O cérebro humano tem cerca de 86 bilhões de neurônios interconectados numa rede perfeita que emite entre si e para todo o corpo impulsos elétricos e também recebem de todo o corpo estímulos elétricos e hormonais por meio de longos fios condutores ou do sangue.
É uma poderosa máquina biológica que produz movimentos, consciência, emoções e instintos.
Poderíamos dizer que é o datacenter do organismo humano, e levou milhares de centenas de anos para chegar até aqui.
A ciência, criada por esse mesmo cérebro, tem tido uma enorme velocidade de conhecimentos e realizações, difícil de acompanhar na atualidade.
Todos os dias surgem um número imenso de novas descobertas científicas, que a tecnologia transforma em máquinas e equipamentos para o uso da humanidade.
Umas das áreas que mais tem avançado é a tecnologia da informação.
Desde os telefones celulares, passando por computadores, os avanços são enormes.
Agora estamos na era dos Datacenters e da Inteligência Artificial.
São incontáveis as novidades que aparecem todos os dias.
Isso tem gerado uma conexão infinita das pessoas entre si, e com todo o planeta.
O volume de conhecimento, de informações, de notícias, de debates, de pesquisas, de fakenews, é avassalador.
E tudo isso chega a cada um de nós a cada segundo durante todos os dias, sem cessar, pela internet e redes sociais.
É claro que tal avalanche de informações, boas ou ruins, verídicas ou mentirosas, estão causando uma revolução no comportamento das pessoas.
Já há pesquisas que apontam que o cérebro não tem capacidade para absorver e processar tudo isso. Isso parece provável.
Não sabemos ainda qual a modificação que isso já vem causando no comportamento e no estado físico das pessoas.
Mas já podemos ver a “solidão conectada”, a “depressão do conhecimento” e a “agressividade da angústia”.
Além é claro dos impactos físicos da fadiga e das mialgias do sedentarismo.
O desconhecido mundo do conhecimento.
Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista