Poluição do ar e saúde: assuntos discutidos no Instituto Saúde e Sustentabilidade

“Reduzindo a poluição do ar e material particulado no ambiente urbano em benefício da saúde”. Este o tema abordado, nesta segunda-feira (22), no Instituto Saúde e Sustentabilidade, entidade científica presidida pela médica Evangelina Vormittag.

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Participaram do encontro, além da presidente da entidade, o vereador e médico Gilberto Natalini (PV) e o professor da Faculdade de Medicina da USP, Paulo Saldiva. Também presentes representantes da Fiesp, Cetesb, Secretarias do Meio Ambiente do estado e do município de São Paulo, Associação Nacional de Transporte Público (ANTP), jornal Valor Econômico, Associação Paulista de Medicina (APM) e Sociedade Brasileira de Pneumocologia e Pediatria.

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O encontro foi organizado em parceria com o Ministério da Saúde, utilizando a dinâmica da EVIPNet (Rede para Políticas Informadas por Evidências) criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que parte de um relatório que compila e avalia a literatura publicada sobre um tema e usa o documento para alertar e promover a formulação de políticas públicas.
Inicialmente  durante a discussão se o Material Particulado era o melhor parâmetro para monitorar a poluição, o professor Paulo Saldiva ponderou que era mais fácil e rápido (porque pode ser avaliado até por via satélite) e, sobretudo, é o poluente síntese. “Já que resulta tanto das emissões diretas da combustão em motores diesel e nas indústrias, como de desgaste de asfalto, freios etc e ainda da transformação de aerosóis sólidos de poluentes gasosos como NOx e SOx (óxidos de Nitrogênio e Enxofre).
Nas discussões sobre as opções para superação houve consenso na importância de se informar e mobilizar a população, em especial a mais carente, que sofre mais com a poluição atmosférica.
“Há um assustador e terrível retrocesso na gestão atual (prefeito Fernando Haddad) que abandonou o programa Ecofrotas, a despeito da morte de 4.500 paulistanos/ano devido à poluição”, salientou o vereador Natalini ao informar aos presentes “ a perda de várias áreas verdes na cidade de São Paulo por invasões e também por decretos do Executivo municipal”. Segundo o parlamentar, prédios de 8 andares poderão ser construídos em áreas de até 30% de praças e parques, inclusive em áreas de mananciais”.
Ao final do encontro, o vereador Natalini propôs que o grupo não se dispersasse para que, juntos, possam pressionar e combater a poluição por meio de transportes sustentáveis. “Infelizmente, o quadro atual não é promissor já que, na nova licitação para ônibus urbanos – que terá a vigência de 40 anos – a administração Hadad pretende despender R$ 70 bilhões e no edital não consta nada sobre o uso de energia mais limpa como ônibus híbridos ou a biodiesel”.

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