Depósitos clandestinos de lixo são ilegais, imorais e têm que acabar, afirma Natalini

A importância da coleta seletiva e reciclagem de resíduos sólidos foi tratada durante o Painel 1 realizado pela Frente Parlamentar pela Sustentabilidade, na terça-feira (10), na Câmara paulistana.

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Para o vereador e membro da Frente, Gilberto Natalini (PV) que é um incansável defensor do meio ambiente com um trabalho incessante em prol da sustentabilidade, “ a Prefeitura de São Paulo se nega a realizar o fluxo de material, a burocracia é absurda e os depósitos clandestinos à beira de represas funcionam sob os olhos coniventes dos órgãos públicos como governos estadual e municipal, Cetesb, polícia ambiental etc”.
“Isso representa ilegalidade, criminalidade e imoralidade contra o meio ambiente: são depósitos clandestinos que não deveriam existir”, salientou o vereador ao afirmar que “o Brasil, infelizmente, não está amadurecido para tratamento, reciclagem do lixo sólido e orgânico e em São Paulo, por exemplo, é enorme a dificuldade para se fazer a coleta seletiva”.
O parlamentar contou aos presentes à reunião da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade que tem uma composteira: “Comprei há um tempinho, paguei em dez vezes e não me arrependo… Sem moscas, sem mau cheiro e faz chorume e húmus que distribuo entre os vizinhos e assim, nosso volume de lixo em casa é muito pequeno”.
Participaram do painel: Resíduos e Reciclagem, além dos vereadores Gilberto Natalini e Ricardo Young, Carlos Henrique de Oliveira, da Resíduos Zero Brasil e André Graziano, da empresa de coleta seletiva Pedra Verde.
André Graziano lamentou que “não outro lugar no mundo onde a cadeia produtiva (gerar e reciclar resíduos) seja tão ineficiente”. Segundo ele, a informalidade no país, abre inúmeras brechas para que haja inúmeros problemas para a reciclagem ser realizada como deveria”.
O representante da Resíduos Zero Brasil, Carlos Henrique Oliveira, citou números: “ a média nacional é de 51% de matéria orgânica produzida; o perfil de resíduos é totalmente diferente de uma região da cidade para outra devido ao padrão socioeconômico: em bairros afastados do Centro são 600 gramas/dia para cada habitante de lixo (sobras de comida) e em bairros como Alto de Pinheiros o lixo/diário é de 2 quilos por habitante (embalagens). Daí, concluiu: “seria ideal que cada subprefeitura implantasse seu Plano de Resíduos Sólidos de acordo com o perfil dos moradores”.
O consenso é que a Prefeitura deveria exigir de todos os grandes geradores explicações sobre o tipo de resíduo que geram e o destino final. Deve haver o descarte correto de material através da coleta seletiva e logística reversa sendo que esta última é um instrumento de desenvolvimento econômico e social formado por uma série de ações destinadas a viabilizar a coleta e a restituição de resíduos sólidos ao setor empresarial para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final, ambientalmente, adequada.”

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