos o agravante do consumo irracional dos recursos hídricos. Poucos praticam o reuso da água, recolhem água da chuva em seus domicílios, têm a prática de economizar nos banhos e outros usos. Enfim, nós humanos, usamos e abusamos do uso da água, num consumo enorme, desplanejado e perdulário. Só como um exemplo, cerca de 30% da água encanada fornecida no Brasil, se perde no caminho da torneira. Agora, além do imenso valor do consumo, do desperdício e do descaso, temos novos fatores que agravam a situação. Nos tempos atuais, com o fenômeno do aquecimento global e as consequentes mudanças do clima, mudou também o regime das chuvas Dessa maneira, ao mesmo tempo que temos precipitações pluviais, violentas em alguns locais, temos também estiagens prolongadas em outros. Veja os exemplos de tempestades violentas no sul do Brasil, América Latina, na Europa, Ásia, EUA, no Oriente Médio, e outros cantos. Da mesma forma vivemos estiagens cruéis, como é o caso do Nordeste da África, onde já faz vários anos que não chove, no Sudeste do Brasil e no Irã, onde se cogita mudar a Cidade de Teerã de local, pela falta crônica de água. Só quem está sofrendo o problema sabe o que é viver sem água. É impossível! Alguns países estão usando tecnologia para produzir água, como as chuvas e a dessalinização da água do mar, que tem seus senões, como por exemplo, onde jogar o sal, sem causar desequilíbrio ambiental. Na verdade, antes de tudo, deveríamos avançar nas medidas globais de combate e prevenção do Aquecimento Global para frear o avanço das Mudanças Climáticas. E fazer um grande pacto mundial para o uso racional da água, seja no consumo individual, como no coletivo. No caminho que estamos seguindo, do comportamento humano, esse pacto é bastante difícil. Mas não temos outra escolha. Além de usar todos os meios científicos e tecnológicos para produzir e proteger a água, teremos que mudar o comportamento dos humanos, que acham que a Mãe Natureza é infinita para nos oferecer a vida. Não é! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
ABAIXO A DITADURA DO IRÃ!!!

O povo do Irã saiu nas ruas para combater e derrubar a ditadura teocrática dos Aiatolás, que massacra os iranianos há quase 50 anos. Durante esse tempo foi instaurado um regime político atrasado e cruel, baseado em conceitos religiosas fanatizados, levando o país a um retrocesso que perseguiu as mulheres, os jovens e os democratas, prendendo e executando opositores do governo e ativistas pela liberdade. O Irã é um país milenar que vem do poderoso Império Persa, e viveu uma revolução popular no final da década de 1970, comandada pela cúpula religiosa do país, que derrubou a monarquia autoritária do Xá Reza Pahlavi. Desde então a mão de ferro da teocracia reprime qualquer tentativa de romper com os costumes, entre eles a proibição das mulheres terem uma vida livre e moderna. A atual e grave crise econômica somada com a crise ambiental de poluição, falta de água e de eletricidade detonou as massivas manifestações populares atuais. A repressão da Ditadura dos Aiatolás contra os manifestantes, aproxima-se da barbárie. Hoje fala-se em 20 mil assassinatos com tiros nos olhos e na nuca, perpetrados pela “Guarda Revolucionária”, a mando do líder Ali Khamenei. São milhares de presos e perseguidos, censura à internet, aos telefones e à imprensa. O mundo se movimenta sobre isso, com as democracias europeias repudiando o massacre, Trump ameaçando invadir o país, Rússia e China num apoio silencioso à ditadura iraniana. O Brasil subiu no muro! Lula, sempre muito falador, até agora não disse uma palavra sobre o assunto. O Itamarati, a mando do governo, soltou uma nota insossa, e em meio à matança covarde, pediu moderação, mas não ousou apontar o dedo para denunciar a ditadura facínora do Irã. A omissão do Brasil é vergonhosa! A dita “esquerda” brasileira (entre aspas mesmo) está muda, calada, escondida embaixo do manto ensanguentado dos mortos iranianos. Mais uma vassalagem ideológica que joga na vala da vergonha histórica essa gente que perdeu o direito de falar em justiça e humanismo. De minha parte, me solidarizo com o corajoso povo do Irã, em particular as mulheres e os jovens, que arriscando vida lutam pela liberdade e democracia. Que tenham força para chegar na derrubada daquela ditadura! Todo apoio ao povo iraniano! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
2026: Mundo, Mundo, vasto Mundo…..

Para os mais longevos, como eu, a chegada do século XXI representava uma utopia, social e científica, que traria um grande avanço na existência da humanidade. Esse era o sonho de gerações inteiras! O sonho se desfez em brumas, nem sempre agradáveis de serem vividas. Agora, no segundo quarto do século, consolida-se mais o quadro real de nossas vivências. É claro que temos avanços na qualidade de vida, nas conquistas técnicas e científicas, que encurtam distâncias, conectam as pessoas, aumentam o tempo de existência, fazem milagres na medicina, na informática, na produtividade agrícola e industrial, na criação de riquezas. Sim, isso é real! Mas a que custo??? Vemos a olho nu, os recursos naturais do Planeta, na terra, na água e no ar, sendo delapidados, numa exploração desplanejada e gananciosa, retirando muito mais do planeta do que sua capacidade de regeneração. A depredação ambiental é uma das marcas principais desses tempos. Por outro lado, também vivemos a imensa produção de riquezas proporcionada pela revolução tecnológica. Porém, a desigualdade e a exclusão social jogam na pobreza e na miséria bilhões de seres humanos entorno da terra, que não tem o que comer e o que beber. No quadro geopolítico desenha-se uma situação onde três superpotências numa combinação tácita, dividem o planeta em três partes e cada uma vai se apoderando, econômica e militarmente de seu pretenso pedaço. Os EUA, a Rússia e a China duelam por seus domínios numa nova “guerra fria”, onde direita e esquerda não contam mais, e as autocracias vão asfixiando cada vez mais as democracias liberais. A Europa envelheceu. Perdeu o glamour diante das hostes de imigrantes da fome e do clima. A África sofre de desnutrição crônica na falta de comida, mas também de falta de perspectivas. O Oriente Médio, adora soltar bombas uns sobre os outros. A América Latina respira por aparelhos, sem força para se erguer social e economicamente. As guerras hoje são por regiões e com drones, e as anexações são por petróleo, por terras raras ou outros recursos naturais. A paz mundial que sonhamos outrora tornou-se uma quimera, e cada um dos três impérios se expande pela força ou pela grana, invadindo, ameaçando, comprando e subornando nações inteiras, nos seus territórios planetários. Por cima disso tudo, temos o aquecimento global produzido pela mão humana, com seus fenômenos climáticos extremos, universalmente destruidores. Enquanto parcelas enormes da população mundial se distrai nas redes sociais, muitas delas fakeadas, e o mundo do trabalho se modifica pela tecnologia e mecanização, os (poucos) ricos ficam cada vez mais ricos, a biodiversidade fica cada vez mais pobre, o clima age como enlouquecido, as democracias fenecem todos os dias, e a Humanidade vive um stress existencial jamais vivido em sua história. Nossa utopia está combalida, mas não morreu. Quem topa reanimá-la? Vamos nessa!!! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
ANO VAI, ANO VEM!

Vai findando 2025! Um ano difícil, num mundo onde a paz deu lugar ao espectro da guerra, a Mãe Terra teve sua natureza mais devastada e a luta das pessoas pela sobrevivência foi enorme. É claro que houve boas notícias. Sempre tem! Mas no balanço geral, no quesito felicidade humana, 2025 deixou muito a desejar. Se temos inteligência, agora até artificial já temos, se conseguimos entender e dominar os fenômenos naturais, se desvendamos mistérios todos os dias, por que a humanidade padece tanto??? Uma resposta complexa e fácil ao mesmo tempo. A alma do bicho homem vive em luta com ela mesma. Tem a enorme dúvida existencial sobre a vida e um gigantesco desejo de poder e riqueza. Com isso perde o juízo. Agride a si próprio e aos que estão ao seu redor. A pandemia de angústia ocupa 2025, acompanhada do avanço da degradação ambiental, dos eventos climáticos extremos e da desigualdade social crescente. Dá para afirmar que os humanos estão vivendo o stress da espécie, talvez o maior e mais profundo que já viveu. O que nós podemos esperar do Ano Novo? Pelo andar da carruagem, não devemos ter grandes ilusões com 2026. O stress da espécie humana não deve arrefecer, a destruição ambiental e climática vai continuar e a desigualdade social só aumenta nesse mundo. Portanto, desejar Bom Ano Novo me parece um pouco temerário. Mas por maior que sejam os percalços, nunca vamos desistir de buscar o mundo melhor! É a nossa teimosia histórica. É o nosso carma, nossa sina e destino. Assim, desejo muita saúde, força, determinação, aqueles que como eu, não se conformam diante da violência, da criminalidade, da corrupção, da guerra, da fome e da miséria, do desrespeito e do preconceito, para que possam trabalhar e lutar no caminho de um degrau a mais para a felicidade humana. Dizem que sem utopia a gente não vive. Então, adentro 2026 carregando essa utopia de toda a vida! Que venha o Ano Novo!! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
Entrevista para o projeto Trajetória da Saúde em São Paulo

Em entrevista para o projeto Trajetória da Saúde em São Paulo: Instituições, Ideias e Atores, Gilberto Natalini compartilha sua longa caminhada na saúde pública e na política, marcada pela militância desde os anos de estudante até a atuação na institucionalização do SUS. Ele relembra momentos fundamentais de resistência durante a ditadura militar, o trabalho voluntário nas periferias de São Paulo e a articulação junto aos movimentos sociais na luta por saúde pública para todos. Natalini destaca sua participação ativa nas discussões e na implementação do SUS, ressaltando o papel da articulação com lideranças municipais e estaduais. Sua atuação no Conselho Municipal de Saúde (Cosems) e no Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems) foi essencial para impulsionar a municipalização e consolidar o sistema. A entrevista concedida ao coordenador do projeto, Nelson Ibañez, também aborda como ele ajudou a viabilizar a adesão de São Paulo ao SUS, colaborando com vereadores de diferentes espectros políticos, mesmo em posição de oposição ao governo de Marta Suplicy (2001 a 2004). A conversa ainda traz uma análise crítica do impacto das Organizações de Saúde (OS) na gestão pública e dos desafios enfrentados pelo SUS nos últimos anos, como o enfraquecimento das estruturas institucionais e a falta de controle rigoroso de recursos. Natalini reflete sobre a necessidade de superar a polarização política e reafirma a importância de uma gestão responsável para garantir o funcionamento do sistema. Em um momento de mudanças e incertezas, ele enfatiza que o legado do SUS precisa ser preservado por meio de colaboração e compromisso contínuos com a saúde pública. Nelson Ibañez: Para começar, gostaria que você contasse um pouco sobre sua trajetória, tanto pessoal quanto profissional, destacando sua inserção na área da saúde. Gilberto Natalini: Agradeço e parabenizo a dedicação de vocês em organizar a história do Sistema Único de Saúde (SUS) e da saúde pública, junto à luta do povo brasileiro por uma atenção à saúde digna e justa. Vou procurar ser breve, porque minha história é longa e tem muita coisa que aconteceu ao longo do caminho. Nasci no Rio de Janeiro e, em 1969, vim para São Paulo para prestar vestibular e estudar medicina – um sonho de vida. Desde criança, já tinha essa vontade. Meus avós moravam em São Paulo, então eu tinha parentes por aqui, mas meus pais ficaram em Campos dos Goytacazes, no interior do Rio, onde moravam na Usina São José. Peguei um ônibus da Itapemirim e cheguei a São Paulo apenas com uma maletinha na mão. Me inscrevi no cursinho, estudei intensamente por um ano, fiz o terceiro colegial aqui e passei no vestibular, o famoso Centro de Seleção de Candidatos às Escolas Médicas (CESCEM), para entrar na Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp). Minha militância política começou ainda em 1964, no Rio de Janeiro, em meio ao início da ditadura militar, quando eu era estudante secundarista. Mas foi na Escola Paulista que realmente nos organizamos. Formamos um pequeno grupo de oposição ao regime militar. Não éramos muitos – dos 120 alunos da minha turma, talvez 20 participassem desse grupo. A repressão era intensa e a maioria dos alunos vinha de uma classe média mais alta, que em geral apoiava o governo. Mesmo assim, levantamos nossas bandeiras. Em 1970, começamos a defender o ensino gratuito e público, além de um sistema de saúde que também fosse público. A primeira vez que levantei essa discussão sobre saúde na Escola Paulista foi em uma assembleia de alunos, durante uma crise no Hospital São Paulo. As crises, como você sabe, Nelson, são recorrentes. Naquele momento, propus que a federalização do Hospital São Paulo seria a única solução possível para resolver ou ao menos reduzir os problemas. Claro, isso causou controvérsia. A federalização significava uma intervenção governamental, e houve resistência, mas muitos sabiam que eu tinha razão. Por conta dessa fala, acabei sendo perseguido pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Passei uma semana correndo deles pelo campus da Escola Paulista, porque o Serviço Nacional de Informações (SNI) tinha uma sala ao lado da diretoria da escola. Nelson: E como essa luta se materializou na prática, especialmente após sua formatura? Qual foi o impacto direto dessa experiência na sua trajetória profissional? Natalini: Era uma coisa terrível. Desde aquela época até hoje, tenho lutado por um sistema público de saúde que atenda a população com dignidade e valorize também os profissionais de saúde. Conquistamos muitas coisas, mas a luta começou cedo. Durante meu tempo na Escola Paulista de Medicina, onde me formei em 1975, fui preso em 1972 e levado ao DOI-CODI, onde sofri tortura nas mãos do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Lá conheci um operário chamado João Chile, da oposição metalúrgica, que vivia no Cangaíba. Na cela, ele nos provocou, dizendo que, após nos formarmos, acabaríamos tratando apenas de ricos e esqueceríamos nossos ideais de estudantes, como muitos fazem. Decidi provar que ele estava errado. Escondi o endereço dele na barra da calça e, até me formar, juntei um grupo de colegas para transformar nossa formação em ação concreta. Em janeiro de 1976, logo após a formatura, fui com mais 12 pessoas ao endereço do João Chile. Batemos à porta e eu disse: “A burguesia chegou. Cadê o povo para ser atendido?”. João quase desmaiou de surpresa, mas celebrou conosco. Levamos algumas tubaínas e frangos assados, e depois ele nos apresentou aos padres da igreja local, que tinha um ambulatório fechado por falta de médicos. Começamos a atender ali todos os sábados, e esse ambulatório funciona até hoje, após 48 anos, com o apoio de voluntários e da comunidade. Nosso objetivo sempre foi usar o atendimento e as necessidades individuais para mobilizar a população a melhorar a saúde coletiva do bairro e da região. Com o apoio de Dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo da região na época e hoje bispo emérito, fortalecemos esse projeto. Criamos grupos de acompanhamento para grávidas, crianças, idosos, diabéticos e hipertensos – uma iniciativa que já antecipava o tipo de assistência comunitária
A VACINA DA DENGUE! Vitória e alerta!

Tivemos há pouco a notícia que a ANVISA aprovou o uso da vacina de dose única contra a dengue do Instituto Butantã. Foram muitos anos de pesquisa para produzir uma vacina genuinamente brasileira. Minha manifestação: Viva a Ciência! Viva o Butantã! Essa vacina prevê quase 80% de sucesso na prevenção da doença e quase 100% da prevenção de casos graves e morte. Um avanço cientifico e social estrondoso! O Ministério da Saúde já sinalizou que vai comprar e distribuir o imunizante a partir de 2026. Um grande ganho sanitário ao conter uma virose que inferniza nossas vidas há muitas décadas. Temos que comemorar muito essa conquista. Mas, para além dessa comemoração, cabe-nos fazer uma reflexão. O Brasil não conseguiu debelar a multiplicação do mosquito, que se reproduz em 80% dos casos dentro dos domicílios e imóveis. Isso demonstra nossa incapacidade, enquanto país, de eliminar os fatores de proliferação do Aedes, que é basicamente os reservatórios domésticos de água parada, por incompetência, desinformação, teimosia ou desleixo mesmo. Além disso, o mosquito que se urbanizou nessas décadas, foi ocupando todo o território nacional, e com as mudanças climáticas já chegou na Flórida (EUA) e caminha para o Sul, rumo à Argentina. Se levarmos em conta que o Aedes, além da dengue também transmite a Zika e a Chikungunya, podemos chegar à algumas conclusões pertinentes. Em que pese o grande avanço da vacina, não podemos, de forma nenhuma relaxar no combate à proliferação do Aedes Aegypti. Isso precisa ficar muito claro. O Ministério da Saúde deve, e vai, comprar e distribuir a vacina anti dengue do Butantã. Mas jamais poderá desleixar ou arrefecer nos programas de conscientização e fiscalização para o combate aos criadouros das larvas, que repito, estão localizados dentro dos nossos quintais. Isso tem a ver com eficiência nos programas de saúde pública, de comunicação social de interesse coletivo e com a participação popular num ato de cidadania. Por fim, reafirmo minha efusiva parabenização ao Instituto Butantã, que nesse e em outros inúmeros casos, tem honrado a ciência e a medicina brasileira. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
O MAPA DA COP-30 DERRAPOU NO CAMINHO

Todos já sabem a gravidade dos fenômenos climáticos extremos. As pessoas estão vivendo seus estragos ao redor do mundo. Também sabemos que as mudanças climáticas, produzidas pela ação humana, na queima dos combustíveis fósseis, caminha muito mais rápido do que as ações que temos feito para preveni-las e combatê-las. Assim chegamos à 30 ª COP, na esperança coletiva de termos os avanços necessários para virarmos esse jogo. A COP de Belém foi um evento grandioso. Cerca de 50 mil pessoas e quase 200 países participaram durante quase duas semanas de milhares de negociações, eventos, debates, conversas em grupos e individuais, declarações e discursos. Mas tivemos dois tipos de problemas: a infraestrutura do local e as conclusões finais. A área construída para o evento era muito ampla e aparentemente confortável. Mas a refrigeração local sucumbiu diante do calor úmido da Amazônia. Fez um calor enorme lá dentro. Também a infraestrutura de alimentação, de água, e elétrica, deixaram a desejar, a ponto de termos um incêndio que foi logo controlado. A cidade de Belém recebeu bem os participantes, oferecendo como pôde sua hospitalidade, sua diversidade cultural e étnica. Mas, o que importou mesmo foi o conteúdo do evento e seus resultados. Houve uma grande presença de pessoas na zona verde, onde as ONGs e as diversas representações sociais estiveram. Várias manifestações também aconteceram, inclusive dos indígenas da Amazônia. Dentro da zona azul, as delegações e os credenciados se desdobravam em assembleias e reuniões bilaterais, foram negociações e contatos pessoais intermináveis. Tudo indicava que a COP-30 traria novidades ansiadas do chamado Mapa do Caminho para nos livrarmos, gradativamente dos combustíveis fósseis. Mas, a partir de alguns dias do evento as negociações emperraram. Os países produtores de petróleo, que tinham lá 1600 credenciados pela ONU, apoiados pela Rússia, pela Índia e pela China, e tendo o ausente EUA manipulando por trás, se colocaram contra qualquer menção a combustíveis fósseis no documento final. E assim foi! A COP da esperança se tornou a COP da decepção. Desviaram toda a atenção para a adaptação, deixando a mitigação de lado. A adaptação é muito importante, mas é consequência. É como se um paciente com infecção, tratássemos só a febre deixando as bactérias agirem soltas. Isso foi ruim demais. Não temos mais tempo para irmos aos tombos, ano após ano. Sabemos como é difícil fazermos a transição para buscar novas fontes de combustíveis limpos. Sabemos das dificuldades políticas, econômicas, sociais e tecnológicas para seguir esse “Mapa do Caminho”. Mas a omissão dessa COP foi um tapa na cara da humanidade. E a ganância dos petrolíferos falam mais alto que a nossa sobrevivência. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
COP-30: BALANÇO PARCIAL

Vim para a COP-30, como membro do GT da Prefeitura SP, representando a Sociedade Civil, em nome da AFPESP. Estive em várias COPs e não poderia faltar em Belém, pelo extenso trabalho ambiental e climático que desenvolvemos em São Paulo, há décadas, seja como parlamentar, seja como cidadão, agora enquanto Coordenador de Meio Ambiente da AFPESP. Temos ciência dos enormes desafios e dificuldades políticas, econômicas, sociais e ambientais que a Humanidade enfrenta. Sabemos também das resistências que vários setores têm para embarcar no caminho da transição energética, da economia verde, da recuperação ambiental do Planeta. Vivemos isso todos os dias. Conhecemos as limitações das COPs, em suas negociações e implementações das políticas ambientais e climáticas. Mas, temos também plena consciência da oportunidade e da necessidade de reunir a governança global, os líderes empresariais e comunitários para debater e produzir avanços na crise que ameaça a própria sobrevivência da vida no Planeta. Foi com esse espírito que vim a Belém. Participei de dezenas de agendas nas Zonas Azul e Verde, governamentais e não governamentais. Eu participei do encontro de lideranças ambientalistas no barco Banzeiro da Virada Sustentável, como palestrante das mesas do Ministério do Turismo sobre turismo sustentável, da rede Internacional e Nacional dos Hospitais Saudáveis, da Plenária de lançamento do Plano Global da Adaptação no Setor Saúde, da Plenária de balanço parcial dos trabalhos e negociações, feito pelo Presidente da COP. Além de diversos eventos nos pavilhões, conversas, encontros pessoais, e outras atividades. Procurei trazer, onde estive, a mensagem dos paulistanos e dos servidores públicos do Estado de São Paulo. Aprendi, convivi, expliquei, divergi, mas sempre buscando o caminho do consenso possível e necessário. A COP-30 contou com a presença de 50 mil pessoas. As instalações são muito amplas, em parte com construções desmontáveis. As distâncias entre os eventos são enormes. A ventilação/refrigeração deixou a desejar diante do imenso calor de Belém. Também a alimentação nas áreas internas foi precária, com pouca oferta e filas enormes. As acomodações foram boas, com salas amplas e confortáveis. E tanto o pavilhão dos países, na Blue Zone, como das entidades civis e empresas, na Green Zone, foram razoáveis. Milhares de reuniões e encontros paralelos foram realizados dentro e fora do local da COP. E também os contatos e as conversas individuais foram incontáveis. O mundo estava ali através de 198 países. Houve vários protestos de grupos, ativistas, povos indígenas, como já era esperado. A agenda central da COP-30, a negociação entre as delegações, começou bem, com um consenso sobre a pauta dos trabalhos. Mas a partir do terceiro dia começaram as divergências. Parece que há mais acordo no avanço das medidas de adaptação. No entanto, no quesito mitigação aparecem as divergências, principalmente dos países produtores de petróleo e seus aliados. Isso atrasa as decisões sobre o avanço da transição energética. A equipe de negociação do Brasil é muito habilidosa, mas isso não basta para convencer os petrolíferos. Temos até o dia 21/11 para acompanhar o desenrolar das conversas. Sem otimismo inocente, mas sem derrotismo. Muitos criticam os resultados das COPs, por não corresponderem aos anseios e necessidades das medidas concretas nas mudanças climáticas. De fato, a velocidade dos fenômenos climáticos é muito maior do que a ação humana para contê-los. Mas não temos outro caminho a não ser nos encontrarmos na trilha da mitigação e da adaptação. E a COP é esse momento que mostra toda a dificuldade de agirmos e toda a capacidade que temos para isso. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista Coordenador de Meio Ambiente da AFPESP/ Membro do GT COP30 da Prefeitura de SP
A MEDICINA E O CLIMA

É sabido de todos que as pessoas vítimas das agressões biológicas, sociais e ambientais acabam caindo nas mãos dos médicos e demais profissionais de saúde. É assim com as pessoas que sofrem de doenças degenerativas como diabetes, hipertensão, tumores, doenças autoimunes e tantas outras. Tem aqueles que sofrem lesões externas como acidentes de trabalho, de trânsito, violências físicas e mentais, também acabam nas unidades de saúde ou nos consultórios médicos. Daí, podem sair recuperados, com sequelas ou mesmo vir à óbito. As poluições ambientais e os desequilíbrios da natureza, são a causa da grande maioria das doenças que atingem os seres humanos. As poluições do ar pelos particulados, os abusos dos produtos de beleza, as más condições de trabalho e de moradia, os excessos de álcool, drogas, tabaco, entre muitos outros, estão entre os fatores causais de 90% das patologias. Agora, exacerba-se mais um fator ambiental como causador de adoecimento e morte entre os humanos. Trata-se das mudanças climáticas, com seus fenómenos extremos, causados pelo aquecimento global. Fenômeno da modernidade, causado pela ação humana na queima de combustíveis fósseis ou pelo desmatamento, esses fatores têm provocado verdadeiras epidemias na humanidade. Seja pelas doenças infectocontagiosas crescentes e ameaçadoras, seja pelas ondas de calor extremo, ou pelos desastres climáticos, como chuvas violentas ou secas prolongadas. As mudanças climáticas estão piorando as condições de saúde de bilhões de pessoas no planeta. Mais uma vez, essas pessoas acabam nas mãos dos médicos e das equipes de saúde. Mas vai aqui um alerta! Os médicos e os demais profissionais de saúde ainda não se encontram conscientizados e preparados para lidar com essa nova realidade. Muitos ainda não ligam a causa ao efeito, e caminham ao largo da etiologia das enfermidades. Trata-se de levar essa realidade à presença da Medicina para que todos conheçam, se aprofundem e ajam na medida que a calamidade sanitária exige. Portanto. Mãos à obra!!! Gilberto Natalini- Médico, Ambientalista e Coordenador de Meio Ambiente da AFPESP
O CAPITALISMO PREDATÓRIO E A DESTRUIÇÃO AMBIENTAL

Para início do debate, ninguém esconde que é fundamentalmente decisivo entender qual a nova realidade que está surgindo, em tempos de emergência climática (assunto ainda desconhecido para mais de 30% da população brasileira, de acordo com pesquisa recente) e em tempos de muita tecnologia em que o principal fator de produção é o conhecimento.Seja como for, a questão, em linhas gerais, ganha a seguinte formatação: lá fora há um capitalismo devorador de recursos (modo de produção com sua lógica intrínseca de maximização do lucro) que provoca, na base, uma crise civilizatória, e que não hesita em jogar para escanteio a preocupação ecológica.Mais do que isso, pensando primeiramente nos desdobramentos de nossa realidade particular, esse típico, influente e dominante modelo (por certo, o elemento principal que promove a relação destrutiva do potencial ecológico) submete, entre outros, a floresta amazônica aos ditames do agronegócio (no Brasil, nunca é demais frisar, a agropecuária responde por cerca de 96% da área desmatada no Brasil, segundo o Relatório Anual do Desmatamento 2022).Assim sendo, e insistindo no assunto, falamos de uma dinâmica do capitalismo que, no fundo, parece que se especializou em queimar e desmatar a vegetação nativa para facilitar a expansão da fronteira agrícola; que ameaça milhões de espécies de plantas e animais; que transforma a riqueza verde do mundo vivo em commodities.Sem ineditismo, nesse ambiente complexo, importa destacar que a desigualdade explosiva e a crise ambiental devastadora são, sim, em nosso caso, os nossos mais imediatos desafios.Por isso se diz às claras que, num mundo em que as aplicações financeiras rendem mais do que investimentos em produção, a crise do meio ambiente, aqui ou acolá, permanece presente.Recorte feito, é certo que as principais mudanças globais aceleram a crise ambiental (o caos socioambiental).Não por acaso, olhando agora para a economia global e usando outros termos, os 110 trilhões de dólares de bens e serviços produzidos anualmente no planeta colocam em evidência o nível de devastação deixado na natureza, sempre exigida para comportar o tão aclamado crescimento econômico.Mas, vejamos: até certo ponto, trata-se de um crescimento que, com a força das evidências, atende cada vez mais a parte (rica e abastada) acomodada no andar de cima da pirâmide.Os mesmos, como é sabido, que prontamente danificam toda a causa ambiental.Por esse lado, tomando os dados mais atuais e colocando-os em perspectiva, não é segredo o que está devidamente destacado no estudo Climate Change And The Global Inequality of Carbon Emissions (Chancel, 2022): os 10% mais ricos são responsáveis por cerca de 20 vezes mais emissões em comparação com os 50% mais pobres em escala global.Tudo interligado e relacionado. Tudo generalizado em termos de crises ambientais contemporâneas. Exploração, dominação, devastação e acentuada piora do meio ambiente e da qualidade social da vida moderna. Vivemos, pois, uma situação de urgência.Ladislau Dowbor, olhando para a outra ponta dessa mesma história, levanta uma oportuna provocação em seu recente trabalho Os desafios da revolução digital: “apenas as pessoas mais alienadas não se dão conta da catástrofe que representa a convergência de desastres ambientais, desigualdade explosiva, caos financeiro e violência generalizada.Nesse conjunto de relações e ações conturbadas, “tanto a desigualdade extrema quanto a destruição ambiental não são defeitos do sistema, mas a sua característica”, assim reconhece em forma de relatório o Unrisd, Instituto de Pesquisa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social, criado em 1963 e sediado em Genebra.De toda sorte, vamos lembrar dos aceleradores da crise ambiental reconhecidos pela ONU que inclui, sobretudo, a degradação da natureza, o rápido desenvolvimento de tecnologias como a Inteligência Artificial (transformação digital), a competição por recursos naturais, o aumento das desigualdades e a diminuição da confiança nas instituições.Nessa direção, não se pode perder de vista que o aumento por recursos hídricos e minerais críticos e por elementos de terras raras, de um jeito ou de outro, acabam condicionando novas pressões sobre a base ecológica conhecida.Na maioria dos casos, mesmo que não haja consenso, convém dizer que, pelas mãos da sociedade capitalista (o modus operandi é próprio: mais aumento de extração, mais produção, mais acumulação), degradação (e rupturas) de ecossistemas, perda de biodiversidade (a partir da exploração excessiva de recursos naturais e da eliminação de habitat), alterações nos padrões climáticos e poluição (de todo tipo) são, pesa reconhecer, as consequências mais visíveis de todo esse desajuste aqui mencionado.Portanto, na realidade, não tem como ser diferente. Daí em diante, para falar de modo convencional, nada mais lícito do que afirmar que a mudança climática (cada vez mais chamada de emergência climática pelos especialistas e intensificada em uma escala nunca vista), que está longe de terminar, ameaça de vez o futuro do planeta. Gilberto Natalini é médico-cirurgião, vereador por cinco mandatos na Câmara Municipal de São Paulo. Foi secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente (2017) e candidato a governador do Estado de São Paulo pelo Partido Verde (PV) em 2014. Marcus Eduardo de Oliveira é economista e ativista ambiental. Delegado do CORECON-SP por Osasco. Autor de “A civilização em risco” (Jaguatirica, 2024), entre outros. prof.marcuseduardo@bol.com.br
O CAPITALISMO PREDATÓRIO E A DESTRUIÇÃO AMBIENTAL

Para início do debate, ninguém esconde que é fundamentalmente decisivo entender qual a nova realidade que está surgindo, em tempos de emergência climática (assunto ainda desconhecido para mais de 30% da população brasileira, de acordo com pesquisa recente) e em tempos de muita tecnologia em que o principal fator de produção é o conhecimento. Seja como for, a questão, em linhas gerais, ganha a seguinte formatação: lá fora há um capitalismo devorador de recursos (modo de produção com sua lógica intrínseca de maximização do lucro) que provoca, na base, uma crise civilizatória, e que não hesita em jogar para escanteio a preocupação ecológica. Mais do que isso, pensando primeiramente nos desdobramentos de nossa realidade particular, esse típico, influente e dominante modelo (por certo, o elemento principal que promove a relação destrutiva do potencial ecológico) submete, entre outros, a floresta amazônica aos ditames do agronegócio (no Brasil, nunca é demais frisar, a agropecuária responde por cerca de 96% da área desmatada no Brasil, segundo o Relatório Anual do Desmatamento 2022). Assim sendo, e insistindo no assunto, falamos de uma dinâmica do capitalismo que, no fundo, parece que se especializou em queimar e desmatar a vegetação nativa para facilitar a expansão da fronteira agrícola; que ameaça milhões de espécies de plantas e animais; que transforma a riqueza verde do mundo vivo em commodities. Sem ineditismo, nesse ambiente complexo, importa destacar que a desigualdade explosiva e a crise ambiental devastadora são, sim, em nosso caso, os nossos mais imediatos desafios. Por isso se diz às claras que, num mundo em que as aplicações financeiras rendem mais do que investimentos em produção, a crise do meio ambiente, aqui ou acolá, permanece presente. Recorte feito, é certo que as principais mudanças globais aceleram a crise ambiental (o caos socioambiental). Não por acaso, olhando agora para a economia global e usando outros termos, os 110 trilhões de dólares de bens e serviços produzidos anualmente no planeta colocam em evidência o nível de devastação deixado na natureza, sempre exigida para comportar o tão aclamado crescimento econômico. Mas, vejamos: até certo ponto, trata-se de um crescimento que, com a força das evidências, atende cada vez mais a parte (rica e abastada) acomodada no andar de cima da pirâmide. Os mesmos, como é sabido, que prontamente danificam toda a causa ambiental. Por esse lado, tomando os dados mais atuais e colocando-os em perspectiva, não é segredo o que está devidamente destacado no estudo Climate Change And The Global Inequality of Carbon Emissions (Chancel, 2022): os 10% mais ricos são responsáveis por cerca de 20 vezes mais emissões em comparação com os 50% mais pobres em escala global. Tudo interligado e relacionado. Tudo generalizado em termos de crises ambientais contemporâneas. Exploração, dominação, devastação e acentuada piora do meio ambiente e da qualidade social da vida moderna. Vivemos, pois, uma situação de urgência. Ladislau Dowbor, olhando para a outra ponta dessa mesma história, levanta uma oportuna provocação em seu recente trabalho Os desafios da revolução digital: “apenas as pessoas mais alienadas não se dão conta da catástrofe que representa a convergência de desastres ambientais, desigualdade explosiva, caos financeiro e violência generalizada. Nesse conjunto de relações e ações conturbadas, “tanto a desigualdade extrema quanto a destruição ambiental não são defeitos do sistema, mas a sua característica”, assim reconhece em forma de relatório o Unrisd, Instituto de Pesquisa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social, criado em 1963 e sediado em Genebra. De toda sorte, vamos lembrar dos aceleradores da crise ambiental reconhecidos pela ONU que inclui, sobretudo, a degradação da natureza, o rápido desenvolvimento de tecnologias como a Inteligência Artificial (transformação digital), a competição por recursos naturais, o aumento das desigualdades e a diminuição da confiança nas instituições. Nessa direção, não se pode perder de vista que o aumento por recursos hídricos e minerais críticos e por elementos de terras raras, de um jeito ou de outro, acabam condicionando novas pressões sobre a base ecológica conhecida. Na maioria dos casos, mesmo que não haja consenso, convém dizer que, pelas mãos da sociedade capitalista (o modus operandi é próprio: mais aumento de extração, mais produção, mais acumulação), degradação (e rupturas) de ecossistemas, perda de biodiversidade (a partir da exploração excessiva de recursos naturais e da eliminação de habitat), alterações nos padrões climáticos e poluição (de todo tipo) são, pesa reconhecer, as consequências mais visíveis de todo esse desajuste aqui mencionado. Portanto, na realidade, não tem como ser diferente. Daí em diante, para falar de modo convencional, nada mais lícito do que afirmar que a mudança climática (cada vez mais chamada de emergência climática pelos especialistas e intensificada em uma escala nunca vista), que está longe de terminar, ameaça de vez o futuro do planeta. Gilberto Natalini é médico-cirurgião, vereador por cinco mandatos na Câmara Municipal de São Paulo. Foi secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente (2017) e candidato a governador do Estado de São Paulo pelo Partido Verde (PV) em 2014. Marcus Eduardo de Oliveira é economista e ativista ambiental. Delegado do CORECON-SP por Osasco. Autor de “A civilização em risco” (Jaguatirica, 2024), entre outros. prof.marcuseduardo@bol.com.br
LULA, O “MENINO” E O CELULAR

Há algum tempo, Lula se manifestou sobre o roubo de celulares. Ele disse que se deveria relevar que “um menino roubasse um celular”. Pois bem! Hoje, é roubado um celular a cada 2 minutos em São Paulo. De forma sorrateira ou a mão armada. Nós sabemos que grande parte das pessoas guardam suas vidas nos celulares. Quando são roubados não é só o valor do aparelho que é perdido, mas arquivos de toda uma vida. É como se levassem uma biblioteca de documentos e lembranças, ou todo o acervo do seu escritório. E, é claro, seus dados bancários, seus investimentos, seus negócios e muito mais. O roubo de celulares nas ruas do Brasil tornou-se a mania da bandidagem. Uma epidemia de furtos e roubos. Mas o que Lula não falou, porque fala demais o que não deve, é que por trás do “menino” que rouba celulares, se organiza uma imensa quadrilha de bandidos, muito organizada e ativa, que recebe os celulares roubados, os manipula, extrai os dados para golpes e desfalques e destina o aparelho para um mercado negro poderoso. A frase de Lula demonstra o quanto os governantes brasileiros são desinformados, alienados, displicentes e coniventes com o avanço da criminalidade que inferniza a vida do nosso povo. Não se trata aqui de condenar à pena de morte o “menino que rouba celulares”, mas sim de expor, denunciar, combater a rede de ladrões envolvidos nesse crime usual no Brasil. Nosso país enfrenta uma pandemia de golpes, falcatruas, corrupção, roubalheira, quadrilhagens, facilitações e ilícitos, físicos e virtuais que transformam o país num campeão mundial dessa competição. O roubo do celular e a fala do Lula são uma faceta desse campeonato macabro. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
NO PAÍS DO METANOL

O metanol é a ponta do iceberg da ilegalidade no Brasil. Se formos listar os golpes, malandragens, maracutaias, quadrilagens e todos os tipos de crimes, mais ou menos violentos que acontecem no país, a lista seria quilométrica. Recebemos todos os dias, notícias de dezenas de ilícitos que acontecem por aqui, praticados por pessoas ou grupos de pessoas que atuam para enganar os outros. E isso é o que nos chega ao conhecimento. O número real é infinitamente maior. Podemos dizer, sem medo de errar, que o Brasil se tornou a terra da safadeza, em grande e pequena escala. Seja presencial ou virtual. Vivemos uma pandemia de desonestidade que se organiza e atua por meio de pequenas e grandes quadrilhas, dentro e fora dos poderes públicos, em todo território nacional. Nos tornamos o paraíso da criminalidade, da corrupção e da esperteza. Não é à toa que tivemos 5 Presidentes da República presos desde a redemocratização, inclusive os últimos dois. Isso é sintomático, pois a ilegalidade se inicia na cúpula do país e de forma transversal se espalha até o cidadão comum. Parece que temos um vírus do mal feito, infectando o corpo e a alma do Brasil. Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário dão exemplos diários de mal comportamento, muitas vezes mancomunados com o empresariado, as instituições da sociedade, e as quadrilhas do crime organizado, produzindo tantos escândalos quantos são os dias do ano. Potencializado por uma perversa concentração de renda, uma degradação ambiental sistemática e uma maneira malandra de ser, o Brasil, esse país grande em território, recursos naturais e população, vai patinando na sua própria história. Sinceramente não sei como sair dessa! Estamos estragando nossa Democracia, a tanto custo conquistada. De uma coisa tenho certeza: todas as medidas a serem tomadas devem ser feitas nos marcos dessa mesma democracia. O processo de saneamento será doloroso, mas sem ele jamais poderemos ser chamados de Nação. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
TRUMP E LULA: a química

A química é uma ciência exata e que não se enquadra nessa dupla. O jogo aqui está mais para as artes cênicas da geopolítica global. O Brasil sempre se deu bem com os EUA, há 201 anos. Na grande maioria das vezes nosso país se submeteu aos caprichos e ditames dos “yankees”, sempre mais poderosos política, econômica e militarmente. Algumas vezes somos mais “quintal” e outras vezes, menos. O governo Lula, se alinhou a um grupo de países que buscou caminhar à margem dos americanos, competindo com eles. Enquanto pleiteia ser do Conselho de Segurança da ONU e ingressar no G20, o Brasil de Lula participa junto com a China, a Rússia, a Turquia, a África do Sul e mais alguns países do chamado grupo dos BRICS. Quase todos são autocracias ditas de “direita” e de “esquerda”, que cerceiam as liberdades democráticas de seus povos. O Brasil se alinha ao Irã, à Venezuela, à El Salvador à Cuba, à maioria dos ditadores da África e do Oriente Médio e vive às turras com as democracias liberais da Europa. Com a ascensão de Trump ao governo dos EUA, as coisas se complicaram. Trump foi eleito pregando o retorno da hegemonia dos americanos na política global e do “esplendor” interno de seu país. Tem uma visão nacional-chauvinista nesse mundo globalizado. Tem posições muito conservadoras nos costumes, embora não seja um exemplo de boa conduta moral. É um bilionário que mantém sua fortuna com práticas pouco recomendáveis, e prega abertamente o preconceito contra minorias sociais. Porém, Trump é um jogador político. Sua tática principal é o blefe. Assim, ele ameaça ao extremo e depois chama para conversar, a sua vítima já fragilizada por seus ataques, no campo político, econômico e mesmo militar. Foi isso que ele tentou fazer com o Brasil. Ameaçou, taxou, difamou, esculhambou nosso país e o governo, para tentar quebrar as alianças do Lula com os competidores dos EUA. Fechou as portas e de repente abriu uma janela enorme, atraindo o ressabiado Lula para um “papo cabeça”, e uma boa “química”. Há pouco tempo atrás o governo Lula estava nas cordas, com popularidade em baixa. A chamada polarização Lula x Bolsonaro, ia se esvaziando com as repetidas maluquices dos bolsonaristas, que foram colocando essa família num quadrado cercado de ridículo. Mesmo assim, Lula estava se esvaindo num governo com juros de 15% ao ano, cerca de 50 milhões de brasileiros se debatendo na informalidade e 70% na inadimplência, além é claro da criminalidade e violência crescentes, regidas pela batuta do PCC. Foi aí que Trump entrou em cena com sua taxação absurda e esdruxula, sua agressão verbal com o Brasil, seu ataque contra o governo Lula. Foi como um sopro de alento ao petista, que se agarrou com as duas mãos ao discurso da soberania e do orgulho nacional. O circo teatro de Trump injetou apoio interno ao governo Lula, que se levantou das cordas e melhorou nas pesquisas, sem diminuir juros ou melhorar um milímetro na economia, ou na vida do povo. Agora Trump abraça Lula e os dois vão pra galera. Parece até coisa combinada. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
O MUNDO GIRA!

