A URGÊNCIA CRUEL DO AGORA

Mudam os tempos, não os costumes. Na era do Antropoceno, nos países do Sul Global, tem sido comum encontrar uma espécie de “armadilha” relativamente simples de entender: para quitar dívidas (cada vez mais insustentáveis) contraídas junto às nações mais ricas do Norte Global e às poderosas instituições financeiras (forças que majoritariamente criaram a atual crise ambiental e climática), países pobres e vulneráveis, dependentes e acuados, continuam investindo em combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás) para gerar renda e assim se livrar dessas pendências.
Prefeito de São Paulo recebeu o climatologista Carlos Nobre e ambientalistas renomados

Na última 5ª feira (17), foi empossado Secretário Executivo de Mudanças Climáticas da Prefeitura de São Paulo, o médico e ambientalista Gilberto Natalini.
NO CLIMA DO DESAFIO

São Paulo é a quinta maior cidade do mundo. Uma metrópole cosmopolita e internacional, a principal de nosso país. Tem 469 anos de fundação e 12,3 milhões de habitantes.
O MODO COMO TRATAMOS O PLANETA NOS DENUNCIA

“Não há duas crises separadas: uma ambiental e outra social; mas uma única e complexa crise socioambiental”. (Papa Francisco, Laudato Si’, LS, 139)
O PLANETA PRECISA DE NÓS

Desde que nos tornamos Homo Erectus, estamos explorando os recursos naturais do planeta, retirando dele o que precisamos para a nossa sobrevivência básica. Com o passar dos milênios, o Homo Sapiens, com suas ferramentas e organização social, passou a extrair recursos e explorar cada vez mais a natureza, para seu consumo próprio, para sua sobrevivência, para seu comércio e acúmulo de riquezas.
UM SISTEMA QUE TRANSFORMA TUDO

À luz do paradigma da modernidade ocidental, frente à facilidade com que são ultrapassados os limites da sustentabilidade, de uma verdade não podemos escapar: nunca estivemos tão perto do colapso socioambiental, um problema de primeira ordem que, cada um sabe, continua avançando. Para começo de conversa, isso implica dizer sobretudo que, entre o que a Terra nos oferece e o que consumimos (Pegada Ecológica da humanidade), geramos, com certa propriedade, um saldo ecológico negativo. Para piorar a situação, agora o consenso científico confirma a principal questão desse século: o aquecimento global, ou o aumento anormal da temperatura média no planeta.
Carta Manifesto CADES- Áreas de Proteção e Recuperação de Mananciais APRM

CADES – Conselho de Defesa do Meio Ambiente Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz de São Paulo (SP) à Secretaria Municipal de Verde e Meio Ambiente – SVMA, Secretaria Municipal da Habitação – SEHAB Assunto – Áreas de Proteção e Recuperação de Mananciais APRM
SÃO PAULO: VENDE-SE OU ALUGA-SE?

A Câmara Municipal aprovou o novo Plano Diretor da Cidade de São Paulo. Infelizmente ele é pior que o Plano Diretor vigente, aprovado em 2014.
BRASIL: A CARA FEIA DA FOME

O Brasil tem 8 milhões de Km². É o quinto maior país do mundo. E somos cerca de 215 milhões de brasileiros. Deste imenso território, sessenta por cento são florestas e biomas que têm que ser preservados e explorados sem devastação. Dezoito por cento da área do país são terras agricultáveis. Somos o segundo maior produtor de grãos do mundo, e essa produção é a nossa principal atividade econômica.
Piscinão nas praças, não!!!!

Eu presidi o Comitê de Chuvas e Enchentes da Câmara Municipal em 2020. Foi um trabalho profundo e abrangente, que indicou várias propostas para o problema. Vimos que há 15 anos São Paulo tinha 300 pontos de alagamentos e hoje esse número já passa de 700, quando há chuvas muito fortes. Isso acontece pelo aumento da intensidade das chuvas e também pela piora das condições de infraestrutura urbana da cidade. Impermeabilização, falta de áreas verdes, aumento desordenado do adensamento, insuficiência e desleixo com a rede de drenagem são algumas das causas das enchentes.