PL para proibir venda de marfim repercute bem junto a ONGs

O Vereador Gilberto Natalini protocolou o PL 338/2015 para proibir o comércio de itens confeccionados com marfim, visando proteger da extinção os elefantes africanos. O parlamentar também oficiou a Exma Min. do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, pres. do Conama, propondo que o Conselho edite uma resolução no mesmo sentido, tornando a proibição nacional.

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A iniciativa repercutiu muito bem na mídia e entre ONGs e granjeou apoio de entidades importantes, como a Elephant Voices (www.elephantvoices.org), que se dedica à proteção destes formidáveis animais no mundo todo.
Esteja atento e desestimule as pessoas conhecidas a usar ou comprar, aqui em São Paulo ou no exterior, qualquer bem feito com este material, que traz em si um rastro trágico de violência.
Leia abaixo a mensagem da Elephant Voices de 28/07:
Prezado Vereador Gilberto Natalini,
Em nome do Santuário de Elefantes Brasil, da ElephantVoices – que represento no Brasil – e do Global Sanctuary for Elephants – do qual sou Membro do Conselho Diretor -, o parabenizo pelo Projeto de Lei 338/2015, referente à proibição do comércio de marfim no Município de São Paulo e pelo encaminhamento do Ofício nº 6580/2015- 26º GV, ao Ministério do Meio Ambiente e Conselho Nacional de Meio Ambiente, que visa ao banimento do comércio de marfim em todo o território nacional.
Atitudes como a de Vossa Senhoria são fundamentais para a preservação das espécies de elefantes, neste crucial momento em que cerca de 50 mil elefantes são mortos a cada ano no continente africano para abastecer o comércio de marfim – onde restam apenas entre 50 mil e 100 mil da espécie Loxodonta cyclotis (elefante africano da floresta) e 400 mil, ou ainda menos, da espécie Loxodonta africana (elefante africano da savana).
A caça furtiva para extração de marfim também ocorre na Ásia, onde as populações, que somam menos de 50 mil elefantes, ainda enfrentam gravíssima e acelerada perda de habitat, conflitos com humanos e captura para servir ao turismo e entretenimento.
É necessário que outros países sigam o exemplo de São Paulo – e, assim esperamos, também do Brasil -, propondo projetos de lei proibindo todo e qualquer comércio de marfim, a fim de evitar a extinção desses seres extraordinários, tão inteligentes, sociáveis, gentis e também agentes da biodiversidade, dos quais todos nós, seres vivos, dependemos de alguma forma.
Agradecemos tomar a liderança no Brasil a esse respeito e nos colocamos a sua inteira disposição para contribuirmos com nossos conhecimentos, a fim de colaborar para a aprovação do Projeto de Lei 338/2015 e para o banimento do comércio de marfim em território nacional.
Muito obrigada!
Atenciosamente,
Junia Machado

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