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Gilberto Natalini SP

Gilberto Natalini recebe Eduardo Jorge no EcoVoz para uma conversa sobre meio ambiente

No terceiro episódio do EcoVoz, podcast da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP), Gilberto Natalini, coordenador de Meio Ambiente da associação, conversa com Eduardo Jorge, médico sanitarista e ambientalista. O encontro reúne dois profissionais com trajetórias ligadas à saúde pública e às questões ambientais, em mais uma edição do programa EcoVoz. Assista ao episódio completo abaixo.

Gilberto Natalini recebe Fernando Padula no EcoVoz para uma conversa sobre educação

No oitavo episódio do EcoVoz, podcast da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP), Gilberto Natalini, coordenador de Meio Ambiente da associação, recebe Fernando Padula, secretário municipal de Educação de São Paulo à época da gravação. O episódio apresenta uma conversa com o convidado, trazendo a educação para o espaço de diálogo promovido pelo EcoVoz. Assista ao episódio completo abaixo.

Gilberto Natalini conversa sobre ações sustentáveis da AFPESP no EcoVoz

Gilberto Natalini, coordenador de Meio Ambiente da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP), apresenta o sétimo episódio do EcoVoz, podcast dedicado a temas ambientais e à sustentabilidade. Neste episódio, Natalini conversa com Roberto Soares, analista ambiental, e Vivian Souguellis, engenheira ambiental, que integram a equipe técnica da Coordenadoria de Meio Ambiente da AFPESP. Durante a conversa, os convidados apresentam as ações sustentáveis desenvolvidas pela associação e destacam a importância das iniciativas ambientais. Assista ao episódio completo abaixo e conheça o trabalho desenvolvido pela AFPESP na área de sustentabilidade.

Gilberto Natalini entrevista Elizabete Michelete sobre sustentabilidade nos hospitais

Gilberto Natalini apresenta o sétimo episódio da terceira temporada do APMCast, videocast da Associação Paulista de Medicina (APM), que aborda a relação entre meio ambiente, mudanças climáticas e saúde. Neste episódio, Natalini recebe a médica Elizabete Michelete, superintendente do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo, para conversar sobre sustentabilidade nos hospitais. Durante a entrevista, Elizabete apresenta iniciativas desenvolvidas no hospital, como a separação e o descarte adequado de resíduos, a conscientização ambiental e o envolvimento de profissionais e pacientes em práticas mais sustentáveis. A conversa destaca a importância de incorporar a responsabilidade ambiental à rotina das instituições de saúde. Assista à entrevista completa abaixo e conheça as iniciativas apresentadas no APMCast.

Gilberto Natalini participa do APMCast sobre mudanças climáticas e saúde

Gilberto Natalini é o convidado do primeiro episódio da terceira temporada do APMCast, videocast oficial da Associação Paulista de Medicina (APM), que aborda a relação entre as mudanças climáticas e a saúde. Médico gastrocirurgião, Natalini foi vereador da cidade de São Paulo por cinco mandatos e secretário municipal do Verde e Meio Ambiente. Atualmente, coordena a Comissão dos Médicos pelo Meio Ambiente e pelo Clima da APM. Nesta temporada, além de participar como entrevistado, Natalini também divide a apresentação dos demais episódios com David Alves de Souza Lima, diretor de Marketing da APM. Assista à entrevista completa abaixo e saiba mais sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde. Prefere ouvir? Acesse o episódio completo no Spotify.

CHOVE CHUVA!

A cidade de São Paulo experimentou há pouco mais uma situação climática extrema. Choveu por aqui, 60 mm em 40 minutos. Caiu água em toda a cidade, mas o volume maior foi sobre a área do Anhangabaú, Vila Mariana e Ibirapuera. Vimos coisas que nunca tínhamos visto, ou que vimos há bastante tempo. O Lago do Ibirapuera transbordou, jogando água nas ruas e casas das cercanias. O Tribunal de Contas do Município, teve 1,90 m de água em seu pátio e estacionamento. A Estação Liberdade do Metrô viu suas escadarias transformadas em cachoeira. No Túnel do Anhangabaú a água cobriu os carros que ali passavam. Na periferia, o bairro que mais sofreu foi a Vila Brasilândia, onde a enxurrada e os deslizamentos mataram uma pessoa. O trânsito parou, bairros inteiros tiveram alagamentos, o prejuízo, humano e econômico, foram enormes. Os pontos de ônibus ficaram superlotados com as pessoas tentando voltar para casa depois do “dilúvio”. O que nos fica de lição? Tenho repetido há muito tempo que São Paulo é demasiadamente impermeabilizada, e nas chuvas mais violentas quase toda a água escorre pelo asfalto e cimento, fazendo encher as regiões baixas e transbordar os córregos e os rios. O Plano Diretor em vigor, permitiu uma verticalização exagerada, desplanejada e agressiva, com uma enorme construção de prédios em locais inadequados aumentando a impermeabilização do solo. Com as Mudanças Climáticas, e suas chuvas violentas, o volume de água que cai sobre a cidade encontra o solo urbano impermeável, e as consequências são cada vez mais graves. É claro que São Paulo avançou na prevenção e combate a esses eventos. A criação de parques urbanos, e hoje já são 125, mantém e amplia áreas de solo permeável. O plantio de cerca de 2 milhões de árvores nos últimos 20 anos, a manutenção e aumento da rede de drenagem pluvial, com a limpeza das galerias e córregos, e a construção dos piscinões, ajudam a diminuir o impacto das enchentes. Mas, a permeabilização do solo urbano tem sido realizada em velocidade insuficiente diante da emergência climática. A cada ano a tendência das chuvas é ser cada vez mais violentas, localizadas, com volumes cada vez maiores, e em tempos menores. Portanto é urgente adaptar a Cidade a esta situação, ampliando a permeabilidade do solo, retendo água de chuva e aumentando a rede de drenagem. A implantação dos Parques Lineares ao longo dos córregos é uma solução necessária e urgente. A coleta de água de chuva para reaproveitamento ajuda nesse processo, com reservatórios domiciliares, cisternas, bambonas e outros. Além disso, as calçadas devem ser adaptadas para serem permeáveis, seja com piso drenante, ou com área de ajardinamento, quando for possível. Isso já foi previsto no Programa Passeio Livre, que precisa ser ampliado. O fato é que um conjunto de políticas públicas para a adaptação climática precisa ser implementado. Muitas já começaram, mas a velocidade de implantação ainda é insuficiente frente aos desafios das mudanças climáticas. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista

A CALÇADA DA (MÁ) FAMA!

A calçada em questão, está situada na Av. Rubem Berta (lateral), em frente à Estação AACD do Metrô e da unidade da Secretaria Municipal de Assistência Social. Ela tem pouco mais de 100 metros de extensão e cerca de 10 metros de largura. Era feita de blocos intertravados em toda sua extensão. Estava em perfeito estado de conservação, sem nenhum defeito. Por sua característica era totalmente permeável, absorvendo a água da chuva. Eis que em determinado dia, há pouco tempo, veio a Prefeitura de São Paulo e numa velocidade grande arrancou todo o piso intertravado da calçada, destruindo algo que estava íntegro. Em seguida começou o processo de construção de um novo piso, desta vez de cimento, portanto, totalmente impermeável. Minha pergunta: por quê? Sabemos que os cadeirantes reclamam dos pisos intertravados pelo trepidar das cadeiras de roda sobre eles. Isso procede. Mas, no caso em questão, bastaria fazer uma faixa de rolamento de cimento sobre aquele piso para resolver a situação. Isso não foi feito. O que se viu foi a substituição de um piso drenante por um absolutamente impermeável. Temos dito há muito tempo que um dos grandes problemas da Cidade é o imenso grau de impermeabilização do solo urbano, frente às chuvas cada vez mais violentas em decorrência das mudanças climáticas. Pois é! O que presenciamos ali é uma absoluta falta de noção de Prefeitura, no trato com essa calçada. E pior! Isso tem acontecido em vários outros locais. Desse jeito, fica difícil. A má fama da calçada não é culpa dela. Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista

NÓS E A CIÊNCIA!

Uma ventania forte sopra de canto a canto do planeta. Uma saraivada de descobertas e inovações na ciência e na tecnologia invade as mentes, os comportamentos, o jeito de pensar e de viver das pessoas, numa velocidade e quantidade espantosas. A Inteligência Artificial, a famosa IA, é o píncaro dessa montanha de conhecimentos, que torna tontos confusos e assustados os seres humanos. O avanço da internet, das redes sociais, da computação, das comunicações, da bioengenharia genética, são alguns exemplos dessa revolução humana. Um celular na mão faz a pessoa multiplicar por mil sua capacidade de comunicação, de conhecimento, de criação, enfim, de viver melhor ou sofrer mais. A IA virou um debate ferrenho. Ao mesmo tempo ajuda a agilizar a solução dos problemas da vida, também é motivo de enorme preocupação por sua capacidade destrutiva. Toda grande descoberta humana sempre pode ser usada para o bem ou para o mal. Foi assim com a energia atômica, com a aviação, com os produtos químicos, e tantas outras descobertas. Servem para construir uma vida melhor, ou destruir sonhos e existências. Hoje, esse turbilhão de novidades virou do avesso a rotina de cada um. Persiste ainda, e tem aumentado, a concentração de renda e a fome no planeta, as guerras pipocam em várias regiões, muitas com cara de genocídio. A polarização política divide o mundo ao meio, numa disputa política, acirrada e tóxica, em muitos países. Portanto, os desafios de hoje são imensos, e as conquistas técnico-científicas têm que ser usadas para ajudar a diminuir o sofrimento humano. Essa é a questão! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista

A “RAIVA CLIMÁTICA”!

