Dengue Epidêmica

Assistimos a um importante e intenso período de importantes mudanças ambientais e climáticas onde as ocorrências determinam fortes impactos na qualidade de vida e segurança das comunidades.

MosquitoDengue

Os chamados “extremos climáticos” apresentam-se cada vez mais evidentes, intensos e frequentes com inundações em períodos de seca, calor e quedas bruscas de temperatura; umidade relativa do ar em padrões desérticos, com índices de poluição atmosférica crítica e danosos, seguidas de chuvas intensas e tempestades elétricas com seus raios letais açoitam principalmente, os economicamente, menos favorecidos.
A convivência nos centros urbanos em elevada densidade e concentração de pessoas fica cada vez mais difícil e assim exposta a estes extremos climáticos, torna-se fragilizada e deprimida de sua resistência e equilíbrio, adoece.
Nutrição, habitação, transporte, laser e segurança completam os itens do “pacote”, da comprometida qualidade de vida!
Não bastasse esse incrível momento, vivemos circunstâncias especiais e oportunistas da natureza, que responde imediatamente às mudanças drásticas implementadas pela ação humana, com alteração e adaptação nos sistemas de sustentação da vida, com respostas biológicas e genéticas, especialmente nos microorganismos e insetos.
O recrudescimento de epidemias de vírus (Dengue,Dengue hemorrágica; Chicungunya; Febre Amarela; Febre do Nilo Ocidental; Gripe aviária; suína; equina, Hepatites), de protozoários (Leishmaniose; Giardíase, Chagas), de bactérias (Tuberculose, Hanseníase) e até de fungos/micoses (Esporotricose, Microsporíase), desafiam dioturnamente todo e qualquer Sistema de Vigilância e de Atenção à Saúde.
Precisamos de Sistemas de Vigilância em Saúde fortes e ágeis. Sem estes Sistemas fortes, ágeis e priorizados, não se promove saúde em lugar algum!
O agravamento das epidemias são compatíveis e diretamente proporcionais à degradação ambiental e da deficiente e retardada resposta humana às demandas ambientais anunciadas e previstas ampla e continuadamente.
Cada árvore abatida reflete nas espécies que dela dependem, interfere com a água do ar que umidifica, com a drenagem do solo que absorve, com o calor que reduz quando sombreia e com o frescor preservado que encobre.
A resultante certamente será uma maior ou pior condição de saúde ambiental e humana.
Portanto, não podemos alterar o clima nem o tempo mas certamente, entendendo e respeitando sua tendência de evolução, nos cabe agir, fazer agir e cobrar de quem de direito, ações que minimizem e reduzam os danos à nossa já comprometida saúde ambiental e humana.

Gilberto Natalini – Médico e Vereador PV

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