Frente Sustentabilidade: Parque dos Búfalos e Projeto Anhangabaú em discussão

Na reunião da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade desta quinta-feira (15) foi feito uma balanço sobre a situação do Parque dos Búfalos e uma análise do Projeto Anhangabaú.
Pelo Parque dos Búfalos estiveram presentes os líderes comunitários Wesley Rosa e Aurélio Prates e pela EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A.), vieram Eduardo Rocha e Elizabeth Gonçalves.

11219433_436381119883407_4478937945267745333_n

 
O presidente da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade, vereador Gilberto Natalini (PV) abriu o encontro dizendo que de um lado estão os governos (federal, estadual e municipal) defendendo a implantação de um empreendimento imobiliário e do outro está a comunidade defendendo a construção do Parque na área integral.  (quase um milhão de metros quadrados). O empreendimento Residencial Espanha deverá construir 3860 apartamentos e 400 lotes comerciais.
Eduardo Rocha, que trabalha no Departamento de Meio Ambiente da EMAE, destacou que “a situação da Billings é bastante delicada porque a represa é uma grande caixa d’água da cidade de São Paulo”. O engenheiro afirma que, “em 89 anos de vida da Billings perdemos uma Guarapiranga inteira na produção de água”. A ideia de se construir moradias na região, segundo o representante da EMAE, é preocupante. “Podemos perder o reservatório que é estratégico para a cidade”.
O líder comunitário Wesley Rosa enfatizou que o movimento Parque dos Búfalos não é contra moradias, mas “não tem cabimento construir casas em uma área de manancial, com dezenove nascentes, uma fauna e flora riquíssimas. Ele salientou que a construção dos apartamentos irá prejudicar a qualidade de vida dos moradores locais.
Quanto ao Anhangabaú, Michel Gorski – coautor do projeto Anhangabaú (1981) e o arquiteto Luis Eduardo Bretas, da SP Urbanismo estiveram na reunião desta quinta-feira.

12118834_436381003216752_7132004879080238491_n

 
Segundo Natalini, “o Vale, realmente, precisa de uma revitalização, está no coração da nossa cidade de São Paulo, está machucado e abandonado mas a proposta da Prefeitura não tem aceitação unânime e, por isso, estamos escutando todos os lados.”
Uma série de slides ilustrou a demonstração do arquiteto Luis Eduardo Bretas ao ressaltar que “as centenárias palmeiras imperiais não serão remanejadas”. Para o representante da Prefeitura paulistana houve estudos que provaram que as pessoas apreciam ficar próximas e interagir com água, daí “a inserção de elementos d’água servirá como umidificação, melhorando o clima da região”. Bretas fez, ainda, uma longa explanação em defesa do Projeto Anhangabaú ao afirmar que “diversas árvores serão plantadas na região, galerias subterrâneas serão construídas e a iluminação será tratada de modo a conservar energia”.
O vereador Natalini informou que pede, “há tempos para ver o projeto do Executivo e não estão mandando, estou prestes a entrar na Justiça para pedir vistas do projeto”.
O representante do projeto vencedor em Concurso de Arquitetos, realizado em 1981, Michel Gorski coautor do Projeto Anhangabaú elaborado por nove arquitetos orientados por Jorge Wilheim e Rosa Kliass foi taxativo ao afirmar que é contra a dinâmica que a Prefeitura está adotando para o Projeto Anhangabaú. “Precisamos juntar forças e pensar num projeto conjunto”.
A próxima reunião da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade está agendada para 5/11, das 11h às 13h, no Auditório Prestes Maia e a pauta será a continuação da discussão sobre o Projeto Anhangabaú.

About natalini

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.