            Alguns dias atrás, choveu cerca de 600 mm em 24 horas no Japão. Uma quantidade espantosa de água caiu do céu em um dia. Isso, somado ao tufão Dujuan, parou aquele país. Uma autêntica catástrofe climática.             Temos observado, cada vez mais, e de forma mais intensa, esse tipo de acontecimento nos quatro cantos do mundo.             Aqui no Brasil, as áreas mais atingidas têm sido na região Sul, no Rio Grandes Sul, Santa Catarina e no Paraná. As chuvas e os ventos violentos têm submetido e devastado cidades. O sofrimento das pessoas e o prejuízo econômico são imensos.             Recentemente, em cinco dias, choveu em São Paulo uma Represa de Guarapiranga inteira. Foram 171 bilhões de litros de água.             É muita água caindo do céu!             Por outro lado, em vários outros locais do planeta há estiagens severas, incêndios devastadores, degelo continuado, ondas de frio extemporâneas e severas, mostrando a velocidade e intensidade das mudanças e emergências climáticas globais.             Temos verificado, com preocupação e espanto, que embora muitas iniciativas de ações púbicas e privadas de mitigação, adaptação e justiça climática ao redor da Terra venham sendo executadas, a velocidade do avanço dos fenômenos climáticos extremos é bem maior do que as medidas de prevenção e combate a elas.             Precisamos de um choque de conscientização para ação, passar da intenção para o gesto, vencer a inércia individual e coletiva, e a resistência nociva dos setores econômicos que exploram a cadeia produtiva dos combustíveis fósseis.             A busca e o uso de fontes renováveis de energia, das formas de exploração sustentáveis dos recursos naturais e do consumo humano precisam entrar em campo com urgência.             O clima do Planeta está “enraivecido” e com razão.             Resta a nós, as vítimas preferenciais e causadores dessa situação, tomarmos uma atitude rápida e eficiente para aplacarmos a “ira climática”. É pra já!!! Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista

O SUPREMO SE APEQUENOU

Faz algum tempo que o Brasil mergulhou num fosso profundo de polarização política e ideológica. Uma divisão falsamente produzida entre uma “esquerda”, demagógica, fisiológica, populista e corrupta, e uma “direita” igualmente populista, demagógica e corrupta, que agrega propostas autoritárias e fascistoides. Essa divisão expandiu-se e foi tomando conta de todos os espaços políticos, sociais e econômicos do país, jogando-o numa discussão estéril agressiva e predatória. As forças do centro democrático e ético ficaram sem espaço de atuação e sem lideranças de expressão nacional. Todas as instituições estão infiltradas com essa disputa falsa e pernóstica. O Supremo Tribunal Federal – STF não ficou de fora disso. O país assiste estarrecido e indignado o grande circo de horror que mostra sua cara dentro da Suprema Corte. Os ministros nomeados politicamente, estão divididos ao meio, no que diz respeito à polarização. Os interesses desses dois grupos falam mais alto do que a letra da Constituição Federal, cada um defendendo o seu “guru” político. O STF perdeu seu rumo e sua função. O ridículo tomou conta das togas, das pautas e dos votos. Ao lado dessa pantomina polarizada assistimos no Brasil uma verdadeira pandemia de corrupção, que se alastrou por todos os cantos e instituições da república, atingindo os poderes executivo, legislativo e judiciário, e tomando também boa parte das instituições da sociedade civil e do empresariado. Ser corrupto hoje virou uma mania nacional. Mais uma vez, o STF não ficou de fora dessa farra de mal feitos. Estamos vendo os dedos em riste dos ministros togados, apontando uns para os outros, disputando quem se lambuzou mais com o dinheiro sujo do banqueiro bandido Vorcaro, com raras exceções. A nossa Corte Suprema, “guardiã da Constituição”, está atolada na lama da bandalheira até a altura da testa. E o brasileiro médio, que recusa essa polarização falsa e ridícula, que trabalha duro para custear sua vida, assiste atônito à guerra de baixaria dos togados, sem ter a quem recorrer. Pobre Brasil! O que foi que fizeram com você? Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista