Tempos difíceis!!!!

A confusão psíquica e social se abateu sobre o Brasil. O país perdeu a esperança e o rumo do futuro. Depois de enfrentar muitos anos de uma ditadura militar, o país, exaurido mas mobilizado, se abriu para a Democracia.

Foi muita gente que lutou por isso, que foi presa, perseguida, perdeu a vida. Mas 1985 foi o ano de alívio. Democracia enfim! Três anos depois a chamada “Constituição Cidadã”. Em seguida o Impeachment do primeiro Presidente eleito pelo voto direto. Um chacoalho democrático. O Plano Real veio e trouxe alegria e esperança para o povo, que melhorou sua condição de vida. Chega o século XXI.

O PT que nasceu oposição em 1980, começou a ganhar pernas, com seu discurso séptico e sua prática radical. Nasceu de um arranjo para uma “oposição confiável”. Sua pregação prometia o paraíso para o povo brasileiro. Finalmente em 2002 o Brasil resolveu eleger o PT para presidir o país. “O céu estava abrindo suas portas”.

No início foi só alegria. Um operário presidente, jeitoso com o microfone, que se adaptou aos marcos econômicos do plano real. O país (e o Mundo) exaltou! O mercado se alegrou! Os mais pobres se sentiram protegidos, a classe média foi aderindo e os ricos lucrando muito.

Até que veio a primeira pancada: O Mensalão. Um poderoso esquema de corrupção de compra do Congresso, a partir do assalto aos cofres públicos. O Presidente escapou, mas seu partido não! Perdeu a virgindade ética. E como!

Daí para frente o governo do PT se confundiu com a barafunda fisiológica e corrupta mais nefasta do Brasil. Na economia, enquanto subsidiava crédito à população, o governo do PT também garantia os maiores lucros já vistos ao sistema financeiro. 

Nesse clima foi eleita e reeleita a sucessora. Mas o preço pago foi imenso para a economia. E no campo político explodiu outra bomba muito mais poderosa: o Petrolão. Esse, com certeza, o maior esquema de corrupção já praticado no Brasil, desde Pedro Álvares Cabral.
O “caminho do céu”, prometido pelo PT levou a um “purgatório infernizado”. O país caiu em uma crise civilizatória, a mãe de todas as crises. A Presidente sofreu impeachment! Na sua saída deixou um Brasil se arrastando: crise política, econômica, social e moral. Uma verdadeira crise civilizatória!

Os escândalos do Petrolão se multiplicaram atingindo em cheio o PT, partidos aliados e membros de partidos da oposição, como numa septicemia grave.

A política virou atividade criminosa. A economia parou e o desemprego explodiu. As pessoas se dividiram e passaram a se agredir verbal e até fisicamente. A desesperança e o ceticismo encobriram o Brasil. Lula, antes o herói do Brasil e do Mundo foi condenado e está preso. O vácuo de lideranças se impôs.

Na imensa decepção com o PT, parte majoritária da população buscou outro caminho. Foi nesse contexto, que surgiu o Capitão Bolsonaro. Pessoa de pouca história e muitos mandatos, ele cresceu defendendo as teses que se antepunham ao PT. E nesse roldão passou a externar teses autoritárias, antidemocráticas e fascistas.

Defendeu o torturador Ustra e a prática da tortura. Atacou teses democráticas e grupos sociais minoritários. Defendeu a violência de Estado como forma de defender a sociedade. Pregou a regressão de conquistas sociais e democráticas, como antídoto às lambanças do PT. E cresceu na simpatia popular.

Podemos dizer, sem medo de errar, que o Bolsonaro é um filho nascido e crescido nas atitudes antirrepublicanas, fisiológicas, incompetentes e corruptas do PT.

Reorganizou-se uma “direita” xucra no apodrecimento de uma “esquerda” quadrilheira. Haddad é apenas um preposto desse esquema Lula/Petista que tenta sobreviver.
O país se divide entre o ruim e o pior! Que escolha infeliz! Para um lado ou para o outro.
Eu de minha parte não fico com nenhum. Conheço o que os dois “fizeram no verão passado”.

Me preparo, para depois de décadas lutando contra a ditadura, por nossa democracia e outras tantas décadas lutando para implementar essa democracia, a enfrentar a luta de resistência.

Gilberto Natalini- Vereador PV/SP