(DES)Investimentos do Haddad/ 6- A "indústria da multa" de Haddad

A ‘indústria da multa’ de Haddad, e a produção industrial brasileira
Nos três primeiros anos da administração de Fernando Haddad à frente da Prefeitura de São Paulo, a frota de veículos da cidade aumentou 10,7%. A arrecadação de multas de trânsito subiu, entretanto, 23,8% em termos reais.

FullSizeRender(5)

Motoristas paulistanos têm razão quando reclamam que a gestão municipal impõe uma verdadeira “indústria da multa”. Só de 2014 para 2015 a arrecadação com multas de trânsito cresceu de R$ 897,5 milhões para R$ 1 bilhão – um aumento de 12,9%.
Para se ter uma ideia do que significa essa arrecadação em um país em crise como o nosso, relacionamos, para efeito de comparação, a “indústria da multa” de Haddad com o conjunto da produção industrial brasileira.
Os números chocam: enquanto a arrecadação com multas de trânsito subiu 3,5% em 2013, 6% em 2014 e 12,9% em 2015, a produção industrial do país teve uma pequena elevação em 2013, de 1,2%, e quedas sucessivas de 6% em 2014 e de 8,3% em 2015.
Se o quadro de 2015 mostra-se preocupante com o aumento de 12,9% na “indústria da multa” e uma diminuição de 8,3% na produção industrial, a expectativa para 2016 é tenebrosa.
A arrecadação com multas de trânsito na cidade de São Paulo no bimestre de janeiro/fevereiro de 2015 chegou a R$ 150 milhões. Já nos dois primeiros meses de 2016, alcançou R$ 214,7 milhões – um crescimento de incríveis 43%.
Conforme o Boletim Focus do Banco Central, por outro lado, a estimativa para 2016 é de queda de 4% na produção industrial brasileira.
Temos, portanto, um paradoxo: de um lado, a política industrial desastrosa, responsabilidade de um governo federal sob comando do mesmo partido político que, em nível local, põe em prática uma “indústria da multa” das mais eficientes do mundo, com capacidade arrecadatória bilionária.
Gilberto Natalini é médico e vereador (PV-SP)

About natalini

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.