O mundo hoje vai se dividindo entre as democracias liberais e as autocracias. Estas se apresentam como regimes autoritários conservadores, chamados de “direita”, e autocracias populistas ditas de “esquerda”. As democracias liberais mais tradicionais estão na Europa, em sua maioria na Zona do Euro. Também acontecem em países de outros continentes, como no Chile, no Uruguai, no Canadá, na Austrália, no Japão. Poderíamos dizer que estão em minoria hoje. As autocracias e as ditaduras têm crescido ao redor do mundo, em graus e intensidades variadas. São implantadas por golpes políticos, armados ou não, e às vezes, pelo voto popular. As autocracias conservadoras, ditas de “direita”, têm como exemplos a Rússia, a Turquia, a Hungria, El Salvador, a Indonésia, os países árabes do petróleo, e vários outros países da África. E, agora, estão a caminho os Estados Unidos da América, Israel, Argentina. Os regimes autoritários, geralmente populistas ditos de “esquerda”, são a Nicarágua, a Venezuela, a Colômbia, a China, a Coreia do Norte, Cuba, várias ditaduras da África, entre outros. O México, a Índia, o Brasil e a África do Sul são regimes eleitos pelo voto popular, com caráter populista e tendência à hegemonia. O fato é que as chamadas democracias liberais estão em descenso no planeta, por não conseguirem dar respostas rápidas e concretas aos graves problemas da humanidade, como a desigualdade social crescente, com a consequente fome e a miséria, a criminalidade, a violência e a guerra, e a degradação ambiental, com a poluição que só aumenta e as catástrofes climáticas. Dessa forma, a tal polarização tóxica e nefasta vai dividindo as pessoas e os países em dois campos que não correspondem à realidade e às necessidades da vida humana. São como realidades virtuais, criadas e incentivadas para desviar o foco das atenções políticas, econômicas e sociais dos graves e reais problemas, como a vergonhosa concentração de renda e a desastrosa dilapidação ambiental existente. Esse quadro mundial avança e não tem sido fácil combatê-lo e modificá-lo. O bom senso, a tolerância, a coexistência pacífica, as liberdades democráticas, o respeito pela divergência, o desenvolvimento econômico sustentável e mais equânime são necessidades urgentes da vida moderna. Construir essa agenda humanista e justa é uma tarefa gigantesca que precisa ser enfrentada. Vamos ao bom combate! GILBERTO NATALINI- Médico e Ambientalista
DAS MUDANÇAS ÀS CATASTROFES CLIMÁTICAS

O aquecimento global e os fenômenos climáticos extremos caminham rapidamente num ritmo maior do que a ciência havia previsto. A ciência acertou no diagnóstico mas errou no prognóstico. O que havia sido previsto em matéria de mudanças climáticas para o final deste século, está acontecendo agora com uma intensidade cada vez maior. As chuvas violentas, as longas estiagens, o calor extremo, o frio fora de época, as queimadas extensas, o degelo, as quebras de safra de alimentos, as doenças provocadas pelo clima, sejam infecciosas ou outras, estão cada vez mais presentes em nossas vidas. Hoje não existe nenhum canto do mundo que não tenha vivido ou esteja vivendo uma situação dessas. E o mais grave é que a velocidade com que os fenômenos extremos acontecem é muito maior do que a velocidade das ações humanas para conte-los. As emissões de gases de efeito estufa e a queima de combustíveis fosseis aumentaram no mundo nos últimos anos. Isso é muito grave. Os funcionários públicos federais, estaduais e municipais do Estado de São Paulo não estão fora desse cenário. Seja como vítimas do nervosismo do clima, seja como agentes importantes de transformação dessa realidade. Como indivíduos, cidadãos, munícipes, ou como coletivo profissional pelo seu tamanho, por suas posições estratégicas e sua importância na sociedade. Nós funcionários públicos temos um papel importante na proteção, prevenção, combate, recuperação de todas as agressões ocorridas contra o meio ambiente. Assim, desde uma ação individual, como separar nosso lixo, consumo consciente, economia de água e energia, uso de um combustível mais limpo, plantar e proteger as árvores, educar nossos filhos, famílias e amigos, até no exercício de nossas profissões, na saúde, segurança, educação, transporte, fiscalização, planejamento de políticas públicas, entre outras, nós, funcionários públicos no Estado de São Paulo, jogamos um papel estratégico no caminho de uma sociedade paulista mais sustentável e solidária. A AFPESP, como sempre toma a responsabilidade e a liderança de promover, estimular, praticar as propostas e as ações para que isso aconteça. Vamos juntos nessa nobre e necessária tarefa. Gilberto Natalini- Coordenador de Meio Ambiente da AFPESP
SAI DESSA, BRASIL!!!

Houve sim uma tentativa do Bolsonaro de dar um golpe para impedir a posse do Lula. Tentou de todas as formas, tentando desmoralizar as urnas, desqualificar as eleições, promover um estado de caos com violência de seus seguidores às instituições da república, e editar atos e decretos de exceção. O golpe só não se concretizou porque dois dos três chefes militares recusaram-se a mobilizar suas tropas. Como o golpe flopou, Bolsonaro ficou, junto com sua trupe, um alvo das quatro linhas da Constituição. Merece ser julgado, condenado e preso por sua aventura de aprendiz de ditador. Bolsonaro e seguidores são a cara da barbárie. Lula tomou posse, como devia ser, e vai fazendo um governo sofrível. Ainda não desceu do palanque, governa no gogó. Tem um Congresso hostil à sua gestão e mais da metade do povo o desaprova. Faz gestos de ajuda aos mais pobres com distribuição de benefícios sociais, o que lhe dá uma base de apoio, principalmente no Nordeste. Seu erro grave é se alinhar com ditadores e autocratas pelo mundo afora, como Maduro, o Aiatolá, Kim, Putin, Ortega, Xi, e que tais. Prefere andar com essa gente do com as democracias liberais da Europa. Lula e Bolsonaro alimentam a polarização tóxica e nefasta que infecta a política brasileira. Um precisa do outro para sobreviver em seus populismos de “esquerda” e “direita” (entre aspas mesmo). Do ponto de vista da moralidade pública, os dois devem muito na praça. O mensalão, o petrolão, o emendão, o rachadão, as jóias, os imóveis, o INSS, e outras pérolas da corrupção permeiam a política brasileira. Agora temos o fator Trump. Esse é um bilionário aloprado que não rasga dinheiro, com um histórico cavernoso no campo ético e moral. No governo americano, Trump vai ameaçando o mundo, e agride as liberdades democráticas nos EUA. A última atitude dele contra o Brasil, pautado pelo clã Bolsonaro, serviu para dar discurso ao Lula e melhorar sua posição nas pesquisas. Nós brasileiros, em sua maioria, queremos sair dessa situação de polarização pernóstica, desse populismo medíocre, desse alinhamento com a autocracia internacional, Buscar a construção do centro político democrático e ético é o grande desafio que se coloca para as forças do bom senso no país. Não há tempo a perder! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
Do descarte ao reaproveitamento: bens patrimoniais

Em diversas ocasiões, podemos encontrar artigos voltados à gestão de resíduos sólidos em instituições públicas e privadas. Ainda assim, é de suma importância discorrer sobre um aspecto não comumente abordado: o descarte e a destinação de equipamentos eletrônicos e bens patrimoniais provenientes de ambientes corporativos. Esta tipologia de resíduos, diferente dos resíduos domiciliares comuns ou recicláveis, podem incluir componentes perigosos em sua composição, como metais pesados e/ou apresentar tamanhos muito superiores, exigindo maior responsabilidade administrativa para a sua correta destinação. No Brasil, a gestão destes itens está legalmente fundamentada na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei nº 12.305/2010, que estabelece as diretrizes para o gerenciamento de resíduos sólidos em todas as esferas administrativas. Adicionalmente, o estado de São Paulo já avançava com esta temática à época, por meio da Lei Estadual nº 13.576/2009, que normatizou o gerenciamento e destinação final de lixo eletrônico. Essas legislações impulsionaram tanto o setor público quanto o privado a estruturar programas e sistemas voltados à gestão de bens patrimoniais, com foco na rastreabilidade, reutilização, descarte e, quando possível, doação ou venda. No setor público federal, diversos programas foram elaborados a fim de atuarem no controle patrimonial e no consequente manejo sustentável de bens patrimoniais, com destaque para: o SIADS (Sistema Integrado de Administração Patrimonial), que permite o controle dos bens móveis da administração direta, autarquias e fundações, e o Portal Doações.gov.br, que facilita a doação de bens inservíveis entre instituições públicas e, em alguns casos, para entidades da sociedade civil. Além dos esforços públicos, empresas especializadas oferecem outras ferramentas para auxiliar na gestão de patrimônio institucional, que permitem desde o controle de inventário até a depreciação e baixa de bens. Na AFPESP, o controle e a destinação de bens inservíveis são conduzidos pela equipe de Patrimônio dentro de um fluxo técnico e criterioso. O processo inicia-se com a solicitação de baixa e segue para validação da destinação por uma Comissão Técnica formada pelo gestor responsável pelo bem, um conselheiro e um representante da Coordenadoria de Patrimônio. Essa equipe tem a função de validar os bens relacionados e definir sua destinação, que pode ocorrer de forma presencial ou virtual. Na sequência, toda a documentação é elaborada, incluindo Relatório de Validação e Atas de Destinação. Os bens que ainda apresentam condições de uso são destinados à doação para instituições de caridade, fortalecendo parcerias sociais. Já aqueles que não possuem utilidade funcional, mas mantêm valor material, são encaminhados para venda como sucata excedente, o que é essencial para a redução de desperdício. Por fim, são descartados os bens para os quais não se identificam quaisquer viabilidades, logicamente respeitando o que diz a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Para se ter uma ideia de toda a logística e do trabalho por trás dessa operação, somente em 2024, a associação doou 611 itens, vendeu 1.691 e descartou apenas 189 (8% do total), o que mais uma vez reforça o compromisso da AFPESP com a responsabilidade socioambiental e a gestão sustentável de seus bens patrimoniais. Tal logística permite que a AFPESP realize o descarte destes materiais, alinhando responsabilidade ambiental, eficiência administrativa e compromisso social, além de garantir a rastreabilidade de todo o processo. O foco está sempre em assegurar que cada item tenha um destino coerente com sua condição, respeitando, além da legislação, os valores institucionais da associação. Conclui-se que a crescente atenção à destinação de equipamentos eletrônicos e bens patrimoniais representa um amadurecimento das instituições frente à sustentabilidade e à boa governança. O exemplo da AFPESP, somado aos programas públicos e privados existentes no Brasil, mostra que é possível estruturar processos transparentes, funcionais e comprometidos com o meio ambiente e a sociedade. Cabe às organizações, públicas ou privadas, reconhecer o valor estratégico da gestão de resíduos e implementar sistemas que promovam não apenas o descarte conforme determina a legislação, mas o aproveitamento inteligente dos recursos que já possuem. Gilberto Natalini e Marcia Fernanda Santos
PARQUE QUE TE QUERO PARQUE

Os parques urbanos são tudo de bom. Em cidades, onde a ocupação do solo é centímetro por centímetro, principalmente nas grandes metrópoles, preservar espaços livres com cobertura verde, áreas permeáveis, fauna, nascentes, lagos e outras paisagens naturais, como os parques públicos, é uma reserva de natureza e de vida, que tem um papel fundamental na construção de comunidade saudável e sustentável. Em 2004, São Paulo tinha 34 parques municipais. Pelo tamanho da cidade era um número modesto e insuficiente. A partir de 2005, Eduardo Jorge esteve como Secretário do Verde e Meio Ambiente, permanecendo lá por 8 anos nas gestões dos prefeitos Serra e Kassab. Nessa ocasião foi estabelecida a meta de entregar a cidade em 2012 com 100 parques. E assim foi feito. Eu estava no mandato na Câmara Municipal e participei ativamente desse processo, defendendo verbas no orçamento, levando reivindicações de vários grupos das comunidades dos bairros, e propondo, por meio de projetos de lei autorizativos, a criação de novos parques. Assim surgiram, em 8 anos, mais 66 novos parques entre 2005 e 2012, muitos deles em locais mais periféricos e carentes de áreas verdes. Também nesse período foram plantadas 1,6 milhões de árvores nativas, cerca de 200 mil por ano. Foi uma época profícua na área ambiental, complementada por projetos importantes como o córrego limpo, a defesa das águas, a ecofrota, a inspeção veicular, e muitos outros. Em 2013, assumiu outro prefeito, e muitos desses projetos ambientais foram interrompidos pela gestão municipal. De 2013 a 2016 foram criados apenas 3 parques, que já vinham encaminhados pela gestão anterior. A ecofrota foi interrompida, assim como a inspeção veicular. O programa córrego limpo e a defesa das águas quase desapareceram. Em 2017, assumi a Secretaria do Verde na gestão do João Dória. Fiquei lá por 7 meses, e nesse período conseguimos plantar 60 mil árvores, retomamos a operação defesa das águas, criamos 3 parques em 6 meses, bem como atuamos para moralizar o licenciamento ambiental. Sai da gestão por grande divergência com o prefeito. Hoje São Paulo tem 120 parques, e até 2028 deverá chegar a 130 parques. O atual Prefeito Ricardo Nunes acaba de decretar a desapropriação do antigo Clube Banespa, para transformá-lo em parque, uma antiga reivindicação nossa na Zona Sul. Uma medida elogiável. Por outro lado, o Prefeito também decidiu desapropriar 32 áreas de mata nativa, num total de 150 milhões de m², para transformá-las em parques municipais. Isso também é um fato excepcional. Em meu dossiê da Devastação da Mata Atlântica nos Mananciais, denunciamos a derrubada de 1,6 milhão de árvores pelo crime organizado e indicamos a necessidade da prefeitura assumir essas áreas de matas para preservá-los o que agora vem sendo feito pelo Ricardo Nunes. São Paulo tem um grande passivo ambiental nos seus 471 anos de existência. Mas há um esforço público e privado para recuperar e proteger o meio ambiente nos últimos tempos. O que tem vindo na contramão desse esforço é o resultado do Plano Diretor, que foi muito permissivo com a verticalização exagerada dos bairros de São Paulo. Todo esforço deve ser feito para regular essa verticalização dentro de parâmetros que respeitem os limites razoáveis de urbanismo e sustentabilidade. Essa é a luta do momento. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
Panorama Sustentável AFPESP

No Panorama Sustentável, você acompanha a evolução da gestão ambiental implementada pela AFPESP em suas unidades. Além de manter campanhas contínuas de conscientização e garantir o cumprimento rigoroso da legislação ambiental vigente, a associação amplia suas ações estratégicas rumo à agenda climática global. Nossos próximos passos incluem a participação na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém (PA), em novembro de 2025 — um marco no compromisso da AFPESP com a sustentabilidade e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Leia o panorama no link abaixo. https://www.afpesp.org.br/sede-social/meio-ambiente/panorama-sustentavel
O PCC NA FARIA LIMA

Lembro bem quando me formei e fomos atender o povo da periferia em nosso voluntariado médico, em meados da década de 70, andávamos nas ruas, nos bairros, nas favelas e o máximo de crime que víamos era um furto, uma briga de boteco ou de família. A violência era mínima. Hoje na periferia de São Paulo, um “salve” do PCC, fecha o comércio, esvazia as ruas, assusta todo o povo. O crime organizado reina entre nós! O PCC nasceu na década de 80 dentro dos presídios. Saiu dali, ganhou as ruas, os bairros, as cidades, o país. Dizem que é a oitava máfia do mundo e está em quase trinta países. Seu ramo de negócios original foi o tráfico de drogas, que cresceu, expandiu-se, agigantou-se, e diversificou-se em dezenas de atividades econômicas lícitas e ilícitas. Hoje movimentam muitos bilhões de reais. Começaram como um pequeno grupo, e se expandiram para uma grande rede de “células” de membros pelo Brasil afora. Também vimos multiplicarem-se organizações congêneres, adversárias ou não, que inflaram a presença do crime organizado no Brasil. São centenas de siglas, divisões e subdivisões, que compõem o tecido tumoral do crime na sociedade brasileira. Usaram duas táticas das organizações políticas: “ as células de militantes” e o “entrismo”. Dessa forma adentraram em todas as instituições públicas e privadas do Brasil. Estão nos três níveis de governo, federal, estadual e municipal, nos três níveis dos parlamentos e no judiciário. Também lançaram suas metástases na sociedade civil, infiltrando-se nos sindicatos, nos partidos políticos, nas associações de bairros, nos clubes esportivos, nas instituições religiosas, nos órgãos de imprensa e nas universidades. Esse é um fato comprovado. Mas não pararam por aí! Na diversificação dos seus “negócios”, o crime organizado expandiu-se do tráfico de drogas e armas para o mundo do setor produtivo. Investiram em redes de farmácia, postos de gasolina, padarias, madeireiras, garimpo, fábricas, empresas de serviço e agropecuária. O ramo imobiliário não foi poupado. Assim, na década passada, o PCC foi comprando ou tomando áreas de mata nativa nas margens das represas Billings e Guarapiranga, as caixas d’água da cidade de São Paulo, assorearam milhares de nascentes, derrubaram 1,6 milhão de árvores, produziram cerca de cinquenta mil lotes e começaram a construir “condomínios” nos locais. Isso lhes renderia dois bilhões de reais. Nessa ocasião eu produzi o “O Dossiê da Devastação da Mata Atlântica em São Paulo”, denunciando o crime e cobrando das autoridades constituídas as medidas para barrar essa barbárie. Sofri 14 ameaças de morte, mas conseguimos diminuir muito a devastação. Por fim, agora foi noticiado a presença do PCC na Faria Lima, com negócios bilionários no mercado financeiro. A movimentação do dinheiro do crime organizado chega a 140 bilhões. Há dias, saiu uma pesquisa dizendo que 27% do nosso povo vive sob comando direto das quadrilhas nas comunidades mais pobres. Mas, por tudo que sabemos e vivemos, a realidade mostra que o crime organizado é muito mais poderoso do que se divulga. Nosso país vai sendo sequestrado pela força financeira e armada da criminalidade. Portanto, além da vergonhosa desigualdade social que temos, além da predação ambiental e climática existente, convivemos também com uma pandemia de corrupção e com a mão de ferro das quadrilhas do crime organizado. Somos um país rico em recursos naturais, que tem um povo sensível e trabalhador, uma intelectualidade e uma criação artística respeitadas no mundo inteiro, uma economia forte e uma democracia que busca se consolidar. Há que se construir um mutirão nacional que separe o joio do trigo, e combata a criminalidade e violência, devolvendo o Brasil para as mãos da legalidade, da moralidade e da ética. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
REDES SOCIAIS, PELO BEM OU PELO MAL!

Eu não conhecia o Felca. Talvez por uma falha minha. De repente, ele denuncia e destrói uma rede de perversão contra crianças e adolescentes, que agia debaixo do nariz da sociedade e do governo brasileiro, e criou um debate nacional. Um “influencer” que usava os menores de idade para ganhar dinheiro, gerando “likes” nas redes sociais com a exposição de crianças e adolescentes a adultização, abusos e exploração sexual. A perversão nas redes sociais da internet é enorme. Assim como os crimes financeiros, e todo tipo de golpes e espertezas. Parte da internet transformou-se em terra de ninguém, ou melhor, em terra de pessoas de caráter e conduta reprováveis. É como se, de repente, o lado ruim dos humanos achasse uma corrente de vento que o transportasse para todos os cantos da terra, e para dentro das mentes alheias. As tecnologias quando surgem sempre revelam a dualidade de nossa espécie, em sua eterna e canônica luta entre o bem e o mal. Por exemplo, foi assim com a pólvora, a aviação, a energia nuclear, os compostos químicos, e agora com o mundo digital. Mas, nunca vimos uma potencialização tão grande de uma inovação tecnológica, como a internet, com as redes sociais e a inteligência artificial. Parece que se soltaram todos os anjos e demônios existentes dentro das pessoas que viajam pelos computadores e celulares numa velocidade e intensidade assustadoras. A pedofilia é uma perversão sexual extremamente cruel, pois a vítima é indefesa e incapaz até de entender sua condição de vítima. A denúncia do Felca levantou a coberta de uma situação muito comum, que todos sabem que existe e que se repete todos os dias, potencializado pelas redes sociais. Ao lado disso, vemos crescer também o culto da ideologia do ódio, do preconceito, da homofobia, do racismo, da misoginia, levados também pelas “asas” das redes sociais. Portanto, assim como foi feito com a imprensa, o rádio, a televisão e outros meios de comunicação, também é preciso achar os meios de proteger a sociedade dos desatinos das fake news e da barbárie. Também cabem aos pais, às famílias e a todos nós, defender nossas crianças desses riscos, orientando-as, criando os meios de privá-los dos ataques nocivos dessa prática das redes sociais. É evidente que isso deve ser feito em conformidade com o direito de expressão e a liberdade de manifestação. Esse equilíbrio é complexo e difícil de se estipular, mas é extremamente necessário. E é claro, todos os casos de pedofilia e outros crimes e opressões devem ser prevenidos, investigados e punidos severamente. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
CANGAIBA: 50 ANOS CUIDANDO DE GENTE

Nosso voluntariado médico no Cangaiba faz 50 anos de atendimento ininterrupto. Iniciou-se em 1975 e atende até hoje no ambulatório da Igreja Bom Jesus. Não é um trabalho religioso, é uma atuação humanista, que já tratou cerca de 150 mil pessoas, encaminhou milhares para atendimentos especializados e realizou quase 3 mil cirurgias no local. A partir das consultas e da farmácia realizamos um trabalho de educação popular, mobilização e organização das comunidades em favor de melhor qualidade de vida e saúde. Muitas melhorias foram conquistadas. No decorrer dessas 5 décadas realizamos inúmeras reuniões, palestras, cursos, assembleias e outras atividades coletivas. Produzimos milhares de folhetos, jornais, audiovisuais, filmes, matérias de imprensa, de redes sociais, como ferramentas de educação para a cidadania. Participamos de todas as lutas democráticas do povo brasileiro. Esse trabalho começou com um grupo de 14 médicos e estudantes da Escola Paulista de Medicina – EPM, e hoje lá estão Gilberto Natalini, Henrique Francé e Nacime Mansur, desde o início. Atualmente contamos também com Dra. Gênova, Dra. Jenny, e Dra. Maria do Céu. A farmacêutica Erika e os voluntários leigos Edemir “Coração”, Amaury, Neusa, Ulisses, Marli, estão ali, entre dezenas de outros que por lá passaram. É preciso citar o Padre Luís e muitos amigos da comunidade que nos ajudam. A Associação Popular de Saúde – APS fundada em 1979, é a entidade civil que além do ambulatório administra em convênio um Bom Prato e duas creches. No caminho do cinquentenário haverá uma solenidade na Câmara Municipal/SP em 15/10/25 as 19 horas e uma missa solene em 13/12 /25 as 19 horas na Igreja do Cangaiba, presidida pelo cardeal D. Odilo Scherer. A sede da APS fica na Rua Domingos de Lucca, 108 e o Ambulatório na Rua Jacira Artacho, 47 (altura do 2.400 da Av. Cangaiba). Temos o livro “Médicos do Cangaiba – Viver é Gostar de Gente”, de Judith Patarra, que conta essa longeva e generosa atividade (online no natalini.com.br) Convidamos você a participar e divulgar a comemoração desse voluntariado médico que atua há meio século e que pretende continuar pelo tempo que for possível. “Viver é Gostar de Gente”. Gilberto Natalini Henrique Francé Nacime Mansur Contatos: (11) 2682.2017 Email: associação.aps@gmail.com Site: www.apsprojetossociais.com.br
A BUSCA DO CENTRO DEMOCRÁTICO E ÉTICO

O Brasil de um tempo para cá está passando por uma péssima fase na política. As forças democráticas que se uniram para derrotar o regime militar pulverizaram-se, perderam o foco e o compromisso republicano. A atividade política se vulgarizou e o poder do dinheiro infiltrou as instituições de forma a transformar os interesses públicos em ações lucrativas. Os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, assim como os partidos políticos e muitas instituições da sociedade civil transformaram-se em balcões de negócios, produzindo verdadeiras máquinas de corrupção, cada vez mais institucionalizadas. As ideologias deram lugar às negociatas, e a atividade pública e privada tornaram-se um toma lá dá cá onde o que menos importa é o interesse coletivo do país. Direita e esquerda ficaram no passado. As atividades políticas hoje se dão em torno de tratativas pecuniárias. Surge então, como cortina de fumaça diante da roubalheira a chamada polarização, que dividiu o Brasil em dois. Essa polarização é um fenômeno global, existente em vários países, mas no Brasil tomou rumos inusitados, formando dois blocos em torno de duas figuras caricatas. De um lado, na chamada “esquerda”, está o Lula e o PT, de longa trajetória na política brasileira, com passagem por vários episódios de atentado à ética e a moralidade pública, como o Mensalão e o Petrolão, e outros de menor monta, mas não menos importantes. O PT e seu líder, que surgiram e cresceram como guardiões da ética e da justiça social, atolaram-se em escândalos grotescos de corrupção e desmandos. Do outro lado, na chamada “direita”, surge e cresce a figura de Bolsonaro, um capitão que foi excluído do exército por insubordinação e planos terroristas, que avançou na política com apoio de figuras duvidosas nas comunidades do Rio de Janeiro, que defende a Ditadura Militar, e tem como ídolo o Coronel Ustra, um torturador e assassino cruel. Seu governo tangeu a mediocridade, consolidou o escândalo do Emendão, conduziu de forma criminosa o evento da pandemia, “passou a boiada” na área ambiental, entre outros desmandos. Hoje, esses dois ídolos brasileiros, para se manterem de pé precisam um do outro, e alimentam essa polarização tóxica e nefasta que infecta a nossa política. Mas, podemos dizer que a maioria do povo já se enojou dessa situação, e defende a democracia que possa caminhar para um Centro Democrático e Ético, que tire o país dessa situação e o conduza para um cenário mais promissor. O grande desafio é unir as forças, as instituições e as pessoas que buscam esse caminho. Isto não tem sido fácil, mas é extremamente necessário! Esse é o nosso desafio! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
BRASIL UM CAMPO DE GUERRA

Saiu o resultado do último CENSO brasileiro. Na área de segurança pública vivemos uma calamidade. O número de mortes violentas aumentou muito, dentre elas as mortes por assassinatos, inclusive aquelas provocadas por ações policiais. Isso comprova nossa convicção que estamos vivendo uma guerra urbana declarada no Brasil. Já somos, há algum tempo, um dos países mais violentos do mundo. As ruas das cidades brasileiras tornaram-se campo de guerra, e as comunidades são áreas de conflitos armados em muitos locais do Brasil. O exemplo emblemático disso é o Rio de Janeiro, mas também temos Salvador, Recife, e muitas outras. A violência no país tem causas múltiplas, mas podemos destacar três principais: Dessa forma, a guerra urbana é uma triste realidade nacional, com cerca de quase 50 mil pessoas assassinadas por ano. Para sair dessa situação difícil o Brasil precisa ser virado do avesso. O desafio é fazer essa transformação dentro dos marcos da Democracia. E isso é imprescindível! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
OS MÉDICOS SE LIGAM NO CLIMA

A humanidade em sua saga de “progresso e bem-estar” está consumindo muito mais recursos naturais do que o Planeta pode oferecer. A degradação do Meio Ambiente é enorme. E ainda estão sendo devolvidos os resíduos do consumo, que está poluindo o ar, a terra e as águas (mar e rios) de uma forma agressiva. A destruição da natureza, da biodiversidade, o aquecimento do Planeta, as mudanças climáticas com seus fenômenos extremos, vêm com força e ameaçam a própria sobrevivência humana. As consequências disso são os desastres naturais frequentes, como enchentes, estiagens, queimadas, calor extremo, frio exagerado, entre outros. O aparecimento de microrganismos patógenos novos, trazendo doenças infecto contagiosas, é cada vez mais frequente. Assim, a vida humana é ameaçada por adoecimento e mortes provocadas por desastres ambientais e doenças que aumentam sua incidência. Todas as pessoas doentes ou mortas por esses fatores caem nas mãos dos médicos e do sistema de saúde. Cada vez mais!! Mas, o que temos observado é que nem o sistema de saúde (público e privado) e nem os profissionais médicos estão alertados e preparados para essa realidade. Ainda há muita desinformação entre os médicos sobre a realidade ambiental atual. Por esse motivo, propusemos, e a Associação Paulista de Medicina – APM aceitou de pronto, a realização do movimento “Médicos pelo Meio Ambiente e pelo Clima”, com o objetivo de conscientizar e mobilizar os profissionais da medicina, para uma ação concreta frente a esse novo cenário da saúde ambiental. Estamos convidando os colegas para participarem do forum que ocorrerá no dia 23 de agosto próximo, sábado, das 8:30h às 12:00h, no auditório nobre da APM, na Av. Brigadeiro Luís Antônio, 278. O assunto tem tido boa aceitação entre todos, e nossa proposta é redigir um documento dos médicos para ser divulgado na COP30. Contamos com a presença dos colegas e pedimos que divulguem esta mensagem. Saudações, Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
QUO VADIS, HUMANOS?

O mundo hoje se dividiu em três blocos. A guerra fria como era conhecida acabou com a derrocada do comunismo, e restou uma disputa geopolítica entre os blocos globais. O primeiro são as tradicionais democracias liberais, como a União Europeia, os países escandinavos e alguns poucos países pelo mundo, como o Japão. O segundo bloco são os países alinhados aos Brics, que são regimes autocráticos como Rússia, China, Irã, Venezuela e outros, e os chamados populistas, como o Brasil, a África do Sul, a Colômbia, e outros. E o terceiro bloco são as autocracias de direita, como a Hungria, a Arábia Saudita, a Turquia e agora os Estados Unidos. Os demais países gravitam e se a alinham com esses três blocos. As chamadas “direita” e “esquerda” se enquadram nesse cenário, perdendo a antiga característica, e estão presentes nos três blocos. Como pano de fundo desse mapa geopolítico estão as duas grandes contradições da humanidade, que avançam ameaçando a vida e o próprio planeta. De um lado a vergonhosa desigualdade social, que joga na fome e na miséria bilhões de pessoas, com sua concentração de renda progressiva e a exclusão de contingentes enormes da população dos padrões mínimos de qualidade de vida. De outro lado o desenvolvimento econômico a qualquer preço, que explora e degrada os recursos naturais do Planeta, muito além de sua capacidade, e devolve montanhas de resíduos, destruindo ecossistemas, poluindo água, terra e ar, e eliminando progressivamente a biodiversidade. Paradoxalmente, avançam velozmente, as descobertas e aplicações da ciência e tecnologia, como a inteligência artificial, as redes sociais, a biotecnologia, a cibernética e tantas outras. A resultante disso não tem sido a felicidade pessoal e coletiva. Ao contrário, as pessoas sentem-se só, a empatia está em baixa, há uma explosão de fake news, de agressões e perversões de todos os tipos. Conforme aumentam as crises sócio econômicas e ambientais, aumentam as imigrações, o desemprego, a fome, e os países se tornam mais competitivos, excludentes e beligerantes. Vejam os exemplos dos EUA, do massacre da Rússia na Ucrânia, a imbecilidade dos grupos terroristas, o morticínio de Israel em Gaza, e a pobreza extrema em partes da África e da América Latina. Além disso o aumento da violência e da criminalidade é enorme, com as quadrilhas do crime organizado dominando setores importantes da sociedade pelo mundo afora. É necessário parar para refletir, sobre as relações entre as pessoas, entre os povos, e com o próprio Planeta. A humanidade precisa se repensar! Isso é prioridade urgente! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
BRASIL UM CAMPO DE GUERRA

Saiu o resultado do último CENSO brasileiro. Na área de segurança pública vivemos uma calamidade. O número de mortes violentas aumentou muito, dentre elas as mortes por assassinatos, inclusive aquelas provocadas por ações policiais. Isso comprova nossa convicção que estamos vivendo uma guerra urbana declarada no Brasil. Já somos, há algum tempo, um dos países mais violentos do mundo. As ruas das cidades brasileiras tornaram-se campo de guerra, e as comunidades são áreas de conflitos armados em muitos locais do Brasil. O exemplo emblemático disso é o Rio de Janeiro, mas também temos Salvador, Recife, e muitas outras. A violência no país tem causas múltiplas, mas podemos destacar três principais: Dessa forma, a guerra urbana é uma triste realidade nacional, com cerca de quase 50 mil pessoas assassinadas por ano. Para sair dessa situação difícil o Brasil precisa ser virado do avesso. O desafio é fazer essa transformação dentro dos marcos da Democracia. E isso é imprescindível! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
RETROCESSO DESESPERADOR QUE AMEAÇA FUTURO DO PAÍS

Estamos diante do maior problema multidimensional que afeta o sistema vida. Estamos diante da maior emergência desses tempos atuais – o colapso climático. Estamos num País que, historicamente, sofre com desastres ambientais, pondo em risco direto à vida de milhões de brasileiros, e mesmo assim, na madrugada da última quinta-feira, 17, em votação final, a Câmara dos Deputados, por 267 votos a 116, aprovou o PL, Projeto de Lei n°2159/21, que simplesmente desmonta (flexibiliza) as regras (Lei Geral) de licenciamento ambiental no Brasil. Isso significa renunciar a estudos ambientais e de análises alternativas. Importa esclarecer que foi desmontado o principal instrumento de controle dos impactos ambientais de empreendimentos no país. Por isso foi batizada de PL da Devastação, uma vez que favorece, como é fácil supor, o avanço de empreendimentos alheios à preocupação ambiental. Com a quebra de regras, cria-se possibilidades de procedimentos autodeclaratórios, dispensa (afrouxamento) de licenciamento ambiental. Estamos falando, portanto, de inacreditável retrocesso ambiental (verdadeiro dano ao sistema de proteção ambiental) arquitetado por um Congresso que faz o jogo do quanto pior, melhor. Análise realizada pelo projeto Amazônia Revelada, em parceria com a InfoAmazônia, mostra, pela primeira vez, que milhares de sítios arqueológicos cadastrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) podem ficar vulneráveis. Patrimônio histórico desprotegido. Terras indígenas não homologadas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) serão diretamente afetadas. Nada menos do que 86% dos projetos de mineração e suas barragens em Minas Gerais serão aprovados de forma automática. Na base disso tudo, apresentado como um marco de eficiência e desburocratização, o Congresso brasileiro, com a aprovação do PL 2159/21, ecoando uma tragédia anunciada, acaba de incentivar um modelo de desenvolvimento arcaico, inimigo do meio ambiente, gerador de diversos impactos ambientais que, sobretudo, ameaçam a defesa da vida. Por isso, como apropriadamente demonstrou o geógrafo Bruno Araújo, “o PL da devastação é um retrato cruel do que o capitalismo faz quando quer aumentar suas taxas de lucro: acelera sua máquina de destruição, mesmo que isso signifique colocar toda a sociedade em risco”. Em nosso sentir, a aprovação desse projeto – o mais grave ataque dos parlamentares brasileiros ao meio ambiente – faz avançar a lógica da destruição em nome do lucro. Diante desse grave retrocesso, que fique claro: está em jogo a qualidade da Amazônia, do Pantanal e da generosa Mãe Natureza. Diante de um simples apertar de botão, transforma-se todas as licenças ambientais do País. Por isso chegou a hora de unir forças. Organizações da sociedade civil, movimentos sociais, comunidades tradicionais, povos originários. Todos, unidos, pressionando para a reversão desse retrocesso. E que não percamos de vista: é a proteção da vida, do solo, da floresta, do verde, da água, do ar, da biodiversidade que deve falar mais alto. Por justiça social, por justiça ambiental, nosso grito, daqui para a frente, deve ser um só: exigir o veto da Presidência da República. Gilberto Natalini, é médico-cirurgião, vereador por cinco mandatos na Câmara Municipal de São Paulo. Foi secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente (2017) e candidato a governador do Estado de São Paulo pelo Partido Verde (PV) em 2014. Marcus Eduardo de Oliveira é economista e ativista ambiental. Autor de A civilização em risco (Jaguatirica, 2024), entre outros.
CRISE ANTROPOCÊNTRICA

CRISE ANTROPOCÊNTRICA Pode-se dizer que a partir dos anos 1960 abrimos a mais grave crise do meio ambiente que agora, como mostrou recentemente David Wallace-Wells, deixa a Terra inabitável (The Uninhabitable Earth), a começar pela constatação de que a temperatura da superfície da Terra cresce em ritmo acelerado. E nisso tudo, mais um agravante: nossa interpretação equivocada de crescimento como desenvolvimento – típica visão do mundo ocidental -, levou-nos a apostar todas as fichas na racionalidade produtivista, pilar da modernidade. De certa forma, sem rotulação, já há algum consenso de que, por conta disso, fomos doutrinados a entender o crescimento (tornar a economia maior aumentando as quantidades) como o sinal mais significativo de progresso e de desenvolvimento da vida social moderna, sem que se considere aí o principal efeito colateral: a crise global da natureza, inaugurada justamente pela relação conflituosa – antropocêntrica – que mantemos com os diferentes compartimentos da biosfera, da qual todos dependemos. Daí em diante, longe de um ethos ambiental, não hesitamos em reafirmar a própria lógica da modernidade (sem acumulação não há progresso). Ou, como dizem Débora Danowski e Eduardo Viveiros de Castro, “fomos invadidos por uma raça disfarçada de humanos, e descobrimos que eles ganharam: nós somos eles.” Quer dizer, em nosso imaginário, uma vez que somos facilmente seduzidos pelos encantos do consumo, seguimos guiados pelo predomínio da cultura do capital (obter lucro com tudo). Aliás, nada mais pernicioso, em nível civilizacional, do que notar que a força do grande capital está por trás das principais adversidades ambientais, desde a morte de florestas à desertificação do solo; da poluição do ar, da água à queima de combustíveis fósseis; do aquecimento da atmosfera ao empobrecimento biológico. Enfim, do que se convenciona chamar de degradação socioambiental, ou a incessante destruição do mundo físico. Ponto delicado, diante de um sistema que exige crescimento continuado, sequer conseguimos esconder nossa principal dificuldade cotidiana: entender que uma Terra apenas não é mais suficiente para manter – da forma como queremos – o atual estilo de vida da humanidade, especialmente o mais insustentável estilo de vida comandado pelo Norte global, onde reside 25% da população do planeta que consome e produz 80% dos recursos naturais e do descarte do mundo. Observando todo esse contexto, é fácil notar que estamos num tempo de grandes e doloridas feridas ambientais. Agimos como se tivéssemos à inteira disposição um planeta B, como se os recursos naturais fossem inesgotáveis. Minimizamos a finitude dos recursos terrestres, como se o ecossistema global fosse capaz de suportar qualquer tipo de pressão. Pela atualidade desse modelo econômico dominante, incapaz de apurar as conexões vitais e de respeitar a regeneração da natureza, vemos explodir a mais grave crise ecológica que impacta na segurança alimentar, no papel dos oceanos (o mais hábil regulador do sistema climático), provocando significativa ruptura da biosfera, que, sem meias palavras, marca nossa entrada na era do Antropoceno. Dito isso, e diante do uso desenfreado de recursos da natureza para satisfazer vontades humanas de forma muito mais rápida do que os ecossistemas são capazes de regenerá-los, temos, agora, a possibilidade de desestabilizar o relativamente estável clima que tivemos no Holoceno. Em termos objetivos, sendo a economia por definição comum uma espécie de eixo que articula a ideia de modernidade que conhecemos, o caos ecológico contemporâneo (em todos os níveis da natureza) é visto então como um produto direto e imediato desse sistema que esbarra nos limites ecológicos do planeta. Assim sendo, se “a Terra produz vida”, como diz em tom coloquial Aílton Krenak, parece certo imaginar que, para salvaguardar a sustentabilidade planetária, “não podemos continuar reproduzindo essas estruturas podres, essas coisas que não têm sentido, continuar enfiando ferro no corpo da Terra”, como faz questão de concluir o brilhante líder indígena. Nessa dita sociedade civilizada que mantém o humano no centro da cena, que restringe direitos democráticos e fomenta a exclusão social, nós, os modernos, precisamos abandonar nossa fé no crescimento sem fim que sacrifica a natureza e violenta os principais ecossistemas. De toda sorte, se continuarmos agindo em favor da economia de acumulação, ignorando o básico, isto é, que nossas demandas conflitam com a oferta da natureza, maior será a dívida ecológica (sobrecarga dos Sistemas da Terra) contraída, seja no curto ou no longo prazo. Daí a necessidade de defender a teia da vida, a tarefa mais essencial que a sociedade humana tem para realizar. Para tanto, precisamos levantar um modelo econômico regenerativo e cessar essa barbárie ecológica presente, quer dizer, os sistemas da Terra abalados pelas crises simultâneas que já enfrentam perigosos pontos de inflexão. Em nosso sentir, mediante outra economia, será possível garantir que a Terra permaneça habitável. Com efeito, em nome do princípio da vida, e é isso o que mais importa, temos o dever de procurar superar o atual drama da civilização moderna. Afinal de contas, essa crise ecológica em escala crescente quemarca profundas transformações na dinâmica das sociedades modernas (seja pela exaustação de recursos naturais, emissão de poluentes e mudanças climáticas) e que separa em lado opostos a destruição (principalmente de habitats e ecossistemas) e a preservação, já foi longe demais com o único (e determinante) objetivo existente no capitalismo contemporâneo: crescer, independentemente da finitude dos recursos. Gilberto Natalini é médico-cirurgião, vereador por cinco mandatos na Câmara Municipal de São Paulo. Foi secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente (2017) e candidato a governador do Estado de São Paulo pelo Partido Verde (PV) em 2014. Marcus Eduardo de Oliveira é economista e ativista ambiental. Delegado do CORECON-SP por Osasco. Autor de “A civilização em risco” (Jaguatirica, 2024), entre outros. prof.marcuseduardo@bol.com.br
TRUMP, O MUNDO E NÓS!

A maioria dos americanos vendo seu país perder protagonismo dentro e fora, e diante da incompetência do governo democrata para dar resposta aos seus anseios, votaram e elegeram Trump para um segundo mandato. Trump é uma figura vetusta. Misto de bilionário pouco ético, conservador com dívidas morais e autocrata declarado, subiu à presidência da maior potência mundial com um discurso nacionalista e reacionário, na contramão da realidade global. A característica principal sua é o blefe. Outra é o desprezo pelos mais pobres e pelas minorias sociais. Uma terceira é o desconhecimento dos mecanismos políticos que regem os EUA interna e externamente. Sua irresponsabilidade é tão grande que ele já foi e já voltou em dezenas de atitudes largamente alardeadas, com seu jeito espalhafatoso e alaranjado. Trump é um grande manipulador de marketing e das redes sociais, seu vai e vem é a marca principal de seu governo, junto com a perseguição aos imigrantes. No seu modo “biruta de aeroporto”, Trump olhou para o Brasil. Na minha opinião foram 3 os motivos: O olhar de Trump sobre o Brasil foi sob a forma de taxação em 50% nos produtos exportados por nós. Caiu como uma bomba por aqui, porque se levada a cabo poderá colocar o pais numa crise econômica sem precedentes. Mas, se o objetivo do americano foi encurralar o Brasil, creio que ele errou redondamente. Bolsonaro e sua “thurma” se esborrachou na confusão de defender Trump contra nossos interesses nacionais. Estão posando como traidores da Pátria. Os empresários brasileiros e americanos estão se unindo contra a taxação esdrúxula porque vai prejudicar os seus negócios. E Lula que estava com seu governo inepto nas cordas, viu uma leva de brasileiros, dentro e fora do PT, se levantar para defender nosso país. Lula se fortaleceu, e como uma maritaca, triplicou suas bravatas e investidas em falas desproporcionais e destrambelhadas. O STF foi o mais comedido. Emitiu uma nota sóbria e substanciosa. Assim estamos nós diante de Trump e do Mundo! Bolsonaro não vai conseguir sua anistia. Parece que vai mesmo ser condenado e deve ser preso. Seus adeptos se dividiram no discurso e mostraram-se antipatriotas. Lula e suas bravatas não têm credibilidade diante das taxações. O que vai falar mais alto é o entendimento comercial entre Brasil X EUA, que vem sendo costurado pelos empresários e o comedido Geraldo Alckmin. Trump deve recuar. E a vida vai seguir seu curso. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista [D1]

Educação ambiental: uma política transformadora Por Gilberto Natalini e Ana Maria Villela Alvarez Martinez A preservação do meio ambiente não é uma tarefa isolada de governos ou instituições: é uma missão coletiva que começa dentro de cada indivíduo. E é pela via da educação que despertamos essa consciência essencial. Mais do que transmitir informações técnicas sobre ecossistemas, biodiversidade ou mudanças climáticas, a educação ambiental propõe uma verdadeira mudança de mentalidade: uma forma de ver o mundo como um organismo vivo, interdependente e frágil. Ainda assim, essa transformação não ocorre de forma automática. A educação ambiental só produz efeitos concretos quando vai além de datas comemorativas e discursos genéricos sobre sustentabilidade. É preciso trabalhar nas relações básicas entre sociedade, economia e ecossistemas, e reconhecer que nossas escolhas são moldadas por estruturas maiores, padrões de consumo, ausência de políticas públicas e desigualdade de acesso a meios sustentáveis. Educar para o meio ambiente é formar cidadãos capazes de compreender que suas decisões, do consumo diário à forma como se relacionam com o território, impactam diretamente o presente e o futuro da vida na Terra. Mas é também estimular o pensamento crítico sobre os sistemas que limitam essas escolhas. Por que o acesso à alimentação orgânica ainda é tão restrito? Por que ainda existe tão pouca integração entre planos ambientais? Essas são perguntas que a educação ambiental precisa enfrentar. Desde a infância até a vida adulta, a educação ambiental deve ser parte integrante dos currículos, dos diálogos familiares, das práticas sociais e dos valores comunitários. Contudo, um levantamento da UNESCO (2021) mostrou que menos da metade dos currículos escolares no mundo incluem a sustentabilidade como eixo estruturante. No Brasil, esse cenário não é diferente: embora exista previsão legal desde a Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº 9.795/1999), muitas escolas ainda tratam o tema de forma pontual, desconectado da realidade local e sem articulação interdisciplinar. Mais do que um conteúdo escolar, a educação ambiental é um compromisso ético com as próximas gerações, além de ser também uma ferramenta política para planejar ações futuras. Um estudo da Universidade de Stanford (2017) identificou que programas bem estruturados de educação ambiental aumentam comportamentos sustentáveis em até 83%. No entanto, o impacto real está vinculado à qualidade da abordagem destes programas, já que ações isoladas, sem continuidade ou conexão com o território, raramente produzem mudanças significativas. Educar é semear valores. E quem semeia cuidado, colhe futuro. Mas é preciso saber o que se está semeando. Educação ambiental não pode ser sinônimo de moralismo verde nem de responsabilização individual sem contexto. Não basta dizer às pessoas para “fazerem sua parte” se os sistemas de transporte, de produção e de moradia continuam promovendo degradação e exclusão. Quando educamos para o meio ambiente, não transmitimos apenas informações sobre a natureza. Cultivamos também o respeito pela vida em todas as suas formas, mas também a disposição de enfrentarmos os conflitos éticos, econômicos e políticos que atravessam a crise ambiental. Só assim deixamos de formar espectadores conscientes e passamos a formar agentes de transformação. https://www.afpesp.org.br/folha-do-servidor/opiniao/educacao-ambiental-uma-politica-transformadora
O CLIMA NERVOSO: A VIDA AMEAÇADA!

Nesse universo infinito, obscuro, silencioso e desconhecido para nós, existe um pequeno pedaço chamado Via Láctea. Nele tem um canto com um Sol e nove planetas, entre eles, um diminuto planetinha azul, que foi apelidado de Terra. Essa tal Terra é composta de matéria incandescente em seu interior, da parte fria que se diz crosta, e é encoberta por de cerca de 71% de água em sua superfície, onde 97,5% é de água salgada. É aí que, sabe-se lá porque (ainda se afogam em teorias), há 3,7 bilhões de anos surge a capacidade de reprodução de seres, que lutam por sua existência. São chamados de seres vivos. A diversidade e a quantidade deles são tão grandes no decorrer desse tempo, que não se consegue calcular. Vivem uns comendo aos outros para sobreviver. Parasitam-se e fazem simbiose. Extinguem-se e surgem outros novos, evoluem no decorrer dos tempos, sobrevivendo os que melhor se adaptam. No topo dessa cadeia alimentar estão os humanos, que têm maior consciência de sua própria existência, e aprenderam a explorar e modificar a Natureza como ninguém, com ferramentas, tecnologia e planejamentos infindáveis. Esses, os humanos, estão por aqui há 300 mil anos, segundo consta. E é aí que mora o perigo! A vida por aqui é regulada por um equilíbrio fino, onde o maior ou mais poderoso ser vivo depende, por uma teia de conexões, de todos os outros. Cada fio rompido dessa teia faz o sistema tremer e pode extinguir cadeias inteiras de viventes. Pois bem! A intervenção exagerada dos humanos, que não param de se multiplicar e já chegaram a 8 bilhões de indivíduos, sobre os recursos naturais e o meio ambiente, tem rompido muitos fios da teia da vida. Várias espécies vêm sendo extintas pela ação humana, e milhares estão hoje ameaçadas. Tanto no mundo vivo animal e vegetal quanto em todos outros reinos. Na busca da produção da energia, fundamental para as peripécias humanas, há quase 200 anos descobriu-se o combustível fóssil, usado em larga e principal escala hoje, e extraído do seio da Terra. Mal sabiam os incautos que a queima desse fóssil iria produzir resíduos gasosos, que acumulados como um cobertor ao redor do Planeta, causariam um efeito estufa, retendo o calor do Sol e aquecendo o ar, a água e a terra. E mais: esse aquecimento mudaria o comportamento do clima, que rege toda a vida nesse planetinha, produzindo efeitos extremos temerários. E assim estamos nós hoje em dia! Mal sabiam, ainda, os incautos humanos, que tais mudanças climáticas teriam o poder de alterar todo o ciclo da vida, com suas chuvas violentas, suas estiagens prolongadas, seu calor insuportável e seu frio extemporâneo. O clima indignou-se e veio para cima de nós! Nessa emergência climática, espécies vivas vão sendo ameaçadas e destruídas, na terra e mar. O urso polar e os corais são paradigmas. Mas há um mundo minúsculo e desconhecido que surge com importância: os micro-organismos. Nesse mundo invisível dos “micróbios” o clima também age. Assim, as bactérias, protozoários, micro fungos, vírus e congêneres mexem-se na clandestinidade da vida, diante do aquecimento global. Temos visto “o topo da cadeia”, os humanos, debaterem-se diante do adoecimento e da morte, pelo aumento exponencial de doenças infectocontagiosas, como a dengue, a varíola, as viroses respiratórias, as superbactérias comedoras de carne, e a rainha de todas, a Covid-19. As vacinas e os antibióticos correm atrás do prejuízo. Mas, pelo que parece, as mudanças climáticas e a devastação das fronteiras ambientais vão liberando micro-organismos conhecidos e desconhecidos que têm como alvo outros seres vivos. Vejam a virose que está dizimando as abelhas nos EUA. Esse é só mais um exemplo. Mas, na verdade, o grande alvo desses “bichinhos” todos é a carne humana. E, sinceramente, acho que estamos só no começo. GILBERTO NATALINI- Médico e Ambientalista
Carta aberta- Médicos pelo meio ambiente e pelo clima – APM

O aquecimento global e as mudanças climáticas são uma realidade presente, que afeta a saúde individual e coletiva de todos, causando adoecimento, agravamento de doenças e mortes. Os impactos na saúde envolvem os desastres naturais, as doenças relacionadas ao calor, as doenças infecciosas, a poluição e a qualidade do ar, a poluição dos oceanos pelos microplásticos, a poluição ambiental por resíduos sólidos, a segurança alimentar, a qualidade e escassez da água e a saúde mental. Cabe aos médicos e aos serviços de saúde, no fim das contas, atender e se encarregar das vítimas e das pessoas afetadas na forma de doenças causadas pelas emergências climáticas e pela degradação ambiental. Os médicos têm credibilidade, legitimidade e autoridade para falar sobre as consequências das alterações ambientais e climáticas sobre a saúde, esclarecendo as pessoas, esclarecendo a opinião pública, esclarecendo os agentes de saúde e propondo políticas de saúde públicas e privadas. Além do mais, o setor saúde, por si só, é um grande emissor de gases de efeito estufa, um grande consumidor de energia e produtor de lixo e como tal contribui para o aquecimento global. É um imperativo ético os médicos se envolverem na luta contra o aquecimento global, seja individualmente na sua prática clinica e profissional, seja nos hospitais e serviços médicos em que trabalham, seja coletivamente através das entidades representativas da classe médica e suas especialidades. Conclamamos a todos os médicos, às entidades de classe, às sociedades de especialidades médicas, aos representantes de hospitais públicos e privados e aos demais representantes do setor da saúde a participação nessa batalha. Vamos juntos cumprir nossa missão e nosso papel na preservação do meio ambiente, na luta contra as alterações climáticas e na preservação e prevenção da saúde individual e coletiva.
LIVRES DA POLARIZAÇÃO: agora é a hora.

O Brasil, por uma falha profunda de sua Democracia, afundou num mar de corrupção, de criminalidade, de recordes de desigualdade social, de desesperança popular. Isso ocasionou o surgimento de ideias e personagens que polarizaram o país de forma doentia. De um lado uma chamada “direita radical”, que flerta com a ditadura, que prega um moralismo e não pratica, que despreza o bem-estar social, a ciência, a verdade e corteja a barbárie. Seu ícone é Bolsonaro. De outro lado uma “esquerda deturpada”, que vive do discurso fácil, demagógico, fisiológico e banal, que também flerta com as autocracias do mundo, que pratica uma política social quase esmolar, que corrompe as instituições e as pessoas com dinheiro e cargos. Essa turma é liderada pelo Lula/PT. Os dois polos têm em comum a subserviência absoluta a um sistema financeiro que suga quase 50% de todo o orçamento público do Brasil, todo ano. Esses “polos ideológicos” se auto sustentam mutuamente, dividindo o país numa falsa polarização tóxica e nefasta, e não contribuem para resolver os reais e profundos problemas brasileiros. São duas faces de uma mesma moeda do sistema político e econômico que inferniza nossa democracia há décadas. Hoje vemos a maioria do nosso povo caindo na consciência realista de que essa polarização precisa ser rompida, com a construção de um caminho político dentro dos marcos democráticos, onde se busque o bom senso, a verdade, e a coragem. Uma via democrática e ética que coloque o Brasil no rumo certo. Bolsonaro e seu governo de barbárie está no banco dos réus, próximo da prisão. Lula, o PT e seus aliados estão nas cordas, com seu governo de populismo barato indo ladeira abaixo. Agora é a hora dos brasileiros se unirem para construir um programa político e um nome do centro democrático e ético, livre da polarização. Uma via que defenda a democracia, o desenvolvimento com preservação ambiental, equidade social e a moralidade pública. Somos capazes disso e a realidade nos desafia. Vamos à luta! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
DEIXEM A LEI CIDADE LIMPA EM PAZ

Dividimos as poluições na cidade, didaticamente, em 6: Poluição do ar, do solo, das águas, sonora, visual e climática. Em que pese todo o esforço que São Paulo tem feito para recuperar seu passivo ambiental e evitar novas degradações, a única poluição que sofreu um golpe mortal foi a visual. Os demais 5 passivos ambientais têm tido avanços, as vezes recuos no decorrer do tempo, embora o saldo seja positivo a favor do meio ambiente urbano. Não vou detalhar isso aqui. O divisor de águas do antes e depois na poluição visual foi a Lei 14.223 conhecida como Lei da Cidade Limpa, proposta e implementada pelo Prefeito Gilberto Kassab em 2007, com o apoio de todas as forças vivas da cidade. Quem não se lembra do cenário horrível dos outdoors em São Paulo, dos anúncios em luminosos exagerados, das placas de propaganda, faixas, cartazes e outros, que agrediam os olhos dos paulistanos afetando a saúde mental e a qualidade de vida? A lei veio para ficar e para dar um basta na poluição visual da Paulicéia. Essa foi uma grande iniciativa de política pública que deu certo por aqui. Pois bem! Agora, um “vereador iluminado”, descompromissado com a urbanidade, numa atitude sem noção e atabalhoada propôs o Projeto de Lei (PL) 239/23 que flexibiliza e fere de morte o cenário urbano com o desmonte da Lei da Cidade Limpa. O PL está tramitando na Câmara Municipal e, pasmem, já foi aprovado em primeira votação, com poucos votos contrários. Agora caminha para segunda e definitiva votação. Mário Covas dizia: “não há governo ruim para povo organizado”. Isso vale também para o parlamento paulistano. Portanto, está nas mãos das mesmas forças vivas, que efusivamente fizeram a Câmara aprovar a limpeza visual de São Paulo, mostrarem sua cara mobilizada e indignada para fazer os vereadores da cidade desistirem dessa aventura amalucada e nociva ao tentar poluir visualmente o ambiente urbano. Trata-se da mobilização social por uma causa ambiental, urbanística e de saúde pública. Trata-se do maior parlamento municipal do Brasil, se olhar no espelho e tomar rumo na vida. Trata-se de ganhar a luta entre o bom senso e o despautério. Portanto, repito: Deixem a Lei Cidade Limpa em paz! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista Valter Caldana- Arquiteto e Urbanista
AS ÁRVORES: mais que os cães, melhor amiga dos homens

Muito se diz que “os cães são os melhores amigos dos homens”. Nos dias de hoje isso ganhou uma proporção gigantesca, diante da solidão e do individualismo que invadiu nossas vidas. Os “pets” ganharam um protagonismo na existência dos humanos. Um enorme número de pessoas possuem “pets”, que são como parte da família, e esses seres ganharam um protagonismo peculiar na vida e no afeto das pessoas. Parece que a tendência disso é aumentar. Mas o mundo gira e a realidade se transforma. Os impactos dos fenômenos ambientais e climáticos sobre a humanidade são cada vez maiores e ameaçadores, haja vista a relação de espoliação predatória que temos com a mãe natureza, por tudo que destruímos e tiramos dela em termos de recursos naturais, e os resíduos e venenos que devolvemos, resultantes do nosso consumo, sob forma de lixo e gases de efeito estufa. Os fenômenos ambientais e climáticos resultantes da nossa relação doentia com o planeta avançam numa velocidade bem maior do que a capacidade de resiliência. Vemos isso todo dia. É aí que surgem esses seres majestosos, que existem por aqui muito antes de nós, e que foram vítimas durante milênios do nosso desprezo, de nossa destruição e exploração desenfreada. As árvores! Sim, nossas velhas conhecidas, as árvores! Depois de devastar trilhões desses majestosos seres, nós vamos caindo na real, que diante da ameaça concreta para a própria existência humana, a árvore vai se revelando o modo mais fácil, mais barato, mais tangível, mais necessário, para nos proteger dos fenômenos climáticos extremos. O Professor José Goldemberg disse que “as árvores são as melhores amigas dos humanos” nas circunstâncias atuais. A árvore certa, no lugar certo na hora certa! Esse é o meu lema e convido a ser o de todos. Uma árvore grande evapora 400 litros de vapor de água por dia (tão necessários para nossos pulmões); seu entorno absorve a água das chuvas torrenciais, infiltrando o lençol freático; sob sua sombra, a temperatura pode ser até 4ºC menos que o ambiente; as árvores abrigam pássaros e pequenos mamíferos, além de insetos, todos importantes na cadeia da biodiversidade; e as árvores dão vida à paisagens, com suas copas e suas flores, além é claro, das frutas. Assim, podemos reafirmar que plantar árvores, ainda é a forma mais fácil, mais barata, mais inteligente de diminuir a depredação da vida no Planeta. Plantemos!!! Plantemos muito!!! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
GUERRA: Um Ato Boçal

Alguém publicou que temos hoje 52 focos de conflitos armados no mundo. Guerras maiores ou menores pelo planeta afora. Se não for tanto deve chegar perto. A maioria das pessoas acompanha os mais noticiados e de maior impacto militar e econômico. Aquelas em países periféricos e localizados, mal saem nas notícias, embora existam e sejam cruéis. Assim vemos os órgãos de imprensa tomados pelas guerras na Rússia/Ucrânia, Israel/Gaza e agora Israel/Irã. As hostilidades do Azerbaijão contra a Armênia, do Paquistão/Índia e outros tantos na África já foram para a 2ª página. O fato concreto é que num mundo tomado por uma desigualdade social obscena, pela acumulação avassaladora de riquezas, pela insegurança alimentar (fome) e hídrica (secas prolongadas), pela ameaça da degradação ambiental e pelas mudanças climáticas, a resposta humana escapa para as guerras. Os conflitos bélicos são companheiros de viagem da história humana. Mas convenhamos!!! Em tempos de produção exuberante de riquezas, de avanços científicos e tecnológicos disruptivos, de globalização do saber, da economia e da política, falar e fazer guerra é a manifestação mais pura da insanidade humana. A guerra é um ato de loucura e burrice de poucos, que leva muitos ao desespero, à crueldade, ao sofrimento e à morte. Nada, mas nada mesmo, dentro de um raciocínio minimamente lógico e humanístico pode justificar as campanhas bélicas. A guerra, junto com a tortura e o terrorismo é um ato ignóbil que transporta o ser humano à sua condição mais torpe. A crueldade da Rússia contra a Ucrânia, o terrorismo do Hamas, o massacre de Israel em Gaza, as hostilidades do Paquistão e Índia, o conflito Israel/Irã, a covardia no Iêmen são exemplos da boçalidade das guerras, diante dos infinitos desafios que a humanidade tem pela sua sobrevivência e bem-estar. A indústria da guerra surfa nessa tragédia e enche seus bolsos com o dinheiro molhado do sangue das vítimas de suas armas. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
Ações Meio Ambiente AFPESP

https://www.afpesp.org.br/sede-social/meio-ambiente
O GOLPE QUE MICOU

Muito está se falando sobre o golpe do Bolsonaro no Brasil. Golpe que não deu certo, e foi tentado pelo governo que cessou em dezembro/22. Bolsonaro é o reflexo da ditadura militar e do ambiente de violência do Rio de Janeiro. Ganhou a eleição em 2018, como uma escolha errônea e destemperada de parte dos brasileiros, diante da roubalheira praticada no mensalão e no “petrolão” durante os governos petistas. Em 2003, Lula/PT chegou ao poder no Brasil. Durante seus 3 governos foram se afundando em práticas e escândalos de corrupção, sendo os principais o mensalão e o mega esquema de ilícitos chamado de petrolão. O governo Bolsonaro 2018/2022, foi um desastre civilizatório, que fez o Brasil flertar com a barbárie na política e na vida do povo. Lula, que foi condenado e preso, voltou à cena, tendo sido “descondenado”, como alternativa de poder ao bolsonarismo. Com isso, criou-se uma polarização nefasta e tóxica entre o lulopetismo e o bolsonarismo, que persiste no país até hoje, embora venha perdendo força gradativamente. Em 2022, quando a polarização tornou-se dominante, o Brasil caminhava para a vitória de Lula. Então, Bolsonaro partiu para o tudo ou nada para não entregar o poder. Usou todos os meios de redes sociais, de articulações políticas, de ataques às urnas eletrônicas, e por fim, passou a articular um movimento golpista para não reconhecer o resultado das eleições. Seu plano era afirmar que as urnas foram fraudadas e por isso ele decretaria um estado de sítio, de exceção, de autoritarismo, e permaneceria no poder. Buscou apoio nas forças armadas para respaldar seu golpe. Mas os chefes militares, instados por forças internas e externas, negaram-lhe o apoio, e ele ficou só, com seu grupo, vendo seu plano de golpe “micar”. Lula tomou posse e Bolsonaro está respondendo por conspiração contra a democracia. Na verdade, o resultado dessa polarização bolsopetista tem feito o Brasil padecer, na perda de ética, de qualidade de vida, de esperança no país. É urgente construirmos o caminho para sair desse dualismo e partir para o bom senso do centro democrático despolarizado. Para isso trabalhamos. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
BRASIL: Não ao PL da Devastação!!!

Muito se tem dito que o desmatamento tem diminuído no Brasil. Isso é uma verdade. A derrubada de floresta teve uma queda de 40% nos últimos anos. Mas isso não permite, de forma nenhuma, que estejamos satisfeitos. O Brasil é a maior reserva florestal do mundo, embora tenha perdido grande parte de sua cobertura vegetal no decorrer do tempo, em todos os seus 6 biomas. Da Mata Atlântica, que já foi exuberante, restam míseros 14,5%, e continua ameaçada pelo desmatamento. Nosso cerrado já perdeu 50% de sua área verde, e avança a destruição de sua mata característica. O Pantanal, o maior bioma úmido do planeta, sofreu uma devastação demolidora nas últimas queimadas, grande parte delas provocadas pela mão humana, e potencializada pela estiagem cruel das mudanças climáticas. No Pampa e na Caatinga avança o processo de desertificação, promovido pela mão humana e pelos fenômenos climáticos. A Amazônia, nossa grande floresta, a maior do planeta, já perdeu 25% de sua cobertura verde, com a “construção do progresso do Brasil”. E embora tenha queda no desmatamento, nos últimos 2 anos, a floresta continua sendo derrubada todos os dias, em ritmo agressivo, seja pelo “desenvolvimento” da atividade agropecuária, muitas vezes ilegal, seja pela exploração de venda da madeira, do garimpo e da especulação da terra. É preciso dizer que a “atividade econômica” do desmatamento na Amazônia é conduzida pelas quadrilhas de tráfico de drogas, do crime organizado, de grupos políticos e econômicos corruptos e predatórios que avançam mata adentro, desmatando terras públicas e reservas indígenas. Agora, esse crime contra a humanidade pode ser escrito na letra da lei. Foi aprovado pelo Senado e já está para aprovação na Câmara Federal o PL 2159/21, que flexibiliza drasticamente a licença ambiental e abre a porteira para a “boiada passar”. A “bancada do boi e do agro”, aliadas a outras bancadas da predação querem apoiar essa barbárie, em tempos de aquecimento global e degradação ambiental. O governo federal está dividido. De um lado, a Ministra Marina Silva, que é contra e do outro, Ministros do PT e outros partidos que são simpáticos ao “PL da devastação”. A nós, ambientalistas, empresários conscientes do desenvolvimento sustentável, cientistas e acadêmicos, religiosos comprometidos com nossa casa comum, organizações da sociedade civil, intelectuais e jornalistas, pessoas do povo que são vítimas dos fenômenos climáticos extremos, parlamentares e gestores com senso de responsabilidade, resta conversar com o povo brasileiro, para fazer uma enorme pressão sobre o Parlamento e o Governo brasileiro e enterrar o PL2159/21, e partir para construir um Brasil de progresso, sim, mas com desenvolvimento econômico sustentável, consonante com a preservação ambiental. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
Hoje é Dia do Meio Ambiente

Hoje é o Dia do Meio Ambiente. Cuidemos dele !!! Cuidemos da Vida e do Planeta, tão maltratado pelas mãos humanas. Proteger a Natureza é defender a própria Vida !!!
ENSINO MÉDICO: perigo de vida!!!

O Brasil possui hoje cerca de 500 mil médicos. A maioria deles concentrada nas grandes cidades, onde existem mais oportunidades de trabalho e maior oferta de serviços e conhecimentos. O interior do Brasil geralmente carece muito de atendimento médico por ausência de profissionais. Em 1975 o país tinha 73 Faculdades de Medicina, a maioria delas públicas como a FMUSP ou a Escola Paulista de Medicina, e poucas privadas, como a Santa Casa de São Paulo, porém de excelente qualidade no ensino. Hoje o Brasil possui cerca de 400 Escolas de Medicina, espalhadas por todo território nacional. Elas formam em torno de 40 mil médicos por ano. O grande problema identificado é a baixíssima qualidade do ensino médico em grande parte dessas faculdades. Muitas dessas faculdades não têm hospital escola, e há grande deficiência de professores de medicina, As mensalidades são pesadas, chegando a 10 e 15 mil reais por mês. Formam-se médicos sem qualificação adequada para atender os pacientes, deixando a população exposta à incompetência e imprudência no ato médico. Cada dia mais, temos contato com casos escabrosos de erros de diagnóstico e de conduta, praticados por esses “médicos” novos malformados em escolas médicas sem condições de formar bons profissionais, que também são vítimas desse processo. A causa desse descalabro na Medicina é a brutal comercialização e mercantilização do ensino e da prática médica. Alguns grandes grupos internacionais de ensino, como por exemplo, a CROTON, se apropriou do ensino superior do Brasil, comprando Universidades e Faculdades e abrindo inúmeras delas, entre essas, Escolas de Medicina. Esses “cursos” são muitas vezes financiados com verba pública, pelo FIES, e esse dinheiro todo vai parar nos bolsos desses “grupos educacionais”. O resultado disso é uma péssima qualidade do ensino superior brasileiro, entre eles a medicina, sendo que nesse caso são vidas humanas que estão no centro dessa barbárie educacional. Diante dessa “catástrofe”, as entidades médicas defendem há tempos o Exame de Proficiência Médica, que avaliaria os formandos de medicina antes de lhes outorgar o diploma profissional, que o autoriza a atender pacientes. Nunca se conseguiu aprovar isso em lei. Há um projeto no Senado (que foi barrado nas comissões) e sete projetos na Câmara Federal, propondo esse exame. Alguns há décadas, mas não prosperam. Os lobbys são intensos e não deixam aprovar. Agora, depois de toda essa situação calamitosa no ensino e no atendimento médico, que perpassou vários governos, após muita pressão das Entidades Médicas, o governo decidiu criar o ENAMED, que é uma prova para avaliar a qualidade do ensino das “Escolas Médicas” com a finalidade de tomar providências diante do descalabro do nível desse “ensino”. Mas, tendo em vista a poderosa pressão dos “grupos educacionais” que comercializam o ensino na maioria das Faculdades de Medicina no Brasil, só mesmo uma mobilização das entidades sérias de saúde e da população, poderão obrigar o Governo e o Congresso brasileiro a agir com firmeza para moralizar a formação médica no Brasil. Em nome da saúde e da vida! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
Manifestação contrária à aprovação do Projeto de lei nº 2159/2021

São Paulo, 22 de maio de 2025. A AFPESP vem a público manifestar a sua preocupação e discordância em relação à aprovação do Projeto de Lei nº 2159/2021, o então chamado “PL da Devastação”. O texto aprovado no Senado Federal propõe alterações significativas nas regras do licenciamento ambiental no Brasil, enfraquecendo sobremaneira procedimentos que são essenciais para a análise e controle de impactos socioambientais. Entendemos que o desenvolvimento econômico deve caminhar lado a lado com a conservação ambiental, e que o licenciamento ambiental é um instrumento técnico, legítimo e necessário para garantir que obras e empreendimentos sejam planejados de forma responsável e sustentável. Neste sentido, apelamos aos Srs. parlamentares e demais autoridades competentes que reconsiderem o avanço do referido projeto, abrindo espaço para um debate mais aprofundado e transparente com a sociedade, a academia, os órgãos técnicos e o setor produtivo comprometido com a sustentabilidade, buscando assim, o melhor caminho para o desenvolvimento sustentável do Brasil. ARTUR MARQUES DA SILVA FILHO Presidente AFPESP GILBERTO TANOS NATALINI Coordenador de Meio Ambiente AFPESP
FILHOS DE PLÁSTICO!

Tenho dito que a humanidade está sofrendo o maior stress de sua história. Venho repetindo isso com convicção, pelo conjunto de sinais e sintomas que observamos no comportamento das pessoas: a violência que explode, as narrativas mentirosas, as fakenews, o aumento grande do número de depressivos e de suicídios, o individualismo crescente, a ganância sem limites, a espiritualidade mercenária, o consumo exagerado e perdulário e as guerras genocidas. Esses são alguns dos sintomas que já existem entre nós, mas que cresceram exponencialmente nos últimos tempos. Não vou tratar deles aqui com detalhes, pois precisaria falar das trapalhadas políticas, da crescente e vergonhosa desigualdade social, da degradação irresponsável do meio ambiente e da crise moral e ética que atravessa o Planeta e em particular o Brasil, com uma pandemia de criminalidade e corrupção. Mas, quero falar especificamente de um comportamento que aflorou agora, e que seria cômico, se não fosse patético. Claro que conhecemos a prática milenar do convívio entre os humanos e os animais. Mas esses são seres vivos, que retribuem afeto e serviços, e são companhia de vida de muita gente. Embora, também nesse caso haja cada vez mais exageros, onde os animais de estimação tomam o lugar da família distante ou ausente, e vemos uma pessoa ter mais amor por um pet do que por um filho. Isso existe. Mas o fenômeno do momento, me parece assustador. Filhos, pais, irmãos, parentes, amigos, vem sendo substituídos pelos chamados bebês reborn, os humanoides de silicone/plástico e inertes, frios e sem sentimentos que são adotados por homens e mulheres em todos os cantos. Nós sabemos que a convivência lúdica com bonecas, são praticadas há muito tempo por crianças e adultos. Há pessoas que têm coleções de bonecas como hobby, assim como meninos e homens têm a mesma prática lúdica com carrinhos e super-heróis. Porém, o que está acontecendo agora é muito diferente. Impulsionados por uma carência existencial, por desarranjos familiares e pela rede social, muitas pessoas transferiram seu afeto para humanoides de silicone ou borracha, e os tratam como entes queridíssimos, a ponto de querer levá-los aos serviços de saúde, ou exibi-los como seres vivos queridos. É claro que (sempre) existem os aproveitadores, que valendo-se da estranha onda, se jogam nas redes sociais e até em disputas judiciais em torno dos “filhos de silicone/plástico”, Um realismo fantástico e amalucado. Quando uma criança brincava com uma boneca ou um boneco, estava substituindo um filho ou um amigo/herói nas suas fantasias infantis. Mas quando um adulto compra um bebe reborn, leva pra casa, dedica-lhe afeto e bens materiais e agora exige que os serviços de saúde os atendam quando “ficam doentes”, estamos tratando de um novo capítulo da psiquiatria social, que ainda está estupefata com o fenômeno. Já não me espanto com mais nada olhando a humanidade e suas peripécias boas ou terríveis. Só sei que o stress humano é enorme e criativo. Seja para o bem ou para o mal. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
Saúde e sustentabilidade: a interdependência entre meio ambiente e bem-estar coletivo

Historicamente, a humanidade tem se posicionado como uma entidade separada e dominante sobre a natureza, explorando seus recursos de forma intensiva. No entanto, essa perspectiva tem levado a desequilíbrios ecológicos significativos, o que nos obriga a reconhecer que somos parte integrante do meio ambiente e que a nossa saúde e bem-estar estão intrinsecamente relacionados à manutenção dos ecossistemas. As mudanças antrópicas têm intensificado a ocorrência de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes e secas, que impactam diretamente a saúde da população. Estudos indicam que 58% das doenças infecciosas conhecidas são agravadas por eventos climáticos extremos, devido ao aumento da proliferação de vetores e à contaminação de recursos hídricos. No Brasil, entre 2020 e 2023, o número de pessoas adoecidas devido a desastres naturais e eventos extremos aumentou de 54 mil para 157 mil, evidenciando a crescente vulnerabilidade da população. Adicionalmente, em 2022, a OMS estimou que mais de 13 milhões de mortes em todo o mundo a cada ano são resultado de causas ambientais evitáveis. Essa constatação permite concluir que um meio ambiente enfermo é muito prejudicial à saúde do ser humano, razão pela qual, é necessário maximizar os esforços, a fim de preservá-lo e mantê-lo em boas condições. Pelo constatado, podemos observar como a diligência ou a negligência com o meio ambiente podem afetar diretamente a saúde humana. Diversas doenças e comorbidades que os profissionais da área da saúde referem podem estar relacionadas à degradação ambiental, tais como: doenças respiratórias, infecciosas e gastrointestinais. Diante dessa constatação, como devemos enfrentar e integrar saúde e meio ambiente? Neste sentido, o funcionalismo público desempenha um papel fundamental na implementação e execução de políticas que integram saúde e sustentabilidade. Profissionais de diversas áreas, como saúde, meio ambiente e defesa civil, são essenciais na elaboração de estratégias de prevenção, na resposta a emergências e na educação da população sobre práticas sustentáveis. Um exemplo disto, é o Sistema Único de Saúde (SUS), instituído pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei nº 8.080/1990, sendo um marco na promoção da saúde pública no Brasil. Essa legislação reconhece que a saúde é influenciada por diversos fatores determinantes e condicionantes, que incluem: alimentação, moradia, saneamento básico, meio ambiente, trabalho, renda, educação, atividade física, transporte, lazer e acesso aos serviços essenciais. Essa abordagem ressalta a importância de políticas públicas intersetoriais que integram saúde e sustentabilidade. Já o programa “São Paulo Sempre Alerta”, uma iniciativa em nível estadual, visa articular ações intersetoriais para fortalecer a infraestrutura preventiva e a segurança da população. A Secretaria de Estado da Saúde capacita equipes para lidar com os efeitos desses eventos, prevenindo surtos de doenças e garantindo o abastecimento de insumos essenciais. Investir em infraestrutura sustentável – como o saneamento básico – também é uma estratégia eficaz para a promoção da saúde pública. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 20144), para cada dólar investido em saneamento básico, economiza-se US$ 4,30 em custos com saúde. A relação entre saúde e meio ambiente exige uma abordagem integrada e sustentável nas políticas públicas. O fortalecimento do SUS, aliado a investimentos em infraestrutura sustentável e à atuação proativa do funcionalismo público, é vital para mitigar os impactos dos eventos climáticos extremos na saúde humana. A adoção de práticas sustentáveis e a promoção da equidade social são caminhos essenciais para garantir a resiliência das comunidades frente às mudanças climáticas e para assegurar a saúde e o bem-estar das futuras gerações. Portanto, cabe a nós decidir racionalmente o que é melhor. Enfrentar as nefastas consequências de nossas escolhas equivocadas até este momento, inclusive para as gerações futuras, ou assumir a responsabilidade que nos cabe para garantir um meio ambiente saudável e, por conseguinte, mitigar os riscos para a saúde humana? Por Gilberto Natalini e Ulysses Francisco Buono
BRASIL: DE ESCÂNDALO EM ESCÂNDALO

Na minha vivência de brasileiro, como o restante de nosso povo, vi repetirem-se os escândalos pelo país afora. Ou melhor, adentro! Na ditadura militar, que durou 21 anos, a roubalheira era escondida por medidas de repressão. A mais singela delas eram os versos de Camões substituindo matérias que denunciavam o desvio de recursos públicos do regime militar. Tinha até ministro conhecido como Senhor 10%. Com a redemocratização as portas da transparência se abriram e a roubalheira veio à tona com mais facilidade. A questão é que elas foram sendo repetidas com mais frequência e maior intensidade, a cada ano que passa. As páginas da imprensa sobre política foram tomando forma de páginas policiais. São tantas as notícias de desmandos de corrupção em todos os poderes do país, que ninguém consegue memorizar as denúncias das falcatruas. E aquilo que no passado era roubo de milhões, hoje se transformou em desvio de bilhões. A corrupção no Brasil se institucionalizou nos 3 poderes da República, e o serviço público se transformou num grande negócio. E daí, a roubalheira se espalhou para fora da área pública, alcançando entidades da sociedade civil e da área privada. A corrupção tornou-se uma mania nacional. E nesse quesito da vida brasileira, a divisão clássica de “direita” e “esquerda” se tornou obsoleta e caricata, pois as duas vertentes “ideológicas” já chafurdaram no pântano da corrupção. Se falou que o montante de dinheiro surrupiado pela corrupção no Brasil chega a 200 bilhões de reais. Tenho a impressão que esse valor está subestimado. “Se eles roubam lá em cima, por que não posso roubar também???” Essa é uma frase comum que se houve na rua. A cada novo escândalo o Brasil morre mais um pouco como Nação. Nos últimos 20 anos tivemos o Mensalão, o Petrolão, o Emendão e agora o Consignadão. Isso sem falar dos escândalos paralelos que acontecem pelo país afora. Ao lado disso, e como consequência, a criminalidade comum e a violência aumentam a cada dia, infernizando a vida da população, e se tornando a principal preocupação dos brasileiros. A relação entre a corrupção e a criminalidade comum é umbilical. O policial corrupto é padrinho protetor do criminoso comum. O juiz corrupto é o padrinho protetor do agente público ladrão. Esses cenários se entrelaçam, se ajudam e se potencializam. É bastante difícil visualizar como o Brasil vai sair desse abismo. Somente uma consciência e uma ação coletiva, que se construir na mente e no coração da banda saudável do nosso povo, poderá enfrentar e derrotar esse cenário de falência moral do Brasil. Isso, se ocorrer, será demorado e traumático, e deverá ocorrer sempre, nos marcos da democracia. Junto com a batalha por maior equidade social e pelo desenvolvimento econômico com sustentabilidade, esse é o imenso desafio do Brasil! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
UMA FÁBULA CHAMADA BRASIL

Era uma vez um país que construiu sua história num cenário de injustiças e desigualdades sociais, violência, criminalidade e muita, mas muita corrupção. E essa história triste veio aumentando de intensidade no decorrer das décadas até chegar aos tempos atuais. Essa realidade empobreceu seu povo, embora seja um país rico em recursos naturais, e com uma economia muito forte. Essa realidade entristeceu seu povo, embora seja composto de uma diversidade étnica e cultural, imensa, que lhe trouxe toda a criatividade do mundo. Essa realidade embruteceu seu povo, que se acostumou em ver corpos humanos vivos e mortos jogados pelas ruas, e em viver em meio de escândalos e quadrilhas todos os dias. Isso não é uma fábula! Isso é o Brasil!! Nos últimos 40 anos, tivemos três presidentes dessa República presos por corrupção. E mais um que pode ser preso agora. Tivemos também mais 2 presidentes cassados em seus mandatos. Somos campeões mundiais em escândalos de corrupção. Todo ano tem um, ou mais de um, cada qual maior que o outro. Os quatro últimos mais famosos, o Mensalão, o Petrolão, o Emendão e agora o Consignadão.Surrupiaram muitos bilhões do dinheiro público e privado. A impunidade é obscena na maioria dos casos. A justiça troca de opinião como se troca de roupa num desfile de moda. A política é vista pela Nação como uma Sodoma e Gomorra dos tempos modernos. O final feliz dessa fábula chamada Brasil é cada vez mais distante. É uma tarefa gigante de todo um povo reverter essa realidade de nosso país. Não desistiremos nunca. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
SIMPLESMENTE FRANCISCO

Todos nós somos mortais. A única coisa que podemos ter certeza quando nascemos é que um dia, mais cedo ou mais tarde, a vida se finda. Esse é o grande dilema existencial do ser humano. Há pouco se foi uma pessoa de grande estatura: o Papa Francisco. Não só por ser o chefe da religião católica, por ser o chefe de Estado do Vaticano, por liderar 1,4 bilhão de católicos ao redor do mundo.Mas, principalmente, por sua postura e suas posições pessoais. Francisco tinha uma linha de conduta de pregar e praticar a simplicidade, a humanidade, a solidariedade, o compromisso com os demais desvalidos. Francisco enfrentou a pesada máquina da Cúria Romana, com suas tradições e dogmas, já superados pela realidade do mundo atual. Adaptou os ritos e as regras católicas aos tempos de hoje, na medida de suas forças e apoios. Trouxe a Igreja para mais próximo do que Cristo pregava. “Quem sou eu para julgar”? Foi a frase que disse sobre os homossexuais. Trouxe mulheres para dentro da Cúria Romana, em cargos de comando. Pregou a Paz o tempo inteiro, mostrando o quanto a guerra é ignóbil. Condenou o terrorismo, o fanatismo, o fundamentalismo, se aproximando de todos os credos e todas as raças. Ultrapassou fronteiras ideológicas, mostrando o quanto a polarização é tóxica para a existência humana. Criticou o tempo inteiro a usura, a concentração de renda, a desigualdade social, a fome e a miséria. Pregou o acolhimento aos imigrantes, e aos flagelados e exilados. E por cima de tudo defendeu e militou na causa do Planeta. A insistência na preservação ambiental e climática foi para ele um mote de vida. Francisco tinha paixão pela existência humana. Fez o que pôde nesse mundo transtornado pelas mazelas da humanidade. Derrubou muros e construiu pontes dentro das limitações de um Papa. Francisco se foi! Francisco fica em nós, pelo seu exemplo! Viva Francisco, o Papa! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
50 ANOS DE MEDICINA!

Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
TRUMP, O LOUCO DO MAL!!!

É bem difícil para uma pessoa comum entender o que Trump quer fazer com suas atitudes políticas e econômicas.Acho que para os entendidos, estudiosos e ativistas políticos, também é uma situação confusa as decisões e contra decisões do presidente dos EUA.Sabemos que ele ganhou os votos dos americanos e a eleição com a frase “America first” que engloba todo um conceito nacionalista, isolacionista e autocrático, de retomar o esplendor dos Estados Unidos.Esse país, que domina a geopolítica e a economia do mundo, pelo bem e pelo mal, desde o fim da 2ª guerra mundial, sofreu as erosões estruturais do processo de globalização e foi perdendo o glamour, poder e mercado no decorrer dos últimos tempos.Os americanos são super consumidores, com um consumo exagerado e perdulário, e vão sentindo sua economia se contrair.É aí que o discurso Trump, de voltar-se para dentro, pega em grande parte do povo americano.Trump é um líder conservador extremista. Um desconstruidor da democracia liberal, um líder autocrático.Seu alinhamento mundial é com esse tipo de gente.Mas, com suas decisões econômicas, extremamente protecionistas, com taxações astronômicas, Trump quebrou a cara e se ajoelhou para a realidade da economia globalizada.O mundo se revoltou contra ele e os EUA viveu um isolamento imenso, de todas as partes e governos.A reação foi proporcional às maluquices de Trump.Ele foi e voltou várias vezes, esbravejou e gemeu muitas vezes, e todos viram que o tigre era de fato de papel.Trump representa o lado autocrático do mundo, que hoje não está mais dividido entre direita e esquerda, mas entre democracia e autocracia. E a autocracia vem ganhando terreno, uma vez que as democracias liberais não dão resposta aos graves problemas da concentração de renda, da imensa desigualdade social, da fome e da miséria, da degradação desenfreada do Planeta, das mudanças climáticas, da deterioração dos costumes e dos ritos sociais, da violência e da criminalidade crescente, da imigração desenfreada. Mas as autocracias também não!A eleição de Trump é fruto da soma disso tudo.Mas sua saga já encontrou barreiras. O mundo inteiro reagiu às suas ideias alopradas.Ele topou de frente com a China, que quadriplicou a aposta e fez o tigre louco miar como um gatinho.Internamente a resistência vai crescendo. Há poucos dias 1000 cidades americanas fizeram protestos robustos contra ele.Dentro do seu governo, seus conselheiros bilionários brigam entre si.Não podemos prever o que será feito do mandato de Trump. Mas avistamos muitas turbulências políticas e econômicas, que poderão inviabilizar o seu governo.Cabe às pessoas de bom senso, defender sempre a colaboração internacional, a democracia e a liberdade, o livre comércio, as medidas humanitárias, a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.Me incluo entre eles! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
Alterações climáticas e seus impactos no Brasil: desafios e soluções

As temperaturas elevadas registradas recentemente em diversas regiões do país ilustram a gravidade da situação: no Rio de Janeiro, os termômetros atingiram 44°C; no Rio Grande do Sul, marcas similares foram observadas; e na cidade de São Paulo, as temperaturas chegaram a 40°C. As ondas de calor são fenômenos atmosféricos caracterizados por períodos prolongados de temperaturas anormalmente elevadas, podendo provocar graves consequências para a saúde humana, especialmente entre populações vulneráveis, como idosos e crianças. A exposição contínua da população ao calor extremo pode causar desidratação, insolação, agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias, além de aumento na taxa de mortalidade relacionada ao clima. É importante lembrarmos que o impacto das temperaturas extremas também se estende ao setor público. Servidores enfrentam dificuldades tanto em seus locais de trabalho quanto em deslocamentos e residências, muitas vezes sem infraestrutura adequada para mitigar os efeitos do calor. Segundo o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – IPCC de 2022, um aquecimento de 1,5ºC exporia cerca de 350 milhões de pessoas no mundo à escassez de água devido a secas severas. Se o aquecimento chegasse a 2ºC, esse número subiria para 420 milhões. Em um cenário mais extremo, de 3ºC a 4ºC, países como Itália, Espanha e Grécia passariam a ter clima desértico. Com aquecimento de 5ºC a 6ºC, a frequência e a intensidade de furacões aumentariam em 37%, e a cobertura de gelo se reduziria em 75%. A comunidade científica tem alertado há décadas sobre esses impactos, mas a resposta global ainda é insuficiente. O cenário é preocupante. Considerando tais cenários, é necessária a adoção de medidas individuais para se proteger das ondas de calor, como a hidratação frequente, a redução da exposição ao sol em horários de pico, o uso de vestimentas leves e ambientes climatizados sempre que possível. Já com a queda de temperaturas, também é preciso lembrar de manter o organismo hidratado, sendo que adultos precisam ingerir cerca de 2 litros de água por dia; além de evitar banhos muito quentes, manter o uso de protetor solar e evitar ficar em ambientes sem circulação de ar para minimizar quadros alérgicos, por exemplo. No entanto, como nem toda a população tem acesso a essas condições, é fundamental que políticas de adaptação e mitigação sejam adotadas para minimizar os danos causados por eventos climáticos extremos e cada vez mais constantes. Nesse contexto, acordos internacionais, como o Acordo de Paris, desempenham um papel fundamental na definição de metas para a redução de emissões de gases de efeito estufa e no incentivo à transição para uma economia de baixo carbono. A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), prevista para ocorrer no Brasil em 2025, será uma oportunidade crucial para que os países reforcem seus compromissos climáticos e avancem na implementação de estratégias globais para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. O setor da saúde, por exemplo, necessita de maior preparo para lidar com os impactos do calor extremo. Hospitais e unidades de pronto atendimento precisam estar equipados para tratar complicações decorrentes das altas temperaturas. Além disso, estratégias de urbanização sustentável, como aumento da cobertura vegetal nas cidades, criação de espaços de sombra e melhoria da ventilação urbana, podem contribuir para a redução do estresse térmico. O investimento em energias renováveis, a redução da emissão de gases de efeito estufa e a implementação de políticas ambientais rigorosas também são passos fundamentais no controle das alterações climáticas. Somado a isso, iniciativas como reflorestamento, conservação de biomas e incentivo a práticas agrícolas sustentáveis podem contribuir para reduzir as emissões e os consequentes impactos a longo prazo. Dentro do cenário atual, observa-se que a velocidade com a qual os eventos climáticos extremos se intensificam supera as ações de mitigação e adaptação implementadas até o momento, sendo necessário ampliar os esforços para combater as causas e consequências do aquecimento global antes que seus efeitos se tornem irreversíveis. Todos pelo clima!
POR UM “BRASIL BRASILEIRO”!

A história de vida no Brasil não tem sido fácil de algum tempo para cá. Nosso Brasil é um país muito grande, com um recurso natural vasto e diversificado, rico em florestas, minerais, cursos de água, e possui uma população diversa, operosa, criativa, sensível e numerosa, produto de uma mistura de negros, brancos, amarelos e gente de toda parte do Planeta. Somos considerados a 10ª economia do mundo. Tem tudo para dar certo! Mas não é o que está acontecendo. Pelo contrário! Ostentamos, vergonhosamente, uma das maiores desigualdades sociais da terra. Aqui, a distância entre os mais ricos e os mais pobres é obscena, sendo que esses são a imensa maioria da população. Aqui, cerca de 8 pessoas/grupos, detém a riqueza de 100 milhões de pessoas. É intolerável! Temos índices de criminalidade enormes, o que nos coloca entre os países mais violentos do mundo. O crime cresceu e se organizou de forma a se infiltrar em todas as camadas sociais, nas instituições públicas e privadas e em todas as regiões do país. A ponto de ser considerada a 8ª máfia do mundo. Além disso, a corrupção se transformou em “mania nacional”, tendo os maiores corruptos, e suas quadrilhas, se instalando nos mais altos cargos da República, e em todos os poderes. Nosso desenvolvimento econômico se apoia no caminho do agronegócio, que hoje é o principal componente do PIB. Esse desenvolvimento sempre teve o caráter exploratório e predatório, e até hoje, diante da imensa ameaça das catástrofes climáticas, grande parte do nosso agronegócio ainda continua promovendo o desenvolvimento na base da exploração insustentável de seus recursos naturais, na terra, na água e no ar. Desmatamentos, queimadas, agrotóxicos são o nosso dia a dia. Tudo que se procura fazer para mudar esse paradigma ainda é insuficiente. Além disso, liderado pelo sistema financeiro internacional, esse modelo econômico, além de ser predador ambiental, é também, extremamente concentrador de renda e produtor da pobreza de nossa gente. Os campeões de mando no Brasil são os rentistas, que vivem de juros, seja nos governos de “direita” ou de “esquerda” (as aspas são propositais). Diante desse quadro real da nação, o brasileiro está com medo, com raiva, com desprezo, com descrença, com tristeza. O brasileiro vive sem sonhos. Se um dia fomos um país do futuro, o futuro passou em nossa frente e nós não o capturamos. Nossa Democracia, conquistada a duras penas, trouxe uma certa liberdade política, mas não trouxe as tão necessárias justiça social e moralidade pública. Entra governo e sai governo, sobe um populista e sai outro, vai uma eleição e vem outra, e a nação brasileira não enxerga melhora no horizonte. Pelo contrário, como dissemos acima, a nossa realidade mostra um cenário desanimador. E daí??? As pesquisas mostram que, apesar das mazelas, o povo brasileiro, em sua grande maioria, ainda prefere a Democracia. O povo está certo!!! “A voz do povo é a voz de Deus”. Temos que buscar nossa redenção dentro dos caminhos da Democracia. “Ruim com ela, muito pior sem ela”! O primeiro passo é conhecer e reconhecer a causa de todas as nossas mazelas: o modelo terrível de concentração de renda, espoliação do Brasil, que domina aqui. Depois, entender e reagir à falsa, nefasta e tóxica polarização do Brasil, entre duas forças políticas e sociais, que se sustentam e se retroalimentam, num debate árido, insólito e odioso, que desune e enfraquece a nação, e não resolve nenhum de nossos problemas. Nosso grito “livres da polarização” é preciso! Criar um caminho democrático sólido, com um desenvolvimento sustentável, que respeite e recupere o meio ambiente, promover a distribuição de renda que tire o nosso povo da posição de pedinte e tratar com intolerância qualquer tentativa de roubar dinheiro dos impostos, é a saída para nós, um grande desafio, que demanda consciência, mobilização e organização de nosso povo. Tarefa gigantesca! Mas não temos como escapar dela, se queremos um “Brasil brasileiro”! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
MANIFESTO PELA REABERTURA DO CASO JK

O ano de 2026 marcará os 50 anos do desaparecimento do ex-presidente Juscelino Kubitschek. As circunstâncias de sua morte continuam obscuras. Na época, em pleno regime militar, tentaram culpar o motorista de um ônibus, acusando-o de conduzir o veículo que colidiu com o automóvel que levavaJK, provocando em seguida uma outra batida e o sinistro fatal. Julgado e processado duas vezes, o motorista do ônibus foi absolvido em ambos os processos. Não teria havido o abalroamento entre aquele ônibus e o carro do ex-presidente, apesar de, até hoje, essa ser a explicação a justificar a causa do “acidente”. Ao longo do tempo, porém, indícios passaram a apontar para um hotel em Resende, município do Rio de Janeiro, de onde JK partira na direção da cidade do Rio de Janeiro, poucos minutos antes de perder a vida. O automóvel que o transportava rodou apenas três quilômetros na Via Dutra. Já estava desgovernado quando atravessou o canteiro central, projetou-se na pista da contramão e bateu em velocidade contra um caminhão que vinha em sentido contrário. Juscelino Kubitschek, de 74 anos, e seu motorista de confiança, Geraldo Ribeiro, de 66 anos, o mesmo que o servira por 36 anos, teriam morrido na hora, após o forte impacto. Perseguido pela ditadura militar, cassado e humilhado, JK recuperara os direitos políticos fazia pouco tempo. Em 1976, dois anos antes da eleição do sucessor do general-presidente Ernesto Geisel, movimentava-se para chegar novamente ao Palácio do Planalto. Se fosse o eleito, o regime militar teriapersistido por 15 anos, e não os 21 anos nos quais, afinal, impôs um estado de exceção ao povo brasileiro. O hotel em Resende costumava receber militares em suas dependências. Era de propriedade de um militar de alta patente. Tudo indica que JK foi atraído até o local, onde faria uma reunião sigilosa com chefes militares. Para voltar à Presidência da República, ele julgava precisar de apoio nas Forças Armadas.As evidências são de que caiu numa cilada. Provavelmente emboscados na Dutra, JK e seu motorista arriscariam uma fuga em alta velocidade. Mas há suspeitas de que o Opala conduzido por Geraldo Ribeiro teria sido sabotado no estacionamento do hotel. Alguns segundos antes do choque trágico contra o caminhão, já na pista da contramão, uma manobra evasiva poderia ter direcionado o carro para o acostamento. Nesta hipótese, o resultado fatal não ocorreria. Porém, sem lógica, com suspeita de que o freio do Opala não foi sequer acionado, o carrodo ex-presidente percorreu uma trajetória na contramão, em rota tresloucada, até o impacto final.Só recentemente, em 2019, uma nova perícia técnica jogou luz no “acidente” que vitimou JK e seu motorista. Mais uma vez, ficou demonstrado que não houve a colisão anterior com o ônibus e, portanto, restou a hipótese da irracionalidade de o automóvel com o ex-presidente se deslocar pela contramão da Dutra, em vez de simplesmente atravessá-la até o acostamento, evitando o choque contra o caminhão. Pairam incertezas fundamentadas acerca dos acontecimentos que levaram à morte de JK. A sociedade brasileira não pode continuar convivendo com dúvidas sobre a causa da morte violenta de um ex-presidente da República, político popular cassado arbitrariamente pela ditadura. Nós, abaixo-assinados, vimos, por meio deste manifesto, solicitar ao Governo do Brasil, por intermédio da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, instalada no âmbito do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a reabertura do caso JK. Temos a convicção de que o “acidente” de 22 de agosto de 1976 precisa ser novamente reexaminado. Em nome da verdade e da história do Brasil, as mortes do ex-presidente Juscelino Kubitschek e do motorista Geraldo Ribeiro devem ser consideradas um caso em aberto, cuja conjuntura não foi cabalmente esclarecida. São Paulo, 27 de março de 2025Gilberto Natalini – Presidente da Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog (2013 – 2014)Adriano Diogo – Presidente da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo (2013 – 2014)Robson Sávio Reis Souza – Coordenador da Comissão da Verdade em Minas Gerais (2016 – 2018)Airton SoaresAlex SolnikAlexandre KalacheAmelinha TelesAna Cristina Pires DuarteAntonio Funari FilhoAntonio NetoAugusto de FrancoBeatriz Cintra LabakiBelisário dos Santos JúniorCamila Santos Tolosa BianchiCamilo TavaresCésar Augusto LoureiroCriméia Alice Schimidt de AlmeidaCynthia Louzada GarciaDébora Garcia RestomEduardo JorgeErnesto TzirulnikFábio Luís ChateaubriandFernando GuidaFernando MattosFlávio TavaresFlorisval MeinãoGilberto BercoviciGonzalo Vecina NetoGustavo CondeÍtalo CardosoIvo PatarraJanaína de Almeida TelesJoan Gael NobreJoão Carlos Gonçalves (Juruna)João Paulo CuencaJosé Luís GoldfarbJosé Luiz Quadros de MagalhãesLea VidigalLeda Maria Caira GitahyLívio GiosaLuiz Eduardo GreenhalghMarcelo RidentiMarcelo Rubens PaivaMarco Antonio VillaMaria Aparecida Trazzi Vernucci da SilvaMaria Claudia Sant’AnnaMaria Helena ArrochellasMaria Helena Lorena PimentelMaria José Vieira DantasMaria Lúcia BicudoMário Covas NetoMario Fernando Gadelha BragaMyrian Labaki PupoNádia Battella GotlibPadre Luís de SouzaPádua FernandesPaulo Sérgio DuartePaulo VannuchiPérsio DutraRaquel HenkinRenan QuinalhaRicardo MontoroRoberto DelmantoRoberto TardelliRodrigo ArreyesRosa Freire D’AguiarSerafim JardimSérgio GomesSilvestre GorgulhoSilvio TendlerSoninha FrancineValdirene AtiqueWagner WilliamWalter Feldman
PARA ONDE VAI A COP-30?

As duas últimas COPs aconteceram em países produtores de petróleo.Assim, os resultados desses encontros foram bastantes frustrantes, pois os presidentes das COPs eram executivos das empresas petrolíferas e obstruíram as propostas mais relevantes e necessárias.A velocidade e agressividade das mudanças climáticas tem sido muito mais rápida do que a capacidade de ação dos governos.Portanto, a humanidade está exposta e ameaçada pelos fenômenos climáticos extremos que colocam em risco a própria vida no planeta.Infelizmente os resultados práticos das COPs são insuficientes para a governança climática global.Em novembro deste ano, teremos no Brasil a COP-30 em Belém do Pará, que está sendo chamada a COP da floresta.Muitas expectativas, esperanças e dúvidas estão sendo colocadas nesse encontro climático.Ainda não sabemos o que vai acontecer, mas já vemos as dificuldades técnicas e estruturais de recebermos a COP-30.A cidade de Belém não estava preparada para um evento de tamanha envergadura.A correria nas obras de infraestrutura e acolhimento aos participantes é grande, e vão desde o saneamento básico até o alojamento de milhares de pessoas que estarão lá.Além disso, a premência da situação carrega de expectativas nos resultados práticos do encontro, no que diz respeito às respostas sobre financiamento, tecnologia e políticas públicas, práticas e conceitos que ainda não foram implementadas.O mundo inteiro, o Brasil e nós todos estamos colocando esperança na COP-30.Não sabemos como serão suas conclusões práticas. Se vamos dar um salto para frente ou se vamos marcar passo.Mas, estamos batalhando para ganhar grande número de pessoas para juntos chegarmos na COP-30 e trabalhar dentro do evento apresentando uma proposta unida e forte, que possa ser abraçada pela governança mundial.De nossa parte estamos participando do grupo de trabalho da COP-30 da Prefeitura de São Paulo, como representante da sociedade civil, ajudando a conversar com as entidades, personalidades e lideranças na Cidade para sensibilizar, mobilizar e acionar a população pelo clima e pela sustentabilidade.Nosso objetivo é levar para Belém a posição forte e uníssona da Cidade de São Paulo, com nossas propostas e nossas soluções.O Planeta e a Humanidade precisam de ações práticas e urgentes. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
O CLIMA E O PREÇO DA COMIDA

Todos ficam pasmos quando, num país que é um dos maiores produtores de café do mundo, o quilo do produto custa 60 reais. Quem vai ao mercado, ou quem paga a compra, sabe quanto custa a laranja, a banana, o abacate, outros frutos, o preço dos legumes, verduras e grãos. O azeite de oliva virou ouro líquido. É claro que essa “carestia de vida” alimentar tem causas múltiplas. É o preço do dólar, os mercados internacionais, as commodities, a eleição de Trump, e blá, blá, blá demais. Mas uma coisa certa. As mudanças climáticas e os fenômenos extremos impactaram em cheio na produção e no custo dos alimentos. O café, por exemplo, teve um aumento grande após o debacle da safra no Vietnã e no Brasil, em consequência de estiagens prolongadas nas áreas produtoras. A laranja subiu de preço, após um aumento de exportação para os EUA, onde houve quebra de safra por pragas associadas ao clima. O custo do azeite de oliva foi vítima de uma enorme quebra de safra nas regiões de produção de azeitonas, no Mediterrâneo e no Norte da África, também, porque as oliveiras sofreram com as mudanças climáticas. Não estamos tratando aqui dos enormes prejuízos econômicos financeiros para a agricultura e a indústria de alimentos. Isso fica para uma próxima vez. E por aí vai!!! Essa situação de insegurança alimentar por falta e pelo alto custo dos alimentos tende a continuar e se agravar, por conta da piora das condições climáticas. Isso não caminha numa linha reta, mas as crises se repetirão cada vez mais frequentes e maiores. Mudanças climáticas não são só chuvas, enchentes, secas e queimadas. É também fome e prejuízos econômicos imensos, na produção de alimentos e outros bens de consumo. É urgente a ação de todos para conter essa tragédia. A COP-30 é uma boa ocasião para o mundo tomar uma atitude pra valer! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
SÃO PAULO E A COP-30

O Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, publicou o Decreto nº. 64066 de 14/02/2025, que cria a Comissão Construindo Uma Cidade Sustentável para tratar da Sustentabilidade e da COP-30 na Cidade.Daí decorreu a publicação da Portaria nº. 68 de 19/02/2025, assinada pela Secretário José Renato Nalini de SECLIMA, normatizando o Decreto e nomeando as pessoas que compõe a Comissão. São quatro secretários (Seclima, Governo, Verde e Meio Ambiente e Relações Internacionais) e dois membros: um da sociedade civil e um da Academia. Tive a honra de ser convidado, representando a Sociedade Civil pela Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo, AFPESP, indicado por seu Presidente Dr. Artur Marques, juntamente com o Professor Marcos Buckeridge, representando Instituto de Estudos Avançados da USP. A COP-30, que acontece no Brasil, em Belém do Pará, em novembro, tem uma importância estratégica nas proposições e ações frente às Mudanças Climáticas do Aquecimento Global. Os fenômenos climáticos extremos avançaram de forma rápida e agressiva em todo o planeta. Todos os dias nos deparamos com tais eventos, que se manifestam com ondas de calor insuportáveis, chuvas devastadoras, estiagens longas e destruidoras, secas e escassez hídricas, desertificação, queimadas, nuvens de fumaças, aumento de doenças infecciosas e cardiovasculares, elevação do nível do mar, quebras de safra e prejuízos no consumo e na economia. Vivemos isso nos tempos de hoje, cada vez mais. Portanto, os fenômenos climáticos vieram para ficar e são cada dia mais intensos e destrutivos. As florestas e a cobertura verde têm importância crucial no equilíbrio climático junto com a transição energética, e o uso racional dos recursos naturais, e o consumo sustentável, e são as principais medidas a serem tomadas para a prevenção e o combate ao aquecimento global. No Brasil e no mundo, cerca de 70% das pessoas vivem nas cidades. Aqui vivem produzem, consomem, e se reproduzem. Daí a enorme importância do ambiente urbano na produção e resolução dos problemas climáticos.São Paulo é a maior cidade do Brasil e a 5ª maior do mundo. Tudo aqui é superlativo! Dessa forma, a voz e a conduta de São Paulo na COP-30 é muito importante. Sem exclusivismos, nossa função é sensibilizar os paulistanos para todas essas questões e organizar nossas opiniões, propostas e condutas práticas para a COP-30. São Paulo é pioneira na criação de um Plano do Clima (PlanClima), na criação de uma Secretaria Executiva do Clima (Seclima) e na aprovação (em 2009) da Lei Municipal de Mudanças Climáticas. São Paulo tem uma grande lista e iniciativas de políticas climáticas com exemplos pioneiros, como a eletrificação da frota de ônibus urbanos, a decretação de 150 milhões de m² de parques naturais, a limpeza das ruas da Cidade com água de reuso, entre tantos outros. Porém, pelo gigantismo da cidade, pelo histórico de crescimento desplanejado, pela imensa desigualdade social de sua população e pelo permissivo e descontrolado uso do solo por seu plano diretor, São Paulo também tem grandes problemas urbanísticos, sociais, ambientais e climáticos. Aqui a sociedade civil e o poder público sabem dos problemas e das soluções para tudo isso. E há um esforço considerável para caminhar no sentido de uma cidade mais sustentável. A criação dessa Comissão Construindo uma Cidade Sustentável é uma importante oportunidade de debate e ação de toda a cidade, frente aos desafios climáticos que serão abordados na COP-30.Trata-se de sensibilizar, mobilizar, organizar a população, para conhecer melhor o que a cidade já está fazendo, e não é pouco, e o que precisa fazer, que é muito, para tornar São Paulo uma Cidade resiliente e sustentável. Tarefa nobre, gigante, desafiadora e apaixonante. Vamos a ela!!! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
Falhas na gestão de resíduos no Brasil deixam COP30 “sem clima”

Já adentramos 2025, com as novas gestões municipais empossadas – e os preparativos para a COP30, que acontecerá no Brasil avançando a pleno vapor, trazendo luz sobre os temas da agenda climática, ambiental e da sustentabilidade. Estudos internacionais vêm demonstrando que a gestão de resíduos sólidos, apesar de pouco contribuir com o total de emissões de gases de efeito estufa, trazem um grande potencial de #mitigação de #emissões, principalmente de metano. Ocorre que, recente pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) aponta que 31,9% dos municípios brasileiros ainda contam com lixões para destinar os seus resíduos, ou seja, o cenário não poderia ser pior já que os lixões são uma fonte permanente de poluição do solo, das águas, do ar e do clima. E não é por falta de Leis. O prazo inicial que a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS (Lei 12.305/2010) dava ao Brasil para assegurar uma destinação adequada de resíduos, com a erradicação dos milhares de lixões ainda em atividade, era de 4 anos, portanto, até 2014, o que não foi cumprido. Além de ser expressamente vedada pela legislação há quase meio século e constituir-se em #crimeambiental, essa chaga, representada pelos lixões, também impacta consideravelmente os cofres públicos. Relatório elaborado pela S2F Partners, consultoria internacional especializada em gestão de resíduos e economia circular, avaliou que em 2020 a gestão de resíduos no Brasil custou R$ 120 bilhões, sendo que R$ 30 bilhões se referem aos custos diretos dos serviços. Os outros R$ 90 bilhões são os custos com as externalidades, ou seja, os custos indiretos decorrentes do modelo atual – com baixíssima reciclagem, sem coleta integral dos resíduos gerados, e com a destinação inadequada de milhões de toneladas que seguem para lixões e aterros controlados. E se parece ruim como está hoje, o cenário pode ser ainda pior. O estudo mostra que se a forma de gerir os resíduos permanecer como está, em 2040, os custos totais (diretos e indiretos) alcançarão cerca de R$ 140 bilhões por ano, dos quais mais de R$ 100 bilhões corresponderão às externalidades. Se a mesma tendência for mantida até 2050, os custos passarão dos R$ 168 bilhões, sendo que cerca de R$ 130 bilhões serão externalidades.(…) E mesmo observando que o tema relacionado à gestão de resíduos foi pouco discutido nas eleições municipais de 2024, é essencial que os prefeitos que iniciam seus mandatos em 2025 coloquem o manejo de resíduos sólidos como uma #prioridade em suas administrações, trazendo bons exemplos para serem apresentados na COP30. https://www.linkedin.com/posts/fabriciosoler_resaedduossaejlidos-mitigaaexaeto-emissaeles-activity-7301192213953150977-FSNf?utm_source=share&utm_medium=member_ios&rcm=ACoAAAGqmfkBycW5xZ0K_MKgFtl6RTdpWlmDgb0 Fonte: Brazil Economy https://lnkd.in/eBVGHDg6 Autores: Carlos RV Silva Filho e Fabricio Soler S2F Partners (s2fpartners.com.br)
A BUSCA DA VERDADE SOBRE A MORTE DE JUSCELINO KUBITSCHEK

A morte do Presidente JK num acidente de carro na via Dutra, em agosto de 1976, está na pauta da história do Brasil, pelas circunstâncias em que ocorreu e todas as dúvidas e suspeitas que existem, ainda não respondidas até hoje.Naquela ocasião, um laudo do Instituto Carlos Éboli do Rio de Janeiro, concluiu como acidente de trânsito, provocado pela batida do ônibus da Viação Cometa no Opala do Presidente.Esse laudo foi eivado de falhas, de omissões e de conclusões equivocadas, e gerou uma grande reação quanto a sua confiabilidade.Em 1996, o caso foi reaberto e reestudado, mas teve seu rumo baseado no mesmo laudo de 1976.Em 2001 o Senado Federal fez uma CPI, presidida pelo Senador Paulo Otávio, que mais uma vez concluiu pelo acidente. E novamente essa investigação foi baseada em laudos e depoimentos oriundos do Instituto Carlos Éboli.Em 2013, propus e presidi a Comissão da Verdade Vladimir Herzog, da Câmara Municipal de São Paulo, assessorado pelo escritor e repórter investigativo Ivo Patarra.Dessa vez, fizemos uma ampla e profunda investigação dos fatos e das causas do acidente que vitimou JK.Ouvimos dezenas de pessoas, fizemos muitas diligências e nos aprofundamos em todas as investigações anteriores.Tivemos a ajuda de Serafim Jardim, secretário particular de Juscelino e de Carlos Heitor Cony, amigo pessoal de JK, entre muitas outras testemunhas e estudiosos do caso.Baseados em investigação independente chegamos a 112 quesitos, expostos em nosso relatório da Comissão, que JK morreu em “acidente” provocado por fatores externos, que envolviam a política do regime militar da época. É preciso dizer que JK se colocava como candidato a Presidente no Colégio Eleitoral de 1978, com chances de ganhar.Em 2014, mandamos nosso Relatório para a Comissão Nacional da Verdade, com o pedido de que se continuasse a investigação.Qual foi a minha surpresa, quando a referida Comissão contradisse nossa conclusão, reafirmando que a morte de JK, foi um acidente de trânsito.É preciso dizer que Brasília baseou essa conclusão no laudo do Instituto Carlos Éboli de 1976 e na CPI do Senado de 2001, que cometeu os mesmos erros.Foi uma enorme decepção histórica!Em 2019, o respeitado perito Sergio Ejzenberg conduziu um laudo de 220 páginas, a pedido de um Procurador Federal, concluindo taxativamente que a morte de JK NÃO foi provocada por um acidente, e sim por causas a serem esclarecidas.Ao saber desse novo laudo, enviamos um ofício ao Ministério do Direitos Humanos e à Comissão de Mortos e Desaparecidos, solicitando o desarquivamento do caso JK, para novas investigações e conclusões. Esperamos que nosso pedido seja atendido.Tendo em vista a imensa importância do Presidente Juscelino na história do Brasil e as circunstâncias suspeitas e nebulosas de sua morte, temos a obrigação de esclarecer, em nome da VERDADE, esse triste episódio de nosso país. Gilberto Natalini- Médico, Ex Vereador de São Paulo
QUE CALOR É ESSE???

O ano de 2024 foi o mais quente da história. Esse ano de 2025, deve superar as temperaturas do ano passado. No Rio de Janeiro, a temperatura bateu 44ºC nesses dias. Assim foi também no Rio Grande do Sul. Na cidade de São Paulo chegamos aos 40°C. E assim tem sido pelo Brasil afora. As chamadas ondas de calor têm se repetido no Brasil e no mundo, com temperaturas cada vez maiores, causando transtornos no clima, nos biomas, na agricultura e na saúde das pessoas. As temperaturas muito elevadas, por dias seguidos, causam enorme desconforto, provocam adoecimento e mortes, principalmente nos idosos e crianças. Os animais e a flora sofrem muito com as ondas de calor. As pessoas devem procurar as soluções individuais para se protegerem: beber água, diminuir a atividade física, evitar a exposição ao sol, se banhar em chuveiros, piscinas, rios e praias, fazer uso de ventiladores e ar condicionado em casa, carros e outros ambientes. O problema é que nem todos têm a consciência de tomar as precauções de hidratação e outros cuidados, se expondo à desidratação e insolação, tão nocivas à saúde. Também parte importante da população por condições econômicas, moram em casas e lugares insalubres, e não dispõe de ar condicionado ou mesmo ventiladores. Sofrem assim o impacto direto das altas temperaturas. Por outro lado, o sistema de saúde e seus profissionais, não estão preparados para atender as vítimas do calor. Portanto, a adaptação a esse ”novo normal” de calor extremo está muito aquém do necessário. E o pior, é que as políticas públicas e práticas sociais e empresariais são absolutamente insuficientes para prevenir e remediar as causas desse calor: o aquecimento global e as mudanças climáticas. Há várias décadas que estamos alertando, junto com cientistas, ambientalistas, climatologistas e ativistas, para esses fenômenos climáticos extremos. As chuvas violentas, os vendavais, as secas e estiagens prolongadas, o degelo, as ondas de frio radicais, a elevação do nível do mar, a desertificação e o extremo calor são os principais fenômenos climáticos que estamos vivendo, e que impactam nas pessoas, na sociedade, na economia, na produção agrícola, industrial e de serviços e também na biodiversidade e nos territórios do Planeta. Infelizmente, a velocidade de tomada de consciência e de ação pelas pessoas individualmente e coletivamente, pelas entidades sociais e empresariais e pelos diversos níveis de governo no Brasil e no mundo, tem sido muito menor do que a velocidade e intensidade que os fenômenos climáticos extremos se apresentam. O que me faz concluir que estamos perdendo, por enquanto, a batalha do clima. Temos que correr antes que seja tarde, antes que seja irreversível. Há infinitas formas de pensar e de agir para colaborarmos nessa jornada climática. Desde plantar uma árvore, até usar energia limpa. Mas os detalhes do “cardápio climático” vamos deixar para um próximo artigo. Todos pelo clima!!! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
O Funcionalismo e o Meio Ambiente; tudo a ver!

Todos sabem da importância do funcionalismo público na sociedade. É por meio destes profissionais que se propõem, articulam e executam políticas públicas que melhoram as condições de vida das pessoas, e que são essenciais para garantir a manutenção dos recursos naturais frente à crescente demanda antrópica. No Estado de São Paulo, a AFPESP representa esse setor social, congregando, defendendo e promovendo o funcionalismo federal, estadual e municipal há 93 anos. Como a maior entidade associativa desse segmento, ela atua com os desafios da modernidade, sendo conduzida por sua Diretoria Executiva, presidida pelo Dr. Artur Marques da Silva Filho, e contando com o suporte de seu Conselho Deliberativo e Fiscal, coordenadorias temáticas e um corpo técnico qualificado. Através dessas estruturas, a entidade oferece uma ampla gama de serviços sociais, culturais e associativos. Entre suas frentes de atuação, destaca-se a Coordenadoria do Meio Ambiente, que tem como missão integrar a consciência ambiental às ações práticas da AFPESP. Sob orientação da Diretoria Executiva, buscamos sensibilizar e mobilizar colaboradores, associados e membros do funcionalismo público para que atuem ativamente na preservação ambiental e na melhoria da qualidade de vida da população. O compromisso da AFPESP com a sustentabilidade está alinhado ao trabalho de instituições públicas essenciais para a gestão ambiental no país, em especial no estado de São Paulo. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), por exemplo, é referência nacional em fiscalização e licenciamento ambiental, garantindo que atividades potencialmente poluidoras sejam conduzidas com responsabilidade. Da mesma forma, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL) desempenha um papel crucial na criação e execução de políticas públicas relacionadas ao meio ambiente, infraestrutura e logística. Essas instituições exemplificam como o funcionalismo público é peça-chave na implementação de políticas ambientais eficazes e no desenvolvimento sustentável do estado. Com base nesses princípios, a AFPESP se compromete a promover iniciativas concretas e acessíveis, estimulando a participação ativa de seus membros na preservação ambiental. Cada ação, por menor que pareça, contribui para um impacto positivo no meio ambiente. Passo a passo, construiremos juntos um caminho propositivo e participativo em prol da sustentabilidade. Contamos com o compromisso e o apoio de todos para essa missão tão urgente e necessária. Gilberto Natalini é coordenador de Meio Ambiente da AFPESP, médico gastrocirurgião e ambientalista. No setor público destacou-se como secretário do Verde e do Meio Ambiente e secretário executivo de Mudanças Climáticas da cidade de São Paulo. Eleito vereador de São Paulo pela primeira vez em 2000, cumpriu o seu quinto mandato até 2020. É autor de 419 projetos de leis e tem 147 leis aprovadas. Suas principais bandeiras de vida são a democracia, o desenvolvimento sustentável, maior equidade social e a moralidade pública.
OS MÉDICOS E O CLIMA

Há pouco tempo choveu na Cidade de São Paulo, em 2 dias, o equivalente a 65% de toda chuva do mês de fevereiro. Todos viram o sofrimento de grande parte dos paulistanos, com as mortes, os adoecimentos e os imensos prejuízos materiais das pessoas que perderam tudo, e da municipalidade que arca com os estragos produzidos pelas chuvas. Já se vão décadas que o clima vem mudando, cada vez mais rápido, e mostrando uma cara agressiva com seus fenômenos extremos: secas intermináveis, chuvas violentas, queimadas, tornados, degelo, calor extremo e abrasivo. Afeta o abastecimento d’água, de eletricidade, impacta as cidades e a produção agrícola, destrói estradas, pontes e caminhos, e principalmente, traz enfermidades diversas, que produzem adoecimento e morte. A humanidade não tem agido à altura desse desafio ameaçador. Mas, existe uma classe de pessoas, importantíssima na sociedade, que se coloca, como categoria profissional, ainda mais alheia a essa realidade: os médicos. Pela própria natureza da profissão, que jura proteger a saúde das pessoas e respeitar os desígnios científicos, os médicos brasileiros, como categoria profissional, seguem alheios, mudos, irresponsavelmente por fora da saga das mudanças climáticas. É claro que muitas personalidades médicas, conhecidas e respeitadas, estão envolvidas profundamente no combate e prevenção às mudanças climáticas. Mas são pessoas, valorosas sim, que agem individualmente. Não vemos um movimento das Entidades Médicas, sobre a questão climática. Nem uma palavra. Nenhum debate ou orientação. Uma omissão irresponsável e idiotizada dessas instituições. Assim o CFM, os CRMs, a AMB e suas federadas, as sociedades de especialidade, com raras exceções, mantêm-se mudas, omissas, negacionistas, quase criminosamente alheias aos fenômenos climáticos que infernizam a vida dos seres humanos. Uma lástima!!! Milhões de pessoas adoecem pelo mundo afora com doenças surgidas ou potencializadas pelas mudanças climáticas. Ondas de calor matam, principalmente idosos, viroses as mais variadas, como dengue, febre amarela, covid, vírus respiratórios e tantos outros, são potencializados pelas condições climáticas, e espalham-se pelo Brasil e pelo mundo afora. Onde estão os representantes de nós médicos?? Estão escondidos em guetos ideológicos, enquanto o problema se agrava. Em nome de nossos pacientes, em nome de muitos colegas médicos que estão na frente de batalha trabalhando, em nome da ciência, do bom senso, e do juramento de Hipócrates, conclamamos os líderes das Entidades Médicas do Brasil, a saírem de suas tocas ideológicas e negacionistas, e virem para a luz da realidade, cumprir seu papel na luta por um Planeta mais saudável. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
P.S. HOSPITAL SÃO PAULO!

Estudei na Escola Paulista de Medicina de 1970 a 1975. O Hospital São Paulo era nosso Hospital Escola.Na época, o Pronto Socorro ficava na esquina da Rua Borges Lagoa com a Rua Napoleão de Barros.Era um local pequeno, acanhado para o volume de atendimentos e a importância do Ensino Médico ali praticado.Depois de bom tempo o P.S. do Hospital São Paulo passou para um prédio maior na Rua Pedro de Toledo, entre as ruas Napoleão de Barros e Botucatu. Foi um ganho enorme, de espaço, comodidade e qualidade no atendimento.Mas com o passar do tempo, o prédio ficou desadequado e deteriorado para a grandeza de sua missão.Foi então interrompido o serviço e começou uma grande reforma e ampliação.O Hospital São Paulo foi criado pela SPDM junto com a Escola Paulista de Medicina há mais de 90 anos, para servir como Hospital Escola. É um Hospital Filantrópico sem fins lucrativos, que faz atendimento SUS de altíssima qualidade e complexidade, exerce Ensino Médico para a Escola e todo Brasil além de fonte inesgotável de pesquisa médica de ponta.É uma instituição absolutamente insubstituível.O Hospital São Paulo sofreu crises de financiamento, que foram sendo resolvidas e nos últimos três anos o hospital voltou ao “azul”, reabriu seus leitos, multiplicou suas internações e cirurgias.O hospital se reergueu, com uma gestão que vem dando certo.A reforma do Pronto Socorro ficou pronta. Ele está apto a voltar a atender a população, com instalações ampliadas, modernizadas e adequadas. A previsão é que tenha 24 especialidades médicas na urgência e emergência.Agora vem a questão: quem vai financiar o custeio???O cálculo é que todo esse complexo custe cerca de 5 milhões de reais por mês.Pelo número de atendimentos, a complexidade dos serviços oferecidos com qualidade e a base de ensino e ciência que existem, esse custo é pequeno para o orçamento público.O SUS é tripartite.Portanto, o Governo Federal, Estadual e Municipal precisam sentar numa mesa, conversar e decidir como e de onde virá o recurso para custear o financiamento do histórico, necessário e urgente funcionamento do Pronto Socorro do Hospital São Paulo da Escola Paulista de Medicina.O povo espera e cobra.Isso é pra já!!! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
Sampa e Jampa sofrem com chuvas intensas

Em São Paulo, no dia 24 de janeiro de 2025, em apenas duas horas, choveu na maior metrópole da América Latina, maior PIB do Brasil, inacreditáveis 125,4 milímetros, o equivalente à metade do volume previsto para todo o mês de janeiro. Foi, talvez, a chuva mais violenta já registrada num pequeno período de tempo. Em tempos de discurso ecológico, a cidade se afogou em água, e em lágrimas. Ruas e praças se transformaram em rios e lagos. Casas, prédios, lojas e bares foram rapidamente invadidos por enxurradas violentas. A mudança climática está presente, não há mais como negar! Até o metrô, excelência de nosso transporte coletivo, teve uma de suas estações invadida pela violência das águas. Lamentavelmente, dadas às circunstâncias, um idoso morreu afogado no quintal de sua casa. Foi assustador! Na capital paulista, apesar do enorme volume da chuva, as cheias se escoaram num tempo rápido. Mas os estragos e prejuízos – graves – ficaram para ser contabilizados. Chuvas e enchentes sempre acontecem em São Paulo, cidade global, megalópole brasileira, e há muito tempo, como também, na secular João Pessoa. Todavia, nos últimos 20 anos, o volume das chuvas tem aumentado e o tempo que a chuva cai tem diminuído, segundo estudo do nosso maior e mais respeitado cientista, Carlos Nobre. Como todos nós sabemos, Sampa tem vários apelidos: “Cidade da garoa”, “Cidade que não pode parar”, “Terra das oportunidades”, “Paulicéia desvairada”, entre outros. Mas, convenhamos, o codinome mais condizente com nosso relevante artigo é, certamente, “Selva de Pedra”. Até porque isso indica o destino da cidade; da nossa, e de tantas outras que seguem buscando a modernidade, como a cidade de João Pessoa. Assim, parece evidente: a cidade de São Paulo, com seus 471 anos, foi crescendo e ocupando o Planalto de Piratininga de forma desplanejada, desordenada e agressiva. Foi derrubada a exuberante cobertura verde de Mata Atlântica e Cerrado. Foram ocupadas as encostas dos morros e as várzeas de seus três rios e cerca de 500 córregos, num urbanismo avesso, nervoso e profundamente desigual. Suas duas mil favelas e seus 3,4 milhões de imóveis, como se sabe, nasceram e cresceram em ruas tortuosas e íngremes, tanto em seu Centro expandido, como nas imensas periferias. Mas, que fique bem claro: a parte mais perigosa nesses tempos desconexos e conflitivos de aquecimento global e desajuste planetário, foi a gigantesca impermeabilização do solo urbano, com asfalto e cimento, que impede a água de drenar para o subsolo, provocando os verdadeiros rios que se formam nas ruas e avenidas quando as fortes chuvas e tempestades chegam. De todo modo, os três Planos Diretores aprovados nos últimos 20 anos só fizeram piorar essa situação, até porque, e isso não é segredo, foram permissivos no adensamento com edifícios, sem nenhum cálculo de suporte que proteja a sustentabilidade dos 96 distritos, que juntos compreendem um total de 472 bairros e com 12,3 milhões de habitantes. Agora, frente a essa triste e preocupante realidade, a Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) tem tomado várias medidas no sentido de enfrentar os efeitos extremos das mudanças climáticas sobre a cidade mais populosa do Brasil. Em 2009, por exemplo, foi aprovada a Lei Municipal das Mudanças Climáticas, pioneira no Brasil. O número de Parques Públicos Municipais que eram 36 em 2004, hoje são 118, e estão sendo inaugurados outros. Já as matas remanescentes que foram atacadas pelo crime organizado nas áreas de mananciais, com a derrubada de 1,5 milhão de árvores no período de 2014 a 2020, terão cerca de 150 milhões de m² desapropriados pela PMSP, e serão transformados em parques públicos municipais, ficando assim protegidos. A manutenção das galerias pluviais e a limpeza de córregos vêm sendo feitas em bom número, o que tem garantido o escoamento rápido das águas das chuvas. Mas o problema da impermeabilização de ruas, calçadas e áreas construídas permanecem e até piora. Portanto, quando o céu desaba em chuva sobre Sampa, vemos as águas ocupando o espaço urbano e destruindo as “coisas belas”, como canta Caetano Veloso. As chuvas intensas também provocaram o caos em João Pessoa, a capital da Paraíba. No dia 28 de janeiro de 2025, quatro dias depois de fortes chuvas que atingiram Sampa, elas chegaram a Jampa, “E fosses à Paraíba”, como canta Caetano em “Terra”, causando grandes transtornos a capital paraibana. O volume de chuva foi de 93,4 milímetros na cidade, provocando alagamentos, deslizamentos e desabamentos, além de excesso de lama e sujeira nas ruas, nas casas ou muros desabando com a força das águas. Em Jampa, a cidade mais rica e mais populosa da Paraíba, as águas cobriram as rodas de aço dos veículos leves sobre trilhos (VLTs) na Estação João Pessoa da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que em frente estava completamente alagada, por motivos de segurança dos passageiros e dos funcionários, a CBTU paralisou suas atividades de transporte público coletivo temporiamente no dia 28. A Terra está sofrendo com as mudanças climáticas, afetando cidades como João Pessoa e São Paulo, ambas são as capitais brasileiras como a maior concentração de renda do país, logo, precisam urgentemente adotar medidas sustentáveis para redução da emissão de gases do efeito estufa (GEE); preservação dos biomas; investimentos em infraestrutura urbana adaptada as chuvas intensas nas cidades; e mudança de hábitos de consumo de bens e serviços para proteger o planeta. Finalmente, diante do nervosismo da mudança do clima, desimpermeabilizar é urgente e preciso! E por razões particulares, enfrentar as mudanças climáticas e as outras agressões à Natureza (mãe da Humanidade) é, sim, a nossa mais fundamental tarefa para se pensar no que todos desejam: um futuro ecológico sustentável, um planeta seguro, limpo e habitável. (1) Gilberto Natalini é médico e ambientalista brasileiro.(2) Marcus Eduardo de Oliveira é economista e ativista ambiental brasileiro.(3) Paulo Galvão Júnior é economista brasileiro.
São Paulo: a chuva que cai!

Em apenas duas horas, choveu na maior metrópole da América Latina, maior PIB do país, inacreditáveis 125,4mm, o equivalente à metade do volume previsto para todo o mês de janeiro. Foi, talvez, a chuva mais violenta já registrada num pequeno período de tempo. Em tempos de discurso ecológico, a cidade se afogou em água, e em lágrimas. Ruas e praças, aqui e ali, se transformaram em rios e lagos. Casas, prédios e comércio foram rapidamente invadidos por enxurradas violentas. A mudança climática está presente, não há mais como negar! Até o Metrô, excelência de nosso transporte coletivo, teve uma de suas estações invadida pela violência das águas. Lamentavelmente, dadas às circunstâncias, um idoso morreu afogado no quintal de sua casa. Foi assustador!!! Conquanto, apesar do enorme volume da chuva, as cheias se escoaram num tempo rápido. Mas os estragos e prejuízos – graves, é certo – ficaram. Chuvas e enchentes, não é novidade, sempre acontecem em São Paulo, cidade global, e há muito tempo. Todavia, nos últimos 20 anos, o volume das chuvas tem aumentado e o tempo que a chuva cai tem diminuído, segundo estudo do nosso maior e mais respeitado cientista, Carlos Nobre. Como todos sabemos, Sampa tem vários apelidos: “cidade da garoa”, “cidade que não pode parar”, “terra das oportunidades”, “Paulicéia desvairada”, entre outros. Mas, convenhamos, o codinome mais condizente com nosso assunto aqui tratado é, certamente, “Selva de Pedra”. Até porque isso indica o destino da cidade; da nossa, e de tantas outras que seguem buscando a modernidade. Assim, parece evidente: a cidade de São Paulo, com seus 471 anos, foi crescendo e ocupando o Planalto de Piratininga de forma desplanejada, desordenada e agressiva. Foi derrubada a exuberante cobertura verde de Mata Atlântica e Cerrado. Foram ocupadas as encostas dos morros e as várzeas de seus três rios e cerca de 500 córregos, num urbanismo avesso, nervoso e profundamente desigual. Suas duas mil favelas e seus 3,4 milhões de imóveis, como se sabe, nasceram e cresceram em ruas tortuosas e íngremes, tanto em seu centro expandido, como nas imensas periferias. Mas, que fique claro: a parte mais perigosa nesses tempos desconexos e conflitivos de aquecimento global e desajuste planetário, foi a gigantesca impermeabilização do solo urbano, com asfalto e cimento, que impede a água de drenar para o subsolo, provocando os verdadeiros rios que se formam nas ruas quando as grandes (e fortes) chuvas e tempestades chegam. De todo modo, os três Planos Diretores aprovados nos últimos 20 anos só fizeram piorar essa situação, até porque, e isso não é segredo, foram permissivos no adensamento com edifícios, sem nenhum cálculo de suporte que proteja a sustentabilidade dos bairros. Agora, frente a essa triste e preocupante realidade, a Prefeitura de São Paulo tem tomado várias medidas no sentido de enfrentar os efeitos extremos das mudanças climáticas sobre a Cidade. Em 2009, por exemplo, foi aprovada a Lei Municipal das Mudanças Climáticas, pioneira no Brasil. O número de Parques Públicos Municipais que eram 36 em 2004, hoje são 118, e estão sendo inaugurados outros. Já as matas remanescentes que foram atacadas pelo crime organizado nas áreas de mananciais, com a derrubada de 1.500.000 árvores no período de 2014 a 2020, terão cerca de 150 milhões de m² desapropriados pela Prefeitura, e serão transformados em parques públicos municipais, ficando assim protegidos. A manutenção das galerias pluviais e a limpeza de córregos vêm sendo feitas em bom número, o que tem garantido o escoamento rápido das águas das chuvas. Mas o problema da impermeabilização de ruas, calçadas e áreas construídas permanece e até piora. Portanto, quando o céu desaba em chuva sobre Sampa, vemos as águas ocupando o espaço urbano e destruindo as “coisas belas”, como canta Caetano. Tal e qual, diante do nervosismo do Clima, desimpermeabilizar é urgente e preciso! E por razões particulares, enfrentar as mudanças climáticas e as outras agressões à Natureza (mãe da Humanidade) é, sim, a nossa mais fundamental tarefa para se pensar no que todos desejam: um futuro ecológico sustentável, um planeta seguro e habitável. (*) Gilberto Natalini é médico e ambientalista. (**) Marcus Eduardo de Oliveira é economista e ativista ambiental Imagem de Joel santana Joelfotos por Pixabay
O STRESS DOS HUMANOS

GILBERTO NATALINI- Médico e Ambientalista
Tempos quentes e difíceis.

Tempos quentes e difíceis. https://natalini.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Video-do-WhatsApp-de-2025-01-13-as-14.47.39_69b4a65a.mp4 NOTÍCIAS Tempos quentes e difíceis. Ainda estamos aqui A PAZ, ORA A PAZ! Ainda estamos aqui Corrupção: mania nacional !!! 2025: ano imprevisível ??? 2025: UM ANO IMPREVISÍVEL? 2025: UM ANO IMPREVISÍVEL? PAIXÃO PELA MEDICINA! O ANO VAI CHEGANDO AO FIM
A PAZ, ORA A PAZ!

Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
Ainda estamos aqui

Há semanas atrás, fui com minha família assistir ao filme de Walter Salles, com Fernanda e Fernanda, Selton Mello, e outros excelentes atores. Confesso que há muito tempo eu não sentia um impacto tão forte. Conforme o filme foi passando em sua forma e conteúdo perfeitos, alguma coisa começou a apertar meu peito e minha cabeça, e eu me senti mal. A história da prisão, assassinato e desaparecimento do brasileiro Rubens Paiva em 1971, tão realística e plasticamente retratada, foi desencavando dentro de mim lembranças e sentimentos de 53 anos passados. Não que estivessem esquecidos, mas estavam devidamente guardados dentro de minha existência. Fiz de imediato o paralelo entre o desenrolar do drama e minha própria história de vida, e de milhares de pessoas, muitas que convivi pessoalmente e outros que conheci à distância. Lembrei-me como se fosse hoje, daquele agosto de 1972, quando duas veraneios do DOI-CODI/SP me sequestraram na Rua Guiratinga, Bosque da Saúde, a 50 metros da casa do meu avô Rafael, onde eu morava e cursava o 3°ano da Escola Paulista de Medicina. Eram 6:30h da manhã, e a “ruazinha deserta”, permitiu que ninguém visse minha prisão-sequestro.Fui levado para o DOI-CODI, nos fundos do 36° DP, na Rua Tutoia. Lá, fui recebido pelo “Dr.Tibiriça”, popularmente conhecido como Carlos Alberto Brilhante Ustra.Começou o interrogatório que não vou descrever aqui. Sobrevivi. Só sei que sai de lá, 2 meses depois, deficiente auditivo bilateral, e com a sensação da certeza que nossa luta era justa e repleta de razão. Ali sofri e testemunhei barbaridades. Rubens Paiva morreu na tortura, como Herzog, Benetazzo, Fiel Filho, Alexandre Vannuchi e tantos outros, vítimas da barbárie que se instalou no Brasil, pelas mãos da Ditadura Militar. Hoje, passados mais de 50 anos, ao terminar de assistir “Ainda Estou Aqui”, sai do cinema com uma sensação calma de felicidade. Ao ver a reação do Brasil e do mundo ao filme, entendi o salto do impacto de meu sofrimento inicial à onda de alívio de que fui tomado. Esse filme, contou com perfeição e elegância a História do Brasil e de brasileiros, que como Rubens Paiva, dedicaram sua vida à causa maior da humanidade: a liberdade!!! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
Corrupção: mania nacional !!!

Corrupção: mania nacional !!! https://natalini.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Video-do-WhatsApp-de-2025-01-04-as-08.51.16_97ebc971.mp4 NOTÍCIAS Corrupção: mania nacional !!! 2025: ano imprevisível ??? 2025: UM ANO IMPREVISÍVEL? 2025: UM ANO IMPREVISÍVEL? PAIXÃO PELA MEDICINA! O ANO VAI CHEGANDO AO FIM POR UM BRASIL LIVRE DA POLARIZAÇÃO! UM PAÍS BANDIDO? URUGUAI: livre da polarização, exemplo de Democracia O BRASIL E O MUNDO PENSANDO NA COP-30
2025: ano imprevisível ???

2025: ano imprevisível ??? https://natalini.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Video-do-WhatsApp-de-2025-01-04-as-08.50.25_a17f380b.mp4 NOTÍCIAS 2025: ano imprevisível ??? 2025: UM ANO IMPREVISÍVEL? 2025: UM ANO IMPREVISÍVEL? PAIXÃO PELA MEDICINA! O ANO VAI CHEGANDO AO FIM POR UM BRASIL LIVRE DA POLARIZAÇÃO! UM PAÍS BANDIDO? URUGUAI: livre da polarização, exemplo de Democracia O BRASIL E O MUNDO PENSANDO NA COP-30 POLARIZAÇÃO NÃO!
2025: UM ANO IMPREVISÍVEL?

Chegamos no falado Ano Novo! Pelo “andar da carruagem” acho mesmo que não podemos prever como será. As incertezas habitam nossas vidas. A Geopolítica se movimenta rápido demais, recheada de turbulências. A governança mundial, que deveria ser articulada pela ONU, se enfraquece frente aos interesses das nações e blocos de países, numa nova guerra fria, entre os EUA, a China, a Rússia e a Europa. Cada qual defende seus regimes, seus mercados, seus negócios, seus territórios. O Mundo chega nesse novo ano se contorcendo na angústia das incertezas frente aos fenômenos climáticos extremos, à exaustão dos recursos naturais, à colossal montanha de resíduos e dejetos despejados no Meio Ambiente, como restos do nosso consumo frenético e perdulário. A Mãe Natureza paga a conta! A produção econômica é infinita, altamente concentradora de riquezas e produtora de uma desigualdade social gigantesca, que chega a ser pornográfica aos olhos do humanismo mais simples. Pela seca, pela fome, pelos conflitos locais, milhões e milhões de humanos se deslocam em hordas infindas de migrantes, que partem e chegam, buscando vida melhor e criando o fantasma da invasão étnica e religiosa. A espiritualidade e a ética cada vez mais são artigos raros, que vão se transformando em manifestações de fanatismos, muitas vezes acompanhadas de violência e terrorismo. Na incapacidade dos regimes democráticos tradicionais de gerir essa barafunda, surgem lideranças que parecem egressos de hospícios da política: Trump, Putin, Orban, Ortega, Kim, Netanyahu, Khamenei, Maduro, Milei, Bolsonaro. E por aí vai. Todos com milhões de seguidores. É claro que na imprevisibilidade desses tempos surgem tratamentos médicos, vacinas, descobertas de cura para doenças terríveis. A tecnologia avança nas energias mais limpas, na sofisticação da inteligência artificial, na amplidão das redes sociais, nas produções culturais e artísticas, nas descobertas cientificas da biologia, da eletrônica, e de tantas outras. A evolução do conhecimento é revolucionária. Assim, dentro deste planetinha azul chamado Terra, quase 9 bilhões de humanos caminham para um ano novo. E com as pessoas cada vez vivendo mais. “Quem não estiver confuso, não está entendendo nada”, brinca o irreverente. É certo que no turbilhão dessa vida, todos têm, em diferentes graus, algum sofrimento mental, que varia de surtos de euforia à mais profunda depressão. E também presenciamos a escalada da violência, criminalidade, conflitos, guerras e acidentes fatais.Tudo dentro do mesmo caldeirão da nossa vida. Assim, vivendo na dualidade entre o bem e o mal, o criar e o destruir, o amar e o odiar, o esperar e o descrer, chegamos a 2025. Que ele possa nos proporcionar uma realidade mais próxima possível dos nossos sonhos generosos e solidários. Que a vida possa encarnar a alma da paz! Gilberto Natalini -Médico e Ambientalista
PAIXÃO PELA MEDICINA!

Desde os 5 anos de idade eu já dizia pra todo mundo que eu queria ser médico. Conforme o tempo passava mais eu me aproximava dessa ideia. Um tio médico, Dr. Euclides, pediatra, e um amigo da família, Dr. Manuel, clínico geral, foram exemplos bons que fortaleceram minha vontade pela profissão. Eu lia tudo sobre o assunto. Aos 16 anos decidi, para desespero da minha mãe, e apreensão de meu pai, vir para São Paulo, para a casa de “seu” Rafael, avô paterno, fazer o 3º Colegial e o cursinho, juntos, para prestar o vestibular. Todos da família me ajudaram muito, em particular minha tia Edhayr. E assim foi! Aos 18 anos incompletos passei no CESCEM, e entrei na Escola Paulista de Medicina, famosa e disputada, hoje pertencente à UNIFESP. No início foi difícil. Primeiro o Trote, que era torturante. Depois, enturmar não foi fácil. Éramos cerca de 30 alunos mais pobres, mas a turma de 120 tinha maioria classe média alta. Tudo isso foi sendo superado, pouco a pouco. As amizades foram se formando entre nós, e com os alunos das outras turmas. Em alguns meses já “éramos da casa”! Hoje, após 50 anos de formados, somos uma turma de grisalhos amigos. Vários já se foram. Os professores das cadeiras básicas eram mestres: o Prates, o Sasso, o Ribeiro do Valle, o Leal Prado, o Walter Leser, e seus assistentes, nos ensinaram os primeiros e definitivos passos de nossa profissão.Logo formamos um grupo de cerca de 20 alunos mais afinados ideologicamente e começamos a nos relacionar com lideranças de outros anos e de outras Faculdades. Estudávamos bastante, e no geral, passávamos sempre sem precisar fazer exames. Anatomia, Histologia, Fisiologia, Farmacologia, Bioquímica, Biofísica, Patologia, Medicina Preventiva, nos deram as bases da Ciência Médica. Logo no primeiro ano, começamos um grande ativismo na política estudantil, e em seguida fomos para o Centro Acadêmico, fazer o jornal “O Barretinho” e a militância estudantil, sem nunca deixar de estudar. Nunca perdemos um ano. Era a época da Ditadura Militar e eu fui preso em 1972, junto com outros colegas. Passamos o terror do DOI CODI, nas mãos do Major Ustra. Saímos vivos de lá. Mas depois fui preso mais várias vezes. Nada disso atrapalhou minha dedicação aos estudos e à vida acadêmica. A solidariedade dos colegas, dos professores da Escola foi emocionante. Nunca vou me esquecer disso. São muitos relatos e ações solidárias que tivemos. Fui monitor da Farmacologia e depois da Patologia Clínica. Aprendi muito. Lembro-me e sou grato aos Professores de Clínica e Cirurgia, Oswaldo Ramos, Duílio, Emil, Chibly, Milton, Mansur, Sporch, Deláscio, Chacra, Jardim, Rato, Carlini, Jair Guimarães, Michalany, Saul, Horácio, Gallucci, e tantos outros, com seus assistentes e residentes. No 5° ano, veio o internato, e arranjei plantões fora, de obstetrícia e clínica. Trabalhei em vários lugares, como plantonista acadêmico, como Maternidade de São Paulo, e tantos outros. Ganhava a vida e aprendia a profissão na prática. O Hospital São Paulo e seu Pronto Socorro, nosso Hospital Escola, eu nunca vou esquecer. Desde o 3° ano, na Terceira Enfermaria como estudante, até o último dia do 6° ano. Uma escola de prática médica e de humanismo. Me formei em 1975. Eu e mais 14 colegas não fomos à festa de formatura por um ato de protesto político. Nos formamos na sala do diretor, o Professor José Carlos Prates, a quem entreguei o Título de Cidadão Paulistano, depois, quando fui vereador. Aquela foi uma decisão muito forte, mas da qual não nos arrependemos. Ali, na E.P.M., durante 6 anos vi meu sonho de criança se realizar. Aprendi a Ciência Médica e a Prática Médica, o humanismo da medicina, que carrego até hoje, sem deixar de exerce-los nem por um dia. Em 1975, ano da formatura, prestei exame de Residência para Cirurgia. Passei no Hospital São Paulo, no Hospital do Servidor Público Municipal (H.S.P.M.) e no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE). Optei pelo H.S.P.E., e fiz lá 2 anos de Gastro Cirurgia. Tive como mestres o Professor Goffi, o Nagamassa, o Godoy e tantos outros que me ensinaram a arte do bisturi. Tive como colegas o Ricardo, o Zampieri, o Ferrão, o Helvio, o Massatoshi. Foi uma época rica de aprendizado. Operei muito, e aprendi muito. Saí dali para a vida médica, sem antes liderar uma greve de residentes que obteve muitas conquistas trabalhistas, fundar e ser o 1° Presidente da AMERIAMSPE. Fiz no H.S.P.E. muitos amigos que convivo até hoje. Bons tempos! Ao lado disso tudo, fiz a política estudantil e a política médica, com muita intensidade. Fui também Diretor do Sindicato dos Médicos por 3 gestões, e Delegado da Associação Paulista de Medicina, onde estou até hoje. Fui gestor público também. Secretário de Saúde de Diadema de 1997/2000 e de São Lourenço da Serra em 2000, tendo sido eleito “Presidente do Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde-CONASEMS em 1999/2000, isto na época áurea da municipalização do SUS. Daí me elegi vereador na cidade de São Paulo e fiquei lá por 5 mandatos, quando decidi parar a vida parlamentar. Em janeiro de 1976, fui com mais 14 colegas fundar o Ambulatório Médico Voluntário na Igreja Bom Jesus do Cangaíba, zona leste de São Paulo. Atendemos lá há 48 anos ininterruptos, todo sábado, sendo que de um tempo para cá estamos eu, o Francé e o Nacime, e os voluntários leigos, Amaury, Coração, Neuza, e outros que vão esporadicamente. Ali fundamos a Associação Popular de Saúde, que foi pioneira nas lutas populares por saúde a partir da Zona Leste de São Paulo, com muitas conquistas. Participamos de todas as lutas sociais e políticas do povo brasileiro, por saúde, por qualidade de vida, por Democracia. Em dezembro de 2025, vou fazer 50 anos de formado. Nunca deixei de exercer minha profissão por um dia sequer. Fui médico concursado da Prefeitura de São Paulo, do Estado de São Paulo, do Sindicato dos Motoristas de São Paulo, da antiga Eletropaulo, e tenho consultório em Santo Amaro há quase 40 anos. Operei
O ANO VAI CHEGANDO AO FIM

Esse 2024 não foi moleza, não! Para o Mundo e para o Brasil. Lá fora, os conflitos no Oriente Médio trouxeram atos terroristas de barbárie extrema com os ataques do Hamas a Israel, e reações violentas que dizimaram a faixa de Gaza a pó. A troca de fogo entre o Hezbollah e Israel também destruiu parte de Beirute e do Líbano. Atos e guerras insanas que têm seu auge esse ano. Na Síria caiu a Ditadura sangrenta dos Assads, mas ninguém pode garantir um futuro seguro para o país. Lá para o Norte, Putin insiste em demolir a Ucrânia com sua guerra de invasão e anexação. Trouxe até norte coreanos para reforçar suas tropas. A China avança na economia em todo mundo e ronda Taiwan com ameaças de invasão. A África sofre demais com muitos regimes de ditaduras cruéis e principalmente pela fome e falta de água. Para as bandas de cá, das Américas, os E.U.A. elege o ultra direita Trump, com a promessa de expulsar milhões de imigrantes. O Brasil se debate no dilema de crescer, cortar gastos, e moralizar a pandemia de corrupção e criminalidade que tomou conta de cada canto do país. E a polarização tóxica e nefasta ainda maltrata os brasileiros. Do ponto de vista do Planeta, a humanidade patina no trato dos fenômenos climáticos decorrentes do aquecimento global. Fala-se muito, discute-se demais e se age de menos. As emissões dos gases de efeito estufa, em particular o CO2, aumenta a cada dia, e as últimas duas COPs, a 28 (Dubai) e a 29 (BaKu) foram frustrantes. Além disso continua-se a retirar mais recursos naturais do que o Planeta suporta, e devolver mais resíduos do que o suportável. A economia cresce no mundo todo, mas junto com ela cresce a escabrosa desigualdade social, que joga bilhões de seres humanos na pobreza extrema. A ciência avançou, e continua avançando, a inteligência artificial chegou com força, as redes sociais dominam as pessoas, a Medicina produz milagres. Isso é um fato. Mas, fazendo-se um balanço isento desse 2024, que vai apagando as luzes, creio que não é possível falar-se de um saldo positivo. Continuemos as análises e avaliações para uma opinião mais exata. Que venha então 2025. Estamos aqui e vamos manter sempre a esperança de que possamos melhorar a vida e a convivência entre as pessoas. BOAS FESTAS! Na medida do possível! Um bom 2025!! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
POR UM BRASIL LIVRE DA POLARIZAÇÃO!

