Prefeito Haddad comete barbaridades frequentes contra o meio ambiente e os parques estão degradados

Na terça-feira (5), o presidente da Comissão de Meio Ambiente, vereador Gilberto Natalini (PV), teve duas importantes reuniões na Câmara de São Paulo. A primeira tratou sobre o fornecimento de Energia Elétrica e Cabeamento e contou com as presenças de William Fernandes (diretor de Operação e Manutenção da AES Eletropaulo), Mário Leite Pereira (IPT) e o representante da comunidade de moradores do Jardim Marajoara, Sérgio Berti.

foto comissão meio ambiente

“Quando chove, o elevado número de raios e os fortes ventos causam interrupção no fornecimento de energia; as árvores são as grandes responsáveis pela falta de energia já que caem e destroem tudo”, informou Willian Fernandes ao ressaltar que a Eletropaulo identificou muitas árvores condenadas por meio de estudo do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). Segundo o diretor de Operação e Manutenção da AES Eloetropaulo, 100% de todos os resíduos da poda de árvores são reciclados e, só em 2015, foram destinadas 3850 toneladas para briquetes.
“É possível sim combinar as necessidades ambientais com um serviço bom de distribuição e manutenção de energia. A Prefeitura deveria saber dar solução técnica… Em São Paulo, o serviço de energia é ruim, não se cuida das árvores e o prefeito não faz a coisa certa”.

Comissão Meio Ambiente

A afirmação é do presidente da Comissão Permanente do Meio Ambiente, vereador Gilberto Natalini (PV) ao ressaltar que o cabeamento na cidade de São Paulo “é horrível”. Conforme o parlamentar, “os postes da cidade parecem penduricalhos de fios”.
As redes aérea e a subterrânea foram analisadas pelo representante do IPT, Mário Leite Pereira que, em concordância com o representante da AES Eletropaulo, disse que o enterramento de fios exige investimento muito alto o que, naturalmente, terá impacto nas tarifas de energia.
Na oportunidade, o vereador Natalini informou aos presentes que é autor do PL 67/2016 que “dispõe sobre a obrigatoriedade da empresa concessionária de serviço público de distribuição de energia elétrica e demais empresas ocupantes de sua infraestrutura a se restringir à ocupação do espaço público dentro do que estabelecem as normas técnicas aplicáveis e promover a regularização e a retirada dos fios inutilizados em vias públicas do município de São Paulo”.
Para o vereador, “o abandono de cabos e fios soltos em postes, após as empresas de energia, telefonia, tv a cabo, internet e outras, realizarem reparos, trocas e substituições é flagrante”.
O representante dos moradores do Jardim Marajoara, Cidade Adhemar, Campo Grande, entre outras comunidades, Sérgio Berti denunciou a oscilação e a falta de energia constantes naquelas regiões. Conforme Berti, “esses locais já ficaram sem luz durante 23h seguidas com os comerciantes perdendo suas mercadorias e a população vendo seus objetos domésticos estragarem (geladeira, freezers, televisão, computador etc). Na oportunidade, Berti reivindicou manutenção preventiva e poda correta nas árvores.
Na outra reunião da Comissão Permanente do Meio Ambiente a situação dos parques municipais Jacques Cousteau/ Laguinho de Interlagos e Morumbi Sul foi debatida com a participação dos membros da Comissão de Finanças da Câmara paulistana.
Criado em 1927, o parque Jacques Cousteau localiza-se na margem direita da represa Guarapiranga e apresenta importância significativa para a região de manancial com a presença de áreas verdes em bacias hidrográficas o que resulta em um nível mais elevado de qualidade da água, diminuindo a carga de sedimentos e posterior assoreamento.
A área é de 67,326 m² localizados entre as ruas Catanumi, Norman Prochet, Raul Tabajara e avenida Louis Romero Sanson. No local há um remanescente de Mata Atlântica, várias nascentes e rica biodiversidade, além do lago ocupar cerca de três quartos da área total do parque.
O parque Morumbi Sul – que abrange os bairros de Campo Limpo, Morumbi Sul, Vila das Belezas e adjacências – está em risco e 80 mil m² de área verde poderão ser perdidos por decreto do Executivo municipal que quer construir um CEU (Centro Educacional Unificado). O desmatamento atinge 11 mil m² de área verde e a indignação dos moradores da região é que já existem dois CEUs nas redondezas e que há terrenos de propriedade da própria Prefeitura que podem ser utilizados para essa implantação pretendida pelo Executivo municipal, preservando o único parque da região.
Ao encerrar a reunião, onde representantes de outras regiões como Cocaia, Vila Natal e Jardim Varginha também denunciaram o descaso da Prefeitura com as poucas áreas arborizadas, o vereador Natalini afirmou que “assuntos tristes e espinhosos sobre a degradação dos parques da cidade foram denunciados aqui; mas a população mostrou-se atuante, vigilante e mobilizada contra as barbaridades feitas contra o meio ambiente. Não podemos deixar que o Haddad, predador ambiental e mau gestor, acabe com o verde da cidade: “se as coisas continuarem assim podemos chegar no final deste ano de 2016 com os parques totalmente abandonados, largados ao Deus dará”.
Ao final ficou acordado entre os membros da Comissão do Meio Ambiente, cujo presidente é o vereador Natalini, e os da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara de São Paulo que será redigido e encaminhado um requerimento ao TCM (Tribunal de Contas da União) solicitando investigação na empresa Teto Construtora que venceu a licitação para a construção do CEU no Parque Morumbi Sul. A empresa tem, segundo denúncia de Dezely Dellai, presidente da Associação de Condomínios do Morumbi Sul, “inúmeros processos contra e deixou de entregar obras que estavam sob sua responsabilidade.

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