Gilberto Natalini SP

Refletindo com Gabeira…

”É o fundo do poço, é o fim do caminho” Ventos insuportáveis sopram de Brasília. Renan Calheiros é presidente do Senado. O deputado João Magalhães, que tem as contas bancárias bloqueadas foi eleito presidente da Comissão de Finanças. E para completar, o pastor Marco Feliciano, acusado de racismo e homofobia, mas antes de tudo um perfeito cafajeste, foi escolhido presidente da Comissão de Direitos Humanos. As vezes é preciso mergulhar no passado, para respirar. Pastores picaretas na literatura são bem mais interessantes. Na década dos 60, Burt Lancaster fez um cafajeste genial que vendia a religião no filme Elmer Gantry. Ganhou o Oscar de melhor ator e Richard Brooks o de melhor roteirista. No filme, Burt Lancaster é um pregador brilhante, que seduzia com o som das palavras: estrela matutina, estrela verpertina… O filme é baseado no livro de Sinclair Lewis, escrito no meio da década de 20. A construção do personagem foi o resultado de um longo trabalho do escritor que entrevistava religiosos e, as vezes, ouvia três sermões diferentes por dia. Criticado em todos os púlpitos, Lewis enfrentou uma forte reação religiosa: um pastor chegou a pedir cinco anos de prisão para o romancista. Sinclair Lewis, em seu tempo, jamais poderia colher frases como a do pastor brasileiro Marco Feliciano: – Desculpe se vou agredir os seus ouvidos, mas o reto não foi feito para ser penetrado. Quase um século se passou com inegáveis avanços democráticos e uma grande dose de vulgaridade. No fundo, tanto o personagem vivido por Burt Lancaster, com seu brilho e veia poética, como o pastor Marco Feliciano se batem pela mesma causa: o dinheiro dos fieis. O que tornou Feliciano singular é sua aterrissagem na Comissão de Direitos Humanos. Não foi um relâmpago em céu azul mas resultado de um longo processo de degradação que transformou o Congresso, desenhado por Niemeyer, numa espécie de caverna sombria com lógica oposta à da sociedade que a mantém. Ao longo desses anos, a Comissão sempre foi dirigida pela esquerda. Partidos de outros matizes não se interessam por ela, associando, erradamente, direitos humanos à esquerda. A longa hegemonia de um setor acabou enfraquecendo o tema, uma vez que o viés ideológico tende a enxergar humanidade apenas no seu campo político. Um grande mérito dos direitos humanos é sua universalidade São direitos de um indivíduo, não importa a que partido pertença, em que pais nasceu ou vive. Quando Lula comparou os presos políticos de Cuba aos traficantes do PCC o movimento não reclamou. Quando comparou os opositores em luta no Irã a torcidas de futebol, novo silêncio. Há pouca solidariedade com as populações que vivem sob o controle armado do tráfico. E uma tendência histórica ao ver o policial apenas como um transgressor dos direitos humanos, ignorando até os que morrem em atos de bravura. Abandonada pelos grandes partidos, a Comissão, finalmente, rejeitada pelo PT. A esquerda não compreendeu integralmente o conceito de universalidade e a direita, ao ignorar os direitos humanos, joga fora o bebê com a água de banho. Não são nossos erros no movimento de direitos humanos que trouxeram Feliciano ao centro da cena. Ele não chegou ao topo à frente de um onda racista e anti homossexuais, apesar de suas declarações bombásticas. Ele triunfou porque é cafajeste e esse condição hoje é indispensável para o ascender no Congresso. Expressa um longo processo de degradação impulsionado pelo PT. Cada um certamente terá sua maneira de elaborar o caminho pelo qual se produziu essa aberração, Convém à boa consciência considerar Feliciano um acidente de percurso. Ou então contestá-la com a clássica frase: mas não se pode negar que as pessoas aumentaram seu nível de consumo. No mundo onde o consumo é a única medida, o discurso da presidente Dilma aos brasileiros, parece um anuncio de supermercado: o arroz, o feijão , o óleo, a pasta de dente, olhe a pasta de dente , que no passado não entrava na cesta básica. Por que só agora, se a porta sempre esteve aberta como no Castelo de Kafka? Por que vetou o projeto de um oposicionista que isentava a cesta básica de impostos federais? O arroz, o feijão, e a pasta de dente, olha, a pasta de dente. O pastor Marco Feliciano é um personagem que recebeu um cartão de crédito de um fiel e o advertiu porque esqueceu de mandar a senha: -Depois vai reclamar quando Deus não fizer o milagre. Da mesma forma, o Congresso se comportou com o pré-sal. Diante da complexidade e riqueza da exploração dessas jazidas profundas, limitou-se a discutir apaixonadamente a divisão do dinheiro. Recebeu o cartão de crédito e logo usou a senha para detoná-lo. A irracionalidade da condução do pré-sal foi marcada por um tom nacionalista. A Petrobrás, diziam, deve ter participação em todos os contratos. Mas não seria melhor para a Petrobrás ter a preferência e participar apenas dos contratos que a interessassem? Mas eles são muy amigos, querem que a empresa entre em todas as explorações, inclusive nas canoas furadas. Apesar do pelo Congresso, os direitos humanos continuam sendo uma causa digna de se bater por ela. Apesar da desagregadora condução parlamentar no episódio do pré-sal as pessoas não perderam a sensação da unidade do pais. Pesquisa do IBOPE mostra que 75 por cento dos entrevistados quer a renúncia do Renan Calheiros. O único ser humano que Feliciano poderia ter ajudado ao assumir a Comissão é o próprio Calheiros que ganhou companhia no circo de horrores de Brasilia. Vivemos numa época em que numero maior de pessoas consegue se informar melhor sobre o que se passa no pais e no mundo. Eles certamente farão um contraponto à altura. Mas o problema continua em aberto. Por mais extensa e bem informada que seja uma rede, ela não substitui instituições nacionais. O horizonte do país fica mais estreito sem um espaço que possa chamar de Congresso. Com reconstruir essa ruína? É o tipo de pergunta que daria um cartão de crédito para responder com acerto. Infelizmente, ainda não tenho

Câmara Municipal de São Paulo sedia o 8º Seminário de Capacitação de Dirigentes Profissionais e Voluntários da Terceira Idade

O vereador Gilberto Natalini e a Federação Israelita do Estado de São Paulo realizaram o 8º Seminário de Capacitação de Dirigentes Profissionais e Voluntários da Terceira Idade, cujo tema foi “Quem cuida dos idosos hoje e quem cuidará de nós amanhã”. A palestra magna foi feita pelo Dr. Luis Roberto Ramos- Professor Titular do Setor de Envelhecimento e Saúde da Disciplina de Medicina Preventiva Clínica do Departamento de Medicina Preventiva UNIFESP / EPM. Na ocasião foi homenageado o Rabino Alpern, do Beit Chabad Central.

PR 07/2013

Dispõe sobre a criação, no âmbito da Câmara Municipal de São Paulo, da Frente Parlamentar em Defesa da Mobilidade Humana. Clique aqui para ver o PR

Ciclovia na Eliseu de Almeida precisa sair do papel

Na manhã deste sábado (16/03), o vereador Natalini em parceria com outros vereadores mobilizou ciclistas e cicloativistas para discutir junto aos órgãos da Prefeitura de São Paulo o Plano Viário da Eliseu de Almeida- Butantã, principalmente a Ciclovia da região. Participaram da reunião além de Natalini e dos demais vereadores, o Secretário de Esportes Celso Jatene, o Subprefeito do Butantã- Luiz Felippe de Moraes Neto e representantes da Secretaria de Obras (SIURB), Secretaria do Verde e Meio Ambiente e CET.

Orgânicos: Envelhecer com qualidade de vida

Representando o vereador Natalini, participei de mais uma reunião com diversas entidades ligadas ao tema ORGÂNICOS. A reunião aconteceu na sede da AAO e a pauta da reunião foi a discussão da Plataforma de Orgânicos na cidade de SP. Além do Marcio Stanziani (AAO), Ana Flávia (Kairos), Monica, Heloisa (5 elementos), participaram da reunião o novo coordenador da Supervisão de Abastecimento, o Paulo Cesar de CATI, representantes de alguns órgãos da prefeitura (Parelheiros e São Mateus), entre outros representantes. O vereador Natalini é autor do PL nº 447/11, que introduz alimento orgânico na merenda escolar. Além disso com o apoio do vereador, conseguimos a criação de diversas Feiras de orgânicos na cidade de SP, como é o caso do Parque do Ibirapuera. Estamos trabalhando, precisamos melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Visita técnica ao Pérola Byington

O vereador Gilberto Natalini participou, hoje (14/03) pela manhã, junto com a Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher da Câmara Municipal de São Paulo de uma visita técnica no Hospital Pérola Byington.

Mulheres que se destacaram no campo político, social, econômico e artístico brasileiro foram homenageadas pelo CIESP

O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), por meio da sua diretoria Distrital Sul, e a Fraternidade Aliança Aca Laurência, realizaram na noite desta terça-feira (12/3), a entrega do Prêmio Excelência Mulher 2013, na sede da Fiesp. O Prêmio Excelência Mulher 2013, desde 2005, prestigia mulheres bem-sucedidas e que contribuíram com seu trabalho e dedicação para uma sociedade melhor e mais justa. Na edição deste ano, foram homenageadas autoridades, celebridades e personalidades femininas que se destacaram nos campos social, profissional, empresarial, cultural e político. “Fiquei muito feliz de ter sido convidado para compor a mesa desse evento pelo 9º ano consecutivo, homenagear essas grandes mulheres, que fizeram muito pela nossa cidade e pelo nosso estado é mais do que justo”, disse Natalini.

Administrar preço com inflação em alta

O Banco Central tem por função principal o controle da moeda e, por conseguinte, fica de olho firme nas rédeas da inflação. Mas na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) os Diretores do BC resolveram depender da providência em vez de atacar a inflação que sabemos, corre solta. Mesmo assim, “vão acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião para então definir os próximos passos.” Isso quer dizer, claramente, que estamos ao Deus dará, sem medidas austeras de controle da moeda e da inflação. Ora, se o Banco Central acompanha os fatos mas a pressão inflacionária está a pleno vapor, nos mostra que esse acompanhamento não está condizente. Considerando que a intervenção governamental nos preços administrados tem efeito apenas e tão somente no mês de implantação e se a pressão inflacionária, advindo de outros fatores não for contida, somente uma providência divina não estourará o limite superior da banda fixada. Se não houver a tão esperada austeridade fiscal, se não eliminarmos a maquiagem dos dados das contas federais apontadas por toda a corrente de economistas, se não forem retomados os investimentos de base, mesmo com eletricidade mais baixa, que poderá ser sustentável ou não, dificilmente teremos sucesso e desenvolvimento neste 2.013. A safra atual, recorde de grãos, como se vê está sendo transportada basicamente por caminhões, já que sabidamente não temos capacidade de controlar o desperdício na construção de estradas de ferro federais. Estradas péssimas, com transporte substancialmente com custos altos, quer no combustível e peças e custos gerais, por graças única ao estado das estradas federais, com os portos saturados, estão a nos mostrar que está aí um dos acompanhamentos da evolução do cenário e mostra-nos claramente que alguma medida de ação efetiva precisa ser tomada, caso contrário, segure-se inflação e a estabilidade econômica.