POR UM BRASIL LIVRE DA POLARIZAÇÃO! A pobreza extrema diminuiu no Brasil. Essa é a uma boa notícia e fruto das políticas compensatórias. O número de desempregados também caiu. As pessoas estão conseguindo ter alguma renda, seja através das “bolsas” governamentais, seja através de alguma atividade econômica.Daí a boa notícia da diminuição do número de miseráveis no país. Mais uma coisa precisa ser dita: são 70 milhões de empregos informais, alguns extremamente precários, e 54 milhões de brasileiros dependentes dos repasses do Bolsa Família. E o mais gritante é que a concentração de renda e sua consequência, a desigualdade social, continuam aumentando cada vez mais por aqui. Ou seja: as pessoas estão conseguindo se virar para viver, estão saindo da miserabilidade, e isso é bom. Mas a distância entre os poucos muito ricos e a grande maioria pobre só aumenta. Isso é péssimo! No Brasil, por falência de múltiplos órgão do Centro Democrático, surgiu há alguns anos a tal “polarização” entre uma “direita” extrema e selvagem e uma “esquerda” fisiológica, demagógica e corrupta. Chamou-se a isso de BolsoPetismo. Essa dualidade artificialmente construída tornou o cenário político e social do país extremamente tóxico e destrutivo. Atingiu a sociedade como um todo, tornando o diálogo nacional contaminado por um ódio incentivado que invadiu as instituições a até as famílias, destruindo pontes sociais e humanas. Essa irracionalidade ideológica foi e é incentivada pelos dois polos extremos, que se beneficiam dela e a utilizam para sobreviver. Nesse cenário surgiu a tese dos “Livres da Polarização”, retratada num artigo de autoria de Augusto de Franco, Roberto Freire, Eduardo Jorge e Gilberto Natalini no jornal O Estado de São Paulo. A repercussão foi grande e a sociedade brasileira, como que cansada da disputa fraticida do “nós contra eles”, vem caindo na real, e já podemos ver que a cada dia mais pessoas vão se desintoxicando da polarização nefasta e buscando o caminho do bom senso. Já são milhões de pessoas que se posicionam por construir um caminho do Centro Democrático. As eleições municipais mostraram um pouco disso. A tarefa de reposicionar o Brasil para fora da “polarização tóxica”, rumo a um caminho democrático, é muito grande e desafiadora. Mas não temos outro caminho! Portanto, mãos à obra!!! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista NOTÍCIAS POR UM BRASIL LIVRE DA POLARIZAÇÃO! UM PAÍS BANDIDO? URUGUAI: livre da polarização, exemplo de Democracia O BRASIL E O MUNDO PENSANDO NA COP-30 POLARIZAÇÃO NÃO! Depoimento Dr. Hugo Ferreira- Diretas Já TRUMP E NÓS!!! APERTEM O CINTO! O ARROCHO VEM AÍ. BRASIL: A GUERRA URBANA EM ANDAMENTO ELEIÇÕES 2024: DERROTADA A POLARIZAÇÃO
UM PAÍS BANDIDO?

UM PAÍS BANDIDO? Ninguém pode negar, e nem deixar de ver e viver. Estamos no meio de uma pandemia de violência! De todos os tipos e intensidade.
URUGUAI: livre da polarização, exemplo de Democracia

URUGUAI: livre da polarização, exemplo de Democracia Estive no Uruguai por duas vezes, já faz algum tempo. Visitei Montevideo, mas também andei pelo interior e litoral do país. O que vi me impressionou.
O BRASIL E O MUNDO PENSANDO NA COP-30

Hoje, 24 de novembro, Dia do Rio, no Brasil, dedicamos este relevante artigo ao nosso estimado amigo, economista, ambientalista, escritor e professor paulista Marcus Eduardo de Oliveira, com quem aprendemos muito sobre a sustentabilidade em seus artigos e livros, a importância do Rio Amazonas, o maior rio do mundo em volume de água, que desempenha um papel fundamental no equilíbrio climático global, por sua total interação com a Floresta Amazônica, a maior floresta tropical do planeta.
POLARIZAÇÃO NÃO!

Nessa conjuntura global conturbada, com rumos incertos, o Brasil também se debate no caldeirão de uma polarização política nociva e nefasta, criada de forma impositiva que tomou conta do coração e da mente de boa parte dos brasileiros.
Depoimento Dr. Hugo Ferreira- Diretas Já

“Gilberto Natalini com o Megafone das Diretas! Ainda tenho o irmão gêmeo desse megafone. Obrigado por me citar, tempos da “República Livre de Santo Amaro”.
TRUMP E NÓS!!!

O mundo atual passa por conturbações que têm afetado diretamente a vida de cada um de nós e do conjunto da humanidade.
APERTEM O CINTO! O ARROCHO VEM AÍ.

Nós sabemos que o Brasil vive há muito tempo um desiquilíbrio fiscal, ora menor, ora maior, dependendo do governo de plantão.
BRASIL: A GUERRA URBANA EM ANDAMENTO

Nesse mundo enlouquecido, a preocupação com a segurança pública e individual, de longe, tornou-se a “campeã” nas pesquisas de opinião pública em nosso país. É certo, assim, que o povo brasileiro vive uma verdadeira “pandemia de criminalidade e de violência”, o que torna a vida das pessoas um misto de medo e indignação.
ELEIÇÕES 2024: DERROTADA A POLARIZAÇÃO

O Brasil falou nas urnas, nessas eleições municipais, e deixou o seu recado.
A QUEDA DO LULA: O EXEMPLO

Há alguns dias Lula sofreu uma queda que lhe causou ferimento corto-contuso na região occipital e dois pequenos hematomas subdurais na região frontal do crâneo, segundo seu médico, Dr. Roberto Kalil Filho.
AS ÁRVORES, O CLIMA E NÓS

Vejo as pessoas dizerem: ”as árvores atrapalham nossa vida”!
A CRISE DO MUNDO VIVO

Conter os danos ambientais levados ao corpo da Terra e as mais significativas alterações na base ecológica do mundo vivo, todas gestadas pelo avanço dos projetos economicistas predatórios, é, de longe, o desafio mais imediato de nossa civilização moderna. Assim sendo, a certeza que temos agora, diante de um modelo de produção e consumo global que faz a mais severa exploração comercial dos recursos verdes sem ao menos respeitar o tempo de regeneração da natureza, acelerando, portanto, a destruição da sociobiodiversidade e modificando o clima, é que nos encontramos na encruzilhada do aquecimento global.
SUSTENTABILIDADE ELEITORAL!

São Paulo é um país! Já ouvimos essa frase muitas vezes e ela guarda uma verdade incontestável.
AS URNAS FALARAM !!!

Deu-se o primeiro turno da Eleição Municipal. Foram 155 milhões de eleitores aptos a votar.
LULA NA ONU!

Lula foi abrir a Assembleia Geral da ONU como cabe ao Brasil, por tradição. Em seu discurso, Lula fez uma cobrança ao Mundo por não fazer o necessário na prevenção e combate ás mudanças climáticas. Lula tem razão.
A CADEIRADA É SÓ UM SINTOMA!

“Quem não estiver confuso, não está bem informado”. Eu vi a cadeirada no debate. No ato! Me lembrou uma chanchada mexicana, com todo o respeito ao humor do Chaves.
MUTIRÕES: o povo participa e resolve!

Em 1982, com um esforço grande de todos que se opunham ao regime militar, Franco Montoro ganhou a eleição ao Governo de São Paulo de Reinaldo de Barros, o candidato da ditadura.
MUDANÇA CLIMÁTICA: aquecimento global , poluição e o risco de eventos cardiovasculares

Nos últimos anos, estamos sendo alertados por inúmeros canais de comunicação e organizações institucionais sobre o perigo da emissão de gases tóxicos no meio ambiente.
CIGARRO ELETRÔNICO: VENENO

O tabaco acompanha a humanidade há séculos. O hábito do cigarro, ou similares está presente no mundo inteiro.
UM PAÍS TÃO RICO E UM POVO TÃO POBRE!

Muitos perguntam: por que no Brasil, um país que tem tudo, o povo vive tão mal???
A NOVA GUERRA FRIA!

Os mais velhos, como eu, se lembram bem da velha “guerra fria”.
O CORTE NA VERBA DA SAÚDE

Eu participo do trabalho e da luta para a construção de um sistema público de saúde no Brasil desde 1970. De lá para cá “correu muita água debaixo da ponte”, como diz o ditado popular.
A TRAGÉDIA DAS QUEIMADAS

O Brasil é o 5º país que mais emite gazes de efeito estufa do planeta, devido ao desmatamento e as queimadas. Ainda temos uma cobertura de florestas em cerca de 60% do Brasil. Mas a velocidade do desmatamento tem sido muito grande por aqui.
A VENEZUELA COMO EXEMPLO

Como é sabido, as ideologias como as conhecíamos, morreram. Aquela divisão “direita” e “esquerda”, socialismo e capitalismo, que tanto prevaleceram no século passado, ficaram no passado.
NÓS NÃO ACEITAMOS A POSIÇÃO DO GOVERNO BRASILEIRO NORMALIZANDO A DITADURA DA VENEZUELA

O mundo está assistindo, ainda atônito, a uma série de fraudes cometidas pela ditadura venezuelana. Uma fraude antes das eleições, não permitindo que candidatos oposicionistas competitivos concorressem, amordaçando a imprensa e proibindo a realização de campanhas adversárias. Uma fraude durante as eleições, com o sequestro de mesas de votação e de urnas e a expulsão das seções eleitorais de fiscais da oposição. E uma fraude depois do pleito, com a tentativa de Maduro, agora em curso, de falsificar atas eleitorais para inverter o resultado das urnas.
A CIÊNCIA, ORA A CIÊNCIA!

Quando eu era criança, e até a adolescência, eu tinha um laboratório de ciências em casa. Ali eu fazia todo tipo de experiências, físicas, químicas e biológicas. Eu o chamava de B.F.Q. – Biologia, Física e Química. Era minha diversão e meu aprendizado. Por isso eu era chamado no lugar de “cientista louco”. Não me incomodava. No fundo, todos me respeitavam.
REGULAMENTO DA MOSTRA ZALLY VASCONCELLOS DE QUEIROZ – DE EXPERIÊNCIAS EXITOSAS NA CIDADE DE SÃO PAULO

VIII CONGRESSO MUNICIPAL SOBRE ENVELHECIMENTO ATIVO 2024: Tema: “Envelheço na Cidade” Data e local: 29 de setembro de 2024 – Auditório Anhembi – São Paulo/SP REGULAMENTO DA MOSTRA ZALLY VASCONCELLOS DE QUEIROZ – DE EXPERIÊNCIAS EXITOSAS NA CIDADE DE SÃO PAULO
A COQUELUCHE VOLTOU!

Temos notícia do aumento dos casos de coqueluche na Cidade de São Paulo, no Estado, no País e no Mundo. Essa é uma péssima notícia!
A POLÍCIA DA SELVAGERIA

A Justiça do Rio de Janeiro acaba de inocentar os “policiais” que mataram o garoto João Pedro. Alegação do Tribunal: “legítima defesa”. Credo!!!
LIVRES DA POLARIZAÇÃO

Mais da metade dos paulistanos não querem candidatos apoiados e ligados a Lula e a Bolsonaro, nessas eleições municipais. Nem sempre o resultado o resultado eleitoral tem expressado de fato a vontade majoritária do eleitorado, por quase sempre, o eleitor ser obrigado num segundo turno a escolher o menos pior.
O CLIMA SE VINGA DE NÓS!

O clima do planeta está nervoso. Realmente, vivemos um tempo de aquecimento e mudanças climáticas que está transtornando gravemente a vida humana e dos outros seres vivos, animais e vegetais, que coabitam conosco essa nossa “Casa Comum”, como diz o Papa Francisco.
CALOR INSUPORTÁVEL! CALOR INFERNAL!

Cerca de 150 milhões de americanos, quase a metade da população dos E.U.A. vão enfrentar, nesse verão de lá, um calor insuportável.
O DEBACLE DO ENSINO MÉDICO!

A boa Medicina depende de muitos fatores, porém o mais importante deles é a presença de bons médicos. O profissional médico, para bem exercer sua função, por sua vez, depende de uma série de requisitos. Sua vocação pessoal, a formação técnica e humanista desde a Escola, boas condições de trabalho, um ambiente apropriado, uma remuneração justa, o conhecimento sempre atualizado entre outras coisas.
Ecoansiedade na era do aquecimento global

por Carlos Bocuhy A Organização Meteorológica Mundial, ligada à ONU, acaba de alertar para a continuidade do aumento da temperatura global, em que pese a influência do El Niño estar diminuindo.
Deixem nossas praias em paz

No Brasil vivemos de susto em susto. Entre tantos, o mais recente é o Projeto de Lei, aprovado na Câmara, que está tramitando no Senado, que propõe privatizar as praias do país.
UMA CONFERÊNCIA PELA VIDA!

Em 2001, primeiro ano do meu primeiro mandato como vereador da cidade de São Paulo, eu apresentei na Câmara Municipal um Projeto de Resolução (PR 04/2002) que criava a Conferência Municipal de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas (Conferência P+L).
RS: DENTRO DA DOR FICA O EXEMPLO

O Brasil vive e sofre com a catástrofe climática do Rio Grande do Sul. O drama e o sofrimento do povo gaúcho emocionaram e mobilizaram o Brasil, numa corrente de solidariedade espiritual e material de muito milhões de compatriotas, passando por cima das diferenças político ideológicas, sociais, de gênero, de orientação sexual, de credo religioso e de outras faladas “diferenças”.
NOSSAS AMIGAS, AS ÁRVORES!

Nos momentos de eventos climáticos extremos, sejam chuvas volumosas, sejam ventos violentos, acontecem quedas de muitas árvores nas cidades, particularmente em São Paulo.
LIVRES DA POLARIZAÇÃO

Há no Brasil de hoje dezenas de milhões de eleitores que não se sentem representados pelas forças que dominam a arena política. São esses – em boa parte – os que apoiam a democracia como um valor universal e que são contra toda sorte de preconceitos e discriminações. São os que acreditam na eficiência do Estado, mas defendem uma economia livre, querem aliar desenvolvimento e sustentabilidade, desejam empreender, mas precisam de apoio ou, quando menos, que não sejam atrapalhados, sabem que segurança é inteligência e violência, irmã da desigualdade. São os que não acham que um pouquinho de inflação faz bem, nem querem leis dos anos 1940 regulando o trabalho. São os que não vêm legitimidade em invasões e depredações de patrimônio público ou privado, mas defendem instransigentemente as liberdades de expressão, organização e manifestação de acordo com as regras do Estado democrático de direito.
RIO GRANDE DO SUL – MUDANÇAS CLIMÁTICAS: O FUTURO É HOJE

Vivemos hoje, apavorados, a catástrofe que se abateu sobre o Rio Grande do Sul (RS), de proporções gigantes, colocando o povo gaúcho num sofrimento indescritível.
O CRIME E O CÂNCER

Em primeiro lugar tenho que me desculpar por essa comparação de mal gosto. Sou cirurgião há quase 50 anos, e como tal já operei cerca de 17 mil pessoas, sendo muitos desses, pacientes com tumores malignos.
O Programa Saúde da Família faz 30 anos. Parabéns!

Em janeiro de 1976, eu e mais 14 médicos e estudantes da Escola Paulista de Medicina, fomos para o bairro do Cangaiba, Zona Leste de São Paulo, cumprir uma promessa que fiz ao operário João Chile, que lá morava.
SÃO PAULO E SEUS PLANOS DIRETORES

Na Câmara Municipal de São Paulo, quando vereador, eu votei contra os dois Planos Diretores que foram votados lá. O de 2003 e o de 2014. E tive motivos de sobra para votar contra.
DOENÇAS RARAS

Há pessoas que possuem enfermidades conhecidas como doenças raras. São distúrbios de saúde que acometem 65 pessoas por cada 100 mil habitantes. Daí o nome de doenças raras. Existem cerca de 8 mil tipos diferentes dessa patologia.
O MEDO DO FUTURO

O conhecimento humano acompanha a nossa existência desde quando a humanidade desceu das árvores e começou a andar em pé há milhares de anos. Vieram as ferramentas, de início, rudimentares, a agricultura, o manejo do fogo, da água, das construções, dos transportes, da energia, das armas e por aí vai.
PROTEJA A ÁGUA!

No dia 22 de março foi comemorado o Dia Mundial da Água. Na verdade, tivemos pouco a comemorar, tendo em vista o uso irracional desse líquido que é considerado o “ouro branco”, essencial para existência da vida.
A PSORÍASE EM SÃO PAULO

Há duas décadas, a psoríase era bem desconhecida na cidade. Até mesmo os médicos tinham dificuldades de identificar e tratar a doença.
SÃO, SÃO PAULO!

Conheço bem esta cidade. Muito bem!
CLIMA: CASTIGO DIVINO OU HUMANO?

Nós temos observado acontecer de forma mais frequente e violenta os fenômenos climáticos extremos pelo Brasil afora e pelo Planeta adentro. São milhares de acontecimentos trágicos que se repetem e prejudicam a vida das pessoas, a produção econômica, o funcionamento das cidades e do campo. As perdas de vidas se multiplicam tragicamente e os prejuízos econômicos e sociais são incalculáveis.
SAMPA: CIDADE SEM MEMÓRIA

Neste fim de semana, tivemos no bairro Jardins, a derrubada de um belo prédio religioso histórico, para mais uma incorporação imobiliária. O CONPRESP permitiu.
SÃO PAULO QUE TE QUERO VERDE!

Há décadas venho lutando e propondo o aumento e a proteção à cobertura verde da cidade de São Paulo. Tem sido uma luta hercúlea com vitórias e derrotas e ainda estamos longe de ficarmos satisfeitos.
A DESIGUALDADE E A CRIMINALIDADE: irmãs gêmeas

Temos vivenciado um aumento exponencial da violência e da criminalidade no mundo todo, e em especial em países mais pobres da África, da Ásia e da América Latina. O Brasil tem índices de violência e crime que o colocam no top do ranking, disputando um nefasto 1º lugar. Aqui, a violência banalizou-se e naturalizou-se de forma insuportável, fazendo parte do dia a dia de nossas vidas, como se fosse uma rotina.
A DENGUE VOLTOU…SEM MESMO NUNCA TER IDO!

A dengue está outra vez entre nós. Na verdade, ela nunca nos deixou, apenas diminuiu nesses tempos passados sem ímpeto reprodutivo.
TEMPOS BICUDOS

Vivemos tempos bicudos! Muitos me dizem: “mas sempre foi assim”.
A minha Medicina

A Medicina é uma ciência dinâmica. Todos os dias milhares de pesquisas são publicadas e termologias novas são postas em ação pelo mundo afora.
Realidade Social e Ambiental Deprimente

Nessa Era Moderna do Mundo, de uma verdade não podemos escapar: “cada vez mais a humanidade vem desafiando os limites seguros dos sistemas naturais”.1
Educação Ambiental: uma realidade!

Em 2017, fui Secretário do Verde e Meio Ambiente da Cidade de São Paulo. Naquela ocasião ativamos a Comissão Municipal dos ODS que em pouco tempo começou a irradiar essa importante pauta para dentro e para fora da Prefeitura.
Quem comanda o aquecimento global?

A transformação da matriz planetária para energia limpa e a manutenção da temperatura máxima em 1,5ºC, limite de segurança estabelecido no Acordo de Paris, demandam ações urgentes de redução das emissões globais em 43% até 2030, com base nas emissões de 2019.
SAÚDE E PAZ! SERÁ?

Duas palavras muito usuais nessa época do ano: Saúde e Paz!
ADEUS 2023

Esse foi o mês de dezembro mais seco que já vi em São Paulo. Há poucos dias do fim do mês, a precipitação de chuva de dezembro de 2023 foi ínfima. Um evento inédito, mas dentro das expectativas.
Feliz ano quente!

Nós humanos estamos numa encruzilhada climática! Pelas nossas mãos, em busca da vivência, do conforto, do “progresso” estamos esquentando o Planeta, nossa única morada.
COP28: e daí?

Mais de 80 mil pessoas de todo o mundo estiveram em Dubai para a cúpula do clima da ONU.
E a COP – 28?

Hoje estarei embarcando, junto com Delegação de São Paulo para a COP – 28. Vamos fazer parte das delegações de centenas de cidades, conhecidas como Poder Local, que levará ao evento as propostas, as experiências e as preocupações das populações urbanas do Planeta. As mudanças climáticas avançam numa velocidade e gravidade muito acima das previsões. Apesar de todas as iniciativas de governos, de empresas e da população, as emissões de gases de efeito estufa bateram recorde no ano passado. Parece que a humanidade sabe da ameaça climática à própria sobrevivência, mas não decide tomar as sérias medidas, individuais e coletivas, necessárias para brecar o aquecimento global. Há um mês, pela primeira vez, a temperatura média do planeta ultrapassou os 2ºC. Vivemos, pelo mundo inteiro, e no Brasil, a repetição cruel dos fenômenos climáticos extremos. A situação caminha para o irreversível. A COP – 28, em Dubai, paradoxalmente um reino do Petróleo, vai ter uma papel importante: o balanço das metas de Paris, e a cobrança daquilo que não foi cumprido. Além da difícil parte de tirar do papel o financiamento da descarbonização, mundo afora. O ambiente é de “ou vai ou racha”. De nossa parte vamos levar o exemplo da cidade de São Paulo. O andamento do PlanClima, com suas 43 ações e 54 metas; A chegada da frota elétrica de ônibus; A compra de energias renováveis no Mercado Livre: eólico e fotovoltaico, 30% mais baratas para a Prefeitura de SP; O uso obrigatório do etanol na frota própria e terceirizada da Prefeitura/SP; O aumento de nossas 2.400 hortas urbanas; A criação de parques urbanos – de parques materiais que protegem nossas matas remanescentes; As compras municipais sustentáveis; Os diálogos climáticos ou o letramento climático; As obras de contenção das áreas de risco, hidrológicos e geológicos, para adaptação da cidade; Os jardins de chuva que são 300 e chegarão a 400; A criação e implantação do movimento “São Paulo pelo Clima”, para mobilização, organização e ação de todos os setores da cidade em torno de ações climáticas preventivas e práticas. Além de muitas outras iniciativas, que estão sendo tomadas dentro e fora do Governo Municipal, que dizem respeito a tornar São Paulo uma cidade mais resiliente. Vamos participar de uma agenda intensa na COP 28. São Paulo vai jogar seu peso como 5ª maior cidade do mundo. Esperamos voltar com resultados concretos, para nós e para todos. Gilberto Natalini Médico e Ambientalista Secretário Executivo de Mudanças Climáticas da cidade de São Paulo
NÓS AVISAMOS!

Os fenômenos climáticos extremos repetem-se cada vez mais frequentes e destrutivos, por toda parte do planeta. E no Brasil, ainda com mais evidencia.
ALERTA VERMELHO PARA O SUS

A Câmara Federal aprovou um projeto, no qual foi enxertado um artigo que permite flexibilizar a vinculação da verba da saúde – o orçamento do SUS. E o Senado confirmou essa aprovação.
EMERGÊNCIA CLIMÁTICA E AMBIENTAL

FRENTE À EMERGÊNCIA CLIMÁTICA e a destruição do mundo natural, resta pouca dúvida de que estamos aumentando os impasses ecológicos de nossa civilização e modificando radicalmente o planeta que nos acolhe, quer dizer, afrontando a capacidade de suporte da Terra. Em termos mais diretos, faz tempo que pressionamos as “fronteiras planetárias”, ou seja, os limites vitais. Sobre isso, a ciência segue nos avisando: o planeta está agora “bem fora do espaço operacional seguro para a humanidade”.
Negacionismo da vida

A vida humana se evolui por crises. Sempre! Mas há momentos que essas crises ficam mais agudas e às vezes insuportáveis. Estamos vivendo um momento desses.
Hoje é Dia da Sua Majestade: a Árvore

Nesta 5ª feira (21/09) comemora-se o Dia da Árvore. Trata-se do símbolo global e maior da natureza. Plantar, cuidar, proteger significa preservar o verde que ainda nos resta, pelos inúmeros problemas ambientais que o próprio homem causou.
Um calor insuportável

As previsões de diversas fontes nos indicam que nesse verão teremos temperaturas elevadíssimas em todo o Brasil.
Prefeitura trabalha Plano Preventivo de Chuvas de Verão

Nesta sexta-feira (1/09), aconteceu a primeira reunião com representantes das secretarias participantes do Grupo de Trabalho do Plano Preventivo de Chuvas de Verão – GT-PPCV 2023/2024. Gilberto Natalini, Secretário Executivo de Mudanças Climáticas, coordenou a reunião. A partir dela, foram definidas uma série de outras reuniões com grupos menores para o bom andamento do Plano.
A URGÊNCIA CRUEL DO AGORA

Mudam os tempos, não os costumes. Na era do Antropoceno, nos países do Sul Global, tem sido comum encontrar uma espécie de “armadilha” relativamente simples de entender: para quitar dívidas (cada vez mais insustentáveis) contraídas junto às nações mais ricas do Norte Global e às poderosas instituições financeiras (forças que majoritariamente criaram a atual crise ambiental e climática), países pobres e vulneráveis, dependentes e acuados, continuam investindo em combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás) para gerar renda e assim se livrar dessas pendências.
A pessoa idosa e o Planeta!

Em 30 de setembro vamos realizar o 7º Congresso de Envelhecimento Ativo da Cidade de São Paulo, com o tema “A Pessoa Idosa e o Planeta”. Esse Congresso vai acontecer na Expo Longevidade, grande evento que acontece no Expo Center Norte.
NO CLIMA DO DESAFIO

São Paulo é a quinta maior cidade do mundo. Uma metrópole cosmopolita e internacional, a principal de nosso país. Tem 469 anos de fundação e 12,3 milhões de habitantes.
AS RUAS E SUAS DORES

Gosto muito de andar pelas ruas de São Paulo. Sempre gostei. Essa cidade tem um encanto que mistura história, criação, sofrimento, trabalho, solidão e pujança.
O MODO COMO TRATAMOS O PLANETA NOS DENUNCIA

“Não há duas crises separadas: uma ambiental e outra social; mas uma única e complexa crise socioambiental”. (Papa Francisco, Laudato Si’, LS, 139)
O PLANETA PRECISA DE NÓS

Desde que nos tornamos Homo Erectus, estamos explorando os recursos naturais do planeta, retirando dele o que precisamos para a nossa sobrevivência básica. Com o passar dos milênios, o Homo Sapiens, com suas ferramentas e organização social, passou a extrair recursos e explorar cada vez mais a natureza, para seu consumo próprio, para sua sobrevivência, para seu comércio e acúmulo de riquezas.
A CIÊNCIA, ORA A CIÊNCIA!

Que seria de nós, humanos, se não fosse a ciência?? A investigação científica nasceu da curiosidade humana diante dos fenômenos naturais. Em verdade, a ciência acompanha a vida da humanidade desde a remota antiguidade.
UM SISTEMA QUE TRANSFORMA TUDO

À luz do paradigma da modernidade ocidental, frente à facilidade com que são ultrapassados os limites da sustentabilidade, de uma verdade não podemos escapar: nunca estivemos tão perto do colapso socioambiental, um problema de primeira ordem que, cada um sabe, continua avançando. Para começo de conversa, isso implica dizer sobretudo que, entre o que a Terra nos oferece e o que consumimos (Pegada Ecológica da humanidade), geramos, com certa propriedade, um saldo ecológico negativo. Para piorar a situação, agora o consenso científico confirma a principal questão desse século: o aquecimento global, ou o aumento anormal da temperatura média no planeta.
Carta Manifesto CADES- Áreas de Proteção e Recuperação de Mananciais APRM

CADES – Conselho de Defesa do Meio Ambiente Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz de São Paulo (SP) à Secretaria Municipal de Verde e Meio Ambiente – SVMA, Secretaria Municipal da Habitação – SEHAB Assunto – Áreas de Proteção e Recuperação de Mananciais APRM
SÃO PAULO: VENDE-SE OU ALUGA-SE?

A Câmara Municipal aprovou o novo Plano Diretor da Cidade de São Paulo. Infelizmente ele é pior que o Plano Diretor vigente, aprovado em 2014.
“ NÃO DÁ PRA SER FELIZ”!!!

Tenho conversado com muitas pessoas de fora do Brasil, e o que mais tenho ouvido é que somos um país inseguro para se viver e visitar. A criminalidade e a violência são os fatores que marcam a “fama” do Brasil em outros países. Infelizmente eles têm razão.
BRASIL: A CARA FEIA DA FOME

O Brasil tem 8 milhões de Km². É o quinto maior país do mundo. E somos cerca de 215 milhões de brasileiros. Deste imenso território, sessenta por cento são florestas e biomas que têm que ser preservados e explorados sem devastação. Dezoito por cento da área do país são terras agricultáveis. Somos o segundo maior produtor de grãos do mundo, e essa produção é a nossa principal atividade econômica.
O SALÁRIO INVISÍVEL DO VOLUNTARIADO

Em 1972, eu fui preso político no DOI-CODI. Não vou detalhar aqui o sofrimento que eu e muitos outros passamos lá. Saí 60 dias depois com deficiência auditiva parcial por choques elétricos aplicados em meus ouvidos durante as sessões de tortura.
Piscinão nas praças, não!!!!

Eu presidi o Comitê de Chuvas e Enchentes da Câmara Municipal em 2020. Foi um trabalho profundo e abrangente, que indicou várias propostas para o problema. Vimos que há 15 anos São Paulo tinha 300 pontos de alagamentos e hoje esse número já passa de 700, quando há chuvas muito fortes. Isso acontece pelo aumento da intensidade das chuvas e também pela piora das condições de infraestrutura urbana da cidade. Impermeabilização, falta de áreas verdes, aumento desordenado do adensamento, insuficiência e desleixo com a rede de drenagem são algumas das causas das enchentes.
A PANDEMIA DA CORRUPÇÃO

Vivemos tempos difíceis no mundo! Mas, no Brasil as coisas estão muito mais difíceis.
LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA INTERNET

Desde muito jovem, na verdade, a partir dos 12 anos, me meti no ativismo político e social, num sonho poético em defesa das liberdades, da equidade social, da qualidade de vida e da preservação ambiental.
ESCOLAS DE MEDICINA

Quando eu me formei em 1975, na Escola Paulista de Medicina, o Brasil tinha 73 escolas médicas. A grande maioria dessas faculdades eram públicas, e as privadas eram ligadas a instituições de grande tradição na assistência, ou respeitabilidade no ensino.
A NOVELA DO HOSPITAL SOROCABANA

Acompanhei de perto a saga do Hospital Sorocabana na Lapa / São Paulo. Um hospital tradicional que pertencia a Associação dos Funcionários da Estrada de Ferro, e que durante décadas atendeu pelo SUS os ferroviários e a população em geral.
PARA ONDE SE DIRIGE O PLANO DIRETOR?

O Plano Diretor é um conjunto de regras que orientam o desenvolvimento/crescimento de uma cidade para os próximos anos.
A grave situação do paciente renal crônico- Carta Aberta

Carta Aberta à Ministra da Saúde, Exma. Sra. Nisia Trindade Lima A grave situação do paciente renal crônico
VIOLÊNCIA: O BRASIL MOSTRA A SUA CARA!

Apesar da lenda de pacifismo, o Brasil sempre foi um país violento, desde o descobrimento.
OS 100 DIAS DE LULA

O governo Lula chega a 100 dias no poder. Ele foi eleito num grande e sofrido movimento nacional para barrar a escalada da barbárie representada pela figura, pelos ideais e ações do Bolsonaro, que tem no seu cerne, o negacionismo, o autoritarismo e a violência.
O TERROR DO CRIME ORGANIZADO

Nós vimos, atordoados, a ação terrorista do crime organizado no Rio Grande do Norte. O tamanho e a ousadia do levante criminoso, pegou as autoridades estaduais e federais desprevenidos, embora a ação das forças policiais fossem intensas, o crime aterrorizou cerca de 60 cidades, inclusive a capital.
CRIME CONTRA A SAÚDE PÚBLICA

Todos nós conhecemos as dificuldades de financiamento do SUS, desde que foi criado. Hoje o SUS está desfinanciado, pois se somarmos as verbas federais, estaduais e municipais e dividirmos pelo número de habitantes do país, o SUS dispõe de 3,88 reais por pessoa, por dia, para fazer promoção e prevenção em saúde, tratamento e reabilitação. Esse é um dinheiro irrisório e insuficiente.
CADÊ NOSSO PARQUE DOS BÚFALOS?

São Paulo cresceu de forma desplanejada e desorganizada, principalmente em suas periferias. Dessa forma a cidade tem carências urbanísticas, sociais e ambientais enormes, que vem sendo corrigidos de forma lenta e insuficiente.
UCRÂNIA: 1 ANO DE INVASÃO E CRUELDADE

As pessoas sensatas e humanistas não se conformam que nesse século XXI, os povos ainda se enfrentem em guerras, terrorismo, invasões, dominações e outras manifestações de barbárie. Temos uma sociedade humana e um Planeta doentes, esse último, vítima da primeira.
O MARTIRIO DE SÃO SEBASTIÃO

Todos nós conhecemos a figura do homem amarrado a uma árvore sendo supliciado e morto por flechadas e estocadas na Idade Média por atraso e ignorância dos carrascos. Tornou-se santo depois: São Sebastião.
O BRASIL VOLTA AO MUNDO

A eleição de Lula está levando o Brasil ao cenário mundial. No governo Bolsonaro, o nosso país foi propositalmente retirado do convívio com os países protagonistas e chefes da geopolítica global.
A Tragédia do Terremoto na Turquia e Síria

Assistimos horrorizados, o evento trágico do terremoto na Turquia e Síria. Assim, as imagens falam por si sobre os estragos materiais e o drama humanitário que esse tremor de 7,8 graus de intensidade causou.
Queremos a reabertura do Parque Orlando Villas-Boas!!!!

Na data de 03 fev. 2023 a ACSP – A Distrital Oeste, através de seu Conselheiro e Coordenador da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, o médico e ambientalista Dr. Gilberto Natalini, ex-Vereador e autor da Lei Municipal nº 14.686 de 12 de fevereiro de 2008 que criou o parque Orlando Villas-Boas, seu Vice-Coordenador, Marco Aurélio Fialho Ferrer e do Vice-Superintendente da D. Oeste, Marco Antonio C. de A. Oliveira realizaram uma inspeção no Parque Leopoldina – Orlando Villas-Boas localizado na região da Vila Leopoldina. Acompanharam a visita os Diretores da Sec. Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Isabella Maria D. Armentano e Vinícius de Souza Almeida, bem como a representante da comunidade, Glaucia Prata, moradora da região que vem juntamente com Natalini batalhando pela reabertura do parque em todos esses anos.
Carta Comunidade Armênia- Genocídio em Artsakh não!

