Gilberto Natalini SP

[21/12/2007 10:39:11] Publicada Portaria sobre o Programa de Psoriase na Cidade de Sao Paulo

Publicada Portaria sobre o Programa de Psoríase na Cidade de São Paulo A Prefeitura de São Paulo, sensibilizada com a nobre causa da Psoríase, publicou em 20 de dezembro de 2007, a portaria de número 2053/07 da Secretaria Municipal de Saúde. Trabalho esse iniciado no último encontro de Psoríase, realizado pelo vereador Natalini e em parceria com o Centro Brasileiro de Psoríase (CBP), coordenado pelo Dr. Cid Yazigi Sabbag. Esse encontro, foi o 3º Encontro Nacional, 5º Encontro Municipal de Psoríase e o 1º Encontro de Vitiligo. Veja a portaria publicada na íntegra

[25/02/2008 10:36:55] Ipiranga ganha nova AMA

Ipiranga ganha nova AMA Iniciativa do vereador Natalini incrementa a saúde na região O Ipiranga recebe uma nova AMA (Assistência Médica Hospitalar). A região já conta com quatro UBSs e um ambulatório de especialidades. Agora, com a AMA localizada ao lado da Paróquia Santa Ângela/São Serapião, a população poderá dispor de mais eficiência e agilidade no atendimento. A nova unidade é fruto de reivindicação da comunidade local e teve sua indicação defendida junto ao prefeito Gilberto Kassab pelo vereador Gilberto Natalini (PSDB). Há anos a comunidade do entorno da tradicional Paróquia de Vila Moraes reivindica melhorias na área da saúde. "O vereador Natalini teve a sensibilidade de perceber essa necessidade e tornou possível, com seu apoio, a criação do atendimento", comenta o sr. Sebastião Ferreira de Oliveira, fundador com amigos há 51 anos da Conferência São Vicente de Paulo em nosso bairro.   Sr. Sebastião, vicentino histórico, visita com o vereador Natalini a nova AMA do bairro: "Nosso trabalho é servir o próximo" A entidade atende a comunidade carente da região. "O nosso ideal é servir ao próximo", explica seu Sebastião. "Atendemos 22 famílias e agora, com a AMA, o serviço vai ampliar". O vereador Natalini, com o líder dos vicentinos, visitou a nova AMA nessa semana. Ele explica que a unidade vai melhorar consideravelmente os serviços aos usuários do SUS. "O objetivo é desafogar os pronto-socorros", explica o médico e vereador tucano.

[03/03/2008 10:09:12] Nova AMA e inaugurada na Penha

Nova AMA é inaugurada na Penha AMA Jardim Nordeste vem se juntar às outras cinco unidades da região; indicação é do vereador Gilberto Natalini Foi inaugurada na sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008, a sexta AMA da Penha, no Jardim Nordeste. No mesmo dia, foi entregue a AMA Jardim Santo André, também na Zona Leste. A meta da prefeitura é atingir o número de 110 AMAs até o fim da gestão.   Vereador Natalini discursa ao lado do prefeito Gilberto Kassab: batalhando pela região A nova unidade da Penha, situada à Rua Nicolo Tartaglia, trará benefícios para mais de 100 mil pessoas, com administração da Unifesp. A equipe conta  com sete médicos (clínicos, ginecologistas e pediatras), enfermeiros, assistente social, auxiliares de enfermagem, farmacêutico, técnicos em farmácia e agentes administrativos. São cinco consultórios e farmácia própria. As outras AMAs da região são: Penha, Tiquatira, Cangaíba, Engenheiro Goulart e Cidade Patriarca. A nova unidade é mais uma conquista da nossa região. A indicação à prefeitura para a sua instalação é de autoria do vereador Gilberto Natalini, que está sempre envolvido com as causas de Penha e Cangaíba. Vereador Natalini com líderes comunitários e membros do Conselho Gestor em frente a AMA Jardim Nordeste: sempre disposto a ajudar

