Pular para o conteúdo principal

Gilberto Natalini SP

A CALÇADA DA (MÁ) FAMA!

A calçada em questão, está situada na Av. Rubem Berta (lateral), em frente à Estação AACD do Metrô e da unidade da Secretaria Municipal de Assistência Social. Ela tem pouco mais de 100 metros de extensão e cerca de 10 metros de largura. Era feita de blocos intertravados em toda sua extensão. Estava em perfeito estado de conservação, sem nenhum defeito. Por sua característica era totalmente permeável, absorvendo a água da chuva. Eis que em determinado dia, há pouco tempo, veio a Prefeitura de São Paulo e numa velocidade grande arrancou todo o piso intertravado da calçada, destruindo algo que estava íntegro. Em seguida começou o processo de construção de um novo piso, desta vez de cimento, portanto, totalmente impermeável. Minha pergunta: por quê? Sabemos que os cadeirantes reclamam dos pisos intertravados pelo trepidar das cadeiras de roda sobre eles. Isso procede. Mas, no caso em questão, bastaria fazer uma faixa de rolamento de cimento sobre aquele piso para resolver a situação. Isso não foi feito. O que se viu foi a substituição de um piso drenante por um absolutamente impermeável. Temos dito há muito tempo que um dos grandes problemas da Cidade é o imenso grau de impermeabilização do solo urbano, frente às chuvas cada vez mais violentas em decorrência das mudanças climáticas. Pois é! O que presenciamos ali é uma absoluta falta de noção de Prefeitura, no trato com essa calçada. E pior! Isso tem acontecido em vários outros locais. Desse jeito, fica difícil. A má fama da calçada não é culpa dela. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista

NÓS E A CIÊNCIA!

Uma ventania forte sopra de canto a canto do planeta. Uma saraivada de descobertas e inovações na ciência e na tecnologia invade as mentes, os comportamentos, o jeito de pensar e de viver das pessoas, numa velocidade e quantidade espantosas. A Inteligência Artificial, a famosa IA, é o píncaro dessa montanha de conhecimentos, que torna tontos confusos e assustados os seres humanos. O avanço da internet, das redes sociais, da computação, das comunicações, da bioengenharia genética, são alguns exemplos dessa revolução humana. Um celular na mão faz a pessoa multiplicar por mil sua capacidade de comunicação, de conhecimento, de criação, enfim, de viver melhor ou sofrer mais. A IA virou um debate ferrenho. Ao mesmo tempo ajuda a agilizar a solução dos problemas da vida, também é motivo de enorme preocupação por sua capacidade destrutiva. Toda grande descoberta humana sempre pode ser usada para o bem ou para o mal. Foi assim com a energia atômica, com a aviação, com os produtos químicos, e tantas outras descobertas. Servem para construir uma vida melhor, ou destruir sonhos e existências. Hoje, esse turbilhão de novidades virou do avesso a rotina de cada um. Persiste ainda, e tem aumentado, a concentração de renda e a fome no planeta, as guerras pipocam em várias regiões, muitas com cara de genocídio. A polarização política divide o mundo ao meio, numa disputa política, acirrada e tóxica, em muitos países. Portanto, os desafios de hoje são imensos, e as conquistas técnico-científicas têm que ser usadas para ajudar a diminuir o sofrimento humano. Essa é a questão! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista

A “RAIVA CLIMÁTICA”!

            Alguns dias atrás, choveu cerca de 600 mm em 24 horas no Japão. Uma quantidade espantosa de água caiu do céu em um dia. Isso, somado ao tufão Dujuan, parou aquele país. Uma autêntica catástrofe climática.             Temos observado, cada vez mais, e de forma mais intensa, esse tipo de acontecimento nos quatro cantos do mundo.             Aqui no Brasil, as áreas mais atingidas têm sido na região Sul, no Rio Grandes Sul, Santa Catarina e no Paraná. As chuvas e os ventos violentos têm submetido e devastado cidades. O sofrimento das pessoas e o prejuízo econômico são imensos.             Recentemente, em cinco dias, choveu em São Paulo uma Represa de Guarapiranga inteira. Foram 171 bilhões de litros de água.             É muita água caindo do céu!             Por outro lado, em vários outros locais do planeta há estiagens severas, incêndios devastadores, degelo continuado, ondas de frio extemporâneas e severas, mostrando a velocidade e intensidade das mudanças e emergências climáticas globais.             Temos verificado, com preocupação e espanto, que embora muitas iniciativas de ações púbicas e privadas de mitigação, adaptação e justiça climática ao redor da Terra venham sendo executadas, a velocidade do avanço dos fenômenos climáticos extremos é bem maior do que as medidas de prevenção e combate a elas.             Precisamos de um choque de conscientização para ação, passar da intenção para o gesto, vencer a inércia individual e coletiva, e a resistência nociva dos setores econômicos que exploram a cadeia produtiva dos combustíveis fósseis.             A busca e o uso de fontes renováveis de energia, das formas de exploração sustentáveis dos recursos naturais e do consumo humano precisam entrar em campo com urgência.             O clima do Planeta está “enraivecido” e com razão.             Resta a nós, as vítimas preferenciais e causadores dessa situação, tomarmos uma atitude rápida e eficiente para aplacarmos a “ira climática”. É pra já!!! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista

O SUPREMO SE APEQUENOU

Faz algum tempo que o Brasil mergulhou num fosso profundo de polarização política e ideológica. Uma divisão falsamente produzida entre uma “esquerda”, demagógica, fisiológica, populista e corrupta, e uma “direita” igualmente populista, demagógica e corrupta, que agrega propostas autoritárias e fascistoides. Essa divisão expandiu-se e foi tomando conta de todos os espaços políticos, sociais e econômicos do país, jogando-o numa discussão estéril agressiva e predatória. As forças do centro democrático e ético ficaram sem espaço de atuação e sem lideranças de expressão nacional. Todas as instituições estão infiltradas com essa disputa falsa e pernóstica. O Supremo Tribunal Federal – STF não ficou de fora disso. O país assiste estarrecido e indignado o grande circo de horror que mostra sua cara dentro da Suprema Corte. Os ministros nomeados politicamente, estão divididos ao meio, no que diz respeito à polarização. Os interesses desses dois grupos falam mais alto do que a letra da Constituição Federal, cada um defendendo o seu “guru” político. O STF perdeu seu rumo e sua função. O ridículo tomou conta das togas, das pautas e dos votos. Ao lado dessa pantomina polarizada assistimos no Brasil uma verdadeira pandemia de corrupção, que se alastrou por todos os cantos e instituições da república, atingindo os poderes executivo, legislativo e judiciário, e tomando também boa parte das instituições da sociedade civil e do empresariado. Ser corrupto hoje virou uma mania nacional. Mais uma vez, o STF não ficou de fora dessa farra de mal feitos. Estamos vendo os dedos em riste dos ministros togados, apontando uns para os outros, disputando quem se lambuzou mais com o dinheiro sujo do banqueiro bandido Vorcaro, com raras exceções. A nossa Corte Suprema, “guardiã da Constituição”, está atolada na lama da bandalheira até a altura da testa. E o brasileiro médio, que recusa essa polarização falsa e ridícula, que trabalha duro para custear sua vida, assiste atônito à guerra de baixaria dos togados, sem ter a quem recorrer. Pobre Brasil! O que foi que fizeram com você? Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista

AGUENTA CORAÇÃO!

O conhecimento humano não tem limites. Avança no tempo com uma velocidade assustadora. As vezes ficamos tontos e confusos com tantas descobertas, informações, novidades que surgem pelas mãos da ciência e da tecnologia. O volume de conhecimento nos dias de hoje é colossal. Assim, nenhum ser humano, sozinho, por mais inteligente e informado que seja é capaz de dominar as informações nos dias de hoje. A tecnologia da informação, a eletrônica, a cibernética, a biologia, e tantas outras lançam uma novidade por minuto. O saber vai tangendo o infinito. Mas, há um campo que vai alçando a própria intimidade da vida. É o domínio dos segredos da genética e a manipulação dos cromossomos e dos genes. Está sendo desvendado e alterado o código genético, cada vez com mais precisão. Isso abre caminho que pode nos levar a dominar a própria essência da existência humana, para o bem ou para o mal. Como toda descoberta científica, o primeiro sentimento que chega é o medo: onde vai nos levar esse caminho? Mas, nós já sabemos que nada é capaz de parar a voracidade e a curiosidade do conhecimento humano. Assim, num mundo de sofrimento, de injustiça, de violência, de destruição de vidas, convive, sim, o domínio cientifico sobre os segredos da vida. Aguenta coração! Gilberto Natalini – Médico e Ambientalista

SE CORRER O BICHO PEGA, SE FICAR O BICHO COME!