“Manifesto aqui meu repúdio aos atos cruéis e criminosos do Azerbaijão, contra o povo armenio de Artsakh, com esse bloqueio covarde que está criando uma crise humanitária grave. Desbloqueio já ! Liberdade e auto determinação para Artsakh!!!” Gilberto Natalini
UM DESAFIO CHAMADO BRASIL

A grave crise humanitária que atinge o povo Yanomami é a ponta do iceberg, do grande drama humano que vive o Brasil. Nosso país, que está entre as 12 maiores economias do mundo, possui cerca de 10 milhões de desempregados, 50 milhões de informais, 70 milhões de inadimplentes e 30 milhões em situação de grave insegurança alimentar. Os números falam por si.
Ofício ao BNDES- Financiamento Gasoduto Argentino

Ofício 01_250123- PROAM – Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental e OGAM
PARABÉNS “SÃO, SÃO PAULO”!

Você que é grande demais!
PARABÉNS SÃO PAULO!

São Paulo, a maior cidade do Brasil e a quinta maior do mundo, tem uma tarefa urgente e necessária. Caminhar para ser sustentável.
Qual o futuro do Alzheimer no Brasil?

O Brasil tem uma das maiores prevalências de Alzheimer, que corresponde a cerca de 70% dos quadros de demência. Doença neurodegenerativa que afeta a memória a tal ponto que, depois de algum tempo, a pessoa não reconhece nem a si própria. E perde a autonomia para tudo, não conseguindo nem comer, nem se vestir sozinha, o que implica a necessidade de uma pessoa para ajudar a cuidar, o tempo todo, no dia a dia.
ASSALTO À DEMOCRACIA

Nós, o Brasil e o Mundo assistimos estupefatos os ataques violentos às sedes dos poderes da República no último domingo em Brasília. Pela imprensa e pelas redes sociais, vimos a destruição no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e no STF.
QUE VENHA 2023!

Temos vivido tempos difíceis depois de toda nossa luta pela redemocratização do Brasil. Nossa Democracia conquistada há 35 anos tem caminhado aos saltos e solavancos, a idas e voltas.
FELIZ ANO NOVO

Essa frase é antiga, já é conhecida de todos nós. Mas, creio, ela nunca foi tão atual e oportuna na vida dos brasileiros como agora.
MEIO AMBIENTE PAULISTA APANHANDO

Costumo dizer em meus diálogos, que o Meio Ambiente é o “último que fala e o primeiro que apanha”. Tem sido assim a relação entre os seres humanos e a Mãe Natureza!
MEIO AMBIENTE PAULISTA APANHANDO

Costumo dizer em meus diálogos, que o Meio Ambiente é o “último que fala e o primeiro que apanha”. Tem sido assim a relação entre os seres humanos e a Mãe Natureza!
O POTENCIAL DO TRABALHO VERDE NO BRASIL

Os tempos são de urgência: cada vez mais a preocupação com os impactos ambientais exige, de todos, sem exceção, certa atenção e muito cuidado na especial construção de um mundo sustentável e solidário. Nessa discussão, é certo dizer abertamente que os setores produtivos, de modo especial, estão na berlinda. Por isso mesmo, na relação entre a economia e o meio ambiente, e mesmo na ética global e no modo como hoje organizamos a sociedade, chama a atenção às estratégias adotadas para ampliar a imprescindível proteção ambiental.
ORLANDO VILLAS-BÔAS: UM PARQUE (DES)ENCANTADO

Há quase 20 anos a Lapa lutou e conseguiu a implantação do Parque Orlando Villas-Bôas no bairro. Participei dessa luta desde o início aprovando uma Lei na Câmara Municipal de SP e articulando junto à Prefeitura e o Estado a criação do Parque, que por sinal ficou muito bom.
A CLEPTOPOLÍTICA E A NECROPOLÍTICA

Como o próprio nome indica, a cleptopolítica é o hábito de se apropriar do erário público através da prática política. E a necropolítica é a prática de fazer política sem respeito à vida e ao bem estar social.
O TEMPO DAS CHUVAS CHEGOU

A ilha de Ísquia, em Nápoles, Itália, foi devastada por uma chuva violenta. As imagens são chocantes pelo tamanho da destruição por um fenômeno extremo das mudanças climáticas. Aqui no Brasil tem chovido bem, com destaque para Brasília e Santa Catarina, com precipitações intensas. De acordo com as previsões da meteorologia, o pior ainda não chegou.
OMS: E A SAÚDE DO PLANETA?
O conceito clássico da epidemiologia sobre saúde coletiva está estabelecido há muito tempo: indivíduo saudável, família saudável, bairro saudável, cidade saudável. Mas é necessário expandir, transpor esses limites, incluir nesse critério de saúde pública, o planeta. Sim, ele necessita também ser saudável para poder conviver com pessoas saudáveis. Não há planeta saudável sem humanidade saudável, e vice-versa.
O SUS: dor e esplendor!!!

Foi uma luta intensa, sofrida e vitoriosa a aprovação do SUS na Constituinte de 1988. Já vinha de longe as batalhas do chamado “partido sanitário brasileiro”, também chamado “partido do jaleco branco”, do qual, honrosamente, sempre fiz parte, para implantar o Sistema Único de Saúde no Brasil.
RACISMO MALDITO! MALDITO RACISMO!

Quando a Princesa Isabel assinou a Lei Aurea, há 150 anos, o Brasil tinha milhões de negros. Éramos um pais com forte presença de afrodescendentes. De lá para cá as etnias foram se misturando, brancos, negros, índios, e depois, com a imigração vieram os asiáticos, árabes, judeus, latinos, eslavos, e outros povos.
ACESSO À COMIDA, DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS E DANOS AO CLIMA

Dura realidade, há uma contradição persistente que merece redobrada atenção. Organizados pela FAO, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, os dados a seguir, com base no ano de 2020, longe de apresentar alguma novidade, são alarmantes e nos deixam perplexos: enquanto 811 milhões de pessoas passam fome e 132 milhões sofrem com as ameaças da insegurança alimentar, 14% da produção alimentar (para o caso de frutas e verduras, perde-se mais de 20%) mundial – equivalente a 400 bilhões de dólares – são desperdiçados todos os anos entre a colheita e a venda no varejo. Apenas três anos atrás, em 2019, 3 bilhões de pessoas (quase metade da população mundial) não podiam pagar por uma dieta saudável. Em termos gerais, desde 2014, ainda que lentamente, tem aumentado o número de pessoas afetadas pela fome. Ainda assim, a escala de perdas de alimentos, para não perder de vista esse odioso problema, deixa qualquer um entre perplexo e estarrecido, uma vez que, numa conta geral, representa inaceitáveis 931 milhões de toneladas de comida (o equivalente a 321 mil Maracanãs) que vão parar no lixo. O problema é que isso, falando o óbvio, se repete todos os anos. O Índice Global do Desperdício de Alimentos da ONU, de 2021, com base de dados apurados em 2019, estima em 121 quilos o desperdício de comida per capita anual. No todo, são 17% da produção total de alimentos do mundo que terminam na lata de lixo, ou 23 milhões de caminhões de 40 toneladas totalmente carregados de alimentos. Para um comparativo ainda mais assustador, se alinhados, esses caminhões dariam a volta na Terra sete vezes. No caso brasileiro, e isso também não é nenhuma novidade, somos um dos dez países que mais desperdiçam alimentos em todo o mundo: 30% da nossa produção é desperdiçada na fase pós-colheita (ou porque estão fora do prazo de validade ou porque apresentam aparência fora do padrão estabelecido pela legislação do Ministério da Agricultura). Mas há ainda outro detalhe não menos estarrecedor a ser mencionado. Seguindo de perto a perda final de alimentos, num planeta já deteriorado por tantos desajustes ecológicos, há o desperdício sequencial de vários recursos utilizados na produção alimentar. Quer dizer, uso da terra, enorme volume de água, energia e trabalho humano que jamais retornarão à cadeia produtiva. Portanto, o impacto ambiental e a extensão dos problemas, bem sabemos, são enormes e aumentam a preocupação com a questão ecológica que afeta – e muito – nosso lar coletivo. De toda maneira, sem abandonar a questão climática, tem mais um problema de igual importância, se não maior: A FAO/ONU estima que entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa (notadamente óxido nitroso e metano) estão associados a alimentos que não são consumidos. De perto ou de longe, igualmente estarrecedor aqui, para além de todas as fortes evidências mostradas, é se dar conta que, se fosse um país, o desperdício de alimentos seria o terceiro maior emissor do planeta, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Inútil dizer, esse problema em particular, muito mais que um dilema cotidiano, arrasta consigo a possibilidade de se buscar alternativas plausíveis, tanto que o programa ambiental da ONU tem como meta reduzir pela metade o desperdício global de alimentos até 2030. Ainda assim, é preciso sempre identificar os pontos mais nebulosos que contribuem para ameaçar a estabilidade ecológica. Nessa mesma direção, infelizmente, longe da prática de consumo consciente (bandeira fundamental de nosso tempo que precisamos levantar a todo o momento), a maior parte do desperdício de alimentos, 61%, vem das famílias. Treze por cento vem do comércio (supermercados e pequenos estabelecimentos) e 26% vêm do setor de serviços, por exemplo, restaurantes e hotéis. Autores: Gilberto Natalini, Eduardo Jorge e Marcus Eduardo de Oliveira Foto: Freepik – Freepik.com
O BRASIL DIANTE DO CÂNCER

Alguns dizem que está aumentando a incidência de tumores entre nós. Outros dizem que não, que apenas estão sendo feitos mais diagnósticos. Na minha opinião estão acontecendo a duas coisas.
ENFIM UM AVANÇO NO AR PURO!

Em 2004, no meu 1° mandato na Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), apresentei um Projeto de Lei para mudar os combustíveis dos ônibus da frota urbana da cidade, de combustíveis fósseis para renováveis. Como não tive garantias de sansão pelo Prefeito, nunca coloquei a Lei para ser votada em 2ª votação.
DÍVIDA ECOLÓGICA
Nesses tempos dolorosos que vivemos, os fatos objetivos falam por si. Do ponto de vista ambiental, já atingimos um ponto crítico: a capacidade biofísica do mundo natural está comprometida devido a nossas ações (quase sempre, insustentáveis); quer dizer, o jeito como nos apoiamos nesse mundo e o modo econômico que assumimos para dar resposta aos nossos anseios de prosperidade. E como tudo tem consequência direta e imediata, não percamos a visão do todo: as mudanças ecológicas e climáticas que estamos passando refletem no desequilíbrio da cadeia ecológica que rege a vida na Terra, impactando severamente a sustentabilidade do planeta.
PÁTRIA SUBLIMADA

Sublimação é um mecanismo psíquico que os humanos usam e que foi descrito por Sigmund Freud. Quando o sofrimento é muito grande e a pessoa não está conseguindo suportá-lo, ela nega esse sofrer, empurra-o para o subconsciente e busca substituí-lo por fatos e emoções falsas e irreais. É isso que está acontecendo no país, nesse momento, nessa eleição.
O BRASIL VAI VOTAR!

Chegando as eleições!!!! As eleições vão acontecer num momento de maior tensão política e social, desde a redemocratização.
PÁTRIA INJUSTIÇADA

O Brasil é um país desigual. Muito desigual. Se não for o campeão, é o vice-campeão de desigualdade social do mundo. Isso é um fato incontestável, conhecido e reconhecido por todos.
VACINE-SE! VACINA SALVA!

Sou médico há 47 anos, em exercício da profissão. Nunca parei!
ACUDAM O SUS

O Governo Bolsonaro cortou 40 bilhões de reais do orçamento do SUS para 2023. Cortou também a Farmácia Popular que acode milhões de brasileiros com medicamentos.
DEBATE QUE BATE

No último debate da TV Cultura com os candidatos a Governador, assistimos uma cena deplorável protagonizada pelo Deputado Estadual Douglas Garcia (PR\SP).
A ELEIÇÃO ESTÁ CHEGANDO

A redemocratização no Brasil chegou em 1985, com a eleição de Tancredo no Colégio Eleitoral. Chegou na forma de democracia política, mas a democracia social, em que pese os avanços do acesso à saúde com o SUS, à educação e aos serviços sociais, não chegou ainda para o povo brasileiro. Pelo contrário!
VENTANIAS DO BRASIL

Há algumas décadas, todos diziam que o Brasil era uma terra abençoada porque não tinha terremoto, furacão e outros desastres naturais. Esse tempo passou. No início desse século ocorreu o primeiro furacão no Brasil. Foi violento e aconteceu em Santa Catarina. Seu nome: Catarina. Dali para cá temos observado a repetição de ventos muito fortes, na forma de ciclones, tufões e furacões. Eles são mais frequentes e violentos no sul do país, mas já houve diversas ocorrências na Região Sudeste, com grande prejuízo humano e material. Ao lado desses fenômenos temos vivido também, e cada vez mais, as chuvas muito violentas, com enchentes devastadoras e mortais por todo o país. Períodos alternados de estiagens, muito prolongadas, que causam a morte de rios, lagos e alagados, prejudicando o fornecimento de água causando impacto no consumo humano, na agricultura e nas hidroelétricas. Devido a esses fenômenos temos visto também um aumento assustador das queimadas que destroem grandes áreas, matando animais e a vegetação. Há algumas décadas temos vivido tudo isso, que são fenômenos climáticos cada vez mais frequentes e extremos. O Brasil e o mundo, estão sofrendo o que se chama de emergência climática, fruto do aquecimento global. Vi uma pesquisa há algum tempo, onde 96% das pessoas se diziam preocupadas com a destruição ambiental em curso, mas só 27% se diziam dispostas a tomar uma atitude concreta para prevenir isso. Fiquei assustado e indignado com tamanha negligência. No Brasil, a devastação ambiental caminha a galope. As nossas leis (que são boas) são desrespeitadas ou mudadas, e o incentivo à predação ambiental parte do Governo Brasileiro, do próprio Presidente da República. Todos se sentem no direito de derrubar nossas florestas, de queimar nossos biomas, de envenenar o solo e as águas com agrotóxicos proibidos no mundo, com mercúrio nos garimpos criminosos, e nossos rios e mares, com esgoto humano e lixo doméstico. Também, de poluir nosso ar com combustível fóssil, de exaurir nossos recursos naturais, movidos por uma pobreza extrema (da maioria da população) ou pela ganância destruidora de parte considerável de nossos empresários. A pauta ambiental no Brasil tem sido “a primeira que apanha e a última que fala”. Até quando caminharemos nesses caminhos de loucura??? O Brasil já é considerado um pária ambiental por boa parte dos países. Logo nós, que temos todas as condições de ser vanguarda mundial em desenvolvimento sustentável, avançando na economia verde, combatendo a pobreza extrema e preservando o Meio Ambiente. Isso é absolutamente possível e necessário. Basta que os setores sociais se unam e se pronunciem, e exijam do governante de plantão que respeite e implante a agenda da sustentabilidade. Eu, da minha parte, vivo e trabalho para isso. Convido você a abraçar essa causa. Para nossa própria sobrevivência! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
A CARTA DOS DEMOCRATAS
A sociedade civil e as personalidades representativas já tiveram e tem uma importância enorme na vida do Brasil. Aliás, um país se faz com o conjunto das pessoas e entidades que formam a Nação.
ELGITO NOS DEIXOU! ADEUS, GUERREIRO!

Eu conheci Elgito Boaventura, em 1979, na porta da Fábrica da Alpargatas, na Mooca. Ele era operário têxtil e líder no Sindicato dos Têxteis. Desde lá firmamos uma amizade e uma parceria no movimento de habitação popular.
COMO EU PLANTO!

Faço plantios há muito tempo. Árvores nativas, frutíferas, ornamentais, hortaliças, flores e outras espécies. Plantar, assim como tratar pacientes, tornou-se uma rotina na minha vida.
A VIOLÊNCIA COMO PRÁTICA POLÍTICA

Muito tem-se falado da polarização política e que está existindo no Brasil. Esse não é um fenômeno exclusivo daqui, pois acontece em várias partes do mundo. Aparentemente é uma dualidade entre a “direita” e a “esquerda”, entre o capitalismo e o comunismo. Mas, já faz algum tempo, todos sabemos, que o comunismo soçobrou, com a queda da União Soviética e a transformação da China num grande Capitalismo de Estado. Cuba, Venezuela, Nicarágua, Coréia do Norte são fantasmas de uma ideologia que foi superada na História. São escombros do socialismo, que se transformaram em ditaduras opressoras, assim como outras ditaduras de “direita” como a Rússia, Arábia Saudita, o Iran, as Filipinas e alguns países da África, entre outros. Na verdade, ditadura é ditadura. Seja de “direita”, seja de “esquerda”. Aqui as aspas são propositais, porque esse conceito ideológico se dissolveu na realidade do mundo atual. O que era essa disputa no passado, está num vácuo ideológico, e o capitalismo se transformou num monstro devorador de povos, com seu capital financeiro predatório e acumulador. O mundo vive uma desigualdade social escandalosa e intolerável. E o Brasil??? Qual é o seu papel nesse cenário? Sempre fomos um país injusto e desigual, desde o descobrimento. Mas hoje somos campeões mundiais de desigualdade social, onde 8 pessoas/famílias/empresas detém a riqueza de 100 milhões de brasileiros. Isso é vergonhoso, levando-se em conta que o sistema financeiro leva 50,2% do orçamento anual do Brasil só com o pagamento dos serviços e juros da dívida pública, jogando a população pobre na miséria, na fome, no desemprego, na violência, na criminalidade, na desesperança. Nessa desigualdade social vergonhosa está a causa de nossas mazelas. Mas, a dualidade se transformou numa pseudo luta ideológica e política que está levando o Brasil a uma divisão, que numa evolução de degeneração política e social, coloca em risco a convivência entre as pessoas e a nossa própria Democracia. Repito: essa dualidade nefasta que se construiu no Brasil entre uma chamada “esquerda”, que tem uma prática fisiológica, populista e corrupta, e a dita “direita” ou extrema direita, com práticas fascistas, preconceituosas, discriminatórias, autoritárias, e que leva o Brasil às raias da barbárie. Essa falsa dualidade, que polarizou o país num caminho de insanidade, é incentivada pelos rentistas pois qualquer um dos polos dessa dualidade não ameaça seus rendimentos e seu modelo de espoliação do país. Parte do nosso povo entrou nessa polarização insana e desnecessária e conduzidos por seus respectivos “chefes”, caminham numa escalada de ofensas, de xingamentos, de opressões, de violências, transformando a convivência entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, numa verdadeira guerra de ideias que extrapolam, cada vez mais para a violência física. Nós que éramos um país socialmente injusto, somos hoje, também, um país socialmente doente. Repito: essa dualidade pseudo ideológica e falsamente política é nociva ao Brasil. Na verdade, a grande tarefa do Brasil é aprofundar e aprimorar a Democracia. Também executar um programa econômico sólido e corajoso que nos torne menos submissos ao mercado financeiro e construa um desenvolvimento econômico que proteja, respeite e recupere o meio ambiente, os recursos naturais e a biodiversidade brasileira. Que combata e extermine a miséria no Brasil, elimine a fome do povo e diminua o abismo da nossa desigualdade social. E que repudie toda forma de corrupção, de tráfico de influência, de fisiologismo e outras doenças graves do nosso sistema político. Isso não é uma tarefa fácil. E o povo brasileiro, dividido por falsas dualidades, radicalizado ao extremo, cego por pseudo ideologias mentirosas e nefastas não dará conta da imensa tarefa de trazer o Brasil para o trilho da liberdade, do respeito, da justiça social, da qualidade de vida, da moralidade pública. Caia na real Brasil, antes que seja muito tarde. Gilberto Natalini -Médico e Ambientalista
MUDANÇAS CLIMÁTICAS: só não vê quem não quer

Há décadas que os cientistas, os climatologistas, as instituições internacionais e nacionais estão estudando, propondo, alertando sobre o aquecimento global e sua nefasta consequência, as mudanças climáticas.
OS HUMANOS ENTRE A CIVILIDADE E A BARBÁRIE
Nos dias de hoje, a existência humana atingiu uma encruzilhada que nunca tinha sido vista. Uma dualidade, uma contradição, uma perplexidade, um desafio se colocou na vida dos humanos, que estão causando um enorme stress na espécie. Cada um de nós, e todos nós, sentimos essa contradição em nossas vidas.
A POLARIZAÇÃO CONTINUA. Sai dessa Brasil !!!!

Para o desespero do Brasil a polarização política e eleitoral continua, entre Lula/PT e Bolsonaro.
O LADO BANDIDO DO BRASIL

Nós sabemos que o Brasil é um país desigual. A pobreza, a miséria, a fome, acompanham o Brasil desde a sua descoberta, com o agravante que, no decorrer do tempo, vem aumentando gravemente, a ponto de hoje, 8 brasileiros mais ricos concentram a riqueza de 100 milhões de compatriotas. Haja injustiça social!
O DRAMA DAS RUAS

Caminhar pelas ruas de São Paulo é um hábito que tenho há décadas e que continuo tendo. Mas, tem ficado cada vez mais sofrido cumprir esse costume. Por dois motivos principais: Primeiro, a questão crescente da insegurança das ruas, pelo aumento do número de crimes praticados nelas. O segundo, que quero avaliar aqui, é o aumento do número de pessoas que estão em situação de rua. O que temos visto, nas vias de São Paulo é o retrato fiel de uma crise social e humanitária, que provoca as pessoas que se preocupam com seus semelhantes. Em 2010, a cidade de São Paulo tinha 11 mil moradores de rua, hoje possui mais de 70 mil pessoas nessa condição. Os motivos dessa tragédia social são muitos. A crise econômica é o principal deles. Mas, a degradação familiar, o uso de álcool e drogas, a falta de perspectiva de vida, o desalento, a presença de doenças mentais, a falta de políticas públicas eficazes, a segregação social, o preconceito, a profunda desigualdade social, são também, causas e efeitos do aumento da população de rua. Alguns dizem que este é um fenômeno mundial. Isso é verdade. Mas, basta uma caminhada a pé pelo centro ou por alguns bairros da cidade para constatar que estamos vivendo uma catástrofe humanitária, que nos remete a um grande acampamento da guerra social nas ruas de São Paulo. Não se pode dizer que o poder público não está fazendo nada. Várias iniciativas governamentais, vem sendo tentadas no decorrer dos anos. Mas todas têm se mostrado insuficientes diante da demanda e da complexidade do problema. O abuso de álcool e de drogas está presente em 70% dos casos. Assim como casos de doenças mentais. O exemplo mais falado disso é a Cracolândia. Esse é um enorme problema social, sanitário e policial no coração de São Paulo. Todas as iniciativas tomadas foram insuficientes e a ferida continua aberta e sangrando. Sempre me fiz essa pergunta: por que os órgãos policiais não conseguem asfixiar o tráfico de drogas para a Cracolândia, que se situa em alguns quarteirões do Centro? Sabemos do enorme esforço feito pela sociedade civil para ajudar as pessoas em situação de rua. Igrejas, empresas, entidades civis, munícipes, se mobilizam todos os dias para alimentar, agasalhar, tratar, amparar essas pessoas. O poder público, como eu já disse antes, também desenvolve os seus programas, mas infelizmente todo esse esforço tem sido insuficiente. Cada dígito que cai na economia são mais milhares de pessoas que vão viver em ruas de São Paulo. É um desafio enorme vencer esse flagelo humanitário. Por enquanto estamos perdendo. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
BRASIL SUSTENTÁVEL

Não temos visto os candidatos à Presidência da República fazerem referência à Sustentabilidade. Poucos falam do assunto.
SUS: PRESENTE E FUTURO

Podemos afirmar que o SUS foi a maior reforma do Estado brasileiro que já existiu. Pela sua proposta generosa de atenção integral à saúde, pelo pacto federativo com a divisão de tarefas e as comissões intergestoras, pela descentralização e capilarização da rede de saúde.
POR UMA SÃO PAULO MAIS SUSTENTÁVEL!
É inegável que nos últimos 30 anos, muitos paulistanos caíram na real, e se convenceram que a forma insustentável com que São Paulo se desenvolveu traz grande desconforto e má qualidade de vida para os que moram aqui, muito mais para os mais pobres, mas também para os mais ricos. Em 2017 lancei um livro em parceria com Marcelo Morgado, grande figura humana e técnica, com o título ”Por uma São Paulo mais Sustentável”, que compilou nossos estudos teóricos e nossa atuação prática sobre os problemas políticos, econômicos, sociais e ambientais de nossa metrópole. O livro tem 432 páginas de puro conteúdo, de amplo diagnóstico, de verdades constatáveis e ousadas, e de propostas compiladas num cardápio factível e utópico. Nossas ações na cidade datam de 50 anos. Elas estão resumidas, também, no livro “Lutas Sem Fim” de Luis Mir. Essas ações, que são milhares, se compõe desde a mobilização e organização das comunidades em todos os cantos da cidade para melhorar suas condições de vida, passando pelo estudo científico e empírico trabalho de pesquisa, propostas acadêmicas, propostas de políticas públicas, legislação aprovada, entre outros. Muitas de nossas proposições valeram e pegaram, agindo de forma positiva na vida de São Paulo. Como exemplos: a adoção da água de reuso para lavar ruas, a lei das doenças raras, a lei da psoríase, a Conferência P+L e Mudanças Climáticas, o trabalho com os idosos, entre outras muitas iniciativas. Mas, sabemos, que a insustentabilidade da cidade de São Paulo é imensa e histórica. Somente uma mobilização de TODAS as forças políticas e sociais poderá mudar significativa e paulatinamente essa realidade. O livro resume e aponta os caminhos: a permeabilidade do solo, o aumento da cobertura verde, o destino correto dos resíduos sólidos (lixo), a utilização das energias limpas (fotovoltaica), a eletrificação da frota urbana, o incremento das políticas públicas e privadas para diminuir a desigualdade social, a miséria, a dependência de drogas, são alguns dos muitos tópicos abordados no livro. Não sou um cientista. Sou ativista político e social, mas, procuro embasar minhas lutas e minhas bandeiras e conhecimento nos variados aspectos do saber. Foi isso que buscamos fazer, eu e o Marcelo na edição desse livro, que continua perfeitamente atual! Tenho tido sempre, como bandeiras gerais para o Brasil: – Democracia sempre; – Desenvolvimento econômico com proteção ao meio ambiente; – Equidade e justiça social com qualidade de vida; – Moralidade pública; Transportando essas bandeiras para a polis, defendo: – Democracia com participação popular; – Cidade sustentável e humanizada; – Políticas públicas eficientes de Meio Ambiente, Saúde, Educação, Habitação e Transportes. – Cuidados com o Urbanismo e a Zeladoria Urbana. Dessa maneira, mesmo tendo optado por deixar a atividade parlamentar, sigo lutando e defendendo as bandeiras que acredito, sempre, e para sempre. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista Artigo Publicado na Orbis News- Jornalista Fausto Camunha
DEMOCRACIA AMEAÇADA!

Foi grande a nossa luta para conquistar a Democracia no Brasil. Custou a liberdade de muitos e a vida de outros tantos.
O (POUCO) VERDE SE TORNA CINZA!

Infelizmente temos visto São Paulo perder grande parte de sua cobertura verde nos últimos 10 anos.
VELHICES CIDADÃS!

A humanidade envelheceu. As pessoas estão vivendo mais no mundo todo, e particularmente, no Brasil.
POR UMA SÃO PAULO MAIS SUSTENTÁVEL!

Repito esse mantra há décadas. E fico muito feliz quando vejo pessoas reforçando esse conceito.
DA ROUBALHEIRA À BARBARIE

A história do Brasil caminha em altos e baixos. Tem períodos que se acende uma grande tocha de esperança no povo brasileiro, e a utopia convive nos corações e mentes da nação. Já em outras ocasiões descemos até os últimos degraus da descrença e da indignação, em momentos tormentosos da vida do país.
PAZ NA UCRÂNIA E NA TERRA!!!
A guerra, qualquer guerra, em si, já é uma bestialidade. Mas quando a guerra não tem uma causa explicada, e se caracteriza por um ataque unilateral, covarde e cruel de um país sobre o outro, usa a brutalidade bélica, se transforma num crime contra a humanidade.
ÁGUA E ESGOTO: Uma questão civilizatória!

Na idade média, as pessoas despejavam seus dejetos na rua, ao ar livre e conviviam com isso. Eram tempos estranhos, em que os homens procuravam a salvação divina, mas não sabiam cuidar dos seus excrementos.
PLANTAR! PLANTAR! PLANTAR!

Eu tenho plantado muito no decorrer de minha vida. Eu calculo, de modo geral, que já plantei e semeei cerca de 27.500 árvores com minhas próprias mãos. Se for contar as que eu viabilizei o plantio, creio que passam de 120 mil.
ÁRVORE É TUDO DE BOM!

Volto a bater nessa tecla e tocar essa melodia. Não me canso de falar e fazer essa sinfonia de plantio de árvores.
DEFENDAM O SUS! Ele merece!

Todo o Brasil, e até o mundo, testemunhou o papel do SUS no enfrentamento da pandemia do coronavírus. Seja pela ação de seu “exército do jaleco branco”, dedicado até à exaustão, seja pela utilização de sua rede capilar de Unidades de Saúde construídas em décadas, seja pela ação de grande número de gestores da tripartite (Comissão Gestora do SUS). Não podemos prever a dimensão da tragédia se não fosse a ação do SUS na Pandemia. É possível que tivéssemos o dobro ou mais que as 650 mil mortes que tivemos. O povo brasileiro viu, reconheceu e louvou o SUS. Pois bem! Nosso Sistema Público de Saúde vem sendo construído há muitas décadas, com a participação de milhares de profissionais de saúde que propuseram e implantaram o SUS, gestores públicos comprometidos e parcela significativa da população que participou das lutas sociais pela saúde pública. A Constituição de 1988 e as Leis complementares criaram o Sistema que gradativamente foi sendo implantado no Brasil. Os números são astronômicos: Só Unidades Básicas de Saúde são 45mil; são cerca de 50 mil equipes de saúde da família. O SUS faz mais de 480 milhões de consultas médicas e mais de 3 bilhões de procedimentos e exames todo ano. Faz 4 milhões de partos, cerca de 11 milhões de internações por ano. O SUS tem que fazer promoção e prevenção em saúde. Assim, nosso sistema nacional de vacinação é o melhor do mundo e toda vigilância sanitária e epidemiológica é feita pelo SUS. É realmente um trabalho gigantesco e grandioso. Sendo assim, onde mora o problema do SUS, que ainda não assiste com a dignidade exigida os mais de 150 milhões de brasileiros que dependem exclusivamente do atendimento público??? São duas as causas desse problema: subfinanciamento (e de alguns anos pra cá, desfinanciamento mesmo) e gestão, seja por despreparo dos gestores, seja por desvios de recursos em atos de corrupção. O sub (des) financiamento do SUS é crônico e existe desde sua fundação. Tem altos e baixos, mas o baixo financiamento sempre preponderou. Tivemos um momento histórico quando foi aprovada a Emenda 29, que vinculou as verbas para a saúde em outubro de 2000. Eu era na ocasião, Presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Brasil (CONASEMS), e participei ativamente da pressão democrática e legitima no Congresso Nacional para aprovar a Emenda 29, que teve autoria dos então deputados Eduardo Jorge e Carlos Moscovi. Daí, houve um aporte significativo de recursos ao SUS, que ajudou a mantê-lo vivo nos anos seguintes. Mas, o Governo Federal, a partir de 2003 começou a tirar o corpo fora. Ele que chegou a arcar com 65% dos recursos no passado, hoje participa com 43% do bolo de recursos, jogando a carga para os Estados e Municípios. De 2004 a 2015 o Governo Federal congelou 280 bilhões de reais do orçamento da saúde. Boa parte dos municípios brasileiros coloca hoje o dobro, ou mais, que os 15% mínimo que prevê a Constituição. Para se ter uma ideia de onde chegou o desfinanciamento do SUS, ele hoje tem, somados as verbas federais, estaduais e municipais, R$3,87 por brasileiro/dia, para fazer sua missão de promoção e prevenção em saúde, cura e reabilitação. É simplesmente irrisório. É ridículo!!! Hoje, para se ter uma ideia, temos uma grave crise no atendimento às especialidades, exames mais complexos e assistência farmacêutica. Há uma enorme dificuldade em várias áreas da assistência, e cito aqui três: a cardiologia, a oncologia e a nefrologia. Para se ter uma ideia, uma hemodiálise custa R$314,00 por sessão, e o Ministério da Saúde repassa R$219,00 por sessão. Há um rombo de R$ 95,00. São 150 mil brasileiros que para manterem a vida, fazem 3 sessões de hemodiálise por semana. Em 2015, no governo Dilma, o Congresso aprovou e ela sancionou a Lei que permite a entrada do capital estrangeiro na saúde do Brasil. Isso descompensou ainda mais o Sistema, pois o poder financeiro dos estrangeiros é enorme, e seu interesse é comercial e não assistencial. No Governo Temer em 2016, aprovou-se o famoso teto de gastos, que atingiu a saúde. Foi o golpe fatal. E agora, no Governo Bolsonaro, o Ministério da Saúde tem uma política de saúde errática e mal-intencionada, com arrocho no financiamento e péssima gestão, o que ficou amplamente demonstrado no enfrentamento da pandemia. O SUS também teve, no decorrer do tempo um aumento dos problemas de gestão. Somando-se ao desfinanciamento que já é letal, temos visto aumentar os gestores que não tem familiaridade e preparo para gerir o SUS. Além disso, vemos também, aumentar as denúncias e as ações de desvio de recursos do SUS, pelo Brasil afora. Um bom exemplo disso são as emendas secretas e suspeitas dos parlamentares. Por tudo isso, o SUS, patrimônio da Saúde Pública brasileira, sem o qual o povo estaria desassistido, passa cada vez mais dificuldades que vão distorcendo e inviabilizando suas atividades. O financiamento precisa ser retomado!!!! E a gestão precisa de um banho de competência e moralidade. A começar pelo Ministério da Saúde. Para que isso aconteça é preciso que cada pessoa no Brasil, não só entenda a importância do SUS para a vida da população, como esteja disposta a formar uma grande corrente de pressão popular, como já fizemos antes, para exigir do Governo, do Congresso, do Judiciário, enfim do Estado Brasileiro que busque os caminhos e destine mais recursos, dinheiro novo para o Sistema, e melhore os mecanismos de controle e auditoria, para avançar na modernização e moralização da prestação de serviços. O SUS, com todas as dificuldades provê vida e saúde ao povo brasileiro. Está na hora do povo brasileiro exigir as devidas condições para o SUS agir e sobreviver. Viva o SUS!!! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista
Brasil joga fora seu futuro ao desmatar, diz Bracher

Brasil joga fora seu futuro ao desmatar, diz Bracher Ao desmatar o Brasil joga fora sua maior riqueza, sua credibilidade e seu futuro, diz Candido Bracher Por Daniela Chiaretti — De São Paulo “Isso é o paroxismo da desonestidade e da loucura”, diz Candido Botelho Bracher, que há um ano deixou a presidência do maior banco da América Latina, o Itaú Unibanco, e tem se dedicado, entre outras atividades, a estudar e escrever sobre crise climática e questões ambientais. Ele se refere à justificativa do PL 191/2020 que abre a exploração de terras indígenas para petróleo, gás, mineração, pequenas e grandes hidrelétricas e até ao cultivo de transgênicos, ganhou regime de urgência para votação na Câmara e vem sendo defendido pela base governista como a solução para a crise dos fertilizantes provocada pela guerra na Ucrânia. “Claramente é uma desculpa. Uma má desculpa”, diz. “A grande riqueza do Brasil, no próximo ciclo de baixo carbono, é a sua possibilidade de capturar carbono da atmosfera através da preservação de suas florestas e da recuperação das áreas degradadas. E as terras indígenas são as mais preservadas, é onde há menos desmatamento”, segue. “Está se indo atingir justamente aqueles lugares onde a política de preservação tem tido êxito. É uma insanidade”. Nesta entrevista concedida ao Valor em dois momentos, antes e depois do ataque russo à Ucrânia, Bracher falou do tema que o preocupa há anos – a crise climática. “O perigo do aquecimento global não diminuiu nada porque surgiu um perigo mais imediato”, diz, referindo-se à guerra. E compara: “Para a guerra na Ucrânia, o Brasil pode fazer pouco. Mas para o aquecimento global, o Brasil é peça central.” O executivo, que junto com seus pares no Santander e Bradesco criou o Plano Amazônia para ajudar a promover a economia de baixo carbono, diz que ao desmatar o Brasil joga fora sua maior riqueza, sua credibilidade e seu futuro. “Se o preço de transgredir é nenhum, aquele que cumpre o desejado perde a competição para o outro. Aplicar a lei é fundamental e o Estado brasileiro está falhando terrivelmente nisso”, diz Bracher, que hoje integra os conselhos de administração do Itaú Unibanco, da Mastercard e do Instituto Acaia. Aqui ele fala dos impactos da guerra para o Brasil, dos desafios das práticas ESG para as empresas e da transição do setor financeiro entre outros temas. A seguir, alguns trechos da entrevista: Valor: Como o senhor está vendo a invasão da Ucrânia pela Rússia? Candido Bracher: Assisto à guerra com profunda tristeza e indignação, além de um sentimento de impotência diante de eventos que podem alterar o curso da história. Se há algo de positivo a se observar é a intensidade da reação do mundo, diante da percepção de injustiça e do risco que a agressão russa apresenta. Espero que o mundo mostre a mesma determinação para combater o aquecimento global, cujas consequências para a humanidade podem ser tão ou mais danosas que as da guerra. Valor: Quais poderão ser os impactos para o Brasil? Bracher: Nenhuma guerra é boa. Toda guerra traz empobrecimento ao mundo e só provoca destruição. As sanções machucam dos dois lados. Machucam mais a Rússia, mas quem impõe a sanção também sai machucado. O mundo inteiro crescerá menos. Ainda está muito incerto qual será a duração e a intensidade da guerra, mas já dá para ver que haverá uma perda grande. Ouvi o historiador Niall Ferguson (escocês baseado nos Estados Unidos) estimando a queda do PIB da Rússia este ano em 30%, o que é um negócio extraordinário. Só para comparar, o PIB do Brasil, em 2020, caiu 4%. Há os que perdem mais e os que perdem menos. Valor: Qual é o caso do Brasil? Bracher: Acho que é dos que perde menos, porque é produtor de commodities e elas se valorizam. Não somos mais importadores de petróleo. Mas se o preço das commodities se valoriza, a produção pode cair. Teremos mais dificuldades de importar fertilizantes e nossa produção pode ser menor. O aumento do preço do petróleo e das commodities reforça as tendências inflacionárias no Brasil. O reforço da inflação pode fazer com que as taxas de juros tenham que ficar altas por mais tempo e isso diminui o crescimento. A guerra é ruim e ponto. O perigo do aquecimento global não diminuiu nada porque surgiu um perigo mais imediato [a guerra]” Valor: Abrir a exploração de minérios em terras indígenas, como está no PL 191 que tramita na Câmara, é uma desculpa para escassez de fertilizantes que a guerra traz? Bracher: Isso é o paroxismo da desonestidade e da loucura. Não há evidências de fósforo ou potássio em terras indígenas na Amazônia, então, claramente, é uma desculpa. Uma má desculpa. A grande riqueza do Brasil, no próximo ciclo de baixo carbono, é a sua possibilidade de capturar carbono da atmosfera através da preservação de suas florestas e da recuperação das áreas degradadas. E as terras indígenas são as mais preservadas. Quando a gente vê onde mais há desmatamento é em terras públicas não destinadas. Nas terras indígenas é onde há menos desmatamento. Está se indo atingir justamente aqueles lugares onde a política de preservação tem tido êxito. É uma insanidade. Valor: Como o senhor vê a agenda da mudança climática agora, com a guerra na Ucrânia? Bracher: O perigo do aquecimento global não diminuiu nada porque surgiu um perigo mais imediato. O fato de ter surgido uma ameaça mais imediata não atenua a dor nem as consequências da outra. Nós não podemos nos despreocupar da questão ambiental porque surgiu um medo maior. Isso cria um diversionismo e as atenções se voltam para isso, o que é natural. Mas não podemos deixar que diminua a preocupação com a questão ambiental que, ao contrário, já está muito aquém do necessário para contermos o perigo. Há algo interessante nisso. Valor: O quê? Bracher: A capacidade de os países abrirem mão de interesses imediatos, de curto prazo, por um objetivo coletivo. Há poucos precedentes disso na história do
PAZ, QUE TE QUERO EM PAZ!
Participei de um encontro virtual da FAPESP, coordenada pelo climatologista brasileiro Paulo Artaxo, sobre o 6° Relatório do IPCC. É aterrador! Sem alarmismos!
VELHICE CIDADÃ 2.0 #velhicenãoedoenca

Como sabemos, a população do mundo está envelhecendo rapidamente. Pelas conquistas da ciência, da medicina e por melhor qualidade de vida, os seres humanos estão vivendo mais.
DESASTRES CLIMÁTICOS: cada vez piores!

