Cada vez mais o negacionismo climático perde espaço. Diante das evidências gritantes das mudanças climáticas, os ignorantes e aventureiros da “negação” vão diminuindo e desaparecendo.
O bom senso, apoiado nas evidências científicas e na realidade da vida, que indica a causa humana do aquecimento global é hoje quase consensual.
Mas, o que ainda prevalece, em grande parte, é a inércia humana.
Embora haja mundo afora, muita gente falando, tomando medidas e combatendo os fenômenos climáticos extremos, ainda há uma grande parte da humanidade que se mantém numa imobilidade perigosa, quase suicida.
Assim, vemos os governos, o mundo privado, as entidades sociais e as pessoas, numa atitude de observação, quase omissa, diante dos estragos que o clima vem fazendo mundo afora. Se exasperam e se apavoram quando as coisas acontecem em seu redor.
Sabemos, por pesquisas, que mais de 90% das pessoas já sabem das mudanças climáticas. Mas, só cerca de 30% delas se dispõe a tomar medidas individuais e coletivas para prevenir e combater tais fenômenos.
As medidas tomadas por governos, grupos econômicos, organizações da sociedade civil e pessoas, individualmente, são muitas ao redor do mundo. Mas parece que sua intensidade e velocidade são bem menores do que a rapidez da evolução e tamanho das mudanças climáticas.
Dessa forma, podemos afirmar que estamos perdendo essa guerra. Temos que fortalecer e acelerar o front de batalha.
Há também um fator decisivo para avançarmos na mitigação e adaptação climática: caminhar rapidamente no sentido da transição energética.
Nesse campo há o fator indesejável e perigoso do lobby do petróleo.
Os países e empresas produtoras de petróleo fazem tudo para retardar a velocidade do desenvolvimento das energias renováveis. O mundo se desmanchando em cheias violentas, secas prolongadas, calor extremo, queimadas devastadoras, stress hídrico, frios extemporâneos, degelo, ventanias catastróficas, e os petro ricos, fazendo todo o possível para garantir seus “negócios”, barrando o esforço científico e tecnológico para sairmos dessa enrascada.
Cabe a cada um de nós fazer a sua parte na direção correta. E cobrar as autoridades e as lideranças para saírem da zona de conforto e agirem.
O tempo de esperar já passou!
Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista