Derrubada criminosa da Mata Atlântica traz risco ao abastecimento de água em SP

Levantamento indica que 1,2 milhão de árvores foram mortas apenas no Município de São Paulo nos últimos seis anos. Sem a cobertura vegetal nas áreas mais afastadas da Zona Sul, Leste e Norte da Cidade, nascentes são aterradas, cursos de água e córregos deixam de existir, o que compromete os mananciais de água que abastecem principalmente as Represas da Guarapiranga e Billings, responsáveis pelo fornecimento de água a grande parte da população da Região Metropolitana de São Paulo.
Vem aí a 2ª Edição do Dossiê “A Devastação da Mata Atlântica no Município de São Paulo”: Assustador!

O desmatamento está crescendo e há loteamentos criminosos avançando, com a construção de casas e ruas, em importantes áreas de cobertura vegetal que resguardam nascentes no entorno das represas de Guarapiranga e Billings, vitais para o abastecimento de água da cidade.
Natalini solicita reavaliação do veto ao Projeto de Lei que cria o Parque do Bixiga
O vereador Gilberto Natalini (PV-SP) encaminhou ofício ao Prefeito Bruno Covas, solicitando reavaliação do veto ao Projeto de Lei (PL) de sua autoria, com co-autoria de outros 25 vereadores, para criação do Parque do Bixiga e apresenta argumentações sobre as razões do veto. Mais de 350 entidades representativas, instituições e movimentos elaboraram uma carta pedindo a imediata aprovação e sanção do PL que cria o parque.
Juíza mantém a proibição referente a construção de empreendimento em área vizinha a 6 aldeias indígenas no Jaraguá

Nesta 3ª feira (7/04) foi publicada decisão da 14ª Vara Cível Federal de São Paulo, nos autos do processo Nº 5002056-31.2020.4.03.6100, a respeito do empreendimento iniciado pela Construtora Tenda na área conhecida como “Reserva do Jaraguá”.
Projeto de Lei sobre Implantação de Logística Reversa foi aprovado em primeira votação

No dia 12/02 a Câmara Municipal de São Paulo aprovou por unanimidade o Projeto de Lei (PL) 295/2019, de autoria do vereador Gilberto Natalini (PV-SP), que estabelece a obrigatoriedade da implantação de logística reversa no Município de São Paulo.
Cinco anos após a aprovação dos ODS da ONU, São Paulo ainda não possui metas próprias e nem estrutura para monitoramento

Em 2015, os países membros das Nações Unidas estabeleceram 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), visando proteger o planeta, erradicar a pobreza e garantir que as pessoas alcancem a paz e a prosperidade.
Projeto de Lei para proteção das abelhas nativas é aprovado na CCJ
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de São Paulo aprovou por unanimidade o Projeto de Lei (PL) 403/2019, de autoria do vereador Gilberto Natalini (PV-SP), que dispõe sobre a proteção, o resgate, a captura e a remoção de abelhas silvestres nativas no município de São Paulo.
Comunidade do Morro do Querosene reivindica o Parque da Fonte
A criação do Parque da Fonte é pleito de centenas de moradores que desejam ver concretizado esse equipamento público. O valor histórico da área conhecida como Chácara da Fonte foi tombada pelo Conselho Municipal De Preservação Do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo – CONPRESP (Resolução 07/ 2012), sobretudo por conta da milenar fonte do Pearibu, assim como pelas manifestações culturais da comunidade do Morro do Querosene.
Natalini entra com representação no MP sobre corte de árvores em Área de Preservação Ambiental

O vereador Gilberto Natalini (PV-SP) entrou com Representação no Ministério Público Federal para que seja apurado o corte de inúmeras árvores que vem sendo praticado em Área de Preservação Ambiental Capivari-Monos, instituída por Lei Municipal e que tem em seu entorno Território Indígena, assim estabelecido por Decreto Federal. O parlamentar solicitou que sejam tomadas as providências necessárias para preservar o Meio Ambiente e as Terras Indígenas.
Matéria Folha SP: Loteamento ilegal avança em área crucial para mananciais

Novo relatório aponta 160 pontos de desmatamento na Mata Atlântica da cidade de São Paulo, com aumento de área de risco. O desmatamento está crescendo e há loteamentos criminosos avançando, com a construção de casas e ruas, numa importante área de cobertura vegetal que resguarda nascentes no entorno das represas de Guarapiranga e Billings, vitais para o abastecimento de água da cidade. É o que aponta o levantamento “A Devastação da Mata Atlântica no Município de São Paulo – segunda edição”, de 700 páginas, preparado pelo gabinete do vereador Gilberto Natalini (PV) e que será publicado no próximo dia 2 de abril. Área de 4 milhões de metros quadrados em Parelheiros ameaçada por projeto de um novo aeroporto. Se transformada em parque poderia abrigar 650 mil árvores, o mesmo número de árvores em toda a área urbana da cidade de São Paulo – Reprodução/Satélite Com imagens de satélite, de drones, fotos e depoimentos de testemunhas, o dossiê mapeou 160 núcleos de desmatamento nos últimos 6 anos, alguns cercados e com partes pavimentadas, indicando projeto de loteamento e que a ocupação definitiva não tarda a acontecer, se não forem tomadas medidas urgentes de fechamento da área e vigilância. Essas áreas verdes protegem nascentes e córregos que alimentam os reservatórios de água do sistema Billings Guarapiranga, que abastece milhões de pessoas da região metropolitana da capital. Segundo o levantamento, a área total desmatada chega a 7,2 milhões de metros quadrados (m²). Para obter esse território, foram derrubadas 1,2 milhão de árvores (o cálculo é de uma árvore a cada seis metros quadrados). Calculando lotes com 150 metros quadrados (m²), a área permitiria 48 mil lotes. Estimando a venda de cada lote por R$ 40 mil, o faturamento dos loteamentos criminosos seria de R$ 2 bilhões. As áreas dos lotes e os valores são baseados em levantamento in loco dos preços anunciados feito pela equipe que produziu o dossiê. Imagem de satélite mostrando a área em que se inserem as represas Billings e Guarapiranga e os 160 pontos de desmatamento investigados pelo levantamento A Devastação da Mata Atlântica no Município de São Paulo segunda edição. (Foto: Google Earth/Reprodução) – Google Earth/Reprodução Foram ouvidas 52 testemunhas que citaram direta ou indiretamente 69 pessoas suspeitas de envolvimento das atividades criminosas. Os conteúdos dos depoimentos, sem identificação de autores, foram enviados ao Ministério Público de São Paulo. Entre os 160 pontos de desmatamento identificados, há 250 mil metros quadrados (m²) próximos à aldeia de Krukutu, dos índios Guarani, em Parelheiros, e 15 mil metros quadrados (m²) dentro de território indígena na Aldeia da Barragem, também dos índios Guarani, também em Parelheiros A maior área levantada tem 4 milhões de metros quadrados (m²). Perto dessa área, passa o rio Embu-Guaçu, uma das principais fontes de abastecimento da Guarapiranga. Ali, segundo hipótese que consta no documento, estaria sendo preparado um grande lote para a construção de um aeroporto. Também segundo o estudo, se o desmatamento ilegal fosse coibido e a área fosse protegida, o processo de regeneração da mata atlântica, em 30 anos, poderia resultar numa mancha de 650 mil árvores, quantidade semelhante ao total de árvores da área urbana da cidade. Para essa área, o vereador Natalini apresentou um Projeto de Lei para a criação do Parque do Paiol. O PL está na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Vereadores de São Paulo. O dossiê também traz um levantamento de áreas que estão ameaçadas de desmatamento, nas proximidades das já desmatadas. Seriam mais 8,5 milhões de metros quadrados (m²), onde estão ameaçadas 1,4 milhão de árvores. Usando as mesmas estimativas, a área poderia conter 57 mil lotes e render R$ 2,3 bilhões aos criminosos que a comercializassem. A primeira edição do estudo foi finalizada em agosto de 2019, apontando 90 áreas de desmatamento. Das 90 regiões identificadas, 46 somavam 2.952.950 metros quadrados (m²), com a derrubada de 492.271 árvores. Em outubro de 2019, uma diligência liderada por Natalini levou um grupo composto por representantes do Ministério Público, da subprefeitura de Parelheiros, membros das equipes da Guarda Civil Metropolitana Ambiental, da Polícia Civil Ambiental (estadual), da Secretaria Municipal do Verde e da Cetesb para verificar in loco que estavam sendo construídas ruas internas de um loteamento no antigo Sítio Irma, área sob embargo. Na ocasião, foi verificado que o embargo não estava sendo respeitado. Passados cinco meses, segundo o dossiê, o mesmo local já tem casas, indicando que as atividades criminosas persistem na destruição dessas áreas de mata atlântica, mesmo após a notificação e as visitas de todas essas autoridades. Mara Gama- Jornalista e consultora de qualidade de texto