As chuvas violentas que desabaram por todo o Brasil são fenômenos climáticos extremos.
PERDER A INDIGNAÇÃO, A DIGNIDADE E A ESPERANÇA JAMAIS!

Muitos de minha geração, e eu me incluo, entramos para o ativismo social e político desde muito jovens.
ADEUS ANO VELHO E SOFRIDO

As pessoas da minha geração, assim como eu, já viveram muitos altos e baixos no Brasil.
Uma vitória a ser comemorada por idosos do mundo inteiro!

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pretendia incluir Velhice como Doença na CID-11 – Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, que é utilizada como referência por todos os países e que entra em vigor a partir de janeiro de 2022. A inclusão causaria um impacto negativo de proporções incalculáveis em vários segmentos, da saúde à economia, e reforçaria o idadismo (preconceito contra os mais velhos). Além de condenar todas as pessoas a partir dos 60 anos à categoria de ‘doentes’.
NOSSO BRASIL NÃO É MAIS NOSSO: É DA CRIMINALIDADE

Nós, brasileiros democratas e verdadeiros patriotas, que somos preocupados com a equidade social, a preservação da vida, o desenvolvimento econômico com sustentabilidade, fomos, no decorrer dos anos, perdendo o Brasil para a criminalidade, para a corrupção, a violência, o desalento, a miséria e a fome.
O APARTHEID NA VACINA DA COVID-19

Além da proteção das máscaras, da limpeza das mãos e do distanciamento social, as vacinas foram a grande conquista na prevenção e combate da pandemia do coronavírus.
PECADO MORTAL: UM PARQUE FECHADO!

A Lapa é um bairro histórico. Dentro da Lapa, a Vila Leopoldina é um bairro querido.
PARA ONDE VAIS, BRASIL?

Li o livro do Marcos Costa, “A Curvatura da Banana”, onde ele de forma brilhante, explicando porque o Brasil é o que é.
AGORA É “VEM PARQUE DOS BÚFALOS”!!!

Carta ao Prefeito Sr. Prefeito Ricardo Nunes, o Parque Augusta foi inaugurado com festa. E o povo ocupou o Parque. Essa alegria custou 20 anos de muita luta, sacrifícios e persistência. Tive a honra de participar disso tudo. Estou feliz. Porém, a cidade precisa de mais.
O FIM DA COP 26 E NÓS: TUDO A VER

Nós somos os fiéis depositários dos fenômenos climáticos extremos que já chegaram e vão piorar. A “catástrofe climática” que se avizinha se abaterá, cruelmente, atingindo a humanidade, principalmente as mais vulneráveis e pobres, e também as outras formas de vida do Planeta.
A COP 26 E NÓS!

A COP 26 entra na sua reta final. Cerca de 100 países e 30 mil pessoas reunidas em Glasgow, na Escócia, discutem a realidade do Clima e do meio ambiente no Planeta, sob o ângulo social, econômico e político.
O FUTURO A QUEM PERTENCE?

Fiquei sabendo há poucos dias que de hoje até 2030 será consumido no Planeta o dobro do combustível fóssil do que estava previsto no acordo de Paris para esse período.
Velhice não é doença!

O aumento da expectativa de vida é uma imensa conquista da humanidade nos tempos atuais. Uma vitória dos avanços das ciências médicas e sociais. Viver cada vez mais é uma realidade! E a grande tarefa é poder envelhecer com qualidade de vida, com atividade física e psíquica, com autonomia, com produtividade e afetividade até o final da vida. É para isso que lutamos, que trabalhamos, que sonhamos. Fomos tomados de surpresa e perplexidade com a decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS) de incluir no Código Internacional de Doenças (CID 11), um código definindo velhice como doença. Isso é inaceitável! Isso vai contra toda a nossa luta de décadas pelo envelhecimento ativo, conceito criado pela própria OMS, por iniciativa do Dr.Alexandre Kalache. É um retrocesso enorme, seja no aspecto da atenção médica, por mascarar o adoecimento e as causas de mortes, seja nos aspectos psicossociais por estigmatizar as pessoas que passaram dos 60 anos. Por isso, convidamos todos, principalmente os jovens, que um dia serão velhos, para levantar a voz dizendo #velhicenaoedoenca, e exigindo da OMS, que reveja essa decisão e retire do capítulo de doenças o código MG2A. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista Twitter: @gnatalini Facebook e Instagram: @gilbertonataliniSP Instagram: @velhicenaoedoenca22
DEMOCRACIA SEMPRE!

A democracia no Brasil tem altos e baixos. Nosso país tem muitos períodos autoritários alternados de liberdades democráticas no decorrer de sua história política.
A SOFRIDA TRAJETÓRIA DE UMA LEI!

Não é por falta de leis que o Brasil padece. Pelo contrário!
OS HUMANOS EM TEMPOS DIFÍCEIS

Aqueles, que já viveram mais de 50 anos, esperavam que o século XXI trouxesse tempos melhores. De fato, os avanços técnicos e científicos, da informação, da medicina, da produção, da genética, entre outros, são incontestáveis.
PARQUE QUE TE QUERO PARQUE

O mais famoso parque de São Paulo, o Ibirapuera, um dos símbolos da cidade, foi entregue em 1954, no seu 4º centenário.
A COVID-19 E A EPOPEIA DAS VACINAS

As vacinas são uma das principais conquistas da humanidade. O SUS sempre foi um case de sucesso da vacinação no Brasil! Há décadas que o Brasil alcança o pódio no ranking mundial da imunização.
O “CLIMA ESTÁ ESQUENTANDO”! Literalmente!!!

O Clima do Planeta está mudando numa rapidez muito maior do que as previsões dos cientistas. O aquecimento global, que produz as mudanças climáticas, tem avançado célere, e vão se antecipando todos os fenômenos extremos previstos.
EM DEFESA DAS MATAS E DA ÁGUA

Há mais de cinco anos eu acompanho muito de perto a devastação dos remanescentes de Mata Atlântica da cidade de São Paulo. Esse processo danoso que havia sido brecado pela Operação Defesa das Águas, que em 2012 quase zerou a devastação dos mananciais, recomeçou em 2013, com a negativa da gestão Haddad em continuar a parceria com o Estado nessa operação.
EU, VOCÊ E O MEIO AMBIENTE

Está generalizado entre os humanos, o conceito que a nossa existência é definitivamente oriunda e dependente do meio que nos cerca e que nos provê a vida. Isso é um ponto pacífico.
IMPEACHMENT JÁ!!! Pelo bem da Nação!

O Brasil vive hoje uma situação muito dinâmica. Os fatos, as notícias, as emoções, os sustos acontecem numa velocidade enorme.
UMA AÇÃO BEM VINDA: Combate ao desmatamento em São Paulo

A Prefeitura de São Paulo decidiu agir contra o grave crime socioambiental que eu vinha denunciando há vários anos. Trata-se de ação criminosa da derrubada das matas remanescentes na cidade de São Paulo, principalmente em áreas de mananciais, com o loteamento e venda de terrenos para condomínios clandestinos.
Impedir é preciso!

A situação do Brasil está da “pá virada”.
DO BRASIL QUE TEMOS AO BRASIL QUE QUEREMOS! Quo vadis, Brasil?

O momento brasileiro exige cuidados. Nossa democracia tem sido atacada por vários lados. As condições do país pioraram em grande número de quesitos, por consequências da degradação política e pela gravidade da pandemia.
O nosso lixo de cada dia

No final do ano aprovamos na Câmara, a Lei da Logística Reversa Municipal, que foi sancionada e agora precisa ser implementada. A lei envolve a Prefeitura, o consumidor e o empresariado, no sentido de dar destino correto aos resíduos.
Live: O Brasil e a Cúpula do Clima

As ameaças à democracia, a pandemia, a crise econômica, a iniquidade social, a falta de moralidade pública são imensos problemas que o Brasil enfrenta nos dias atuais. Mas, para os brasileiros e para toda a humanidade há uma ameaça maior, a mãe e o pai de todos os problemas que é o aquecimento global e as mudanças climáticas.
Qual é a Cara do Brasil?

O Brasil vive momentos difíceis, talvez os mais difíceis de sua história. Acumularam-se imensos problemas políticos, econômicos, sociais, ambientais e morais.
Viva a Sustentabilidade!
Uma palavra tão em moda, repetida, cantada em prosa e verso, atacada e defendida: Sustentabilidade!
(In) SUSTENTÁVEL
A pauta ambiental e da Sustentabilidade está em baixa na cidade de São Paulo.
O ano de 2020 vai fechando suas portas

Nos meus muitos anos de vida, não me lembro de um ano tão difícil, tão ameaçador, tanto para a vida das pessoas, quanto para a sobrevivência da sociedade.
Nosso presente de Natal
Vai findando o ano de 2020. Mas diferente de todos os outros anos, desta vez temos uma companhia muito onipresente e indesejável: o coronavírus.
Calçadas de São Paulo: milhões de paulistanos andam diariamente por elas

São Paulo tem 31 mil quilômetros de calçadas. Boa parte delas são estreitas, tortuosas, esburacadas, inacessíveis e impermeáveis. Cerca de 100 mil pessoas caem e se machucam por ano nas calçadas da cidade. Isso é gravíssimo. Em 2004, com ajuda do arquiteto José Renato Melhem, o nosso gabinete realizou um grande Seminário que chamamos de Programa Passeio Livre. Nesse produtivo encontro, que contou com a presença de importantes urbanistas, nós definimos um programa de intervenção nas calçadas, para torná-las permeáveis e acessíveis. Fizemos uma campanha, produzimos uma cartilha e mandamos todas as propostas ao Poder Executivo da época. Em 2005, com a posse do novo Prefeito, fizemos outro grande Seminário sobre o Passeio Livre, desta vez no Anhembi, com cerca de 1000 pessoas, onde amarramos a implementação do Programa. O Prefeito da época destinou verba específica, e a Prefeitura nos anos seguintes recuperou 1.100 km de calçadas na cidade, implantando a proposta que propusemos em 2004. Foi um avanço. Em 2013, o Programa Passeio Livre foi suspenso pelo Prefeito que assumiu. Agora, há pouco mais de 1 ano, a atual gestão retomou a reforma das calçadas na cidade. Isso é positivo! Porém, observamos alguns desvios de rumo, que têm que ser criticados. Em primeiro lugar a péssima escolha de muitas das calçadas a serem reformadas. Assim, em boa parte desses locais, os passeios estavam em bom estado, alguns recém reformados. Quebraram calçadas em bom estado, como exemplo posso citar a Rua Borges Lagoa, Rua Serra de Bragança, a Av. Cangaíba, entre tantas outras. Além, desse erro grave, a atual reforma das calçadas conta com acessibilidade, mas a permeabilidade está sendo deixada de lado. Estão colocando cimento puro, tornando as calçadas totalmente impermeáveis, o que trará sérias consequências nas enchentes da cidade. Dessa forma, fico feliz que a nossa proposta do Programa Passeio Livre seja retomada, mas da forma como está sendo feita, está tornando a cidade ainda mais impermeável, portando mais insustentável. Gilberto Natalini- Médico, Ambientalista e Vereador
As Urnas Falaram

Terminaram as eleições municipais de 2020. As urnas falaram 4 horas depois do fim da votação.
O Coronavírus dá o troco
A pandemia da COVID-19 nos acompanha desde o início deste ano. O Brasil não tem sido um exemplo de país no enfrentamento da doença.
E a devastação na cidade de São Paulo continua…

Esta semana começou com mais um crime ambiental no município de São Paulo, na região de Santo Amaro. A vítima agora é o conhecido Jardim Alfomares, com mais de 60.000 m2 de mata nativa, que abriga uma diversidade única em fauna e flora. Cerca de 2 mil árvores antigas e saudáveis, correm o risco de desaparecer e dar lugar a mais um empreendimento imobiliário.
Dever cumprido

Estou no quinto mandato como vereador na Câmara Municipal de SP. Durante esses 20 anos, busquei exercer minha função com muito trabalho e dignidade, pelo interesse da cidade, não havendo ninguém que possa me apontar o dedo e mostrar um arranhão em minha conduta moral.
Brasil ladeira abaixo
Parte significativa do povo brasileiro, em reação às atitudes morais desastrosas dos governos do PT, repudiando a imensa onda de corrupção existente, votou para eleger o atual Presidente.
Era uma vez uma mata. E sua água.
As matas do Planalto de Piratininga sofreram vários ataques no decorrer dos séculos. A cidade de São Paulo cresceu sobre ela, exterminando-a de forma desplanejada e agressiva.
CADÊ A SUSTENTABILIDADE? O GOVERNO COMEU!!!
O Brasil tem todas as condições e deveria estar muito mais avançado no quesito sustentabilidade. Esse imenso quesito.
Artigo: O nosso SUS salvou milhões de vidas nessa pandemia

Hoje, mais do que nunca, tenho orgulho de ser um dos responsáveis pela criação do Sistema Único de Saúde (SUS), criado há mais de 30 anos e reconhecido pela ONU, como o maior Sistema Universal e Gratuito de Saúde do Mundo, o mais democrático, aberto e essencial para atendimento do povo em geral, independente de condição social e até de nacionalidade. Por isso seu valor humanitário é extraordinário.
Coronavírus e a Insustentabilidade
Nos últimos anos, os surtos de doenças infecciosas como a Covid-19, transmitidas de animais para os seres humanos, aumentaram consideravelmente. É o caso do Ebola, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), a gripe aviária, a Dengue, o Zicavírus, a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), dentre tantas outras que, de alguma forma, estão ligadas à degradação ambiental causada pelo homem.
Calçadas de São Paulo: do permeável ao impermeável
Um dos maiores problemas na cidade de São Paulo e em tantas outras são as calçadas. Muitas são impermeáveis, estão esburacadas, com desníveis, não são acessíveis, o que dificulta a caminhada dos pedestres, principalmente dos mais vulneráveis, como pessoas com algum tipo de deficiência e mobilidade reduzida, idosos, pessoas com carrinhos de bebês, entre outros. Um transtorno enorme que as pessoas são obrigadas a enfrentar diariamente. São mais de 68 milhões de m² de calçadas no município. Realizamos importantes ações nesta causa para a cidade. Em 2004, organizamos o 1º Seminário Paulistano de Calçadas, onde foi discutida a situação atual e o que poderia ser feito para melhorar as calçadas de São Paulo. Posteriormente, apresentei à gestão da Prefeitura de São Paulo na época, o projeto Passeio Livre, um programa permanente de padronização das mesmas, com o objetivo de facilitar a vida dos pedestres e pessoas com necessidades especiais. O projeto trata de calçadas permeáveis e acessíveis. Neste caminho, este mesmo Seminário continuou ganhando força em minhas ações. Foi publicado o Decreto nº 45.904, bastante inovador, que definiu um padrão arquitetônico com materiais adequados para o controle das calçadas e normas de acessibilidade. Não satisfeito, dei entrada na Câmara no Projeto de Lei 619/11 que dispõe sobre a padronização das calçadas do município de São Paulo, estabelecendo regras para garantir a acessibilidade das pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida. Em 2019 a Prefeitura promulgou o Decreto nº 58.611/ 2019, o que nos trouxe muita alegria, porque a intenção era a padronização das calçadas de São Paulo e a efetiva continuação do Plano Municipal de Calçadas. O decreto buscava garantir respeito ao pedestre. No entanto o que estamos vendo agora, com o início das reformas das calçadas, é o oposto do que estávamos esperando, além de estarem impermeabilizando tudo, a Prefeitura está refazendo calçadas que já estavam feitas com materiais pré moldados e semipermeáveis, substituindo-as por calçadas de concreto, sem permeabilidade alguma. Como exemplo temos as calçadas que estão sendo reformadas na Rua Dr. Diogo de Faria (Vila Mariana) e as da Rua Teodoro Sampaio (Pinheiros). É necessário contemplar os princípios da sustentabilidade, valorizando as calçadas verdes e considerando as características da drenagem urbana. Urge impedir a impermeabilização descontrolada das áreas de escoamento da água de chuva, o que tem ocasionado sérios problemas à cidade, como temos acompanhado nos últimos dias. O nosso objetivo é garantir condições de acessibilidade, mobilidade e segurança para toda a população e a permeabilidade, tão indispensável para o controle das chuvas na cidade. Gilberto Natalini Vereador PV/SP
Que venha 2020!

Termina 2019. Um ano difícil. Na política, uma situação de falsidade com uma polarização absolutamente ridícula entre uma “pseudo esquerda” e uma “pseudo direita”, entre a turma do Lula e a turma do Bolsonaro.
Natalini relata participação e resultados da COP25

Participamos da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP25, realizada em Madri, na Espanha, representando oficialmente a Câmara Municipal de São Paulo.
Dezembro verde: campanha contra o abandono de animais

Mais uma campanha que está em alta neste mês é a do Dezembro Verde, que fala sobre o abandono de animais, reunindo diversas instituições com o objetivo de aumentar a conscientização sobre guarda responsável, buscando uma diminuição no índice de abandono.
24% da população brasileira tem algum tipo de deficiência
Dezembro é lembrado como o mês da Luta das Pessoas com Deficiência, estimulando uma reflexão sobre os seus direitos, tanto na instância nacional, como na municipal.
Campanha Dezembro Vermelho: Alerta contra a AIDS

Enfim chegamos ao último mês do ano. Vem aí o Dezembro Vermelho, campanha que alerta para a prevenção da AIDS, uma doença infecciosa e segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, do Ministério da Saúde e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), a cada 15 minutos uma pessoa se infecta com o vírus no Brasil e sete pessoas acabam morrendo por dia em São Paulo.
A chuva nossa de cada verão
O tempo das chuvas chegou. Cada ano elas descem mais rápidas, volumosas e devastadoras. As chuvas violentas fazem parte dos fenômenos climáticos extremos, do aquecimento global, juntamente com as chamadas ilhas de calor, de uma cidade castigada pela selva de concreto.
Basta de violência contra a mulher!
O mês de novembro é marcado pela conscientização em respeito às mulheres. A violência só aumenta nas grandes cidades e, com relação às mulheres, isso se torna ainda mais grave, colocando-as em situação de vulnerabilidade, o que é inaceitável.
Hoje é o Dia Nacional do Doador de Sangue
Hoje (25/11) é o Dia Nacional do Doador de Sangue. O mês de novembro foi escolhido no Brasil, por ser um período de estoques baixos nos bancos de sangue. A proximidade das férias, de datas comemorativas de final de ano, carnaval e outros períodos de feriados prolongados tornam esse dia especialmente importante, para promover o ato solidário e regular a doação de sangue.
Emergência climática: o marco de 2019
O ano de 2019 já está chegando ao fim e foi marcado por diversas tragédias climáticas em todo o mundo. Por isso, uma pesquisa feita pelo dicionário britânico Oxford constatou que a expressão “emergência climática” foi aparecida e aumentada mais de 100 vezes, desde setembro de 2018. Os dados foram coletados em um banco com milhões de palavras em inglês.
Segunda fase de vacinação contra o sarampo começa hoje
Nesta 2ª feira (18/11), começa a segunda fase de vacinação contra o sarampo, em todo o país e vai até o dia 30/11. Na primeira fase, 400 mil crianças na faixa de 6 meses a 4 anos se vacinaram, segundo o Ministério da Saúde. O foco agora da campanha é o público jovem, de 20 a 29 anos.
PESADELO

O brasileiro vive um pesadelo. Revoltado com governos populistas e corruptos, a maioria do nosso povo escolheu outro caminho. Na realidade, o que seria novo se revelou um misto de autoritarismo e atraso.
Artigo FSP- Desmatamentos criminosos ameaçam mananciais de SP. Ocupação ilegal avança e põe mata atlântica em risco.

Nos últimos anos, o desmatamento e a ocupação imobiliária irregular em áreas protegidas da mata atlântica aumentaram significativamente em São Paulo. Um novo ciclo de desmate ganhou fôlego com a ação de grupos criminosos, que invadem áreas verdes, derrubam árvores e implantam loteamentos clandestinos.
Outubro Rosa: pela prevenção do câncer de mama
Estamos no mês de outubro, um mês dedicado especialmente à causa das mulheres, o chamado #OutubroRosa. É uma campanha conhecida e realizada em todo o mundo, para conscientizar a população, compartilhando informações de interesse público para prevenir doenças como câncer de mama e câncer do colo de útero.
Setembro verde: doe órgãos e salve uma vida
Hoje (27/09) celebra-se o Dia Alusivo à Doação de Órgãos. A partir dessa data criou-se a campanha #SetembroVerde.
No Brasil é registrada uma morte a cada 45 minutos por suicídio
O mês de setembro é dedicado à prevenção ao suicídio, conhecido como #SetembroAmarelo. No Brasil, pelo menos 12 mil pessoas se suicidam anualmente. O país tem um dos maiores índices de casos. Por isso a importância de falar sobre esse tema.
Nós e a Amazônia
O Brasil e o resto do mundo assistem, estupefatos, aos incêndios e aos desmatamentos na Floresta Amazônica. Aquilo que estava minimamente controlado, de repente, por um incentivo, um conselho, uma dica, uma política governamental errada, tomou proporções de tragédia.
Cerol mata!
Soltar pipa é divertido, mas a brincadeira pode ser perigosa. Um dos riscos é o uso do cerol e linha chilena, que causam graves acidentes. Em julho, mês de férias, as ocorrências aumentam significativamente.
Sarampo: Amanhã é dia de vacinação
Sarampo é uma doença infectocontagiosa provocada pelo vírus chamado Morbilivirus, transmitido por secreções de vias respiratórias, como o espirro e a tosse. Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de erradicação da doença pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) porém, um novo surto volta a aflorar o país e é importante a atenção.
Contradição nefasta
O Brasil é um grande país, em território e em população. Não é dos mais velhos, mas já viveu bastante. Um país miscigenado, em princípio por brancos, negros e índios, e depois por povos de todo o mundo. Um país que teria tudo para dar certo. E por que não deu? O surgimento do Brasil, com sua condição inicial de colônia extrativista predatória, depois seu regime de escravidão e sempre sua submissão como colônia de vários países. Tudo isso produz dependência, desigualdade, exploração, relação de corrupção entre as pessoas e os setores sociais, que persistem até os dias de hoje. O Brasil nunca se livrou dessa herança. Somos um país de economia rica, mas profundamente desigual. Somos um país de grande diversidade cultural e artística, mas com quase 9% de analfabetos, e com enorme número de analfabetos funcionais. Somos um país de muita fé, sentimental, capaz de ser solidário, mas também altamente violento e criminoso. Somos um país com grandes cérebros na ciência, na tecnologia, na literatura, no esporte, mas vergonhosamente dependente do pensamento exterior. Essa é a contradição do Brasil. E agora, para arrematar nossa sina, vem a contradição política. A “esquerda” que comandou o país por quatro governos, com seus programas sociais surfando numa economia razoável, gastou tanto, mas tanto, corrompeu tanto, mas tanto, que perdeu o poder para uma “direita” que parece ter saído de um tempo pré-histórico. Nenhuma dessas duas alas, “esquerda” e “direita”, tem preparo, estofo, projeto ou moral para lançar o Brasil no grande desafio ideológico e tecnológico do século 21. E ficam regurgitando birras, apequenando o Brasil em guetos medíocres. O Brasil precisa sair dessa contradição, dessa falsa questão. Temos de deixar para trás essa disputa “direita” versus “esquerda”, ideologias que ficaram no século passado, fantasmas de uma era que assombram nosso país. O Brasil é maior do que isso. Construí-lo é o nosso desafio. Gilberto Natalini- Vereador PV-SP
No Brasil mais de 35 milhões de pessoas tem dificuldade visual
Hoje, 10 de julho, é comemorado o Dia Mundial da Saúde Ocular. Um assunto importante para a sociedade, principalmente nesses novos modelos de comportamento e estilo de vida da sociedade. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente cerca de 285 milhões de pessoas estão com problemas de visão, dos quais, entre 60% a 80% dos casos podem ser evitados e tratados. No Brasil, o último Censo Demográfico (IBGE 2010) identificou mais de 35 milhões de pessoas com alguma dificuldade visual. Alguns dos sintomas são os olhos tremendo, lacrimejando e/ou avermelhados; visão embaçada e dificuldades de enxergar na luz. Dentre tantos desconfortos recorrentes, está a exposição excessiva às telas de televisão, computador, celular, que podem ocasionar ressecamento nos olhos, cansaço visual e até distúrbios no sono. Por isso é tão importante se cuidar para prevenir problemas maiores. E falando em problemas, os sintomas podem também gerar graves doenças, como o glaucoma, catarata, conjuntivite, retinopatia diabética e a degeneração macular relacionada a idade, cada qual diferenciando uma parte específica do olho afetada, com suas distintas funções. A catarata, por exemplo, deixa opaco o cristalino do olho, caracterizando a diminuição da visão. É responsável por 47,8% dos casos de cegueira no mundo, principalmente na população idosa. Conforme a idade vai avançando, as fibras de cristalino aumentam de espessura e de diâmetro, provocando uma vista cansada. Por isso, que uma parcela das pessoas a partir dos 45 anos de idade, precisa usar óculos de perto, mas nem todos relacionam isso com a doença. É importante o indivíduo ir ao oftalmologista se caso estiver com suspeita. O tratamento é cirúrgico e muito eficaz em boa parte dos casos. Não perca tempo! A visão é um dos sentidos mais importantes, portanto é importante preservá-la, dormindo de forma correta, no mínimo 8 horas por dia; não se expondo muito ao sol e utilizando óculos de sol com fator de proteção para raios ultravioletas; evitar coçar a região dos olhos e sempre manter a região limpa. No caso das mulheres, é importante limpar corretamente a região que contenha maquiagem, evitando assim reações alérgicas. De acordo com o Ministério da Saúde, são realizadas quase 600 mil cirurgias de catarata por ano no Brasil. A intervenção para remoção, seguida do implante de lentes intraoculares, não só possibilita ao paciente voltar a enxergar, como ainda rejuvenesce a visão e aumenta a segurança ao se locomover por onde for. Em São Paulo, no ambulatório médico do Cangaíba, onde sou voluntário há 43 anos, já realizamos diversos mutirões de catarata, com realização de exames e encaminhamento para cirurgias. Gilberto Natalini- Médico e Vereador PV-SP
5 de junho: Dia do Meio Ambiente – Celebrar ou Lamentar? Só depende de nós!!!
O dia 5 de Junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Qual deve ser o nosso estado de espírito? De celebração ou de lamentação?
Desassistência
Estamos vivendo um momento drástico da incidência crescente dos tumores malignos afetando a população. Tenho recebido cotidianamente um número grande de novos casos de câncer.
Poluição do ar: Cumpra-se a Lei!
Propusemos e articulamos na Câmara Municipal de São Paulo, com muito trabalho e muita determinação, a aprovação da Lei 16.802/2018. Ela prevê a troca de combustível da frota de ônibus da Cidade, de cerca de 50 mil veículos, substituindo o poluidor óleo diesel por combustíveis limpos.
Vamos salvar as áreas verdes de São Paulo enquanto é tempo

Ao lado de minha equipe na Câmara Municipal de São Paulo, estamos levantando as frequentes derrubadas de Mata Atlântica nas áreas verdes remanescentes da cidade.
Meio Ambiente: último que fala, o primeiro que apanha
Há décadas temos trabalhado intensamente para tornar São Paulo uma cidade mais sustentável, mais humanizada e com mais qualidade de vida. O passivo ambiental de São Paulo é enorme.
Áreas Verdes II : a devastação continua
Acabamos de ver no Rio de Janeiro o desabamento de dois prédios construídos ilegalmente em áreas verdes. Tudo sem autorização, no bairro da Muzema, devastando a mata da cidade.
As Energias limpas: a fotovoltaica
O Brasil tem cerca de 80 % de sua matriz elétrica de fontes renováveis. Por conta do potencial energético dos rios brasileiros, cerca de 60% da energia elétrica produzida no Brasil é gerada por usinas hidrelétricas.
As contradições dos órgãos de preservação: CONPRESP/ CONDEPHAAT
Os últimos anos têm se caracterizado por descuidos e tragédias diversas no âmbito dos órgãos preservação em nossa cidade.
Ibirapuera, sem concessão
A cidade de São Paulo dispunha de 36 parques municipais em 2004. Nos oito anos que se seguiram, num ritmo jamais visto, a Prefeitura entregou 66 novos parques – incluindo os lineares, implantados nas margens dos córregos, parte deles na periferia. Essa política vitoriosa de ampliação de áreas verdes fez com que os 15 milhões de metros quadrados de áreas verdes existentes em 2004 se transformassem, em 2012, em 45 milhões de metros quadrados de parques municipais. Três vezes mais.
As Pontes e os Viadutos de São Paulo
A capital tem 185 pontes e viadutos. Alguns deles com 60 anos. Em média eles têm 40 anos.
Tumores: O SUS continua descendo morro abaixo…
No meu dia a dia como médico tenho encontrado muitos casos de pessoas que são diagnosticadas com câncer. Parece, e deve ser real, que o número de certos tumores malignos segue aumentando sua incidência na população.
Aeroporto em Parelheiros? Loucura!
Há um grupo de empresários bastante articulados com certos setores da política que há alguns anos atrás propuseram a construção de um Aeroporto em … Parelheiros.
Dezembro verde: mês de conscientização sobre a paralisia cerebral
A paralisia cerebral é uma doença bastante grave. Os sintomas aparecem no início da vida e é preciso que a família se adeque a esta realidade.
Parque que te quero Parque
Desde a fundação de São Paulo em 1554 até o ano de 2004 a cidade dispunha de 36 Parques Municipais. Alguns conhecidos e famosos, como o Parque do Ibirapuera, do Carmo, Luz, entre outros. De 2005 a 2012 a cidade ganhou 66 novos parques, inclusive parques lineares. Saltou de 15 milhões de m² de área de parques para 45 milhões de m². Ampliou principalmente na periferia da cidade.
O meu, o seu, o nosso lixo
As pessoas, no geral, após comprar e consumir um produto embalam o que sobrou dele e colocam na porta de casa como lixo, para ser recolhido e descartado.
AIDS: dezembro vermelho e a sua preocupação
O Brasil completa 30 anos de luta contra HIV/AIDS, sendo referência mundial ao tratamento da doença. De acordo com o Boletim Epidemiológico de 2018, a taxa de detecção de AIDS era de 21,7 casos em 2012 por cada 100 mil habitantes e em 2017, o número caiu para 18,3. Também houve queda de 16,5% na taxa de mortalidade pela doença entre 2014 e 2017.
Alimentação saudável é sinônimo de qualidade de vida
A alimentação é a base para a saúde humana. Mas e quando a questão é o mau uso dela, principalmente na primeira fase de vida? A preocupação se torna ainda maior. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para a sociedade se conscientizar nesse sentido, pois a tendência é de que, nos próximos cinco anos tenhamos um mundo ainda mais obeso e nada saudável.
Cidade Sustentável quer dizer humanizada
Hoje 80% da humanidade vive nas cidades. No Brasil, esse processo de urbanização aconteceu numa velocidade incrível. São Paulo, por exemplo, tinha 15 mil habitantes em 1850. Saltou para 26 mil, em 1872. Em 1886, já eram quase 75 mil habitantes. Em 1900, eram 281 mil. Hoje, São Paulo é uma das maiores metrópoles do mundo e o principal centro financeiro da América do Sul, com cerca de 12 milhões de habitantes.
Redução do açúcar trará mais qualidade de vida para as pessoas
O açúcar é um grande vilão na vida das pessoas, causador de doenças cardiovasculares e diabetes.
A água nossa de cada dia
Nós humanos somos 70% de água. As crianças chegam a 80% de água no corpo. Não preciso dizer mais nada sobre a importância da água para nossa sobrevivência. A água é tudo para a nossa vida. Mas parece que a cidade de São Paulo e seus habitantes não se preocupam muito com isso.
O SUS e suas dores
O SUS é o plano público de saúde de 150 milhões de brasileiros. Os outros 50 milhões tem plano privado pago por si ou pelas empresas. Mas quando as doenças são graves, muitas vezes esses planos privados “empurram” os doentes para o SUS. Assim, o SUS é o pai, a mãe e o irmão da saúde dos brasileiros.
São Paulo e o seu descaso estrutural
Uma série de fenômenos vem acontecendo na cidade, como incêndios, estruturas caindo e a ausência de planos emergenciais para a resolução destes problemas fica cada vez mais recorrente. O último foi a questão do viaduto da Marginal Pinheiros, localizado em frente ao Parque Villa-Lobos, na zona oeste. A sorte é que não havia grandes movimentos na região e ninguém se feriu. E há ainda o risco de desabamento, de acordo com os técnicos que estão estudando o acontecimento. Problemas com aparelhos de apoio em estruturas, uma das principais causas responsáveis para o viaduto ceder, são mais comuns do que se pensa, é temerário não efetuar a indispensável substituição prévia das peças deterioradas nas edificações. Sentimos uma carência de estudos de patologias estruturais em viadutos, pontes e edificações, os quais visam prevenir tragédias e evitar prejuízos à população. Nesse sentido, é recorrente depararmos com estruturas que apresentem armaduras principais de tração de vigas rompidas. Assim como, materiais como as cordoalhas de protensão totalmente expostas, quando não rompidas. Isto é, uma série de fatores negligentes à segurança. Existem quase 200 viadutos na cidade, sendo que ao menos metade deles apresentam problemas estruturais. Eles não são preservados, não são recuperados, mas os viadutos têm impacto de caminhões e desgaste da estrutura. Entre o ano passado e este ano, a Prefeitura previu investir R$ 49,7 milhões nesta ação de manutenção e recuperação, mas liquidou 8% deste valor, que se dá em torno de R$ 3,9 milhões. A questão é mais burocrática do que parece. O viaduto da Marginal por exemplo, não estava na lista de urgência e o prefeito relata o fato de as licitações de projetos para recuperação de estruturas estarem suspensas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). No entanto, o Tribunal destaca a demora da gestão municipal em atender às solicitações feitas pelo órgão. Ainda é ressaltado o crescimento de gastos com as áreas de saúde, transporte e previdência, necessitando do congelamento de parte do orçamento. É uma situação crítica que nos encontramos e precisamos de uma solução o mais rápido possível. O nosso mandato está de olho, fiscalizando sempre. Foto: Reprodução Gilberto Natalini Vereador PV/SP
O Clima esquenta!
O Observatório do Clima apresentou os dados de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no Brasil.
Poluição do ar é veneno!
O Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA, em reunião realizada no dia 30/10, definiu uma nova fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE), que trata do controle das emissões de gases poluentes para veículos pesados.
O SUS e suas dores
O SUS é o plano público de saúde de 150 milhões de brasileiros. Os outros 50 milhões tem plano privado pago por si ou pelas empresas. Mas quando as doenças são graves, muitas vezes esses planos privados “empurram” os doentes para o SUS. Assim, o SUS é o pai, a mãe e o irmão da saúde dos brasileiros.
Sorocabana 100% SUS!
A longa novela do Hospital Sorocabana parece estar em seus capítulos finais. O Sorocabana foi construído em 1955, em um terreno doado pelo Estado, e durante 55 anos atendeu a comunidade na região. Em 2010, por conta das dificuldades financeiras o equipamento foi fechado.
São Paulo e suas árvores
São Paulo possui cerca de 650 mil árvores em seu viário. Isso inclui as ruas e as praças, e não leva em conta as áreas verdes do extremo Sul (Parelheiros), a Serra da Cantareira e algumas manchas verdes na Zona Leste. Portanto, nas ruas e praças da cidade temos essas árvores, numa estimativa que precisa ser aprimorada e atualizada pela Prefeitura.
E o show deve continuar!
A eleição passou! E nós ficamos! Temos um Presidente eleito, escolhido pela maioria dos votos válidos, como manda os preceitos democráticos da Constituição.
Tempos difíceis!!!!
A confusão psíquica e social se abateu sobre o Brasil. O país perdeu a esperança e o rumo do futuro. Depois de enfrentar muitos anos de uma ditadura militar, o país, exaurido mas mobilizado, se abriu para a Democracia.