A população está envelhecendo, e agora?

A população está envelhecendo e os governos e a própria sociedade precisam tomar providências urgentes para atender a demanda que vem pela frente. Temos nos pautado no trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS), que criou a Rede Global de Cidades Amigas do Idoso, como parte da resposta ao rápido envelhecimento das populações. Este projeto é a continuação de uma iniciativa da OMS, que em 2006 buscou identificar características essenciais do ambiente urbano propícias a um envelhecimento ativo e saudável.

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Em todo o mundo as cidades estão crescendo e envelhecendo. Em 2007, mais da metade da população mundial passou a morar em cidades e, em 2030, cerca de três em cada cinco pessoas viverão em áreas urbanas. Ao mesmo tempo em que as cidades apresentam um crescimento acelerado, a proporção de pessoas idosas aumenta rapidamente, chegando a 1,2 bilhões em 2025, segundo estimativas da OMS. A Rede Mundial tem o objetivo de criar um ambiente urbano que permita que as pessoas idosas se mantenham ativas, gozem de saúde e continuem a participar na vida social da sua comunidade.
Se não desenvolvermos as políticas necessárias para os idosos com urgência, no futuro não teremos recursos para os outros grupos populacionais, porque teremos mais idosos doentes e institucionalizados e isso custa dinheiro. Segundo Dr. Alexandre Kalache, doutor em saúde pública e um dos idealizadores do projeto na OMS, não se trata de uma guerra entre gerações. As políticas para o envelhecimento são uma forma de liberarmos recursos para os outros grupos populacionais. Ele ainda observa que é necessária a implantação de políticas intersetoriais voltadas aos integrantes da 3ª idade, que passa por moradia, transporte, saúde, informação, serviços, acessibilidade e segurança pública.
Gilberto Natalini
Médico, Ambientalista e Vereador da Cidade de SP

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