[07/03/2008 09:38:24] Sao Miguel Paulista ganha nova AMA

São Miguel Paulista ganha nova AMA Lista de indicações do vereador Natalini traz também outras benfeitorias para a saúde da região A Zona Leste ganhou, no dia 25 de fevereiro, mais uma AMA. A nova unidade, batizada de Dr. Tito Lopes, foi inaugurada em São Miguel Paulista em um prédio que passou por reformas ao custo de R$ 450 mil. O vereador Gilberto Natalini é o autor do pedido, junto à secretaria municipal de Saúde, para a instalação do novo serviço. A nova AMA, 67º inaugurada pela atual administração, possui cinco consultórios e conta com equipe de três clínicos e dois pediatras, além do pessoal de enfermagem. O gerenciamento da AMA será feito em parceria com a Escola Paulista de Medicina – Unifesp. Essa é mais uma conquista da região de São Miguel Paulista, que já conta com outras três AMAs. As lutas por mais saúde sempre contam com o apoio incondicional do vereador e médico Gilberto Natalini. É dele a autoria de muitas indicações junto à Prefeitura que permitem as melhorias no equipamento de saúde na região. Além da indicação de número 09-5783/2007, que propunha a abertura da AMA Dr. Tito Lopes, existem outras três na fila de espera por implantação. Trata-se das indicações 09-5782/2007 e 09-5753/2007, para instalar o Plano de Saúde da Família (PSF) na Vila Rosária e no Jardim São Vicente, respectivamente. A Vila Curaçá conta com a indicação 142/2008 para ganhar um CAPS (Centro de Apoio Psicosocial). "São reivindicações populares tornando-se realidade na Zona Leste, o sinal que a atual administração municipal está no caminho certo", comenta o vereador Natalini.   Vereador Natalini junto dos moradores e líderes comunitários de São Miguel Paulista na inauguração da AMA Dr. Tito Lopes

[03/04/2008 12:29:48] 30 minutos que valem ouro

30 minutos que valem ouro Neste domingo, 06 de abril, São Paulo vai vivenciar um grande evento em prol da saúde e da qualidade de vida. Uma passeata com perspectiva de reunir 10 mil pessoas, a partir das 8h30, seguirá da Avenida Paulista (MASP) ao Parque Ibirapuera, opondo-se ao estilo de vida sedentário que tira cerca de 300 mil vidas por ano no Brasil. O ato faz parte do Programa Agita Mundo, que preconiza a prática de atividades físicas por, pelo menos, 30 minutos diários. A data para a passeata não foi escolhida ao acaso: no calendário da ONU, 06 de abril é o Dia Mundial da Atividade Física. O Agita Mundo, elaborado pela ONU, tem como molde o Programa Agita São Paulo, lançado pelo Governo do Estado em 1996. O objetivo até hoje permanece o mesmo: conscientizar a população sobre a importância da atividade física. Pesquisas mostram que apenas 13% dos paulistas mantêm o hábito de praticar no mínimo 30 minutos de atividade por dia. Apesar da sua reconhecida eficiência, o Agita só foi oficializado na cidade de São Paulo em 2005, durante minha passagem pela Secretaria de Participação e Parceria. Nasceu então o Agita Sampa, que vai integrar a caminhada deste domingo. O Agita Sampa também preconiza o incentivo aos 30 minutos de atividades físicas por dia. Prevê, além de caminhadas, a realização de eventos culturais e outras atividades esportivas para estimular a vida ativa e saudável da população. Determina o incentivo a mutirões para plantio de árvores, políticas de adoção de praças e reformas de áreas verdes, bem como construção de bicicletários, ciclovias e rotas de caminhadas. O sedentarismo já está bastante imbutido nos hábitos dos paulistanos, que, ajustados a um ritmo de vida acelerado, acabam por deixar de lado a própria saúde. Ter uma vida saudável, porém, não requer muito tempo. Três séries de 10  minutos por dia, duas de 15 ou 30 corridos já são suficientes para anular os males do sedentarismo. Apesar de se apresentarem como solução prática para a correria do dia-a-dia, os automóveis são grandes inimigos de quem procura uma vida saudável. Os paulistanos acostumaram-se a recorrer às quatro rodas mesmo para percorrer pequenas distâncias. Assim, deixar o carro na garagem e caminhar até a padaria ou a farmácia é uma boa alternativa. O tempo livre, geralmente dedicado à televisão ou à Internet, pode ser igualmente preenchido de maneira saudável: uma caminhada pelo bairro, um passeio com o cachorro, uma volta de bicicleta com as crianças. Além de ajudar a cultivar bons hábitos, essas sugestões também são ótimas oportunidades para reunir a família e também estar em contato com a natureza. Somar 30 minutos de atividades físicas acaba sendo imperceptível, mas com efeitos claramente positivos para a saúde. Neste domingo, ir ao MASP encontrar o grupo que vai percorrer o trecho até o Ibirapuera pode ser o início de uma nova fase na sua vida. Uma fase mais ativa e saudável. Vale a pena, pode confiar. Gilberto Natalini, médico e vereador (PSDB)

