Frente de Sustentabilidade discute a preservação de áreas verdes em São Paulo

A construção de novos parques e a preservação de áreas verdes na cidade de São Paulo foram os principais temas abordados pela Frente Parlamentar pela Sustentabilidade, presidida pelo vereador Gilberto Natalini (PV),  na reunião desta quinta-feira (23/4), na Câmara Municipal de São Paulo.

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Os vereadores receberam representantes de coletivos em defesa da construção do Parque Linear Córrego da Água Podre, do Parque Brasilândia – que atualmente tem seu terreno invadido por movimentos de moradia e abriga mais de 1400 famílias cadastradas – e defensores da reabertura do Parque Orlando Villas Boas que foi interditado por ordem judicial, com a alegação de ser uma área de solo contaminado.
Para o engenheiro civil, Carlos Fortner, os recursos de compensação ambiental em posse da prefeitura para a construção de novos parques e para preservação do verde não foram bem implantados. “São valores de empresas que tiveram algum manejo arbóreo que ao invés de entregarem mudas, entregaram recursos para que fosse feita a desapropriação de área verde, no caso, foi feita a desapropriação no Brasilândia que é um processo que estava pronto e o que vemos é que não existe o parque, o parque Brasilândia está invadido. E a gente percebe áreas verdes já consolidadas na cidade, ainda que não tivessem uma formalização jurídica, sendo abandonadas”, afirmou.
Sobre o Parque Orlando Villas Boas, de acordo com a gestora ambiental, Fernanda Cristina S. de Campos Luis, existe um laudo da CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) que defende que a área específica onde está o Parque não é contaminada e que o parque deve ser reaberto para o uso da população. “Devemos ficar de olho, porque não podemos perder uma área tão importante para cidade de São Paulo, uma área de lazer, área verde de 55 m² com um projeto inicial de 268 mil m², nós tínhamos diversas modalidades esportivas acontecendo, então a cidade não pode perder uma área como esta”, ressaltou.

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O projeto do PMMA – Plano Municipal de Mata Atlântica também foi apresentado na reunião, ele está sendo desenvolvido por meio de uma Comissão Especial criada dentro do Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CADES), contando com representantes do poder público, da iniciativa privada, do terceiro setor e da sociedade civil.

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Na reunião também foi apresentada uma proposta para a lei de zoneamento, no caso específico da Vila Jataí.
O presidente da Frente Parlamentar, vereador Natalini (PV), irá convocar uma audiência pública para discutir as secretarias municipais do Verde e Meio Ambiente, Habitação e Infra Estrutura e Obras, a Sabesp e a população. “Estamos vivendo um momento muito difícil para a área ambiental na cidade de São Paulo, estamos perdendo áreas verdes uma atrás da outra com a conivência dos governos. Gostaria que o prefeito e a administração tivesse mais sensibilidade para a questão ambiental que é hoje uma questão de primeira linha, pois a população sofre”, afirmou o vereador. “Vamos fazer uma audiência pública para tratar dos casos mais graves, temos aqui o caso do Córrego da Água Podre e mais outros casos que vamos tratar nessa audiência”, finalizou Natalini.
A próxima reunião da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade será o Seminário sobre Arborização Urbana, no dia 04/05, das 14 às 18h. Local: Auditório Prestes Maia – 1º andar – Câmara Municipal de São Paulo.

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