EU, VOCÊ E O MEIO AMBIENTE

Está generalizado entre os humanos, o conceito que a nossa existência é definitivamente oriunda e dependente do meio que nos cerca e que nos provê a vida. Isso é um ponto pacífico.

Também sabemos que o ser humano desde que ficou de pé e criou a primeira ferramenta, intervém, transforma e explora os recursos naturais para sobreviver e muito mais.

Conforme se passaram os milênios, a humanidade criou mecanismos tecnológicos para “mexer” com a natureza.

Hoje, a tecnologia e a economia, o consumo e o comércio, o sistema produtivo e financeiro estão avançando sobre os recursos naturais com uma voracidade muito superior à capacidade de recuperação do Planeta.

E a devolução dos produtos consumidos sob a forma de resíduos, popularmente conhecido como “lixo”, também tem entulhado as águas, o solo e o ar de materiais indesejáveis.

Por fim, na produção de energia, indispensável à vida humana, chegou-se à queima imensurável de combustível fóssil, cujo produto final são gases que provocam o efeito estufa, o aquecimento global e as temidas mudanças climáticas.

As consequências das mudanças climáticas são alterações no regime do clima, caracterizados por chuvas violentas, estiagens prolongadas, desertificação, degelo, aumento do nível do mar, extinção de espécies animais e vegetais, aumento das doenças infectocontagiosas, e outras evidências.

Não tenho receio de falar que esse é o maior desafio que a humanidade enfrenta e que junto com o aumento vertiginoso da desigualdade social, ameaça concretamente a existência humana.

Ao tamanho da ameaça e do desafio tem que haver uma resposta de tamanho maior.

Embora tenha havido preocupação e atitudes significativas progressivas, a resposta das nações e dos povos ainda é insuficiente para brecar e reverter esse perverso cenário.

Cada um de nós e todos nós, desde o cidadão comum, as empresas, as universidades, as igrejas, as corporações, os governos e a ONU têm total responsabilidade de combater, prevenir, sustar e reverter esse quadro socioambiental assustador produzido pelas mãos humanas e que ameaça a vida no Planeta.

Cada um pode fazer sua parte, individual e coletivamente. Há um cardápio de ações para ser feito. Do conhecimento, à consciência, daí para a disposição de agir e ganhar novas pessoas.

Não temos outro caminho! É uma questão de autopreservação!

     Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista

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