[11/04/2008 09:52:40] Hospital do M'Boi Mirim: a luta valeu a pena

Hospital do M´Boi Mirim: a luta valeu a pena Uma história de perseverança e final feliz. Assim se resumem os quase 30 anos de reivindicações pelo hospital de M´Boi Mirim, inaugurado na terça, 8 de abril, com as presenças do vereador Gilberto Natalini, do secretário da Saúde Januário Montone, dos subprefeitos Geraldo Mantovani, Beto Mendes, Valdir Ferreira e Lacir Baldusco, prefeito Gilberto Kassab, governador José Serra, autoridades de governo e lideranças populares da região Sul. É o primeiro hospital público da região – antes, moradores recorriam ao hospital do Campo Limpo.   Governador José Serra, ao lado do prefeito Kassab e do vereador Natalini, discursa na inauguração do novo hospital: história de perseverança e final feliz Um hospital foi idealizado para o M´Boi Mirim ainda na década de 80, por Adib Jatene, parte de um projeto propondo a construção de 11 unidades na capital. Quase 30 anos depois, o projeto foi concluído, com a entrega dos dois últimos: o de M´Boi Mirim e o de Cidade Tiradentes, na zona Leste. Como médico e militante do setor Saúde, Natalini participou ativamente da luta dos moradores, desde a gestão de Mário Covas na prefeitura. Em 2001, na presidência da Comissão de Saúde da Câmara, organizou encontros entre população e o então secretário da Saúde, Eduardo Jorge, quando houve a escolha do terreno. Mas a Justiça alegou que aquela era área de mananciais, adiando o início do projeto. Incansável, Natalini conseguiu a liberação, tendo mostrado não se tratar de área de preservação. Foi com José Serra prefeito, após visita ao terreno em companhia de Natalini, que o hospital saiu do papel. Um acordo entre Prefeitura e Governo do Estado liberou R$ 16 milhões (de um total de R$ 105 milhões) para o início das obras. A luta valeu a pena. São 228 leitos, com atendimentos em clínica médica, cirurgia geral e ortopedia, maternidade com atenção e assistência à gestante de alto risco e pediatria. O PS terá cinco salas de emergência, 33 leitos de observação para adultos e 13 leitos de observação infantil. A expectativa é atender 20 mil pacientes/mês e 1100 internações. "É uma importante conquista social da nossa gestão", declara o prefeito Kassab. "Motivo de festa, pois há quase duas décadas São Paulo não ganhava um novo hospital". O M´Boi Mirim será gerenciado pelo Albert Einstein, beneficiando-se da tecnologia, do conhecimento técnico e das práticas de assistência oferecidas pela tradicional instituição. Além de tomar parte nas reivindicações, o vereador Natalini ainda solicitou ao prefeito Kassab a extensão da av. Carlos Caldeira Filho, no Capão Redondo, até a estrada do M´Boi Mirim. Finalidade: conectar o hospital do Campo Limpo ao do M´Boi Mirim, facilitando, assim, o acesso a ambas as unidades. ‘Tudo isso é um antigo sonho que está se tornando realidade’, afirma o vereador santamarense. ‘Vai trazer uma melhora considerável no atendimento’, diz o superintendente da Autarquia Sul de Saúde, Dr. Gebrim. ‘É um grande passo para alcançarmos a tão sonhada qualidade do atendimento’, completa Paulo Milanese, coordenador de atenção básica da região.

[17/04/2008 09:16:30] Cangaiba recebe atendimento especializado

Cangaíba recebe atendimento especializado Instituições de nefrologia – que tratam as doenças dos rins – se  unem ao vereador Natalini e demais voluntários para atender população No sábado, 12 de abril, uma parceria entre o Instituto de Nefrologia de Suzano e a Sociedade Paulista de Nefrologia realizou atendimentos especializados aos pacientes do Ambulatório Médico da Paróquia Bom Jesus do Cangaíba. A coordenação dos trabalhos ficou por conta do vereador Gilberto Natalini e da Drª. Altair Oliveira de Lima, da Sociedade Paulista de Nefrologia. A equipe ofereceu exames de medida de hipertensão e diabetes e teste para diagnosticar doenças renais. Foram atendidas cerca de 1300 pessoas. O trabalho faz parte do atendimento médico voluntário realizado há mais de três décadas na Igreja Bom Jesus do Cangaíba. Comandado pelos médicos Gilberto Natalini, dr. Fracé e dr. Nacime, além do corpo de voluntários, já realizou  120 mil consultas e 2900 cirurgias, além dos pacientes encaminhados para atendimentos especializados em unidades do Estado e da prefeitura. Os atendimentos são realizados todos os sábado, a partir das 8h. Vereador Natalini, voluntários e pacientes durante o mutirão de sábado passado: mais de três décadas de solidariedade

[29/05/2008 09:39:48] Na Lapa, falando de saude

Na Lapa, falando de saúde Nesta quarta-feira, 28 de maio, o médico e vereador Gilberto Natalini, líder da bancada do PSDB na Câmara Municipal,  ministrou palestra sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) na Associação Comercial de São Paulo, Distrital Lapa. Natalini, que é formado pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp e presidiu o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS), conhece bem a conjuntura da saúde pública na capital e no país. Na palestra, o vereador abordou as ações que estão sendo adotadas pela prefeitura e pelo governo do Estado, como ampliação de unidades, entrega de hospitais e participação da rede de Santas Casas e filantrópicas na rede de assistência. Na palestra, Natalini defendeu investimentos na saúde pública Natalini defendeu a regulamentação da PEC da Saúde, que garante recursos dos três niveis de governo (Municípios, Estados e União) para o SUS. Também discorreu sobre projetos relacionados ao meio ambiente, como a água de reúso, o programa de aproveitamente de madeira de poda de árvores e o andamento do parque Orlando Vilas Boas, no local onde funcionava a Usina de Compostagem, em Vila Leopoldina. Natalini e Lis dos Santos, superintendente da ACSP-Distrital Lapa

[30/05/2008 09:18:15] Mutirao da catarata no Cangaiba

Mutirão da catarata no Cangaíba No dia 12 de julho, acontece o mutirão de catarata no atendimento médico do Cangaíba. Neste dia – um sábado -, médicos do atendimento como o vereador Gilberto Natalini, dr. Francé e Nacime, além dos voluntários, vão juntar-se aos profissionais do Instituto Suel Abujamra para a realização dos exames e posterior encaminhamento às cirurgias. A catarata é uma doença que afeta os olhos, tornando opaco o cristalino (a "lente" ocular). Como a penetração de luz é afetada, o paciente tem a vista parcial ou totalmente embaçada, dependendo da evolução da catarata. No Cangaíba, os profissionais do Instituto Suel Abujamra, referência em oftalmologia em atuação desde 1968, examinarão os pacientes e encaminharão os casos de catarata para tratamento especializado em hospital. É importante que a população da Penha e do Cangaíba esteja atenta, sobretudo os idosos, e compareça ao atendimento do dia 12 de julho, no Ambulatório da Paróquia Bom Jesus do Cangaíba. A partir das 8 horas do dia 11, os interessados podem procurar a Dona Adelina, da Associação Popular de Saúde, para retirar senhas.   Vereador Natalini com voluntários do atendimento e profissionais do Instituto Suel Abujamra: expectativa é examinar em torno de mil pacientes Serviço: Mutirão da Catarata da Associação Popular de Saúde em parceria com o Instituto Suel Abujamra Data: 12 de julho de 2008, sábado, à partir das 8h. Retirada de senha no dia 11, às 8h, com Dona Adelina. Local: Ambulatório da Paróquia Bom Jesus – Rua Jacira Artacho, 74 (altura do nº 2400 da Avenida Cangaíba) Informações: Associação Popular de Saúde (11) 2791-5119 com Dona Adelina

[04/11/2008 20:04:51] SUS: um jovem que deu certo

        SUS: um jovem que deu certo  O SUS é o grande plano de saúde do povo brasileiro. Há aqueles que advogam que a saúde das pessoas deveria ser tratada como uma mercadoria qualquer. Acredito que haveria um genocídio no Brasil se, de repente, o SUS deixasse de atender as 150 milhões de pessoas que dependem dele.             Hoje, no momento que vivenciamos os 20 anos de existência do Sistema Único de Saúde, debruçamo-nos sobre uma dualidade de sentimentos: há muito que avançar, construir, aprimorar; porém é inegável o papel histórico deste sistema, que saindo agora da adolescência já prestou um imenso papel no acolhimento de milhões de pessoas.    A história em duas palavras              Participo do chamado movimento sanitário brasileiro desde 1970, quando entrei, como calouro, na Escola Paulista de Medicina. Naquela época, em pleno regime militar, participei com toda dedicação das lutas estudantis, na área de saúde, que envolvia as universidades e os setores democráticos do país.             Lutamos pela federalização do Hospital São Paulo, fundamos o Encontro Científico de Estudantes de Medicina (ECEM), o jornal mural "Articulação", os movimentos populares de saúde da zona Leste, a partir do voluntariado médico do Cangaíba, bairro da zona leste da cidade de São Paulo. Das grandes lutas dos médicos residentes, surgiu a Associação dos Médicos Residentes do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (AMERIAMSPE), e em seguida o movimento "Renovação Médica", que a partir do Sindicato dos Médicos unificou as bandeiras gerais da Saúde Pública.             Tudo isto resultou em mobilizações cada vez maiores unindo os profissionais, a Universidade, uma parte dos setores públicos da Saúde, parlamentares e a população, culminando em 1988 com o grande debate sobre a Seguridade Social, e em particular a Saúde, na Assembléia Nacional Constituinte.             Venceu a tese de que "Saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado", sendo, portanto criado o SUS.             O grande drama a partir daí é que os legisladores fundaram o SUS, mas não indicaram com segurança e precisão qual seria a fonte de financiamento do sistema. Este dilema persiste, de certa maneira, até os dias de hoje.   Ninguém almoça de graça: alguém paga a conta              O financiamento do SUS teve nestes 20 anos seus altos e baixos. A pior situação foi no início da década de 90, quando a soma das verbas federais, estaduais e municipais chegava a 100 dólares por brasileiro por ano. Foi um período muito difícil.             Em meados da década de 1990, a situação se reverteu um pouco e o dinheiro para financiar o sistema foi gradativamente aumentando, não no ritmo necessário, mas com avanços importantes, sendo que em outubro de 2000 conquistamos após árdua batalha política a aprovação da Emenda Constitucional 29.             Foi um marco histórico, quase tão importante como o movimento da fundação.    Período histórico rico: a descentraliza&cced il;ão   Tive a felicidade de viver de perto o processo de descentralização do SUS no Brasil. Eu era Secretário Municipal de Saúde de Diadema e fui eleito no início de 1997 presidente do Conselho de Secretarios Municipais de Saúde de São Paulo (COSEMS/SP). Em âmbito nacional foi o período da publicação da Norma Operacional Básica de 1996 (NOB/96). A NOB/96 formulava um conjunto de responsabilidades e regras para os municípios habilitarem-se nas diferentes condições de gestão, estabelecendo parâmetros de repasse de recursos ‘fundo a fundo’.  A efervescência da construção da rede municipal de Saúde com a habilitação na NOB/96 de milhares de municípios brasileiros dava um impulso enorme na consolidação do SUS. Alguns resistiram, mas foram poucos.   Na verdade, no Estado de São Paulo, em conjunto com a Secretaria Estadual de Saúde e com a ajuda de diversos parceiros, como as universidades e as Santas Casas, só ficaram três municípios fora do processo. Um deles foi São Paulo, que na época vivia a “aventura” do PAS.   Saímos pelo Estado afora discutindo com prefeitos e secretários de saúde, com instituições filantrópicas, entidades médicas e população, naquela que para mim foi uma Reforma do Estado na verdadeira acepção da palavra.                 Fui reeleito presidente do COSEMS/SP e em seguida, eleito presidente do CONASEMS no período de outubro de1999 a dezembro de 2000.    O SUS construído no Brasil              Nesta época José Serra foi nomeado Ministro da Saúde. O CONASEMS vinha atuando no processo de habilitação dos municípios brasileiros no SUS. Demos continuidade e aprofundamos o processo, com a parceria estreita com os outros dois membros da comissão tripartite: o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). A mobilização era intensa.             Visitei todos os Estados da Federação e centenas de municípios, levando a bandeira do SUS, discutindo a organização do mesmo e seu financiamento.             Neste período o repasse do Fundo Nacional de Saúde para os Fundos Municipais de Saúde passou de R$ 1,5 bilhão para quase R$ 7 bilhões. Foi no final de 1996 o período do Reforço e Reorganização do Sistema Único de Saúde (Reforsus), cujo debate e resultados atingiram todos os cantos do país, numa discussão levada pela Tripartite e Bipartites.                 O Reforsus por meio de acordo de empréstimo celebrado entre o governo brasileiro e instituições financeiras como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial (BIRD) que  investiram US$ 577 milhões na aquisição de  equipamentos médico-hospitalares e unidades móveis, reforma, adaptação e ampliação de área física dos serviços de saúde e principalmente na conclusão de estabelecimentos de saúde. A outra área de investimento que deu impulso ao SUS naquele período foram os investimentos na melhoria da gestão do sistema de saúde nacional.             Foi o período do incremento do programa da AIDS que ganhou projeção mundial. Foi também o período da implantação dos programas de hipertensão e diabetes; da criação dos mutirões de cirurgia.             Ao assumir o CONASEMS, o país tinha 1600 equipes de Programa de Saúde de Família (PSF). Atingimos 16000 equipes algum tempo depois.  Fizemos vários congressos e encontros técnicos no Brasil e alguns no Exterior, como por exemplo,