Um beco sem saída! Assim está essa eleição 2026 no Brasil. Já participei de dezenas de eleições desde 1972, mas nunca vi um processo eleitoral tão esquisito como esse. A política deixou o povo descrente de tudo e de todos, e alheio ao canto da sereia dos candidatos. É como se uma enxurrada de promessas mentirosas fosse despejada na cabeça dos eleitores. E isso tem causa. A degeneração da atividade política no país, promovida por uma falsa e tóxica polarização entre “esquerda” demagógica, fisiológica e corrupta, e uma “direita” populista, corrupta e fascistoide, que expressa a barbárie social, trouxe o processo eleitoral para a disputa entre rejeitados. Os dois principais candidatos têm mais de 50% de rejeição dos eleitores. Dessa forma, a disputa eleitoral, que deveria ser o coroamento da Democracia, tornou-se o pleito da rejeição. As verdadeiras propostas para os graves problemas políticos, econômicos, sociais, ambientais e morais do Brasil sumiram das bocas dos candidatos. Viraram fumaça! Esse é um momento muito pobre da vida nacional. Mas, a defesa da Democracia, contra os golpes e os aparelhamentos ideológicos, deve ser nosso compromisso principal. Daí decorre a cobrança de um desenvolvimento sustentável, a quebra dessa desigualdade social pornográfica que há no Brasil e o combate feroz a essa farra de corrupção que toma conta do Brasil. Só a mobilização e organização da sociedade brasileira poderá trazer a política brasileira para os trilhos. E isso transcende esse processo eleitoral desesperançado. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista

UM BUFÃO DO MAL

Em seu nacionalismo míope e tacanho, Donald Trump, com uma conduta que parece uma biruta de aeroporto em dia de vento forte, produz a confusão geopolítica e econômica no mundo. Sua ideologia, presa na década de 50, prega um chauvinismo burro num tempo de globalismo, e vai isolando os EUA da comunidade internacional, entre seus adversários e aliados. Suas tarifas atingem países que sempre comercializaram com os americanos, muitas vezes em condições desfavoráveis, como é o caso do Brasil. Trump colhe como resultado, não o incremento de sua economia, mas a escassez e a carestia de produtos indispensáveis ao povo de lá, como é o caso do hamburger. O resultado de sua “guerra santa” contra o Irã resultou no aumento do preço dos combustíveis dentro e fora de seu pais, e ainda deu sobrevida à ditadura dos aiatolás, que estava cambaleando antes da guerra. Além disso, consumiu o estoque bélico dos EUA e caminhou na rota de derrotado. Um fiasco. Trump, um bilionário com vários B.O.s no campo ético e moral, se julga o xerife do mundo, Invadiu a Venezuela, prendendo o ditador local, ameaçou anexar a Groelândia e submeter o Canadá. Ofende a Comunidade Europeia e flerta com autocratas, como Putin e tantos outros. Até o Papa, o primeiro americano no cargo, sofreu ataques medíocres de Trump. Nas questões ambientais e climáticas ele é o desastre do atraso e do negacionismo. Tirou os EUA do acordo de Paris, se lambuza de petróleo (já vimos isso por aqui também), e prega abertamente a negação, enquanto seu país mergulha nas tragédias dos fenômenos climáticos extremos. Ele tem a rejeição da maioria dos americanos e governa com factoides, ameaças, golpes de mídia, e uma forma caricata de ser, até fisicamente. É um bufão calculista e irresponsável na cadeira de comando da maior potência mundial. Até que a China, com sua calma silenciosa e operativa, os supere. Nesse cenário, cresce no planeta os blocos unilaterais, como Turquia, Paquistão e Arábia Saudita, e tantos outros, fragmentando ainda mais a geopolítica global, com a ameaça constante e a presença de disputas, conflitos e guerras. O mundo tem problemas imensos, como desigualdade social, fome, miséria, e a ameaça fatal da degradação ambiental e das mudanças climáticas. E tudo que não precisamos é o caminho seguido hoje. Um caminho que jamais deveríamos trilhar. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista

SALVEMOS A GUARAPIRANGA

Água nossa de todo dia. Ninguém vive sem água! Vira graveto!! A região metropolitana de São Paulo tem quase 22 milhões de habitantes, sendo 12 milhões na capital. Cerca de 4 milhões são abastecidos pela água da Represa de Guarapiranga (garça vermelha), que fica na Zona Sul da Cidade. Esse grande reservatório é formado por 12 córregos e centenas de nascentes que brotam do que ainda existe de mata atlântica remanescente na região. O espelho d’água da Guarapiranga que tem 27 Km² de extensão, e sua bacia hidrográfica possui 638 Km². A represa tem 118 anos e foi inaugurada em 1908. É cercada pelas Subprefeituras de Capela do Socorro, M’Boi Mirim e Parelheiros. No decorrer do tempo foi sendo ocupada por sítios e pequenas fazendas, depois por imobiliárias clandestinas, que lotearam bairros, até hoje ilegais, ocupações por movimentos populares de moradia, invasões formiguinhas e por último uma devastação feita pelo crime organizado que derrubou 1,5 milhão de árvores e assoreou 1000 nascentes. Assim, hoje a região do reservatório é densamente povoada, até as margens lindeiras ao espelho d’água. São cerca de 1 milhão de habitantes na bacia hidrográfica da Guarapiranga, desses 70% são da Cidade de São Paulo. São 207 mil desses morando em favelas. Esse imenso espelho d’água, vem morrendo aos poucos no decorrer do tempo, principalmente nos últimos 30 anos. A causa para esse “assassinato” é multifatorial, e tem se agravado a cada dia. A ocupação desordenada e predatória, seja qual for, é a principal causa. A imensa pressão social por moradia, somada à fraqueza e desleixo dos poderes públicos fizeram das áreas de mananciais grandes conglomerados de bairros, que destruíram a mata nativa, assorearam nascentes e trouxeram grandes massas de poluentes que feriram mortalmente o corpo da Represa Guarapiranga, a caixa d’água da Região Sul de São Paulo. Cerca de 50% do esgoto coletado de 1 milhão de moradores lindeiros à represa é devolvido ao espelho d’água, sem nenhum tipo de tratamento. Há também a poluição difusa, levada pelas chuvas e ventos de milhares de ruas e calçadas que circundam a área. E ainda temos o lixo doméstico despejado nos córregos e nas margens, que se depositam dentro do reservatório. Somada à toda essa agressão, temos ainda à alteração do regime de chuvas, que em período de longas estiagens, produz enorme redução do volume de água reservado. Por tudo isso, a situação da Represa de Guarapiranga é muito grave, havendo um grande risco de sua inviabilização. Pouca coisa vem sendo feita pelos governos e pela empresa que retira a água e deveria tratar os esgotos despejados lá. A eutrofização e o assoreamento da represa são assustadores. O tratamento dessa água se torna inviável. A continuar assim, Guarapiranga caminha para a morte, deixando de ser um manancial para 4 milhões de pessoas que ficarão sem água em suas torneiras, pois não há outra fonte que substitua Guarapiranga. Diante dessa trágica situação, nós estamos propondo uma corrente de lideranças e entidades que estejam dispostas a cobrar soluções urgentes para tentar salvar a Represa de Guarapiranga.  Convido você para participar de reunião de organização do movimento “Salvemos a Guarapiranga”. Será no dia 23 de setembro de 2026, às 16 horas, no Sindicato dos Engenheiros, Rua Genebra, número 25. Compareça! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista

A ELEIÇÃO DA DESESPERANÇA

       Temos visto as manifestações dos candidatos à Presidência no Brasil.        Tem sido um debate fraco, que não propõe saídas para os graves problemas do país. São arremedos de propostas.        A questão econômica fica na superficialidade. Hoje, 43% do orçamento nacional é drenado para pagar juros e serviços da dívida pública, sangrando e quebrando gravemente nossa economia, deixando míseros percentuais para as áreas sociais, penalizando a população.        Nenhum dos candidatos fala disso! Por medo, por ignorância, ou por conivência mesmo.        Outra questão candente, o meio ambiente e a emergência climática, passa à margem das observações dos candidatos. Continuamos sem rumo certo naquilo que é uma imensa ameaça, já presente em nossas vidas.        Os dois principais candidatos, artífices da polarização, se alimentam e se retroalimentam de questões ideológicas artificiais e tóxicas, que já saturaram o Brasil. Se acusam de corrupção, quando eles próprios têm vasto currículo nesse quesito. É o roto falando do esfarrapado.        Assim caminhamos para uma eleição que não vai resolver nossas necessidades. No mínimo, vai aumenta-las.        Tem sido muito difícil esse processo político.        A proposta de um centro democrático e ético não logrou ser construída até o momento como alternativa de poder, com um nome forte e respeitado para comandar o Brasil, junto com as forças que propõe a democracia, o desenvolvimento econômico com respeito à natureza, a maior equidade social e a fundamental moralidade pública.        Os dois principais candidatos têm 54% e 51% de rejeição popular. Portanto, essa será, novamente, a eleição dos rejeitados.        Pobre Brasil, órfão mais uma vez! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista